domingo, 24 de janeiro de 2010

Médicos de Cuba: la solidaridad silenciada

Por: José Manzaneda

Los médicos cubanos habilitaron su vivienda como hospital de campaña, atendiendo a miles de personas al día y realizando centenares de operaciones quirúrgicas en 5 puntos asistenciales de Puerto Príncipe. Además, alrededor de 400 jóvenes de Haití formados como médicos en Cuba se unían como refuerzo a la brigada cubana

Los cerca de 400 cooperantes de la brigada médica cubana en Haití fueron la más importante asistencia sanitaria al pueblo haitiano durante las primeras 72 horas tras el reciente terremoto. Esta información ha sido censurada por los grandes medios de comunicación internacionales.

Y es que la ayuda de Cuba al pueblo de Haití no ha llegado con el terremoto. Cuba desarrolla en Haití desde 1998 un Plan Integral de Salud (1), por el que han pasado más de 6.000 cooperantes cubanos de la salud. Horas después de la catástrofe, el mismo día 13 de enero, se sumaban a la brigada cubana 60 especialistas en catástrofes, componentes del Contingente "Henry Reeve", que volaban desde Cuba con medicamentos, suero, plasma y alimentos (2). Los médicos cubanos habilitaron su vivienda como hospital de campaña, atendiendo a miles de personas al día y realizando centenares de operaciones quirúrgicas en 5 puntos asistenciales de Puerto Príncipe. Además, alrededor de 400 jóvenes de Haití formados como médicos en Cuba se unían como refuerzo a la brigada cubana (3).

Los grandes medios han silenciado todo esto. El diario El País, el 15 de enero, publicaba una infografía sobre la "Ayuda financiera y equipos de asistencia", en la que Cuba ni siquiera aparecía entre los 23 estados que han aportado colaboración (4). La cadena estadounidense Fox News llegaba a afirmar que Cuba es de los pocos países vecinos del Caribe que no han acudido a prestar ayuda.

Voces críticas de los propios EE.UU. han denunciado este tratamiento informativo, aunque siempre en muy limitados espacios de difusión.

Sarah Stevens, directora del Center for Democracy in the Americas (5) , decía en el blog The Huffington Post: ¿si Cuba está dispuesta a cooperar con los EE.UU. en el aire (dejando libre su espacio aéreo), no deberíamos cooperar con ella en iniciativas terrestres que afectan a ambas naciones y los intereses conjuntos de ayudar al pueblo haitiano? (6)

Laurence Korb, ex subsecretario de Defensa y ahora vinculado con el Center for American Progress (7), pedía al gobierno de Obama "aprovechar la experiencia de un vecino como Cuba" que "tiene algunos de los mejores cuerpos médicos del mundo", y de los que "tenemos mucho que aprender" (8).

Gary Maybarduk, ex funcionario del Departamento de Estado, ha propuesto entregar a las brigadas médicas cubanas equipamiento duradero médico con el uso de helicópteros militares de EE.UU., para que puedan desplazarse a localidades poco accesibles de Haití (9).

Y Steve Clemons, de la New America Foundation (10) y editor del blog político The Washington Note (11), afirmaba que la colaboración médica entre Cuba y EE.UU. en Haití podría generar la confianza necesaria para romper incluso el estancamiento que ha habido en las relaciones entre EE.UU. y Cuba durante decenios (12).

Pero la información sobre el terremoto de Haití, procedente de grandes agencias de prensa y de corporaciones mediáticas ubicadas en las grandes potencias, se parece más a una campaña de propaganda sobre los donativos de los países y ciudadanos más ricos del mundo. Si bien la vulnerabilidad ante la catástrofe por causa de la miseria es repetida una y otra vez por los grandes medios, ninguno ha querido entrar a analizar el papel de las economías de Europa o EE.UU. en el empobrecimiento de Haití. El drama de este país está demostrando, una vez más, la verdadera naturaleza de los grandes medios de comunicación: ser el gabinete de imagen de los poderosos del mundo, convertidos en donantes salvadores del pueblo haitiano cuando han sido y son, sin paliativos, sus verdaderos verdugos.
Fonte: Telesur

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

TODA SOLIDARIEDADE AO HAITI


TODA SOLIDARIEDADE AO HAITI

Por Antonio Barreto *


A República do Haiti, fundada em 1804 pelos ex-escravos rebelados, primeiro país a conquistar a independência na América Latina, teve quase todo o seu povo crioulo massacrado e parte escravizada a partir de 1492, ano em que a expedição espanhola comandada por Cristóvão Colombo, aportou na Bahia hoje denominada de Porto Príncipe.

Em 1697, a metade do território a leste da Ilha (São Domingos) foi cedida à França pelos espanhóis. No século XVIII, o Haiti transformou-se na mais próspera colônia espanhola das Américas, como grande exportador de açúcar, café e cacau, produtos do trabalho escravo.

Em 1794, uma revolta dos escravos termina com o regime de servidão. Nesse mesmo ano, a França passa a dominar toda a Ilha. Em 1803, o povo haitiano, liderado pelo negro Jaques Dessalines, organiza a resistência, derrota os Franceses e no ano seguinte, declara a independência.

A reação colono/escravista estadunidense e européia foi imediata. Decretaram um bloqueio econômico ao país, que levou os haitianos a um longo período de sofrimento por 60 anos seguidos. Após encarniçada luta, o país é dividido e o território da atual República Dominicana, é recuperado pela Espanha. Reunificado em 1822, o país, vítima da espoliação estrangeira, é novamente dividido e é declarada a independência da República Dominicana em 1844.

O Haiti conviveu com 20 governantes da metade do século XIX ao início do século XX. Desses, 16 foram depostos e os Estados Unidos ocuparam militarmente o país a partir de 1915, por longos 19 anos. A partir de 1946, uma sucessão de governos fantoches dos imperialistas governaram o Haiti com “mão de ferro” e repressão em massa ao opositores do regime, tendo os assassinatos como norma contra os mais aguerridos defensores da democracia e da soberania do Haiti. Entre estes, o médico Dusmarsais Estimé e François Duvalier - o Papa Doc - e seus tutons macoutes, da guarda presidencial. Este, autodeclarado presidente vitalício, foi substituído pelo filho de 19 anos, Jean-Claude Duvalier - o Baby Doc – que após terdecretado estado de sítio em 1986, fugiu para a França para não ser trucidado pelo povo.

