quinta-feira, 31 de maio de 2012

"Solidariedade Brasil-Cuba é avenida larga de mão dupla"




Por Antonio Barreto

A atitude solidária no Brasil encheu-se de júbilo e de alegria com a vitória da Revolução Cubana em 1º de janeiro de 1959. A partir daí, a solidariedade a Cuba no Brasil foi persistente e sempre alerta e muito ativa.

A partir do golpe de 1964 no Brasil, o povo cubano e seu governo, retribuindo a solidariedade brasileira, apoiaram e acolheram os perseguidos pela ditadura militar. Nessa ocasião, os brasileiros lutavam por algo que os irmãos cubanos já haviam conquistado há alguns anos: a liberdade e o poder popular, a democracia em sua forma mais autêntica.

A amizade, a solidariedade e a cooperação entre os povos do Brasil e de Cuba foram, são e serão uma avenida cada vez mais larga e de mão dupla, a solidariedade que vai e a solidariedade que vem.

Com o fim das ditaduras militares na América Latina e no Caribe, começa a fase da luta contra os governos neoliberais e contra a proposta anexacionista da Área de Livre Comércio das Américas, a Alca.

A luta contra a Alca, na qual Cuba teve um papel de vanguarda, unifica os povos de Nossa América, assim como a partir da vitória de Hugo Chávez em 1998, na Venezuela, tem início um novo ciclo político em nosso continente que atinge um ponto alto na recente criação da Celac, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos.

A Celac faz atual os desígnios de Simon Bolívar e José Martí, entre tantos outros Libertadores, que almejavam a união e a integração solidária da América Latina e do Caribe, bandeira que Cuba sempre carregou, mesmo nos momentos mais difíceis.

Após a vitória da Revolução, e desde aí até hoje, a bandeira da unidade e da integração latino-americana e caribenha esteve presente nos discursos de Fidel e de todo revolucionário cubano. Cuba carregou esta bandeira anti-imperialista e nos ajudou a trazê-la para tremular hoje em nossos céus, anunciando a real possibilidade de um futuro melhor para nossos povos, com liberdade, independência nacional, democracia popular, e desenvolvimento econômico e social.

Nos dias de hoje, os brasileiros solidários a Cuba têm como desafios a luta pela libertação dos 5 heróis cubanos presos injustamente nos Estados Unidos; a luta pelo fim do criminosos bloqueio econômico; e o combate às mentiras midiáticas que tentam difamar as conquistas do Socialismo em Cuba.

A solidariedade do povo brasileiro tem hoje um potencial inédito que precisa ser realizado e florescer. Nossa solidariedade a Cuba e a seu povo precisa transbordar e atingir milhares e depois milhões e milhões de compatriotas.

A partir de um amplo movimento, sem restrição por opção política, ideológica ou confessional, com amplitude política e social, e com a pluralidade necessária, com unidade e convergências pelo método do consenso, é possível fazermos ações cada vez mais populares e massivas. Ações diversas, de variadas formas e com distintos atores, todos juntos irmanados pelo objetivo de atuar para fazer avançar a solidariedade a Cuba.

Nós, entidades de solidariedade a Cuba, movimentos sociais, partidos políticos, intelectuais, artistas, religiosos, enfim todos nós brasileiros e brasileiras solidários a Cuba, temos a possibilidade e a necessidade de avançar ainda mais o nosso trabalho solidário.

Com unidade, respeito e confiança mútua, sem protagonismos ou discriminações, e valorizando e enaltecendo o que já fizemos desde os anos 50 e depois em um processo de 20 convenções nacionais de solidariedade a Cuba, precisamos e podemos avançar ainda mais e fazer ainda mais e melhor uma atividade que é paixão e razão de todos nós: a solidariedade a Cuba!

Viva Cuba!

Viva o socialismo!

Fim do Bloqueio e a imediata libertação dos 5 Heróis!



*Intervenção da ACJM-Bahia/Cebrapaz, no ato de abertura da 20ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba

domingo, 27 de maio de 2012

Convenção renova compromisso pela liberdade dos Cinco

Antonio Barreto, Presidente da ACJM-Bahia, discursa ao fim da Convenção

Representantes de 19 organizações de solidariedade com Cuba, de 39 movimentos sociais e partidos políticos, além do grupo parlamentar de amizade Brasil-Cuba, participaram neste sábado (26) da assembleia final da 20ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, no Palácio de Convenções de Salvador, Bahia.

A convenção começou na quinta-feira (24) com um ato político-cultural onde estiveram presentes mais de 600 pessoas, entre elas personalidades do mundo político, social, acadêmico, cultural e esportivo da Bahia. O governador do estado, Jacques Wagner, foi representado pelo seu secretário de assuntos internacionais, Fernando Schimidt. Também estiveram presentes a senadora Lídice da Mata repreentando a Frente Parlamentar de Solidariedade a Cuba, a presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, deputados federais, estaduais, vereadores e numerosos dirigentes de partidos progressistas, sindicatos e movimento social organizado.

A luta pelos Cinco

Precedida de convenções em 22 estados da Federação, a convenção nacional contou com a realização durante dois dias de grupos de discussão e plenárias, onde os delegados debateram e traçaram planos para intensificar o movimento de solidariedade à Ilha socialista. Um dos mais concorridos grupos de discussão teve como tema central os “instrumentos e formas de luta pela libertação dos cinco patriotas antiterroristas cubanos injustamente presos nos Estados Unidos, onde estão pagando pesadas penas. Os convencionais chegaram à conclusão de que se trata de um caso eminentemente político, principalmente porque as tentativas jurídicas para libertar os Cinco estão esgotadas. Em nome deles, a esposa de Ramon Labañino, Elisabete Palmeira, leu uma mensagem na plenária final em que declaram desde os cárceres dos Estados Unidos, que “mais do que nunca a solução do nosso caso está nas mãos e corações de vocês”. A conclusão a que os Cinco chegaram depois de feitos todos os recursos jurídicos, é de que a sua libertação depende da luta solidária internacional. “Só confiamos em vocês e no nosso povo”, assinalam.

Kenia Serrano do ICAP fala aos delegados

Rompendo o bloqueio

O segundo grupo analisou a luta contra o bloqueio promovido pelo imperialismo norte-americano, chegando à conclusão fundamental de que é preciso esclarecer a opinião pública brasileira sobre o significado criminoso desse bloqueio. Ao mesmo tempo, os convencionais recomendam a realização de intercâmbios nos setores econômico, político, cultural, esportivo, e tecnológico entre o Brasil e Cuba. O terrorismo midiático O terceiro grupo debateu sobre o terrorismo midiático contra Cuba. Foi unânime a opinião de que é preciso mobilizar amplas forças para desmascarar a campanha de mentiras que a mídia a serviço do império move contra o país. Os convencionais recomendaram que todos os movimentos de solidariedade a Cuba criem blogues e estimulem a leitura do blog Cuba Viva, o portal de Cuba no Brasil. Um quarto grupo também se reuniu durante a convenção, debatendo sobre o movimento das brigadas de solidariedade e a luta pelo reconhecimento do diploma dos estudantes brasileiros formados em Cuba, na Escola Latino-americana de Medicina (Elam).



