quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Grande mídia ignora greve de fome de mapuches chilenos



Ainda hoje a nossa mídia de referência (também conhecida como grande mídia, mídia hegemônica, mídia golpista) ecoa comentários raivosos contra o governo cubano ao abordar a greve de fome realizada por alguns presos da Ilha, soltos recentemente. A conduta desses meios de comunicação em relação à greve de fome dos índios mapuches chilenos, que rola há 53 dias, é bem diferente.

Neste caso, predomina, e não é só no Chile, o silêncio cínico e a cumplicidade com a repressão e a criminalização dos movimentos e das lutas sociais.

O uso de dois pesos e duas medidas pelos meios de comunicação monopolizados por um pequeno grupo de famílias capitalistas não chega a ser novidade. Reflete o pensamento e a prática da direita. Tal mídia tratou como “presos de consciência” indivíduos que foram encarcerados por crimes comuns, conforme esclareceu o governo cubano. Agora, como os presos políticos são índios (sujeitos secularmente à opressão e ao genocídio) em luta contra grandes empresas capitalistas, a preocupação com as liberdades humanas e a democracia desaparece. A situação dos grevistas é dramática.

Continue a ler o artigo clicando abaixo:

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Blog Balaio do Kotscho: Ex menina de rua faz medicina em Cuba

Ex-menina de rua de SP estuda Medicina em Cuba
Extraído do Blog Balaio do Kotscho
29 de agosto de 2010 às 11:09h


Graças a alguns “papa-hóstias”, como costumo chamar meus amigos da igreja, fiquei sabendo da história dela durante um agradável almoço na Feijoada da Lana, na Vila Madalena, a melhor da cidade. Repórter vive disso: tem que andar por aí, conversar com todo mundo para descobrir as novidades, ficar sabendo de personagens cuja vida vale a pena ser contada.

É este o caso da jovem Gisele Antunes Rodrigues, de 23 anos, ex-menina de rua de São Paulo, nascida em Ribeirão Pires, que deu a volta por cima e hoje está no terceiro ano de Medicina. Detalhe: ela estuda no Instituto Superior de Ciências Médicas de La Habana, em Cuba, onde estão matriculados outros 275 brasileiros.

Gisele veio passar as férias no Brasil e, na próxima semana, volta a Cuba. Como ela foi parar lá? Ninguém melhor do que a própria Gisele, que escreve muito bem, para nos contar como é a vida lá e como foi esta sua incrível travessia das ruas de São Paulo até cursar uma faculdade de Medicina em outro país.

A meu pedido, Gisele enviou seu depoimento nesta sexta-feira e eu pedi autorização para poder reproduzí-lo aqui no Balaio. Tenho certeza de que esta comovente história com final feliz pode servir de estímulo e inspiração a outros jovens que vivem em dificuldades.

Para: Ricardo Kotscho

Olá!!!

Autorizo o senhor a publicar essa história. Caso deseje, pode corrigir os erros. Mas, por favor, sem sensacionalismo. Tente seguir mais o menos o texto abaixo. Desculpa por escrever isso, mas eu já tive problemas.

Gosto do seu blog, vou tentar acessar nele em Cuba.

Abraços

Gisele Antunes

***

Só mais uma brasileira

Saí de casa com 9 anos de idade porque minha mãe espancava eu e meu irmão. Não tínhamos comida, o básico para sobreviver. Meu pai nunca foi presente. É um alcoólatra que só vi duas vezes na vida. Minha mãe é uma mulher honesta, mas que não conseguia educar seus filhos. Já foi constatado que ela tem problemas mentais.

Ela trabalhava como cigana na Praça da República. Quando eu fugi de casa segui esse caminho, e encontrei uma grande quantidade de meninos e meninas de rua. Apresentei-me a um deles, este me ensinou como chegar em um albergue para jovens, e a partir desse momento passei a ser menina de rua. Só comparecia nessa instituição para comer, tomar banho e ter um pouco de infância (brincar). No meu quinto dia na rua, comecei a cheirar cola e depois maconha.