Em 1990 o ex-padre, seguidor da teoria da libertação, Jean-Bertrand Aristide é eleito presidente. Deposto pelos militares antes de completar um ano de mandato, o presidente Aristide é reempossado por intervenção da ONU. Eleito pela segunda vez em 2000, o presidente Aristide é novamente apeado do poder em 2003, pela pressão da oposição apoiada pelos Estados Unidos que o retiram à força do país com destino à África do Sul, para um exílio forçado.

Hoje o Haiti é governado pelo presidente René Preval, aliado incondicional dos Estados Unidos e em decorrência da grave crise de violência, filha da miséria na qual o país está mergulhado, vive sob intervenção de uma força militar de paz (MINUSTAH) da ONU, composta por 6.700 efetivos militares de 16 países, sob comando do Brasil. A presença dessa Força de Paz, neste momento, está dando uma significativa ajuda para minorar o sofrimento do povo.

O líder cubano Fidel Castro, afirmou recente em artigo intitulado “A lição do Haiti” publicado no jornal Granma, que a situação de extrema pobreza do Haiti é “uma vergonha de nossa época” e pediu soluções reais e verdadeiras para o país. Disse ainda que “O Haiti é um produto do colonialismo e imperialismo, de mais de um século de emprego de seus recursos humanos nos trabalhos mais duros, das intervenções militares e extração de suas riquezas”.

Mark Weisbrot (1) em artigo na Folha de São Paulo, publicado também no portal http://www.vermelho.org.br/, afirmou que “...das incontáveis atrocidades cometidas sob ditaduras auxiliadas e apoiadas por Washington, o golpe de 2004 não pode ser relegado ao esquecimento, visto que nada mais que “história antiga”. “Aconteceu há apenas seis anos e é diretamente relacionado ao esforço de ajuda e reconstrução que o presidente Obama está propondo agora”. Afirmou ainda, que “O primeiro governo democrático de Aristide foi derrubado após sete meses, em 1991, por oficiais militares e esquadrões da morte que, mais tarde, se descobriu estarem a soldo da Agência Central de Inteligência dos EUA. Agora, Aristide quer retornar a seu país, algo que a maioria dos haitianos reivindica desde a sua derrubada”.

Para complicar ainda mais a vida desse lutador e sofrido povo, a natureza se encarregou de completar a tragédia. O recente terremoto, além de deixar um rastro de destruição da infra-estrutura do país, centenas de milhares de mortos, feridos e desaparecidos sob escombros, e aproximadamente 3 milhões de desabrigados com fome, sede e desesperança para a maioria da população, está servindo também de mote para que o império do norte retome com mais força a sua intervenção para a ocupação política e militar do Haiti. Apega-se o imperialismo à ponta desse iciberg para um impulso à retomada da intervenção na América Latina, que teve o seu recomeço mais recentemente com a organização e sustentação política do golpe militar de Honduras.

A Fundação do Comitê Popular Baiano de solidariedade para ajuda humanitária ao povo haitiano, no dia 19/01/2010, por iniciativa da CTB, Cebrapaz e demais entidades do movimento popular da Bahia, é uma atitude internacionalista de grande significado neste momento difícil por que passa o oprimido povo haitiano.
Deposite a sua contribuição na Conta do Consulado do Haiti, em São Paulo: Banco do Brasil - Ag: 1603-3 – C.Corrente: 91000-7.

(1) Mark Weisbrot é doutor em economia pela Universidade de Michigan, é codiretor do Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas, em Washington (http://www.cepr.net/).
Tradução de Clara Allain

* Antonio Barreto é Membro da Direção Nacional do Cebrapaz e Presidente da Associação Cultural José Martí – Bahia.
Reflexões de Fidel

A lição do Haiti

• HÁ dois dias, quase às 18h, hora de Cuba, já de noite no Haiti devido a sua posição geográfica, as televisoras começaram a divulgar notícias de que um violento terremoto, de uma intensidade 7,3 na escala de Ritcher, tinha devastado Porto Príncipe. O fenômeno sísmico originou-se numa falha tectônica situada no mar, localizada apenas a 15 quilômetros da capital haitiana, uma cidade onde 80% da população haitiana mora em casas frágeis construídas de adobe e barro.

As notícias continuaram sendo difundidas quase ininterruptamente durante horas. Não havia imagens, mas afirmava-se que muitos prédios públicos, hospitais, escolas e instalações de construção mais sólida tinham colapsado. Eu li que um terremoto de uma intensidade 7,3 equivale à energia liberada por uma explosão igual a 400 mil toneladas de TNT.

Descrições trágicas eram veiculadas. Os feridos nas ruas pediam aos gritos ajuda médica, rodeados de ruínas com famílias sepultadas. No entanto, ninguém conseguiu transmitir nenhuma imagem durante muitas horas.

A notícia surpreendeu todos nós. Muitos escutávamos com freqüência informações sobre furacões e grandes cheias no Haiti, mas ignorávamos que o vizinho país corria o risco de sofrer um grande terremoto. Nesta ocasião, veio à baila que, há 200 anos, essa mesma cidade tinha sofrido um grande terremoto, quando talvez a cidade tinha alguns poucos milhares de habitantes.

Às 24h ainda não se conhecia uma cifra aproximada de vítimas. Altos chefes das Nações Unidas e vários chefes de governo falavam sobre os comoventes acontecimentos e anunciavam o envio de brigadas de primeiros-socorros. Como ali estão desdobradas tropas da MINUSTAH, forças das Nações Unidas de diversos países, alguns ministros de defesa falavam de possíveis baixas entre o seu pessoal.

Foi verdadeiramente na manhã de ontem, quarta-feira, quando começaram a chegar as tristes notícias sobre as consideráveis perdas humanas na população e, inclusive, instituições como as Nações Unidas mencionavam que algumas de suas edificações naquele país tinham colapsado, um termo que não diz nada de per si ou que poderia significar muito.

Durante horas continuaram chegando ininterruptamente notícias cada vez mais traumáticas sobre a situação nesse país irmão. Eram discutidas as cifras das vítimas mortais que flutuam, segundo versões, entre 30 mil e 100 mil. As imagens são assustadoras; é evidente que o desastroso acontecimento teve ampla difusão mundial, e muitos governos, sinceramente comovidos, fazem esforços para cooperar conforme os seus recursos.

A tragédia abala sinceramente grande número de pessoas, especialmente as de índole natural. Mas, talvez, poucas se detêm em pensar por que o Haiti é um país tão pobre. Por que a sua população depende quase 50% das remessas familiares que são recebidas do exterior? Por que não se analisa também as realidades que conduzem à situação atual do Haiti e seus enormes sofrimentos?