 
Plenária final



Plenária se manifesta em favor de Cuba

 
A plenária final foi saudada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), presidente da Frente Parlamentar Brasileira de Amizade com Cuba; Socorro Gomes, presidenta do Conselho Mundial da Paz e Kenia Serrano, presidenta do Instituto Cubano de Amizade aos Povos (Icap). Vanessa pediu um aplauso à Bahia pela organização da 20ª Convenção. “O movimento de solidariedade tem um caráter internacionalista, ao mesmo tempo que nos solidarizamos com Cuba, lutamos pela construção de sociedades solidárias e por um mundo mais solidário”, disse a senadora, que também analisou o grave momento que a humanidade atravessa com o aprofundamento da crise do capitalismo. Vanessa comparou os anos 1990 e o começo do século 20, quando o capitalismo sentia-se triunfante e os movimentos progressistas estavam em defensiva, com o momento atual. “Agora, o capitalismo é que se encontra na defensiva e os povos em ofensiva”, afirmou. Concluiu enaltecendo o papel que Cuba desempenha no mundo e reafirmou a luta dos parlamentares amigos de Cuba, que são mais de duzentos, contra o bloqueio e pela libertação dos Cinco. A senadora amazonense aproveitou a oportunidade para anunciar que está organizando uma comitiva com dezenas de pessoas para participar do Fórum de São Paulo, na primeira semana de julho na Venezuela, como expressão da solidariedade do povo brasileiro com o presidente Hugo Chávez. Ela destacou a importância de reeleger o líder da Revolução Bolivariana em 7 de outubro próximo.

Por sua vez, Socorro Gomes declarou que todos os convencionais saem da Bahia “com o espírito mais fortalecido, mais irmanados e enobrecidos por termos participado desta 20ª Convenção e termos exercido nosso direito e dever de hipotecar nossa solidariedade a Cuba e travar o bom combate contra o bloqueio, pela libertação dos Cinco, pela soberania, a integração da América Latina e o socialismo”. A 20ª Convenção foi encerrada por Kenia Serrano, presidenta do Icap, a entidade para a qual converge a atividade de 2116 associações de amizade e solidariedade com Cuba em 152 países. Vibrante, emotiva, cheia do vigor e energia da juventude rebelde e combatente educada por Fidel, Raúl e Che nas ideias revolucionárias de José Martí e do marxismo-leninismo, Kenia agradeceu em nome do povo cubano o carinho e o entusiasmo do povo baiano e brasileiro. E fez uma espécie de juramento. “As palavras de vocês são para nós, cubanos, uma motivação para não falharmos. Tenham certeza de que não falharemos”. A dirigente considerou que há pontos comuns entre as lutas dos povos cubano e brasileiro. “A luta pelo melhoramento humano, a justiça social e o socialismo é a mesma em Cuba e no Brasil”. Sobre a batalha pela libertação dos Cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos, Kenia sintetizou tudo em uma só palavra: “Urgência”. “É urgente realizar ações efetivas que resultem na urgente libertação dos Cinco”, arrematou. E sem ilusões de que algo será fácil, enfatizou: “Nada conseguiremos sem luta”. A dirigente do Icap defendeu o processo de mudanças revolucionárias em curso na Ilha para aperfeiçoar e fortalecer o socialismo e desmentiu que em Cuba haja contradições e luta entre a geração que fez a revolução em Sierra Maestra e combateu em Girón e a geração atual. Citando um dos maiores expoentes da literatura cubana, Alejo Carpentier, disse: “As gerações não se medem pelas idades, mas pelos livros que leram”. “Nós, da geração atual, lemos os mesmos livros que leram os nossos dirigentes”, concluiu Kenia.

Carta de Salvador

A plenária aprovou por aclamação a “Carta de Salvador de todos os povos e lutas”, a declaração da 20ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba”, lida por Antonio Barreto, o Barretinho, presidente da Associação Cultural José Martí da Bahia e do núcleo estadual do Cebrapaz. Barretinho foi homenageado pela incansável atividade política e organizativa que realizou para garantir a realização da 20ª Convenção. “Celebramos neste histórico encontro o compromisso solidário e incondicional ao povo cubano e sua revolução”, diz a carta. O documento aprovado assinala que ao longo de mais de cinco décadas “o povo cubano tem sido exemplo de vida e heroísmo para os povos ao redor do mundo”, destacando que a revolução herdou um país pobre, socialmente injusto, ferido por uma ditadura apoiada pelos Estados Unidos. Mas, dizem os convencionais da solidariedade, “em poucos anos o povo cubano, liderado por Fidel Castro, transformou Cuba em uma nação livre, soberana, socialmente desenvolvida, com índices de alfabetização, expectativa de vida, mortalidade infantil e nível cultural comparáveis aos dos países mais desenvolvidos” A Carta de Salvador registra o papel positivo da Alba e da Celac e enaltece as boas relações de Cuba com o Brasil, a Unasul e o Mercosul. Os convencionais repudiam as ações de terrorismo de Estado perpetradas pelo imperialismo estadunidense contra Cuba, condena a campanha midiática e o bloqueio e manifesta o compromisso de com a luta pela libertação dos Cinco antiterroristas cubanos. “Exigimos a sua imediata liberdade. Comprometemo-nos a difundir por todos os meios que tenhamos a causa dos cinco e nosso somamos ao conjunto das ações organizadas internacionalmente por sua libertação. A plenária decidiu que a 21’ª Convenção será realizada em 2013 na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná. A 20ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba terminou com uma apoteose na Praça Tereza Batista, no Pelourinho - um show de dança cubana e de forró baiano.


Extraído de texto de José Reinaldo Carvalho, editor do Portal Vermelho, de Salvador, Bahia

Convenção de solidariedade a Cuba debate integração da AL

A necessária integração latino-americana e caribenha foi destaque nos debates da 20ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, realizada em Salvador, Bahia, entre a quinta-feira e o sábado (26).