Alguns educadores preocupados com a minha situação tentavam me orientar, mas de nada valia. Foi quando me apresentaram a uma religiosa, a irmã Ana Maria, que me encaminhou para um abrigo, o Sol e Vida. Passei uns três anos lá e deixei de usar dogras. Esta instituição não era financiada pelo governo. Quando foi fechada, me encaminharam a outros abrigos da prefeitura, entre eles o Instituto Dom Bosco, do Bom Retiro. E assim foi, até os 17 anos.

Para alguém que usa droga, não era fácil seguir regras. Foi por muita persistência e um ótimo trabalho de vários educadores que eu consegui deixar a drogas, sair da desnutrição e recuperar a saúde após anemia grave.

Na infância, era rebelde, não queria aceitar a minha situação. Apenas queria ter uma família. Mas havia algo que eu valorizava _ a escola e os cursos que eu fazia na adolescência. Aos 14 anos de idade, comecei a jogar futebol, tive a minha primeira remuneração. Aos 16 anos, entrei em uma empresa, a Ericsson, que capacitava jovens dos abrigos para o mercado de trabalho. Essa empresa financiou meu curso de auxiliar de enfermagem e o inicio do técnico. O último não foi possível concluir.

Explico: existe uma lei nas instituições públicas segunda a qual o jovem a partir dos 17 anos e 11 meses não é mais sustentado pelo governo, tem que se manter sozinho. Como eu não tinha contato com a minha família, quando se aproximou a data de completar essa idade, entrei em desespero.

A sorte foi que a entidade, o Instituto Dom Bosco Bom Retiro, criou um projeto denominado Aquece Horizonte. Este projeto é uma república para jovens que, ao sair do abrigo, podem ficar lá até os 21 anos. Os coordenadores e patrocinadores acompanham o desenvolvimento do jovem neste período de amadurecimento.

As regras mais básicas da república são: trabalhar, estudar e querer vencer na vida. No segundo ano de república, eu desejava entrar na universidade, mas sabia que não tinha condições de pagar a faculdade de enfermagem ou conseguir passar na universidade pública.

Optei então por fazer a faculdade de pedagogia. É uma área que me encanta, e a única que podia pagar. No primeiro semestre da faculdade de pedagogia, um educador do abrigo, o Ivandro, me chamou pra uma conversa e me informou sobre um processo seletivo para estudar medicina em Cuba. Fiquei contente e aceitei participar da seleção.

Passei pelo processo seletivo no consulado cubano e estou desde 2007 em Cuba. Dou inicio ao terceiro ano de medicina no dia 06 de setembro de 2010. São 7 anos no país, sendo 6 de medicina e um de pré-médico.

Ir a Cuba foi minha maior conquista. Além de aprender sobre a medicina, aprendo sobre a vida, a importância dos valores. Antes de ir, sempre lia reportagens negativas sobre o país, mas quando cheguei lá, não foi isso que vi. Em Cuba, todos têm direito a educação, saúde, cultura, lazer e o básico pra sobreviver.

Li em muitas revistas que o Fidel Castro é um ditador, e descobri em Cuba, que ele é amado e idolatrado pelos cubanos. Escrevem que Cuba é o país da miséria. Mas de que tipo de miséria eles falam? Interpreto como miséria o que passei na infância. Em casa, não tinha água encanada, luz, comida.

Recordo que tinha dias em que eu, meu irmão e minha mãe não conseguíamos nos levantar da cama devido a fraqueza por falta de alimento. Tomávamos água doce pra esquecer a fome. Então, quando abro uma revista publicada no Brasil e nela está escrito que Cuba é um país miserável, eu me pergunto: se em Cuba, onde todos têm os direitos a saúde, educação, moradia, lazer e alimento, como podemos denominar o Brasil?

Temos um país com riqueza imensa, que conquistou o 8º lugar no ranking dos países mais ricos, mas sua riqueza se concentra nas mãos de poucos, com uns 60 % da população vivendo em uma miséria verdadeira, pior que a miséria da minha infância.