O mais curioso desta história é que ninguém diz uma só palavra para lembrar que o Haiti foi o primeiro país onde 400 mil africanos escravizados e vítimas do tráfico dos europeus se revoltaram contra 30 mil donos brancos de plantações canavieiras e de café, fazendo a primeira grande revolução social em nosso hemisfério. Páginas de insuperável glória ali foram escritas. O mais eminente general de Napoleão foi derrotado. Haiti é um produto absoluto do colonialismo e do imperialismo, de mais de um século de emprego de seus recursos humanos nos trabalhos mais duros, das intervenções militares e do saque de suas riquezas.

Este esquecimento da história não seria tão grave como o fato real de que o Haiti é uma vergonha de nossa época, num mundo onde prevalece a exploração e o saque da imensa maioria dos habitantes do planeta.

Bilhões de pessoas na América Latina, África e Ásia sofrem carências similares, embora talvez em todas tenham uma proporção tão elevada como a do Haiti.

Situações como a que sofre esse país não deveriam existir em nenhum lugar da Terra, onde abundam dezenas de milhares de cidades e povoados em condições similares e, às vezes, piores, em virtude de uma ordem econômica e política internacional injusta imposta ao mundo. A população mundial não está ameaçada apenas por catástrofes naturais como a do Haiti, que é apenas uma prova fraca do que pode acontecer no planeta devido à mudança climática, que foi, na verdade, alvo de escárnio e engano em Copenhague.

É justo exprimir a todos os países e instituições que perderam alguns cidadãos ou membros por motivo da catástrofe natural no Haiti: não duvidamos que neste momento envidarão todos os esforços para salvarem vidas humanas e mitigarem a dor desse povo sofrido. Não podemos culpá-los do fenômeno natural que ali aconteceu, embora discordemos da política aplicada no Haiti.

Não posso deixar de exprimir a opinião de que é hora de encontrar soluções reais e verdadeiras para esse povo irmão.

No setor da saúde e noutros, Cuba, apesar de ser um país pobre e bloqueado, há anos vem cooperando com o povo haitiano. Ao redor de 400 médicos e especialistas da saúde cooperam gratuitamente com o povo haitiano. Os nossos médicos trabalham diariamente nas 227 das 237 comunidades do país. Por outro lado, não menos de 400 jovens haitianos formaram-se como médicos em nossa Pátria. Agora trabalharão com a brigada que foi ali ontem para salvar vidas nesta situação crítica. Portanto, podem se mobilizar sem muito esforço, até mil médicos e especialistas da saúde, que já estão ali quase todos dispostos a cooperarem com outro Estado qualquer que desejar salvar vidas haitianas e curar os feridos.

Outro número considerável de jovens haitianos estuda medicina em Cuba.

Também cooperamos com o povo haitiano em outras áreas que estão ao nosso alcance. No entanto, não haverá nenhuma outra forma de cooperação digna de ser qualificada dessa forma que a de lutar na esfera das ideias e da ação política para pôr fim à imensa tragédia que sofre um grande número de nações como o Haiti.

A chefa da nossa brigada médica informou: "A situação é difícil, mas já começamos a salvar vidas". Ela fê-lo ontem, através de uma breve mensagem umas horas depois de chegar ontem a Porto Príncipe com mais reforço médico.

Já na alta noite, comunicou que os médicos cubanos e os haitianos formados na ELAM estavam se espalhando pelo país. Tinham atendido em Porto Príncipe a mais de mil pacientes, conseguindo pôr urgentemente em funcionamento um hospital que não colapsou e empregando barracas onde for necessário. Preparavam-se para instalar rapidamente outros locais de pronto-socorro.

Sentimos sadio orgulho pela cooperação que, neste trágico momento, prestada pelos médicos cubanos e jovens médicos haitianos formados em Cuba aos seus irmãos do Haiti!

Fidel Castro Ruz

14 de janeiro de 2010

20h25
Reflexões de Fidel

O Haiti coloca à prova o espírito de cooperação


• As notícias procedentes do Haiti configuram o grande caos que se esperava, devido à situação excepcional criada pela catástrofe.

Surpresa, espanto, abatimento nos primeiros instantes, vontade de prestar ajuda imediata nos cantos mais afastados da Terra. O quê enviar e como fazê-lo para um canto do Caribe, a partir da China, Índia, Vietnã e de outros pontos localizados a dezenas de milhares de quilômetros? A magnitude do terremoto e da pobreza do país gera nos primeiros momentos ideias de necessidades imaginárias, que dão azo a todo o tipo de promessas possíveis que depois tentam fazer chegar por qualquer via.

Os cubanos compreendemos que o mais importante nesse momento era salvar vidas, para o qual estávamos treinados, não apenas diante de catástrofes como essa, mas também de outras catástrofes naturais relacionadas com a saúde.

Ali estavam centenas de médicos cubanos e, além disso, um número considerável de jovens haitianos de origem humilde, convertido em profissionais da saúde bem treinados, uma tarefa npara a qual contribuímos durante muitos anos com esse país irmão e vizinho. Uma parte dos nossos compatriotas estava de férias e outros, de origem haitiana, treinavam-se ou estudavam em Cuba.

O terremoto ultrapassou qualquer estimativa; as casas humildes de adobe e barro — de uma cidade com quase dois milhões de habitantes — não podiam resistir. Instalações governamentais sólidas desabaram; quarteirões completos de moradias se desmoronaram sobre os habitantes que, nessa hora, ao anoitecer, estavam em seus lares, ficando sepultados abaixo das ruínas, vivos ou mortos. As ruas estavam repletas de pessoas feridas que clamavam auxílio. A MINUSTAH, força das Nações Unidas, o governo e a Polícia ficaram sem chefatura nem posto de comando. No primeiro momento, a tarefa dessas instituições com milhares de pessoas foi saber quem estava com vida e onde.

A decisão imediata dos nossos abnegados médicos que trabalhavam no Haiti, bem como dos jovens especialistas da saúde formados em Cuba, foi comunicarem-se entre si, conhecerem de sua sorte e saberem com que pessoal se contava para socorrer o povo haitiano naquela tragédia.

Os que estavam de férias em Cuba aprontaram-se logo para partir, assim como os médicos haitianos que se especializavam em nossa Pátria. Outros especialistas cubanos em cirurgia que já cumpriram missões difíceis se ofereceram para partir com eles. Basta dizer que, antes de 24 horas, os nossos médicos já tinham atendido a centenas de pacientes. Hoje, 16 de janeiro, apenas três dias e meio depois da tragédia, o número de pessoas com lesões já auxiliadas por eles elevava-se a vários milhares.