A união da região foi abordada pelos embaixadores de Cuba e da Venezuela no Brasil, Carlos Zamora, e Maximilien Sánchez respectivamente, a vice-coordenadora do Grupo Parlamentar Brasil-Cuba, senadora Lídice da Mata, e a presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes. Eles participaram da mesa redonda A integracón latino-americana e caribenha, a amizade entre esses povos e sua importância para o desenvolvimento econômico e o avanço da Revolução socialista em Cuba. O diplomata cubano ressaltou que a ideia da integração regional vem do pensamento latino-americanista de grandes lutadores pela independência, como o Libertador Simon Bolívar e o Herói Nacional cubano, José Martí, contra o panamericanismo dos Estados Unidos. Esse pensamento, destacou, cristalizou-se na criação da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), em Caracas, Venezuela, em dezembro de 2011.

Segundo ele, o que se requer é desmontar de uma vez para sempre todos os mecanismos de dominação imperial que compõem hoje o sistema interamericano. Por sua parte, Sánchez ressaltou que as novas concepções do que é a integração estão refletidas no convênio firmado entre a Venezuela e Cuba para a realização de programas conjuntos em benefício dos dois países. Igualmente, con a destruição da Área de Livre Comércio das Américas, que Washington pretendia impor às nações latino-americanas e caribenhas e sua substituição pela Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América, com seus programas não só econômicos mas também sociais em favor dos estados membros. Como exemplos, mencionou entre outros, os programas Operação Milagre, as campanhas de alfabetização e a formação profissional de jovens dessas nações, principalmente como médicos.

A senadora Lídice da Matta disse que o Brasil tem dado sua contribuição à integração econômica e ao fortalecimento das relações com Cuba. Para ela, isso ajuda a quebrar o bloqueio dos Estados Unidos à Ilha, o que pode ser feito também pela solidariedade e a cooperação econômica que os países da região podem oferecer a Cuba. "Essa solidariedade econômica e a força das mudanças no mundo, com o Brasil assumindo um destaque maior dá ao país a condição de reivindicar a ruptura do bloqueio e colocar-se ao lado de Cuba em intensificar cada dia mais a colaboração nesse terreno", sublinhou.

Por sua parte, Socorro Gomes, asseverou que a integração da região deve ser mais que econômica, solidária, onde a cultura também participe na unidade de nossa região. Socorro destacou que a Celac deu passos fundamentais, primeiro demonstrando que a Organização dos Estados Americanos não corresponde aos interesses latino-americanos e portanto tem que desaparecer. Ela assinalou igualmente que a Cúpula das Américas fracassará se os Estados Unidos e Canadá persistirem na tentativa de impedir a participação de Cuba, porque os demais países exigem a presença da Ilha caribenha nesse concerto de nações. Isso demonstra que os países desta região estão construindo a integração solidária e soberana e – sustentou - seguiremos avançando neste caminho.

Fonte: Prensa Latina

sábado, 26 de maio de 2012

Convenção de solidariedade a Cuba condena mídia golpista


Um concorrido debate teve lugar na tarde desta sexta-feira (25) sobre a campanha midiática internacional contra Cuba, durante a 20a. Convenção Nacional de Solidariedade, em Salvador –Bahia.

O jornalista José Reinaldo Carvalho, editor do Portal Vermelho, disse que a mídia ligada ao imperialismo e aos grandes grupos monopolistas sempre coadjuvou as agressões e o bloqueio contra Cuba. Ele recordou a criação da Rádio Martí em 1985 e da TV Martí, em 1990 como exemplo de instrumentos que o governo dos Estados Unidos criou para difamar a revolução, fazer propaganda contrarrevolucionária, distorcer e mentir.

Destacou que os meios de comunicação transmitem uma visão deformada sobre Cuba, como se ali reinasse o caos. Denunciou que a mídia transforma delinqüentes em heróis, financiando e concedendo prêmios internacionais a blogueiros, falsos jornalistas e organizações subversivas.

O editor do Vermelho disse ainda que o imperialismo estadunidense estendeu o bloqueio a Cuba à área da Internet, dificultando o acesso do país à banda larga.

Concluiu afirmando que é urgente contrapor-se à ofensiva midiática, ao terrorismo midiático, conclamando os presentes a compartilharem as resoluções da Brigada Mundial contra o Terrorismo Midiático realizada em novembro do ano passado em Cuba.

O jornalista Beto Almeida, diretor da Telesul no Brasil, denunciou que a mídia silencia sobre os êxitos da revolução cubana nas áreas de educação e saúde e sobre as ações de solidariedade que a Ilha desenvolve em diversos países. Ele lembrou o papel solidário de Cuba no Haiti. Sobre o papel da Telesul, disse que a emissora faz o jornalismo da integração e fez um apelo à 20ª. Convenção de Solidariedade a se somar aos esforços para que o governo brasileiro faça valer o convênio para assegurar a transmissão da programação da Telesul no Brasil.

Rosane Bertoti, coordenadora da Frente Nacional pela Democratização da Comunicação e diretora de imprensa da Central Única dos Trabalhadores (CUT), reafirmou o engajamento das duas entidades no movimento de solidariedade a Cuba e na luta contra o cerco midiático exercido contra o país.

O historiador Muniz Ferreira fez uma análise sobre a atual ordem informativa mundial, ressaltando como traços principais a monopolização, o entrelaçamento desses monopólios com os demais monopólios capitalistas, o conservadorismo, a constituição do pensamento único, o revisionismo histórico, o caráter desinformador da mídia e a cooptação de jornalistas.

Zuleide Faria de Mello, presidente da Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro, recorreu ao pensamento marxista para ressaltar como a mídia toma o lado dos poderosos e está engajada no projeto de destruir Cuba.

A sessão foi encerrada com a intervenção do conselheiro político da Embaixada de Cuba no Brasil, Rafael Hidalgo, que discorreu sobre o momento atual, que considerou como fundamental para o processo revolucionário cubano. Ele ressaltou que Cuba faz um esforço sereno, firme, com clareza, para consolidar um processo revolucionário, socialista que mostra que o socialismo pode ser eficaz e insuperavelmente democrático.

Hidalgo disse que desde 1959 a estratégia dos Estados Unidos é inalterada: destruir a revolução cubana, e que hoje o imperialismo norte-americano encontra-se empenhado em impedir que em Cuba se consolide uma alternativa de desenvolvimento socialista

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Da Redação do Vermelho, de Salvador Bahia







terça-feira, 1 de maio de 2012

1º de Maio em Cuba

Trabalhadores desfilam em Cuba a favor do socialismo



Centenas de milhares de operários, empregados e estudantes desfilaram neste 1º de maio em Havana com as cores da bandeira cubana devido ao Dia Internacional dos Trabalhadores, tendo o socialismo como norte. Uma enorme faixa com a palavra de ordem "Preservar e aperfeiçoar o socialismo" liderou a marcha popular na esplanada da Praça da Revolução José Martí, da qual participaram o presidente Raúl Castro e dirigentes operários, do Partido Comunista, do Estado, do governo e de organizações políticas e sociais.