Cuba sofre um embargo econômico imposto pelos estados Unidos por ser um país socialista e é criticado por outros governos. No entanto, consegue dar bolsa para mais de 15 mil estrangeiros de vários países, se destaca na área da saúde (gratuita), educação (colegial, médio, técnico e superior gratuito para todos) e esporte (2º lugar no quadro de medalhas, na historia dos Jogos Panamericanos), é livre de analfabetismo.

A cada mil nascidos vivos morrem menos de 4. Vivenciando tudo isso, eu queria também que o Brasil fosse miserável como Cuba, como é escrito em varias revistas. Acho que o brasileiro estaria melhor e não seria tão comum encontrar tantos jovens sem educação, matando, roubando e se drogando nas ruas.

Vou passar mais quatro anos em Cuba e não quero deixar o curso por nada. Desejo concluir a faculdade e ajudar esse povo carente que sonha com melhoras na área da saúde, quero ajudar outros jovens a realizar os seus sonhos , como me ajudaram. Também pretendo apoiar meu irmão, que deseja estudar direito.

Tenho meu irmão como exemplo de superação. Saiu de casa com 13 anos de idade, mas não foi para uma instituição governamental. Morou em um cômodo que seu patrão lhe ofereceu. Enquanto eu estudava e fazia cursos, ele estava trabalhando para ter o pão de cada dia. Hoje, ele é um homem com 25 anos de idade, casado e tem uma filha linda, e mesmo assim encontra tempo pra me apoiar e me dar conselhos.

Foi muito bom visitar o Brasil. Depois de longos 13 anos tive um tipo de comunicação com a minha mãe. Isso pra mim é uma vitoria. Quero estar próxima dela quando voltar.

Conto um pouco da minha história, mas sei que muitos brasileiros ultrapassaram barreiras piores, até realizarem seus sonhos. Peço ao povo brasileiro que continue lutando. É período de eleições, peço também que todos votem com consciência, escolha a pessoa adequada pra administrar o nosso país tão injusto.

Gisele Antunes Rodrigues

Ser culto é o único modo de ser livre (José Martí)

sábado, 21 de agosto de 2010

Danny Glover visitou Gerardo na prisão



Domingo, 8 de Agosto, o famoso ator Danny Glover visitou Gerardo Hernández, um dos cinco patriotas cubanos presos nos EUA, em uma prisão de máxima segurança em Victorville, California. O encontro causou grande alvoroço no presídio que poucos dias atrás havaia colocado Gerardo no "el ueco", uma microcela de condicões infrahumanas.


Os planos para esta visita levaram varios meses até que se concretizasse e não poderia ter ocorrido em um melhor momento, como símbolo do enorme apoio para Gerardo depois do que se viu forçado a enfrentar apenas uma semana atrás.

Gerardo informou que se sentiu comovido pela visita e pelo compromiso de Danny de continuar lutando pela libedade dos Cinco Cubanos.

Danny Glover é memebro da Comissão Internacional pelo Direito às Visitas Familiares que 5 meses atrás, em 8 de Março, enviou uma carta a Hillary Clinton e Janet Napolitano pedindo-lhes que sejam concedidos os vistos a Olga Salanueva, esposa de Rene González e Adriana Pérez, esposa de Gerardo Hernández para que possam viajar aos Estados Unidos e visitar seus maridos. Adriana, por exemplo, não vê Gerardo desde sua prisão há 12 anos.

Recentemente Glover gravou três vídeos para o Youtube sobre Gerardo que se pueden ver abriendo os links abaixo:

El Pajaro y el Prisionero

Carta de Gerardo a Adriana

Carta de Adriana a Gerardo


domingo, 8 de agosto de 2010

Soldado americano revela a verdadeira face da guerra do Iraque

O veterano da guerra do Iraque, Mike Prysner, conta um pouco do que viu no Iraque e do que entendeu sobre aguerra. Não é apenas um discurso, trata-se de um belo libelo contra a guerra ou melhor contra a hipocrisia que alimenta as guerras.


Vale a pena assistir. Clique abaixo em "mais informações":




quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Após pressão mundial, antiterrorista cubano sai da solitária

O antiterrorista Gerardo Hernández, um dos cinco herois cubanos presos nos Estados Unidos, foi libertado da cela do isolamento, nesta terça-feira (3), se reintegrando à população carcerária. Apesar de estar doente e de não ter cometido nenhum ato que justificasse a punição, ele estava na cela de castigo desde 21 de julho. A transferência desta terça ocorreu após uma intensa campanha de seus advogados e de milhares de apoiadores em todo o mundo.