Ao meio-dia de hoje, sábado, a chefia de nossa brigada informou, entre outros dados, os seguintes:

"… na verdade, é louvável o trabalho que estão fazendo os companheiros. É uma opinião unânime que, comparativamente, o Paquistão ficou bem atrás ―ali houve outro grande terremoto onde alguns trabalharam―; naquele país muitas vezes recebiam fraturas, inclusive, mal consolidadas, alguns esmagamentos, mas aqui foi ultrapassado tudo o imaginável: amputações abundantes, as operações praticamente é preciso fazê-las em público; é a imagem que tinham de uma guerra."

"… o hospital Delmas 33 já está funcionando; tem três salas de operações cirúrgicas, com geradores elétricos, áreas de consulta etc., porém está absolutamente repleto."

"… Incorporaram-se 12 médicos chilenos, um deles anestesiologista; também oito médicos venezuelanos; nove freiras espanholas; espera-se a incorporação, de um momento para o outro, de 18 espanhóis, aos quais a ONU e a Saúde Pública haitiana tinham entregado o hospital, mas faltavam-lhes recursos de urgência que não tinham podido chegar, portanto, decidiram se juntar a nós e começar a trabalhar logo."

"… foram enviados 32 médicos residentes haitianos, seis deles iam diretamente para Carrefour, um local completamente devastado. Também foram os três times cirúrgicos cubanos que chegaram ontem."

"… estamos operando as seguintes instalações médicas em Porto Príncipe:

Hospital La Renaissance.

Hospital da Previdência Social.

Hospital da Paz."

"… já funcionam quatro CDIs (Centros de Diagnóstico Integral)."

Nesta informação, apenas é transmitida uma ideia do que está fazendo no Haiti o pessoal médico cubano e de outros países que trabalha junto com eles, entre os primeiros que chegaram a essa nação. Nosso pessoal está disposto a cooperar e juntar suas forças com todos os especialistas da saúde que foram enviados para salvar vidas nesse povo irmão. O Haiti poderia se tornar um exemplo do que a humanidade pode fazer por si própria. A possibilidade e os meios existem, mas falta decisão.

Quanto mais tempo demorar o enterramento ou a incineração dos falecidos, a distribuição de alimentos e de outros produtos vitais, os riscos de epidemias e violências sociais se elevarão.

No Haiti se colocará à prova quanto pode durar o espírito de cooperação, antes que prevaleçam o egoísmo, o chauvinismo, os interesses mesquinhos e o desprezo por outras nações.

A mudança climática ameaça toda a humanidade. O terremoto de Porto Príncipe, apenas três semanas depois, está fazendo com que todos nós lembremos quão egoístas e autossuficientes nos comportamos em Copenhague.

Os países acompanham de perto todo o que acontece no Haiti. A opinião mundial e os povos serão cada vez mais severos e implacáveis em suas críticas.

Fidel Castro Ruz

16 de janeiro de 2010

19h46 •

Os pecados do Haiti
por Eduardo Galeano

A democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca idéia de querer um país menos injusto.

O voto e o veto

Para apagar as pegadas da participação estado-unidense na ditadura sangrenta do general Cedras, os fuzileiros navais levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para recuperar o governo, mas proibiram-lhe o poder. O seu sucessor, René Préval, obteve quase 90 por cento dos votos, mas mais poder do que Préval tem qualquer chefete de quarta categoria do Fundo Monetário ou do Banco Mundial, ainda que o povo haitiano não o tenha eleito nem sequer com um voto.

Mais do que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou algum dos seus ministros, pede créditos internacionais para dar pão aos famintos, letras aos analfabetos ou terra aos camponeses, não recebe resposta, ou respondem ordenando-lhe:
– Recite a lição. E como o governo haitiano não acaba de aprender que é preciso desmantelar os poucos serviços públicos que restam, últimos pobres amparos para um dos povos mais desamparados do mundo, os professores dão o exame por perdido.

O álibi demográfico

Em fins do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Mal chegaram, a miséria do povo feriu-lhes os olhos. Então o embaixador da Alemanha explicou-lhe, em Port-au-Prince, qual é o problema:
– Este é um país superpovoado, disse ele. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode.

E riu. Os deputados calaram-se. Nessa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou os números. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais superpovoado das Américas, mas está tão superpovoado quanto à Alemanha: tem quase a mesma quantidade de habitantes por quilômetros quadrado.

Durante os seus dias no Haiti, o deputado Wolf não só foi golpeado pela miséria como também foi deslumbrado pela capacidade de beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado... de artistas.

Na realidade, o álibi demográfico é mais ou menos recente. Até a alguns anos, as potências ocidentais falavam mais claro.

A tradição racista

Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objetivos: cobrar as dívidas do City Bank e abolir o artigo constitucional que proibia vender plantações aos estrangeiros. Então Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem "uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização". Um dos responsáveis da invasão, William Philips, havia incubado tempos antes a idéia sagaz: "Este é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que haviam deixado os franceses".

O Haiti fora a pérola da coroa, a colônia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com mão-de-obra escrava. No Espírito das leis, Montesquieu havia explicado sem papas na língua: "O açúcar seria demasiado caro se os escravos não trabalhassem na sua produção. Os referidos escravos são negros desde os pés até a cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma, e sobretudo uma alma boa, num corpo inteiramente negro".

Em contrapartida, Deus havia posto um açoite na mão do capataz. Os escravos não se distinguiam pela sua vontade de trabalhar. Os negros eram escravos por natureza e vagos também por natureza, e a natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir o amo e o amo devia castigar o escravo, que não mostrava o menor entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: "Vagabundo, preguiçoso, negligente, indolente e de costumes dissolutos". Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro "pode desenvolver certas habilidades humanas, tal como o papagaio que fala algumas palavras".

A humilhação imperdoável

Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes a sua independência, mas tinha meio milhão de escravos a trabalhar nas plantações de algodão e de tabaco. Jefferson, que era dono de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são e serão inferiores.

A bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ruínas. A terra haitiana fora devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França, e um terço da população havia caído no combate. Então começou o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém lhe comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia.

O delito da dignidade

Nem sequer Simón Bolíver, que tão valente soube ser, teve a coragem de firmar o reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar havia podido reiniciar a sua luta pela independência americana, quando a Espanha já o havia derrotado, graças ao apoio do Haiti. O governo haitiano havia-lhe entregue sete naves e muitas armas e soldados, com a única condição de que Bolívar libertasse os escravos, uma idéia que não havia ocorrido ao Libertador. Bolívar cumpriu com este compromisso, mas depois da sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvo. E quando convocou as nações americanas à reunião do Panamá, não convidou o Haiti mas convidou a Inglaterra.