O desfile iniciado às 7h29 (8h29 de Brasília) foi liderado por um bloco de trabalhadores da saúde em Havana, setor emblemático da cooperação internacional cubana, presente atualmente em 66 países. Vários participantes portavam as bandeiras das nações nas quais trabalham brigadas médicas cubanas, representadas em todos os continentes. Bandeiras cubanas gigantes, cartazes referentes à celebração e as cores azul, vermelho e branco são os principais símbolos da manifestação, realizada simultaneamente em outras cidades do país. Agrupados em 23 blocos, membros dos sindicatos, muitos deles com símbolos de seus ramos respectivos (como bonecas vestidas de enfermeiras, táxis, computadores, bicos e pás)marcharam diante do monumento ao Herói Nacional cubano José Martí.

Os manifestantes levavam fotografias do líder da Revolução cubana, Fidel Castro, e de revolucionários mundiais como Karl Marx e Vladímir Ilitch Lênin. Foram predominantes os cartazes com as imagens dos Cinco Patriotas antiterroristas Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González, presos há mais de 13 anos nos Estados Unidos, bem como a exigência de sua liberdade e de seu imediato regresso ao país. Por quase uma hora e meia, os participantes gritaram palavras de ordem em apoio à Revolução, ao socialismo e à liderança de Fidel Castro e Raúl Castro. Cerca de 1.900 dirigentes sindicais de 209 organizações de 117 países presentes nos festejos estavam posicionados na tribuna, assistindo ao desfile de centenas de milhares de havanenses representando toda a população cubana.

Fonte: Prensa Latina

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

DILMA EM HAVANA PARA APROFUNDAR RELAÇÕES BRASIL E CUBA

Chanceler Bruno Rodriguez recebe a Presidenta brasileira


De acordo com agenda divulgada pela chancelaria cubana, Dilma será recebida na manhã desta terça-feira no Palácio da Revolução pelo general de Exército Raúl Castro Ruz, presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, e desenvolverá outras atividades. A mandatária também prestará homenagem ao Heroi Nacional cubano, José Martí.

A presidente brasileira visitará o Porto de Mariel, a cerca de 50 quilômetros a oeste de Havana, onde se constrói uma obra de expansão na qual o Brasil participa com US$ 300 milhões, de um total de US$ 800 milhões que custa o projeto.

A viagem de Dilma a Cuba é uma demonstração do fortalecimento das relações com Cuba, país com o qual mantém um alto nível de cooperação em setores como educação e agricultura.

Depois da Venezuela, o Brasil é o segundo sócio comercial latino-americano de Cuba, e atualmente participa na modernização do porto del Mariel, no ocidente da ilha. Igualmente desenvolve tecnologias e oferece assessoria para a produção de soja e milho em Cuba.

Na atualidade cerca de 700 brasileiros realizam estudos em Cuba, país onde mais de 600 jovens do Brasil já se formaram.

Segundo a chancelaria brasileira, esta visita é "uma oportunidade para aprofundar o crescente diálogo e a cooperação bilaterais, que experimentaram um crescimento importante e grande diversificação nos últimos anos".

Fontes brasileiras anunciaram esta semana que Dilma assinará novos acordos econômicos durante su estada no país caribenho.

O governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [2003-2011] abriu um período de cooperação com Cuba em diversos ramos como o biotecnológico e o energético que o governo da presidente Dilma está interesado em desenvolver.

Brasil e Cuba participam do bloco da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).


Cubadebate e Prensa Latina

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

ACJM e CEBRAPAZ NA LAVAGEM DO BONFIM

Militantes da ACJM e CEBRAPAZ em defesa de Cuba e da Palestina


A ACJM – Bahia e o CEBRAPAZ estiveram mais uma vez presentes na mais famosa festa popular da Bahia, a Lavagem do Bonfim.
Em meio a dezenas de milhares de pessoas, os militantes da solidariedade levantaram suas faixas em defesa da soberania do povo cubano e palestino e exigindo a libertação dos 5 patriotas privados da liberdade nos Estados Unidos.
A Lavagem do Bonfim é um acontecimento da maior importância para a cidade de Salvador. Trata-se de uma festa em princípio religiosa, mas que também tem seu lado social e político. Lá comparecem os sindicatos e associações com suas reivindicações, os políticos de todos os partidos e milhares de pessoas que vão cumprir seus ritos religiosos ou simplesmente se alegrar.
Como sempre, a causa da solidariedade internacional, mereceu muitas palavras de apoio da militância política presente no evento como também de pessoas que pela primeira vez ouviam falar de questões como a dos cinco heróis cubanos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

JOSÉ CAIRES - LEGADO DE LUTA SOCIAL E SOLIDARIEDADE A CUBA




O movimento sindical e social baiano e a ACJM-Bahia lamentam a perda do companheiro José Caires Meira, presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia e dirigente do Comitê Municipal do PCdoB em Salvador. Caires morreu neste sábado (07/01/2012) aos 52 anos, vitima de Infarto Agudo do Miocárdio fulminante, tendo sido constatada a morte por volta das 12h30, no Hospital Geral do Estado (HGE). Caires deixa dois filhos e viúva, a diretora do Sindsaúde e também dirigente do PCdoB na capital, Inalba Fontenelle.

Caires assumiu a presidência do Sindimed em 2007. Desde então, se dedicou integralmente à luta em defesa da categoria e dos profissionais de saúde. As principais conquistas da categoria durante o seu mandato foram a aquisição da sede própria do sindicato após 70 anos de fundação, a realização de concurso público para os profissionais de saude do Estado depois de 20 anos e a aprovação do plano de cargos e salários dos médicos e da área de saúde.

Luta Contra  a Ditadura

Caires iniciou sua luta no movimento estudantil no final da década de 70, na Escola Baiana de Medicina. Diretor da UNE e da União da Juventude Socialista, foi um dos integrantes de uma geração que resistiu à ditadura militar e possui várias expressões da luta em defesa do ensino e da profissão médica e da busca de um caminho socialista para o Brasil.

Atuou profissionalmente como médico urgencista na capital e nos municípios de Conceição do Almeida, São Felipe e São Sebastião do Passé.

Caires foi um lutador em defesa do SUS público e de qualidade, além de defender ao acesso universal e integral à saúde como parte da democratização da sociedade.

Alegre e extrovertido, era um apreciador da música e da cultura. Organizou vários eventos culturais com destaque para a Jornada Lindemberg Cardoso, no município de Livramento de Nossa Senhora, sua terra natal.

Amigo de Cuba

Caires foi sempre um entusiasta da Revolução Cubana e apoiou muitos dos eventos de solidariedade promovidos pela Associação Cultural José Martí. Sua irmã, Cida Meira, é militante da ACJM-Bahia e é responsável por diversas páginas de apoio a Cuba nas redes sociais da internet.