De acordo com uma nota informativa, Gerardo se comunicou, por telefone, com a sua esposa Adrana Pérez, a quem avisou, nesta quarta-feira, que havia voltado à área comum da prisão na véspera. O documento assegura que o Departamento de Estado havia informado às autoridades cubanas sobre o fato ainda na tarde de ontem.

Adriana Pérez comunicou que, na conversa, encontrou o marido com "bom estado de ânimo e moral elevado". "Em nome do povo cubano, agradecemos as mostras de apoio e solidariedade demonstradas por diversas organizações e pessoas de boa vontade, que reivindicaram o fim desse cruel e desumano tratamento. Seguiremos a luta até que se faça justiça e que os conco regressem à Pátria", expressa o texto.

Nos últimos dias, as autoridades da ilha denunciaram que Hernández, reconhecido como "Herói da República de Cuba", assim como seus quatro companheiros presos nos EUA, tinha sido confinado, sem motivos, em uma cela de castigo e tinha problemas de saúde. No domingo passado, a Assembleia Nacional do Poder Popular (Parlamento) aprovou uma declaração de protesto no qual requisitou que a situação em que se encontrava Hernández, preso nos EUA há doze anos, devia "cessar imediatamente".

Hernández, de 45 anos, foi detido junto a René González, Antonio Guerrero, Fernando González e Ramón Labañino em 1998, no estado americano da Flórida, e um tribunal federal de Miami os declarou culpados de conspirar contra a segurança nacional norte-americana, embora seu único crime tenha sido se infiltrar entre os terroristas anticubanos de Miami, para desbaratar planos contra a ilha, sem representar ameça alguma à segurança dos EUA.

Leonard Weinglass, um dos advogados de Gerardo, havia visitado o cubano no final de semana, acompanhado do seu colega Peter Schey. Descreveu, na manhã de segunda-feira (2), para Gloria La Riva, do Comitê Nacional pela Libertação dos 5 Cubanos, as condições crueis e extremas em que Gerardo havia sido colocado.

"Gerardo mantém um espírito elevado, porém está realmente sofrendo muito. Numa temperatura de mais de 37°, o ar estava tão sufocante que Gerardo estava deitado no chão aspirando o ar da fresta da porta. Não podia tomar o remédio para a pressão que o médico havia prescrito (...). Não podia tomar uma ducha porque a água estava escaldante. Haviam-lhe dado lençois tão sujos que não lhe restou alternativa que não lavá-los na água da privada."

Weinglass ressaltou que "entregamos uma carta de cinco páginas à direção da prisão contendo todas as irregularidades cometidas ao colocá-lo na solitária. A carta sublinhou pontualmente o regulamento da prisão que eles próprios violaram."

A saída de Gerardo da solitária é fruto de grande pressão dos advogados e do movimento de solidariedade nacional e internacional com os Cinco Cubanos.

Extraído do site Vermelho.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Cuba denuncia situação de antiterrorista preso nos EUA

Cuba denuncia situação de antiterrorista preso nos EUA

 A Assembleia Nacional de Cuba divulgou, no domingo (01), declaração de protesto, em que denuncia a grave situação de um dos cinco antiterroristas cubanos presos injustamente nos Estados Unidos. Gerardo Hernández Nordelo está, desde 21 de julho, em uma solitária, em condições que atentam contra sua saúde e integridade física. O Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap) iniciou uma campanha para chamar a atenção para o fato e pressionar o governo norte-americano a soltar os cinco herois.

"Encarcerado em uma cela de castigo, um espaço mínimo que divide com outro prisioneiro, carente de ventilação, suportando temperaturas superiores aos 35º e sem contato com o mundo exterior. Nessa ação contra nosso compatriota intervieram oficiais do FBI, que deixaram cçaro que Gerardo está confinado por uma decisão desta agência", relata a nota da Assembleia Nacional.