Os Estados Unidos reconheceram o Haiti apenas sessenta anos depois do fim da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um gênio francês da anatomia, descobria em Paris que os negros são primitivos porque têm pouca distância entre o umbigo e o pénis. Por essa altura, o Haiti já estava em mãos de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os famélicos recursos do país ao pagamento da dívida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indenização gigantesca, a modo de perdão por haver cometido o delito da dignidade.

A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental.

18/Janeiro/2010

O original encontra-se em www.resumenlatinoamericano.org , Nº 2146
Este artigo encontra-se em http://resistir.info

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sombrero Azul (Ali Primera)

Ali Primera, cantor venezuelano que viveu até 1985, é um dos grandes representantes da música latino-americana. Seu canto comprometido com a luta do povo ainda hoje é ouvido nas grandes manifestações populares. O vídeo acima mostra um belo momento de solidariedade de Ali Primera ao povo nicaraguense numa grande festa popular ocorrida em Managua em 1983 (por equívoco o vídeo registra 1973). A música é, por sua vez, uma homenagem ao povo salvadorenho que estava naquela época em luta contra a ditadura apoiada pelos EUA.

Natalie Cardone (Hasta Siempre)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Passeio por Havana

PASSEIO POR HAVANA
Frei Betto

Havana, nesta época do ano, é banhada por suave temperatura. O calor é amenizado pelo hálito de frescor que sopra das águas azuladas por trás do Malecón. A umidade reflui, embora a população se mantenha atenta à meteorologia: outubro e novembro são meses de furacões. Ano passado, ceifaram quase 20% do PIB, hoje calculado em US$ 50 bilhões.

Não há sinal de que o desastre se repita este ano. Impossível, contudo, prever as reações vingativas de Gaia, cruelmente estuprada por nossa ambição de lucro e solene desprezo à mãe ambiente.

A visita à Cuba, na penúltima semana de outubro, não tinha agenda de trabalho. Fui a convite do querido amigo José Alberto de Camargo que, para comemorar aniversário, escolheu a cidade reencantada pela literatura de Lezama Lima, Alejo Carpentier e Nicolás Guillén.

A comitiva (comitiva do coração) incluiu os jornalistas Chico Pinheiro e Ricardo Kotscho, este acompanhado de Mara, sua mulher. Alojados no octogenário Hotel Nacional, brindamos o desembarque com o daiquiri de La Floridita, onde Hemingway tomava seus porres. Visitamos a casa de praia em que ele morou e escreveu “O velho e o mar”, bem como o Hotel Ambos Mundos, no qual viveu seis anos e redigiu “Por quem os sinos dobram”.

Foram dias de boa culinária caribenha no El Templete, à beira do porto, e em El Oriente, frequentado por Saramago e García Márquez. Entre mojitos e o aroma perfumado dos charutos Cohiba, cuja fábrica percorremos, mantivemos proveitosas conversas com cidadãos anônimos e autoridades do país, como Ricardo Alarcón, presidente da Assembleia Nacional; Eusébio Leal, historiador da cidade (e responsável pela restauração da área colonial de Havana); Homero Acosta, secretário do Conselho de Estado (no qual se congregam ministros e dirigentes do país); Armando Hart, do Centro de Estudos Martianos; Abel Prieto, ministro da Cultura; e Caridad Diego, responsável pelo Gabinete de Assuntos Religiosos (que cuida da relação entre Estado e denominações confessionais).

Permaneci um dia a mais para encontrar-me com Raúl Castro, atual presidente, com quem almocei no sábado, 24, e Fidel que, na tarde do mesmo dia, me recebeu em sua casa, com direito a jantar.

Cuba se encontra grávida de si mesma. Após 50 anos de Revolução, é hora de analisar erros e impasses. Mira-se o passado para enxergar melhor o futuro. Em 2010, o 9º congresso do Partido Comunista deverá submeter o país à verificação de suas contradições e elaboração de novas estratégias, sobretudo no que concerne à economia e à emulação ética.

Engana-se quem supõe Cuba retrocedendo ao capitalismo. Ainda que se multipliquem aberturas à economia de mercado, devido à globalização e o mundo unipolar hegemonizado pelo neoliberalismo, não interessa à Ilha priorizar a acumulação privada da riqueza em detrimento da maioria da população. A América Central é o espelho no qual Cuba não quer se ver: ali os índices de violência são, hoje, os mais altos do mundo, com 23 assassinatos/ano por cada grupo de 100 mil habitantes. No Brasil, o índice é de 31/100 mil e, em Cuba, 5,8/100 mil. Basta dizer que, no Rio, a polícia matou, em 2007, 1.330 pessoas. No ano anterior, em todo os EUA foram mortas pela polícia 347 pessoas.

Os cubanos são conscientes de as falhas do país não poderem ser todas atribuídas ao criminoso bloqueio imposto, há mais de 40 anos, pela Casa Branca (e, agora, em vias de distenção pela administração Obama).

A manutenção, por longo tempo, de medidas justificadas pela Guerra Fria, começa a ser questionada. É o caso do caráter paternalista do Estado que assegura, a 11 milhões de habitantes, gratuitamente, cesta básica, saúde e educação de qualidade.

Por essa razão, a qualidade de vida em Cuba, onde o analfabetismo está erradicado, figura em 51º lugar, entre 182 países, no Índice de Desenvolvimento Humano 2009, da ONU. O Brasil mereceu a 75ª classificação. Não se cogita alterar o direito universal e gratuito à saúde e à educação. Porém, a redução dos subsídios à alimentação deverá coincidir com o aumento de salários e da produtividade agrícola, de modo a diminuir a importação de 80% dos alimentos consumidos.

Busca-se solução a curto prazo para a duplicidade de moedas: o CUC adquirido pelos turistas (evita o câmbio paralelo e a evasão de divisas) e o peso utilizado pelo cidadão cubano. O turismo, ao lado da exportação de níquel, é das principais fontes de arrecadação de Cuba que, com tamanho 64 vezes inferior ao Brasil, recebe 2,5 milhões de turistas por ano, metade dos que desembarcam em nosso país no mesmo período.

Toda a América Latina se opõe, hoje, ao bloqueio e apoia a reintegração de Cuba nos organismos continentais. A questão política mais relevante nas relações internacionais é a urgente libertação dos cinco cubanos presos nos EUA desde 1998, condenados a penas elevadíssimas, acusados – acreditem! – de evitar atos terroristas. Os cinco lograram abortar 170 atentados planejados contra Cuba dentro da comunidade cubana de Miami.