 ACJM Bahia


Expressamos nossa solidariedade à companheira Cida, a Beto (irmão) e a toda a família de Caires. Nossa homenagem ao querido companheiro será dar continuidade à luta por um mundo de paz, justiça e igualdade.




quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Cuba organiza hoje campanha mundial pela libertação dos Cinco



Nesta quinta-feira (5) está sendo organizada uma campanha mundial pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos presos indevidamente nos Estados Unidos. A mobilização será feita com o envio de um correio eletrônico, fax ou chamada telefônica ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

A página digital do Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco orienta que, de qualquer parte do mundo sejam enviadas mensagens ao mandatário para exigir que imediatamente liberte Gerardo, Ramón, Antonio e Fernando e que permita a René regressar a Cuba para junto de sua esposa e filhas.

O presidente Obama sabe que os Cinco são inocentes, pois isso lhe foi dito por intelectuais, religiosos, sindicalistas, estudantes, atores e artistas, parlamentares, prêmios Nobel e milhares de pessoas honestas de todas as partes do mundo, assinala o apelo.

Ele pode e deve pôr fim a 13 anos de injustiça. Só assim poderá ganhar o respeito da comunidade internacional que espera seu gesto humanitário que permita o imediato regresso dos antiterroristas a Cuba, para junto de seus familiares e seu povo, acrescenta o texto da campanha.

“Convidamos vocês a começar 2012 com uma ação coletiva singela pelos cinco patriotas cubanos que será bem mais efetiva se a realizamos no quinto dia do mês e em todas as partes do mundo, conclui a convocação à ação cívica”, diz o chamado.

Por todo o mundo existem comitês de libertação e grupos de solidariedade à libertação de Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e René González, este último sob as condições liberdade condicional por três anos sem poder sair dos EUA.

“Devemos ganhar a causa dos cinco antiterroristas cubanos informando e sensibilizando cada vez mais pessoas de todo o mundo”, afirmou recentemente Alicia Jrapko, integrante do Comitê Internacional pela libertação dos Cinco.

A ativista afirmou que os meios alternativos difundem o caso de Ramón, Gerardo, Fernando, Antonio e René, presos desde 1998 por monitorarem ações violentas contra Cuba, mas a grande imprensa silencia o caso.

Como mandar a mensagem? Basta copiar ou clicar no link abaixo e mandar sua mensagem mesmo em portugues:  http://www.whitehouse.gov/contact/submit-questions-and-comments


Abaixo instruções para pessoas que não leem inglês:

So deve preencher as perguntas que contem um asterisco (*)
Onde diz First Name escreva seu nome
Onde dz Last Name escriba seu sobrenome
Onde diz E-mail escreva seu correio electrónico

IMPORTANTE: "Type" não tem asterisco mas DEVE fazer clic em "Internacional" para poder continuar.
Onde diz Country escreva seu País
Onde diz Subject: escolha "Foreign Policy"
Onde diz Message escriba sua mensajem mas não ultrapasse os 2.500 caracteres.

Ao final escreva textualmente a frase que aparece na tela onde diz "type the two words" deixanso um espacio entre aas duas palabras.
Para enviar a mensagem clicar em Submit.



Com informações da Prensa Latina

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Haiti: Médicos cubanos são o maior segredo do mundo

Centenas de médicos cubanos ajudam o Haiti

Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses heróis são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.

Por Nina Lakhani no The Independent


Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.

Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250 mil pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados. De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.

Cólera

Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30 mil doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente, deixando claro que o Haiti está se esforçando para lidar com a epidemia que já matou centenas de pessoas.

Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latino-americana de Medicina em Cuba (Elam), um dos programas médicos mais radicais do país. Outros 400 estão sendo treinados na escola, que oferece ensino gratuito — incluindo livros gratuitos e um pouco de dinheiro para gastar — para qualquer pessoa suficientemente qualificada e que não pode pagar para estudar Medicina em seu próprio país.

Segredo do mundo

John Kirk é um professor de Estudos Latino-americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: "A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado.".

Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto, seguido por uma equipe de 50 a Argélia em 1963. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução.

Operação Milagre

Os médicos itinerantes têm servido como uma arma extremamente útil da política externa e econômica do governo, gahando amigos e favores em todo o globo. O programa mais conhecido é a "Operação Milagre", que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanos em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.

A Brigada Henry Reeve, rejeitada pelos estadunidenses após o furacão Katrina, foi a primeira equipe a chegar ao Paquistão após o terremoto de 2005, e a última a sair seis meses depois.

A Constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, quando possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o professor Kirk. "Isso permite que os médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, possam ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender mais sobre as doenças e condições que apenas estudaram. É também uma obsessão de Fidel e ele ganha votos na ONU."

Um terço dos 75 mil médicos de Cuba, juntamente com 10 mil trabalhadores de saúde, estão atualmente trabalhando em 77 países pobres, incluindo El Salvador, Mali e Timor Leste. Isso ainda deixa um médico para cada 220 pessoas em casa, uma das mais altas taxas do mundo, em comparação com um para cada 370 na Inglaterra.

Onde quer que sejam convidados, os cubanos implementam o seu modelo de prevenção com foco global, visitando famílias em casa, com monitoração proativa de saúde materna e infantil. Isso produziu "resultados impressionantes" em partes de El Salvador, Honduras e Guatemala, e redução das taxas de mortalidade infantil e materna, redução de doenças infecciosas e deixando para trás uma melhor formação dos trabalhadores de saúde locais, de acordo com a pesquisa do professor Kirk.

Médico da família

A formação médica em Cuba dura seis anos — um ano mais do que no Reino Unido — após o qual todos trabalham após a graduação como um médico de família por três anos no mínimo. Trabalhando ao lado de uma enfermeira, o médico de família cuida de 150 a 200 famílias na comunidade em que vive.

Este modelo ajudou Cuba a alcançar alguns índices invejáveis de melhoria em saúde no mundo, apesar de gastar apenas $ 400 (R$ 749) por pessoa no ano passado em comparação com $ 3.000 (R$5.618) no Reino Unido e $ 7.500 (R$ 14.046) nos EUA, de acordo com Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento.

A taxa de mortalidade infantil, um dos índices mais confiáveis da saúde de uma nação, é de 4,8 por mil nascidos vivos — comparável com a Grã-Bretanha e menor do que os EUA. Apenas 5% dos bebês nascem com baixo peso ao nascer, um fator crucial para a saúde a longo prazo, e a mortalidade materna é a mais baixa da América Latina, mostram os números da Organização Mundial de Saúde.

As policlínicas de Cuba, abertas 24 horas por dia para emergências e cuidados especializados, é um degrau a partir do médico de família. Cada uma prevê 15 a 35 mil pacientes por meio de um grupo de consultores em tempo integral, assim como os médicos de visita, garantindo que a maioria dos cuidados médicos são prestados na comunidade.