Segundo o texto, durante esses 12 anos em que estão presos os cinco cubanos, as autoridades federais têm empregado procedimentos semelhantes para impedir suas defesas e obstruir a justiça. "Nas vésperas de cada decisão importante, nossos companheiros foram isolados em solitárias para fazer impossível toda a comunicação com seus advogados", denuncia.

A assembleia explica que Gerardo foi confinado, justamente, no momento em que apresentou um pedido de habeas corpus, último recurso que lhe resta no sistema norte-americano que o condenou injustamente a duas prisões perpétuas e 15 anos de detenção. Desde que foi preso, o cubano tem sido impedido de receber visitas de sua esposa, Adriana Pérez Oconor. E, segundo a declaração dos legisladores da ilha, atualmente ele sofre com "várias doenças que não são tratadas e causam profunda preocupação".

"Desde abril, Gerardo solicitou ser visto por um médico. Isto não ocorreu até 20 de julho, quando foram diagnosticad dois problemas sérios e de determinou a necessidade de exames adicionais. Porém, no dia segunte, Gererdo não foi encaminhado ao hospital, nas foi encarcerado em uma brutal cela de castigo", narra a nota, que responsabiliza os Estados Unidos pela saúde e a integridade física de Gerardo.

Em carta, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos pede que a declaração da Assembleia Nacional seja multiplicada por todos, num esforço para que seja ouvida pelos Estados Unidos. Classificando a situação de Gerardo como "um ato de tortura", afirma que é preciso divulgar o fato e "intensificar ações para que (o presidente dos EUA, Barack) Obama tenha que libertá-los".

O Icap solicita que o antiterrorista seja devolvido à população penal, que receba atendimento médico com urgência, que possa continuar se preparando para o processo de apelação e que possa receber a visita de sua esposa.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Cuba anuncia medidas para atualizar modelo econômico

O presidente de Cuba, Raúl Castro, anunciou, no domingo (01), várias medidas para atualizar o modelo econômico de Cuba. Em discurso na Assembleia Nacional, ele divulgou um plano que prevê a redução dos empregos estatais e a ampliação daqueles por conta própria. Raúl ressaltou a unidade da revolução e reafirmou que o caráter socialista do sistema político e social de Cuba é irrevogável. Falou sobre a recente libertação de 21 presos e disse que "na essência, nada mudou" entre a ilha e os EUA.

domingo, 1 de agosto de 2010

Aja Agora !!! Gerardo corre perigo.

Comité Internacional por la Libertad de los 5 Cubanos


Aja agora!



Há mais de uma semana Gerardo Hernández Nordelo permanece em cela de castigo e isolamento "o oco" sem ter cometido infração alguma.


Uma vez mais os Estados Unidos impõe um trato cruel, desumano e degradante a Gerardo Hernández Nordelo, um dos Cinco Patriotas cubanos presos nose EEUU por lutar contra o terrorismo.

Dia 21 de julio, sem ter cometido indisciplina alguna Gerardo foi levado a uma cela de isolamento despojado de seus pertences pessoais. O "oco" é um espaço infrahumano de 2 metros por um, sem janelas, reservado para presos aos que as autoridades da prosão isolam como forma de castigo. Gerardo comparte este pequeno espaço com outro preso. Dito espaço carece de ventilação devido a que o ar só entra por una pequena abertura do teto, exposto à altíssima temperatura de Victorville que supera os 35º. Não se lhe permite tomar bahno e é levado ao pátio em uma jaula al somente uma hora a cada quatro dias. Gerardo recebeu a visita de su irmã Isabel por meio de um vidro e um telefone.


Após 12 anos de cruel prisão em uma penitenciária de segurança máxima, Gary tem apresentado alguns problemas de saúde. Procurou atendimento médico em abril. Em 20 de julho, três meses depois, foi examinado por um médico da prisão. Além de apresentar problemas de pressão arterial elevada, o médico ordenou uma série de exames, pois Gerardo tem sintomas semelhantes aos de outros prisioneiros afetados por bactérias. Em vez de realizar os exames necessários e fornecer os cuidados pertinentes para o tratamento, no dia seguinte, ele foi abruptamente enviado à cela de castigo.