Fernando Morais, com quem jantamos em Havana, promete lançar, em 2010, livro em que conta a esdrúxula história do processo movido pela Justiça usamericana contra os cinco cubanos.

PS: A quem possa interessar: Fidel goza de muito boa saúde e excelente bom humor.


Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ANCREB rechaça infâmias de Yoani

La ANCREB-JM (Asociación de Cubanos Residentes en Brasil - José Martí) rechaza las infamias y mentiras dichas por la bloguera cubana Yoani Sánchez en recientes entrevistas concedidas a vehículos de comunicación brasileños.

La ANCREB-JM capitulo Brasilia, repudia enérgicamente las declaraciones de la bloguera cubana y hace patente nuestra firme convicción de que en cualquier lugar del mundo que haya un cubano digno, martiano y amante de nuestras conquistas, siempre habrá un bastión inexpugnable de la Revolución.

Bien vale la pena recordarle a Yoani Sánchez que Cuba, su país, vive desde hace 50 años un horrendo y brutal bloqueo económico, impuesto por los Estados Unidos de Norteamérica, el mismo país que le paga por sus super dimensionadas informaciones, y que ha impedido recibir hasta los más elementales medicamentos, alimentos o equipos médicos para ayudar a la población, de la cual ella y su familia forman parte.

Podríamos decirle a Yoanny, ajustándonos a la más estricta verdad, que el índice de desempleo de la Cuba pre-revolucionaria era uno de los mayores en América Latina, que el índice de analfabetismo era de 23%; que la mortalidad infantil era de 62,3 por cada mil nacidos vivos, que el índice de mortalidad materna era altamente significativo y que de los aproximados 6 mil médicos que habían en Cuba al triunfo de la Revolución, la mitad abandonó el país estimulados por los Estados Unidos. Esa es la pura verdad.

Cuanta manipulación de los datos. Yoanny conoce perfectamente los excelentes resultados de Cuba en la salud. Como negar que el índices de mortalidad infantil fue reducido a valores de primer mundo, 5,3 por cada mil nacidos vivos?, que su hijo hoy con 14 años es prueba de ello...; como minimizar el esfuerzo de miles y miles de jóvenes que en 1961 eliminaron el analfabetismo en Cuba?. Como ocultar que las obras de Jose Martí, Gabriel García Marquez, Cintio Vitier, Galeano, Mario Benedetti, entre otros, son conocidas por nuestro pueblo. Como desconocer la importante Feria Internacional del Libro de la Habana, el Premio Casa de las Américas, la Bienal de Artes Plásticas y los Festivales de Cine Latinoamericano, del Ballet Nacional de Cuba y de Teatro, acontecimientos culturales que reúne lo mejor de la literatura, el cine, la danza y las artes escénicas y plásticas mundiales. Será que ella no conoce estos datos y eventos?

Quisiera recordarle a Yoany que en Cuba no hay Escuadrones de la Muerte, que no hay desaparecidos, que no se tortura en la prisiones, y que muchos ex detenidos, dejan las prisiones con títulos hasta universitarios; que Cuba contrarrestó el éxodo de los médicos desarrollando una de las más conceptuadas Escuelas de Medicina del mundo y hoy consta con un ejército de 72, 416 de estos abnegados profesionales de la salud para un índice de 1 médico para cada 155 habitantes.

Ella olvidó, también, decirle a los periodistas que Cuba colabora con los países menos desarrollados del Tercer Mundo llevando sus médicos, científicos y personal de la salud a recónditos lugares donde sólo los médicos cubanos llegan con la misma alegría con que trabajan en los hospitales de las grandes ciudades y todo a cambio del reconocimiento al internacionalismo proletario, que todos esos cubanos por todo el mundo suman aproximadamente 51 mil trabajando en 98 países del mundo.

Al parecer la Sra. Yoani ha olvidado que Cuba ha compartido sus conquistas con otras naciones del mundo. Se han graduado en Cuba a lo largo de más de cuatro décadas más de 50 000 jóvenes de 130 países, de los cuales más de 32 000 son africanos. Más de 32 mil jóvenes de 118 Estados, principalmente del Tercer Mundo, estudian gratuitamente en nuestros centros educacionales, el 78% la especialidad de Medicina
. Este humanismo de la revolución cubana se refleja, entre otros aspectos, en el programa cubano de alfabetización “Yo si puedo”, que se desarrolla en más de15 países ya suma más de 2 millones 82 mil 425 alfabetizados y recibió un premio de la UNESCO por su efectividad y calidad; así como “La Operación Milagros”, consistente en la realización de cirugías gratuitas a afectados de problemas visuales, fundamentalmente cataratas, que ha beneficiado 88 mil 988 pacientes de 13 países, 305 mil 930 de Venezuela, 96 mil 855 cubanos y 24 mil 24 caribeños de 14 países de la región.

Para finalizar queremos expresarles a las Revistas VEJA y EPOCA y a la bloguera de que Cuba es Revolución, y que gracias a ella tenemos ante todos un bien ganado prestigio que ha sido reconocido hasta por las personas más reaccionarias del planeta, de que continuaremos adelante con el proceso revolucionario y que siempre estaremos al lado de las causas más nobles a lo largo y ancho del mundo.

ASOCIACION DE CUBANOS RESIDENTES

CAPITULO DE BRASILIA

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Lula cobrará na ONU fim do embargo econômico a Cuba

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende cobrar dos Estados Unidos na próxima quarta-feira (23), na Assembleia Geral das Nações Unidas, o fim do embargo econômico imposto pelos americanos à ilha de Cuba.

Na avaliação do presidente, que admitiu esta semana não ter "entendido" a decisão da Casa Branca de renovar as sanções comerciais, o embargo é "anacrônico" e não reflete o desejo dos países latino-americanos. Na segunda-feira (14), o presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, emitiu memorando informando que renovou por mais um ano o embargo a Cuba.

"O assunto do embargo a Cuba é um assunto que preocupa o presidente Lula de maneira muito especial. O presidente, no seu discurso nas Nações Unidas, pretende fazer uma menção explícita à necessidade do fim do bloqueio a Cuba pelos Estados Unidos, um bloqueio que o presidente considera anacrônico e que é condenado pela opinião pública no continente", explicou o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach.

"O presidente já conversou em outras oportunidades com o presidente Obama a respeito disso e nada impede que ele volte a conversar, que ele volte a falar com o presidente Obama. Ele manifestou publicamente a sua intenção de em um próximo encontro ou em um próximo telefonema conversar a respeito disso com o presidente Obama", ressaltou Baumbach.