Imti Choonara, um pediatra de Derby, lidera uma delegação de profissionais de saúde internacionais, em oficinas anuais na terceira maior cidade de Cuba, Camagüey. "A saúde em Cuba é fenomenal, e a chave é o médico de família, que é muito mais pró-ativo, e cujo foco é a prevenção. A ironia é que os cubanos vieram ao Reino Unido após a revolução para ver como o HNS [Serviço Nacional de Saúde] funcionava. Eles levaram de volta o que viram, refinaram e desenvolveram ainda mais, enquanto isso estamos nos movendo em direção ao modelo dos EUA ", disse o professor Choonara.

Embargo estadunidense

A política, inevitavelmente, penetra muitos aspectos da saúde cubana. Todos os anos os hospitais produzem uma lista de medicamentos e equipamentos que têm sido incapazes de acesso por causa do embargo americano, o qual que muitas empresas dos EUA de negociar com Cuba, e convence outros países a seguir o exemplo. O relatório 2009/10 inclui medicamentos para o câncer infantil, HIV e artrite, alguns anestésicos, bem como produtos químicos necessários para o diagnóstico de infecções e órgãos da loja. Farmácias em Cuba são caracterizados por longas filas e estantes com muitos vazios. Em parte, isso se deve ao fato de que eles estocam apenas marcas genéricas.

Antonio Fernandez, do Ministério da Saúde Pública, disse: "Nós fazemos 80% dos medicamentos que usamos. O resto nós importamos da China, da antiga União Soviética, da Europa — de quem vender para nós — mas isso é muito caro por causa das distâncias."

Em geral, os cubanos são imensamente orgulhosos e apóiam a contribuição no Haiti e outros países pobres, encantados por conquistar mais espaço no cenário internacional. No entanto, algumas pessoas queixam-se da espera para ver o seu médico, pois muitos estão trabalhando no exterior. E, como todas as commodities em Cuba, os medicamentos estão disponíveis no mercado negro para aqueles dispostos a arriscar grandes multas se forem pegos comprando ou vendendo.

As viagens internacionais estão além do alcance da maioria dos cubanos, mas os médicos e enfermeiros qualificados estão entre os proibidos de deixar o país por cinco anos após a graduação, salvo como parte de uma equipe médica oficial.

Como todo mundo, os profissionais de saúde ganham salários miseráveis em torno de 20 dólares (R$ 37,50) por mês. Assim, contrariamente às contas oficiais, a corrupção existe no sistema hospitalar, o que significa que alguns médicos e até hospitais, estão fora dos limites a menos que o paciente possa oferecer alguma coisa, talvez almoçar ou alguns pesos, para tratamento preferencial.

Investimento e formação

Empresas internacionais de Cuba na área da saúde estão se tornando cada vez mais estratégicas. No mês passado, funcionários mantiveram conversações com o Brasil sobre o desenvolvimento do sistema de saúde pública no Haiti, que o Brasil e a Venezuela concordaram em ajudar a financiar.

A formação médica é outro exemplo. Existem atualmente 8.281 alunos de mais de 30 países matriculados na Elam, que no mês passado comemorou o seu 11 º aniversário. O governo espera transmitir um senso de responsabilidade social para os alunos, na esperança de que eles vão trabalhar dentro de suas próprias comunidades pobres pelo menos cinco anos.

Damien Joel Soares, 27 anos, estudante de segundo ano de New Jersey, é um dos 171 estudantes estadunidenses; 47 já se formaram. Ele rejeita as alegações de que Elam é parte da máquina de propaganda cubana. "É claro que Che é um herói, mas aqui isso não é forçado garganta abaixo."

Outros 49 mil alunos estão matriculados no "Novo Programa de Formação de Médicos Latino-americanos", a ideia de Fidel Castro e Hugo Chávez, que prometeu em 2005 formar 100 mil médicos para o continente. O curso é muito mais prático, e os críticos questionam a qualidade da formação.

O professor Kirk discorda: "A abordagem high-tech para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria feliz quando chegasse algum."

Há nove milhões de haitianos que provavelmente concordariam.

Tradução: Carta Maior

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Bloqueio a Cuba é política permanente dos Estados Unidos


No contexto das complicadas relações entre Estados Unidos e Cuba, o professor Luis Renê Fernandez-Tabio é um dos acadêmicos que mais se aprofundaram no tema, com 20 anos de experiência profissional vinculados aos estudos da política gerada em Washington, entre outras disciplinas sociológicas e científicas com impacto internacional.

Fernández-Tabio é pesquisador do Centro de Estudos Hemisféricos e sobre os Estados Unidos da Universidade de Havana (CEHSEU), e antes esteve vinculado ao Centro de Pesquisas sobre Ásia, África e América Latina, do Instituto de Ciências Sociais, com sede na capital de Cuba.

Ele é também doutor em Economia da Universidade de Havana e mestre da Universidade de Carleton, Ottawa, no Canadá, e foi entrevistado por Prensa Latina.

Prensa Latina: Professor, chegando ao final do ano de 2011, poderia falar-se neste período de uma “flexibilização” do bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba?
Fernandez-Tabio: Embora há muitos anos a política dos Estados Unidos em relação a Cuba continue centrada nas sanções econômicas, as autoridades norte-americanas na prática a definem como uma estratégia baseada nas chamadas "Duas vias".

No governo de George W. Bush tendeu-se a restringir a implementação da chamada segunda via que é – explicando em grandes traços – o esforço sistemático de Washington por influir na sociedade e realidade cubanas a partir das comunicações, viagens familiares e remessas monetárias.

Durante a administração de Clinton, esta mesma política era definida como a chamada diplomacia povo a povo.

É certo que Barack Obama flexibilizou algumas medidas relacionadas com as viagens e as remessas. Estes grupos de medidas e outras táticas aplicadas por Obama, como um discurso mais moderado e um relativo maior nível de comunicações, são elementos positivos em certo sentido.

Contudo, deve ficar claro que nenhuma dessas medidas elimina o bloqueio, nem as sanções unilaterais, que têm funcionado tal como na época da administração de Bush. Hoje se mantêm o bloqueio e as sanções a Cuba no mesmo nivel.

O organismo encarregado de aplicar o bloqueio, dentro do esquema do Departamento do Tesouro, é conhecido por sua sigla em inglês: Ofac. Esta entidade ditou sanções muito fortes a organizações e bancos que mantiveram alguma relação econômica com Cuba, dificultando em um grau extremo vínculos da Ilha com outras nações.