Este novo escândalo contra Gerardo ocorre num momento em que devia estar preparando com seus advogados, o seu recurso de apelação no habeas corpus impetrado em junho. É alarmante que esta seja a terceira vez que, quando Gary prepara o seu recurso, está em isolamento.
As violações aos direitos de Gerardo são inúmeras e devem cessar imediatamente. Durante 12 anos a ele tem sido negado o direito de receber visitas de sua esposa.
Gary, assim como seus quatro irmãos em causa é inocente. Os Estados Unidos têm amplos indícios de que o único crime dos Cinco é ter lutado contra o terrorismo.
Em vez de liberar e permitir que volte à sua pátria e às suas famílias, como esperam todo o povo cubano, 10 Prémios Nobel e milhares de pessoas de todo o mundo, a administração Obama continua punindo como fazia antes de Bush.
Junto ao povo cubano e à comunidade internacional fazemos o governo dos EUA responsável pela vida e a integridade física de Gerardo.
É necessário que os que apoiam os Cinco e as pessoas que amam a paz e a justiça que leiam esta mensagem, imediatamente liguem para os números de telefone abaixo indicados, enviem cartas, faxes e e-mails exigindo, em inglês ou espanhol, línguas que podem ser utilizadas nas correspondências para o governo americano, que Gerardo:



1) Sea devuelto de inmediato a la población penal

2) Reciba ya! atención médica especializada

3) Se otorgue visa a su esposa Adriana Pérez para visitarlo

4) Se respete el derecho a preparar su recurso de apelación


Órgãos que devem ser contactados:

Departamento de Estado de Estados Unidos

Secretaria de Estado Hillary Clinton
2201 C Street, NW
Washington, DC 20520

Número de Teléfono: 1-202-647-4000

Número de Fax: 1-202-647-2283


Bureau Federal de Prisiones

Director Harley G. Lappin
320 First St., NW,
Washington, DC 20534


Numero de Teléfono 202-307-3198.

Correo electronico:   info@bop.gov

Presidente Barack Obama

White House

1600 Pennsylvania Ave, NW

Washington, DC 20500

Numero de Teléfono 202-456-1111

Numero de Fax 202-456-2461.

Correo electrónico: http://www.whitehouse.gov/contact/


Departamento de Justicia de Estados Unidos

Fiscal General Eric Holder

U.S. Department of Justice

950 Pennsylvania Avenue, NW

Washington, DC 20530-0001

Numero de Teléfono 202-514-2000

Línea de comentarios - 202-353-1555

Correo electronico AskDOJ@usdoj.gov



Fonte: Comiité Internacional por la Libertad de los 5 Cubanos

sábado, 31 de julho de 2010

Geraldo, um dos 5 heróis presos injustamente nos EUA, está doente e em cela de castigo

O presidente do Parlamento de Cuba, Ricardo Alarcón, denunciou hoje que um dos cinco cubanos presos injustmaente nos Estados Unidos por lutar contra o terrorismo contra Cuba está em uma "cela de castigo", apesar de estar doente.

Gerardo Hernández, que está detido há 12 anos, como os outros quatro acusados, "está outra vez nesta cela desde 21 de julho", declarou Alarcón, que qualificou a medida como "muito grave".

"Encontra-se em uma cela muito pequena, de dois metros por um, que compartilha com outro prisioneiro e onde há apenas ventilação, porque respiram por um pequeno orifício no alto de uma parede", explicou.

Em 20 de julho Hernández foi examinado por causa de umas dores físicas e "o diagnosticaram com problemas que requerem tratamento. Aparentemente um problema com uma bactéria que está circulando entre a população carcerária, tendo inclusive casos muito graves", denunciou o parlamentar.

O titular do Congresso cubano disse que "desconhecemos se esta é a condição de Gerardo, já que não fizeram nenhuma análise, apesar de terem conduzido-o à cela menor no dia seguinte após ser atendido". As autoridades cubanas pediram explicações aos norte-americanos sobre seu transporte de cela, disse.