Fonte:Vermelho

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A hipocrisia da senhora Clinton
José Reinaldo Carvalho *

Usando o velho método de acusar a vítima, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, disse estar “preocupada” com o que considerou uma corrida armamentista na América do Sul (sic) e referiu-se explicitamente às compras de armas pela Venezuela. Extrapolando os limites da diplomacia, a secretária norte-americana insinuou que o país de Bolívar fornece armas para grupos insurgentes.

Semelhante tática diversionista e hipócrita foi utilizada pelo presidente colombiano Álvaro Uribe quando tentou, na última reunião de cúpula da Unasul, baralhar as cartas e apresentar como se fossem a mesma coisa as compras de armas pela Venezuela, o acordo militar do Brasil com a França e a instalação de sete bases militares dos Estados Unidos na Colômbia.

O atual governo do imperialismo estadunidense não tem moral para referir-se criticamente à “corrida armamentista” na América Latina nem alhures. Pois a superpotência norte-americana é o maior fautor de guerras de agressão e do militarismo no mundo de hoje. Suas despesas militares ultrapassam os 500 bilhões de dólares, suas bases militares, mais de oitocentas, encontram-se espalhadas em todos os continentes em mais de uma centena de países. Seu braço armado para a Europa e toda a região do Atlântico Norte, a OTAN expande-se para Leste e atua nas campanhas bélicas da Ásia Central. Suas frotas navais singram os mares mundo a fora, exercendo o poder marítimo como concepção estratégica para o domínio do mundo. Seus comandos militares, instalados em regiões estratégicas, continuam cumprindo o papel de pró-consulados e de principais agentes da política externa dos Estados Unidos, que se confunde com as políticas de Segurança e Defesa. Aliás, fosse a senhora Clinton uma autêntica multilateralista, como o Partido Democrata se compraz em apresentar-se, e deveria estar protestando contra este fenômeno que agiganta o militarismo e menoscaba a diplomacia.

Quanto às armas nucleares, os Estados Unidos continuam tentando impor ao mundo o odioso monopólio em mãos de um clube fechado e uma preocupante corrida para uma esmagadora primazia, com os planos de instalação do escudo anti-mísseis no leste da Europa. O Iraque e o Afeganistão continuam em chamas, massacrados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.

A desfaçatez da declaração da encarregada da política externa do governo dos Estados Unidos torna-se mais evidente ainda diante do incremento do militarismo com fins intervencionistas representado pela decisão de instalar sete bases militares no território colombiano e pelo relançamento da Quarta Frota da Marinha de Guerra, feito no apagar das luzes do governo anterior, mas que o governo do presidente Obama não deu nenhum sinal de que irá revogar.

É aí que mora o perigo para a América Latina, que vive um novo quadro político, marcado pelo avanço de processos democráticos, populares e antiimperialistas. Os povos latino-americanos estão realizando novas experiências políticas, avançando na obtenção de conquistas políticas e sociais, consolidando sua integração e criando uma situação difícil de reverter. O mundo mudou e já não há lugar para a política de canhoneiras de Washington nem para a arrogância ou a hipocrisia em termos de política externa.

As declarações de Hillary Clinton devem soar para nós, antiimperialistas e defensores da causa da paz, como sinal de alerta. Não deve haver espaço para ilusões. A instalação das bases militares na Colômbia e a existência da Quarta Frota são ameaças concretas à soberania de todos os países latino-americanos e uma tentativa de intimidar processos revolucionários como o que está em curso na Venezuela.

A Venezuela, assim como o Brasil, têm o direito de reequipar suas Forças Armadas com fins de dissuassão das ameaças e defesa nacional. Os processos de integração devem fazer avançar a cooperação também nesse terreno no âmbito do Conselho de Defesa da América do Sul, o que pressupõe a rejeição ao intervencionismo estadunidense e à tentativa de utilização do regime facínora da Colômbia como cabeça de ponte para perpetrar agressões em nossa região.

PS – Como foi concebido e executado até agora, é positivo para o Brasil o acordo de compra de equipamentos militares à França, com transferência de tecnologia. Mas, atenção, Sarkozy não é um democrata, não é um defensor da paz nem de uma ordem internacional baseada na igualdade e soberania das nações. É um dos maiores expoentes da direita européia, atlantista e imperial.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ACJM E CEBRAPAZ NO GRITO DOS EXCLUÍDOS


A ACJM-BAHIA E O CEBRAPAZ INTEGRARAM A PASSEATA DOS EXCLUÍDOS DURANTE AS COMEMORAÇÕES DO 7 DE SETEMBRO EM SALVADOR E EXIGIRAM O FIM DO GOLPE MILITAR EM HONDURAS.

ACJM e CEBRAPAZ NO 7 DE SETEMBRO


A ACJM-BAHIA E O CEBRAPAZ ESTIVERAM PRESENTES NAS COMEMORAÇÕES DO DIA 7 DE SETEMBRO E DO GRITO DOS EXCLUÍDOS NAS RUAS DE SALVADOR.
NA FOTO AO LADO OS MEMBROS DA ASSOCIAÇÃO SEGURAM FAIXA EM QUE PEDEM A LIBERTAÇÃO DOS CINCO CUBANOS PRISIONEIROS NOS EUA HÁ MAIS DE 10 ANOS.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Há 11 anos os EUA mantêm cinco cubanos presos injustamente

Sem terem cometido nenhum crime, nem causarem prejuízo ao povo estadunidense, há 11 anos que os cubanos Gerardo Hernández, René González, Ramón Labañino, Antonio Guerreiro e Fernando González estão presos nos Estados Unidos.


Os Cinco, como são identificados na campanha internacional a favor de sua libertação, foram detidos na madrugada de 12 de setembro de 1998 e depois condenados somente pelo fato de impedir planos criminosos de grupos terroristas que operam livremente do território estadunidense contra Cuba.

Para os cubanos, a causa de seus cinco compatriotas antiterroristas sustenta-se no direito que lhes assiste de se defender dos múltiplos ataques organizados desde o país nortenho contra seu povo.

Por meio século Washington ampara no estado da Flórida uma ampla rede terrorista para derrubar a Revolução iniciada em 1959. O governo dos Estados Unidos recruta-os, arma, treina, financia, alenta e protege.

Com vistas a organizar sua defesa, os cubanos tiveram necessidade de conhecer os planos de seus inimigos para antecipar atos terroristas e agressões que causaram a morte até hoje de aproximadamente 3500 pessoas e mais de dois mil feridos.

Entre bloqueio econômico, isolamento diplomático, sabotagens, incêndios, assassinatos, guerra química e bacteriológica e outras formas de terror, em março de 1960 agentes da CIA explodiram o navio francês "A Coubre" no porto de Havana, sabotagem que matou 101 pessoas incluindo seis marinheiros franceses.