Esta é uma política de ingerência que não tem cessado. Recentemente, se aplicou um castigo deste tipo contra um banco alemão, o Commerzbank, por meio de uma multa de US$ 175,5 mil. São elementos que evidenciam que a política coercitiva contra Cuba se mantém.

O bloqueio não foi aliviado em nenhum sentido, ao tempo em que essas medidas da mencionada segunda via têm voltado ao nível do período da administração Clinton, e inclusive em alguns aspectos se ampliaram ainda mais.

O atual presidente estadunidense facilitou algumas ações relacionadas com viagens e remessas monetárias. Sem dúvida, um elemento positivo, mas assim como o bloqueio se mantém intacto em todas as suas partes, praticamente similar ao momento em que Obama entrou na Casa Branca.

A complexa engrenagem do cerco econômico e financeiro não permite relações diretas entre entidades empresariais cubanas e entes comerciais norte-americanos, e torna mais difícil as possibilidades de viagens, as compras de alimentos e outras mercadorias, devido ao labirinto dos créditos e a exigência de pagamentos em dinheiro e à vista, entre outros requerimentos pesados.


PL: Como você avalia as últimas ações e reações contra Cuba impulsionadas pela comunidade direitista conservadora cubano-americana, radicada majoritariamente nas cidades de Miami e Nova Jersey?
FT: As pesquisas mais recentes demonstram que, do total dos residentes ou vinculados a essa mesma comunidade cubano-americana, 61% se opõem à introdução de leis que pretendam restringir, por exemplo, as viagens familiares à nação caribenha. E entre aqueles cidadãos registrados como votantes, o critério é que 54% se opõem a este tipo de normas.

Isto é um fato que sem dúvida põe para pensar setores da direita que sempre trataram de manipular as políticas em relação a Cuba. Um setor que não quer que estas mudanças ocorram porque conhece que tais tendências pressagiam o fim do bloqueio.

Um setor de direita que não quer que estas aberturas aconteçam porque sabe ademais que isto beneficiaria o povo cubano quanto à renda através do setor do turismo.

Neste ponto, os próprios princípios que Washington pretende defender em sua filosofia são prejudicados por uma política de pressão e bloqueio a Cuba, ou seja, são prejudicadas as próprias liberdades individuais dos estadunidenses, que hoje não podem viajar livremente a Cuba.

A última rejeição ao bloqueio que se conseguiu dentro dos setores progressistas por meio de diversas atividades dá uma esperança no sentido de que é possível frear medidas como a recém impugnada emenda maquinada pelos congressistas Marco Rubio e Mario Diaz-Balart, um plano que teria revertido o tema das viagens a Cuba.

Estas forças progressistas que já viveram essas sanções durante a administração Bush se uniram e conseguiram impedir esse passo. Isso não significa que devam ser esperadas outras mudanças mais radicais, mas é um tipo de anteparo, porque é a primeira vez que se fecham as portas no Congresso a uma medida de tal natureza.

A maioria dos emigrados cubanos residentes nos Estados Unidos depois dos anos 1980 e 1990 são os que mais têm relações com Cuba e mais vínculos familiares e, portanto, sabem que estas leis os afetariam muito.

Eles representam a existência de uma maioria de cidadãos cubano-americanos, que a partir de dentro dos Estados Unidos se manifesta, em diferentes níveis, contra o bloqueio imposto por Washington há meio século.

Também devemos esclarecer que as pesquisas refletem que não se trata de uma massa homogênea. Os emigrados mais recentes são os mais favoráveis às medidas de alívio, em geral estamos diante de expressões que provavelmente estão entrando em um novo momento histórico.


PL: Que conclusão podemos extrair a respeito da histórica, insistente e sustentada política hostil e agressiva do governo dos Estados Unidos para com Cuba?
FT: Desde o tempo dos chamados pais fundadores, os Estados Unidos têm demonstrado interesse na posse de Cuba, entre outros aspectos, por sua situação geográfica. Historicamente, os Estados Unidos trataram de absorver a Ilha para que este país regressasse à esfera de influência norte-americana, isso tem sido um elemento permanente e que perdurará.

Os Estados Unidos consideram Cuba um espaço estratégico econômico fundamental e sobre essa questão não há discussões possíveis por parte da classe política dominante em Washington. As variações sobre este tema estão somente nos métodos para fazer valer este antigo objetivo da Casa Branca.

Todas as políticas norte-americanas estão montadas nessas alternativas únicas, que baseiam suas metas de mudar Cuba e tentar desenhar um país que incube sua rendição política perante o vizinho poderoso do norte.

Não importa quantas condenações das Nações Unidas o bloqueio receba, os Estados Unidos mantêm um sistema estratégico arbitrário que eles identificam como unilateralismo. Atuem com ou sem a anuência da ONU, as diretrizes do poder estadunidense são sempre agir unilateralmente.

Eles consideram que podem fazê-lo porque se consideram a única superpotência global sobretudo em duas frentes importantes: a militar e o setor midiático, da informação.

Não obstante, ao constatar exemplos como a recente constituição da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, entre outros foros continentais, confirmamos que já estão muito longe os tempos em que os Estados Unidos podiam pressionar a América Latina, como elo de suas manobras para tratar de alcançar suas velhas e sempre frustradas pretensões de isolar Cuba.


*Chefe da Redação de América do Norte da Prensa Latina.
Por Jorge V. Jaime *

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Há 146 milhões de crianças desnutridas; nenhuma é cubana

Em Cuba não há desnutrição infantil

No último balanço do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lê-se que atualmente existem no mundo 146 milhões de crianças menores de 5 anos com graves problemas de desnutrição. De acordo com este documento, 28% são de África, 17% do Médio Oriente, 15% da Ásia, 7% da América Latina e Caribe, 5% da Europa e 27% de outros países em desenvolvimento.O relatório é inequívoco e informa que Cuba já não tem este problema, sendo o único país da América Latina que eliminou definitivamente a desnutrição infantil e que tudo tem feito para melhorar a alimentação, especialmente nos grupos mais vulneráveis. A própria Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) reconhece Cuba como a nação com mais avanços neste capítulo em toda a América Latina.



Isto deve-se fundamentalmente a que o Estado cubano garante uma cesta básica alimentar e promove os benefícios da lactância materna, complementando-a com outros alimentos até os seis meses e fazendo a entrega diária de um litro de leite para todas as crianças dos zero aos sete anos de idade, em conjunto com outros alimentos como compotas, frutas e legumes, os quais são distribuídos de forma equitativa.

Em Cuba a saúde é garantida a todas as crianças, mesmo antes de nascerem com o controle materno-infantil, não existindo crianças desprotegidas e a viverem na rua. Em Cuba todas as crianças constituem uma prioridade e por isso não sofrem as carências de outras espalhadas por várias partes do mundo, onde são abandonadas ou exploradas.