Hernández foi detido em 1998 na Flórida com Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando Gonzalez e Ree Gonzáles. O grupo foi condenado em 2001 à prisão perpétua sob falsas acusações de espionagem , quando apenas reuniam provas entregues ao próprio governo americano, de que cubanos, exilados em Miami eram responsáveis por terrorismo em Cuba a exemplo da colocação de bombas em hotéis de Havana  que  feriram muitos e mataram o turista italiano Fabio di Celmo.

Em Cuba, os cinco são considerados "heróis" da luta conta o "terrorismo". O governo do país pede há anos na Justiça dos Estados Unidos que libertem os homens. No ano passado, a pena de Guerrero foi reduzida para 21 anos e 10 meses, e a de Labañino a 30 anos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cuba Celebra Revolução em Dia Nacional de Rebeldia

Cuba celebra revolução em Dia Nacional de Rebeldia

Os cubanos comemoram, nesta segunda (26), o 57º aniversário do assalto ao Quartel Moncada. A data, maior festa da Revolução, é conhecida como o Dia da Rebeldia Cubana. O presidente Raúl Castro comandou ato na Praça Ernesto Che Guevara, em Santa Clara, onde repousam os restos do guerrilheiro argentino. Fidel, contudo, não esteve presente. Ele participou, no sábado (24), de uma cerimônia em memória dos ex-combatentes da revolução.

26 de julho de 2010: Dia Nacional da Rebeldia Cubana Povo de Cuba celebra a revolução

No ato desta manhã. Raúl foi aclamado pela multidão que, com gritos e palavras de ordem, expressou seu compromisso com e revolução, o socialismo e com o líder histórico Fidel Castro.

A direção do Partido Comunista dedica este 26 de julho ao libertador Simón Bolívar e ao Bicentenário das Independências na América Latina. A tomada do quartel por um grupo de jovens sob a liderança de Fidel Castro, em 1953, iniciou a luta contra ditadura de Fulgêncio Batista, que terminou com o triunfo revolucionário do dia 1º de janeiro de 1959.

Na ocasião, muitos guerrilheiros morreram e Fidel foi preso, julgado e condenado a 15 anos de prisão. Por ser advogado, ele se pronunciou em auto defesa diante do tribunal e, após 22 meses de prisão, foi libertado com a anistia geral de 1955.

Compareceram aos atos comemorativos os combatentes da revolução que participaram do histórico 26 de julho, expedicionários do Granma, habitantes da região, e outros lutadores cubanos. Também estiveram presentes membros do Comitê Político do Partido Comunista, dirigentes do Governo e das organizações de massas, das Forças Amadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, bem como uma ampla delegação da Venezuela.

Conquistas da Revolução

Em festejos prévios, no sábado, Raúl Castro listou as principais conquistas da revolução. "Cinqüenta e cinco anos é um período curto na vida de um povo, mas o suficiente para confirmar que o 26 de julho marcou o início de uma nova era na história de Cuba", disse o presidente.


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Prefeitura de Nova York demite professor que viajou a Cuba com alunos

A Prefeitura de Nova York decidiu expulsar do sistema público de ensino da cidade um professor de um instituto de Manhattan que organizou uma viagem a Cuba em 2007 com seus alunos, em desobediência à vetusta proibição que o país mantém contra seus cidadãos, proibidos de visitarem a Ilha.

A agência municipal que supervisiona as escolas de Nova York decidiu, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (21), que Nathan Turner, um professor de história que lecionava no instituto de ensino médio Beacon, no bairro do Upper West Side, nunca mais poderá trabalhar como professor na cidade.

A prefeitura local afirma alega que Turner teria sido o único responsável por fazer com que alguns alunos desse instituto nova-iorquino quebrassem as leis federais que proíbem todos os cidadãos americanos de viajarem à ilha caribenha a partir do território americano.

As autoridades municipais retiram qualquer responsabilidade da direção da escola e acusam Turner pela viagem, ao mesmo tempo que açodadamente descrevem o professor como um "comunista que tinha de ver Fidel Castro mais uma vez antes que morresse".