Em 6 de outubro de 1976 os conhecidos terroristas internacionais Luis Posada Carriles, Orlando Bosch e dois mercenários venezuelanos explodiram um avião civil em pleno vôo com 57 cubanos, 11 guianeses e cinco coreanos a bordo. Em 1997 uma onda criminosa contra hotéis e outras instalações habaneras matou ao turista italiano Fabio Di Celmo.

Contra seres humanos, plantas e animais da Ilha praticou-se o terrorismo bacteriológico, que afeta a mais de 344 mil pessoas, com saldo de 158 mortos, entre eles 101 crianças. Mais de 600 tentativas de assassinato foram preparadas contra o líder da Revolução, Fidel Castro.

Não obstante serem reconhecidos heróis por terem prevenido possíveis atentados ou sabotagens, os Cinco foram condenados a duras penas em um processo ilegítimo, carente de objetividade e garantias, celebrado em Miami, onde é impossível obter um júri imparcial para qualquer caso vinculado a Cuba.

Enquanto os grandes meios de informação norte-americanos omitem este caso, os Cinco antiterroristas cubanos cumprem longas sentenças em cárceres estadunidenses.

Hernández recebeu mais duas penas perpétuas mais 15 anos; Guerrero e Labañino penas perpétuas mais 10 e 18 anos respectivamente; enquanto Fernando González foi condenado a prisão por 19 anos e René González sentenciado a 15 anos.

Separados e colocados em cárceres de alta segurança, sofrem desumanas condições carcerárias, inclusive celas de castigo. A dois deles foi negado o visto a suas esposas, em violações de leis norte-americanas e normas internacionais.

Sobre os Cinco foi vertido todo o ódio irracional da contrar-revolucionário de Miami e do governo dos Estados Unidos contra Cuba.

Permanecem presos apesar de que em 9 de agosto de 2005 a Corte de Apelações do Décimo Primeiro Circuito de Atlanta ter revogado por unanimidade as condenações e declarado ilegal e arbitrário o processo.

Os juízes explicaram que o preconceito existente em Miami, lugar onde são planejadas inumeráveis ações terroristas contra Cuba por grupos contra-revolucionários, impediu a realização de um julgamento justo.

Estabeleceram que um dos problemas dessa sede é a existência de agrupamentos terroristas, e os mencionaram por seu nome: Alfa 66, Comandos F-4, Fundação Nacional Cubano Americana e Irmãos ao Resgate, entre outros.

Uma declaração do Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da Comissão de Direitos Humanos da ONU, que constatou as violações durante a detenção e encarceramento dos Cinco, exigiu a libertação imediata em maio de 2005.

A equipe da ONU sentenciou que o julgamento não teve a objetividade e imparcialidade que normatizam as próprias leis norte-americanas e as convenções internacionais.

Os Cinco foram confinados em uma solitária durante 17 meses, privados de comunicação com seus advogados e reduzidas as possibilidades de sua defesa.

No entanto, em uma decisão considerada por especialistas em jurisprudência como infame e insólita, a Corte de Atlanta reconsiderou a sentença emitida em 2005, justo há um ano de sua decisão unânime de anular o julgamento e revogar as condenações.

E apesar do reclame de mais de 300 comitês de solidariedade em todo mundo pela liberdade dos Cinco antiterroristas cubanos presos injustamente nos Estados Unidos, o caso continua como um assunto de corte político para as sucessivas administrações desse país, incluindo a atual.

Fonte: Prensa Latina

Obama prorroga criminoso bloqueio a Cuba


O presidente norte-americano, Barack Obama, assinou uma ordem, nesta segunda-feira (14), que estende a lei usada para impor o embargo comercial dos EUA a Cuba. A medida prorroga o bloqueio à ilha por mais um ano, apesar dos inúmeros pedidos para que houvesse o abrandamento das sanções com o objetivo de colocar fim ao embargo.

"O presidente determinou que é de interesse nacional dos EUA em continuar por mais um ano o exercício de certos poderes sob o Ato de Comércio com o Inimigo em relação a Cuba", informou a Casa Branca. A legislação proíbe qualquer intercâmbio com países considerados "uma ameaça". Na prática, atualmente, ela só afeta o comércio americano com Cuba. 


O documento que prorroga a lei foi enviado aos secretários de Estado, Hillary Clinton, e de Tesouro, Timothy Geithner.

A lei, de 1917, deu origem, em 1963, ao bloqueio contra a ilha comunista, conhecido oficialmente como "Regulação de Controle dos Bens Cubanos".
Em 1977, a lei foi reformada para ser aplicada somente em situações de guerra e de emergência nacional. Como o embargo contra Cuba foi decidido em 1963, ou seja, antes da reforma, a ilha comunista continuou na lista, mas o presidente tem que confirmar a decisão a cada ano.

A legislação afetava a Coreia do Norte até junho de 2008, quando o então presidente George W. Bush retirou o país da lista, depois que o regime de Pyongyang se comprometeu a tomar medidas para desmantelar seu programa nuclear.
O embargo a Cuba vem sendo prorrogado anualmente desde que entrou em vigor. Neste caso, no entanto, adquire caráter simbólico, já que representa a primeira renovação durante o mandato de Obama, que em seus primeiros meses no poder eliminou as restrições de viagens e envio de remessas dos americanos a seus familiares na ilha.Com esta determinação, Obama mantém a política de seus antecessores sobre o embargo à ilha. A aplicação das medidas contra Cuba previstas na lei – intitulada Lei contra o Comércio com o Inimigo - teria expirado hoje se não tivesse sido prorrogada.
Em 3 de setembro deste ano, começaram a valer várias medidas aprovadas por Obama em abril que atenuam as sanções a Cuba no que diz respeito a viagens e remessas de dinheiro feitas por cubano-americanos para parentes que moram na ilha. Apesar dessa flexibilização, à época, o governo já dava a entender, contraditoriamente, que o embargo seria mantido. Modificar a relação entre os dois países foi uma das promessas de campanha de Obama.
Segundo informações de Havana, o bloqueio estadunidense à Ilha resultou em perdas de US$ 147 bilhões em mais de 47 anos de vigência e tem sido um importante obstáculo para o desenvolvimento nacional. O grupo de direitos Anistia Internacional pediu a Obama que não assinasse a extensão, alegando que o embargo interfere nos direitos humanos de cubanos. Vários presidentes da América Latina também já se colocaram contrários ao bloqueio.
Extraído do site www.vermelho.com.br.