Quer nos círculos infantis (creches) quer nas escolas primárias, as crianças cubanas têm se beneficiado do contínuo melhoramento da sua alimentação quanto a componentes dietéticos, lácteos e proteicos, que são repartidos gratuitamente em todo o país.

A Organização das Nações Unidas (ONU) situa Cuba na vanguarda do cumprimento material do desenvolvimento humano, considerando que até 2015 será completamente eliminada a pobreza e garantida a sustentabilidade ambiental, isto apesar das dificuldades ao longo dos mais de 50 anos de bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos sucessivos governos dos Estados Unidos da América.

Embora a verdade confirmada pelas várias instituições internacionais de reconhecida credibilidade e mérito desagrade muita gente, é possível afirmar que, dos 146 milhões de crianças desnutridas em todo o mundo, nenhuma dela é cubana.

 
Fonte: Solidários

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sócrates, o revolucionário do futebol




Na madrugada de domingo, mais precisamente às 4h30, morreu o ex-jogador Sócrates, no hospital Albert Einstein em São Paulo. A causa anunciada foi uma infecção generalizada. Com 57 anos, essa foi a terceira internação nos últimos meses. Desta vez, a infecção intestinal se generalizou, afetando outros órgãos.

Desde as outras internações, o ex-atleta batalhou contra uma cirrose hepática, que causou hemorragia e problemas sérios no esôfago. De acordo com o portal UOL, Sócrates começou a passar mal após um almoço em um hotel em São Paulo na quinta-feira (1º). Ele pode ter sofrido a infecção intestinal em função de uma bactéria.

Na primeira internação em agosto, Sócrates ficou oito dias na UTI, quando veio a público seu problema com o alcoolismo. Aliviado quando deixou o hospital, o ex-jogador afirmou que tinha vencido a luta que ainda o “incomodaria bastante”.


Revolucionário

O paraense Sócrates Brasileiro iniciou sua carreira no Botafogo de Ribeirão Preto. Depois, se tornou um dos maiores ídolos da história do Corinthians e da seleção brasileira. Formado em medicina pela Universidade de São Paulo, o que mais marcou a biografia do Magrão, como era chamado pelos amigos, foi sua inteligência incomum. Da formação acadêmica, herdou outro apelido, Doutor.

Sua capacidade intelectual não foi só usada para ser um destacado jogador pensante dentro das quatro linhas. Ela foi usada para ser um pensador que marcou época fora delas. Assumidamente de esquerda, um dos seus maiores feitos foi liderar a Democracia Corintiana, um movimento que estabelecia poderes aos jogadores nas decisões do clube.

Na sua vida política, o ex-jogador se engajou de cabeça em várias lutas como nas Diretas Já, nos anos 1980. Revolucionário, chegou a estudar a proposta de comandar a seleção de Cuba, “como forma de ajudar a revolução de Fidel”, como declarou na época. O mesmo Fidel que Doutor homenageou dando esse nome ao primeiro filho.

Colunista

Nos últimos anos, o ex-jogador foi colunista da revista Carta Capital. Na edição de semana passada, ele mostrava seu lado nas palavras. Em sua coluna, elogiou revolucionários do mundo inteiro que tinham “um sonho”. Enumerou seus ídolos, no Brasil e fora dele. Falou de Martin Luther King, Daniel Cohn-Bendit, Ellen Sirleaf, Tawakul Karman e Nelson Mandela. Dos brasileiros, citou Luiz Carlos Prestes e Antonio Conselheiro.

O ex-jogador deixa mulher e filhos. Raí, também jogador de futebol e um dos seus irmãos, ficou famoso por ser ídolo no São Paulo na década de 1990.


SOLIDARIEDADE A CUBA

Sócrates foi um eterno defensor da Revolução Cubana tanto que, para homenageá-la, deu ao seu filho mais novo o nome de Fidel. Recentemente, numa entrevista à jornalista Marilia Gabriela, fez uma vibrante defesa do socialismo cubano e do seu direito de Cuba escolher seu próprio caminho sem intervenção de terceiros.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Chávez recebe Dilma para cúpula que tem sentido anti-imperialista




O líder anti-imperialista Hugo Chávez, presidente da República Bolivariana da Venezuela, recebeu nesta quinta-feira (1º) a presidente brasileira Dilma Rousseff.


Dilma desembarcou no fim da tarde em Caracas, onde participará da reunião de cúpula de criação da Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e do Caribe), que reunirá os países das Américas, com exceção dos Estados Unidos, país imperialista cujas políticas de dominação causaram tantos danos à América Latina, e do Canadá.

A presidente brasileira terá reuniões bilaterais com Chávez e Evo Morales, presidente da Bolívia. Numa demonstração do elevado nível de hospitalidade dos revolucionários bolivarianos, a guarda de honra da Presidência venezuelana entoou o hino nacional em português em homenagem à presidente Dilma, que se reuniu com o presidente Chávez e ministros dos dois países.

A agenda dos dois chefes de Estado prevê que eles revisarão acordos na área de habitação e energia. Questionado sobre a difícil negociação entre a estatal petroleira venezuelana PDVSA e a Petrobras para a construção de uma refinaria conjunta em Pernambuco, o mandatário venezuelano disse que o projeto "vai adiante".

Nesta sexta (2) os presidentes Chávez e Dilma e outros 29 mandatários se reunirão para fundar a Celac. A reunião de cúpula se encerra no sábado. Entusiasta da Celac, Chávez disse ontem que o organismo representa o fim da Doutrina Monroe, "a América para os americanos". É um ponto de chegada depois de 200 anos de batalha. "Não estou exagerando", disse o líder anti-imperialista.

Efetivamente, a criação da Celac é um duro golpe nas pretensões neocolonialistas de Washington. Quando soarem os acordes dos hinos dos bravos povos latino-americanos, se ouvirá o dobre de finados do panamericanismo estadunidense. A Celac tem objetivamente sentido anti-imperialista

Encontro com Lula

O presidente Chávez confirmou que pretende viajar ao Brasil para fazer uma visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que combate um câncer de laringe.

Convalescente também de um câncer, Chávez informou que falou com Lula em três ocasiões desde que o brasileiro iniciou o tratamento e que ambos acordaram realizar uma cúpula "dos que venceram o câncer".

Chávez não mencionou datas para o encontro no Brasil, mas na semana passada a assessoria de Lula informou que a visita poderia ocorrer antes de 10 de dezembro, posse da presidente reeleita da argentina, Cristina Kirchner.

"Como Lula vinha me visitar e não pode, agora eu tenho que ir vê-lo. Você sabe que eu e Lula somos irmãos, somos mais que irmãos", disse Chávez a jornalistas, nos jardins do palácio presidencial de Miraflores, momentos antes de receber Dilma.