Turner, que reuniu 30 estudantes e administrou a viagem mediante uma organização religiosa de Nova York, já tinha conseguido viajar para Cuba anteriormente com alunos de Beacon em 2000, 2001, 2003 e 2005, com o consentimento do centro e do Departamento de Educação do Estado de Nova York.

As viagens de estudos entre os Estados Unidos e Cuba são permitidas para alunos em idade universitária, mas o instituto Beacon conseguiu enviar em várias ocasiões seus alunos para Cuba, entre os que em 2005 se encontrava a enteada do agora governador de Nova York, David Paterson, segundo detalha o The New York Times.

Turner foi obrigado a deixar seu trabalho no instituto Beacon em 2008 e se mudou para Nova Orleans, onde dirige um projeto comunitário.

terça-feira, 13 de julho de 2010

ACJM e CEBRAPAZ PRESENTES NO 2 DE JULHO


Embora concorrendo com jogo do Brasil na Copa do Mundo e mesmo diante da chuva torrencial que desabou sobre Salvador na madrugada e manhã do dia 2 de julho, as comemorações do dia da Independência da Bahia, maior festa cívica do Estado, transcorreram com a costumeira presença popular que homenageia os grandes heróis da luta independentista, embora em menor número que nos anos anteriores.

A ACJM - Bahia e o CEBRAPAZ estiveram presentes com duas faixas, uma com dizeres que exigiam o fim do bloqueio a Cuba e outra em que manifestava solidariedade ao povo palestino.



Militantes sindicais, pessoas do meio político e muitos populares demonstraram seu apreço a Cuba e à Palestina e parabenizaram a Associação Cultural José Martí e o CEBRAPAZ pela defesa dos ideais da solidariedade internacional. 

O companheiro Barreto, Presidente da ACJM-Bahia, ressaltou que há anos a solidariedade internacional vem ocupando espaço na Festa do 2 de Julho, festa cívica da qual participa o mundo político da Bahia, as diversas entidades sindicais, escolas e o povo em geral, transformando-se num momento em que muitas pessoas tem tomado conhecimento das graves violações perpetradas pelo imperialismo contra Cuba e contra o povo palestino.   

Dez anos após voltar a Cuba, Elián se diz feliz por viver na ilha

Nesta quarta-feira (30/6), os cubanos comemoraram os dez anos da volta do menino Elián González ao país, depois de uma longa disputa diplomática entre o seu país e os Estados Unidos. Agora um adolescente, ele disse que ficou feliz por ter sido criado na ilha comunista. Elián ainda agradeceu aos povos de Cuba e dos EUA que acompanharam seu pai na luta para devolvê-lo ao seu país.

"Esta é a terra a que pertenço e aqui eu me sinto bem", disse o rapaz aos jornalistas, ao participar da cerimônia religiosa que celebrou o décimo aniversário de sua volta à ilha. "Graças à ajuda de uma grande parte do povo norte-americano e do nosso povo, hoje estou com meu pai, e isso é tudo para mim", acrescentou. 

Nas suas primeiras declarações públicas em vários anos, Elian, 16 anos, disse também que não guarda mágoas dos seus parentes de Miami, que o sequestraram alegando que lá ele teria uma vida melhor. Na época, o fato desencadeou uma batalha legal entre Cuba e Estados Unidos. "Embora eles não tenham nos apoiado em tudo, não tenho nenhuma amargura em relação a eles", disse Elián sobre os familiares radicados nos EUA. 

O presidente do país, Raúl Castro, acompanhou a cerimônia ao lado de Elián, hoje estudante pré-universitário em uma escola militar, que compareceu vestindo calça jeans e camisa listrada de manga curta. O pai dele, Juan Miguel González, disse ter "mais certeza hoje do que naquele momento" sobre o acerto em trazer o menino de volta. "Vê-lo hoje se saindo bem, com boas notas na escola, mostra que o que fizemos não foi sem razão."
Ao contrário do filho, González-pai ainda tem ressentimentos em relação à família de Miami. "Aqui estamos unidos, com minha gente, que se comportou bem melhor que eles." 


Elián era um menino de 5 anos quando foi encontrado boiando dentro de uma câmara pneumática, na costa da Flórida, em novembro de 1999. Sua mãe e outros cubanos que acompanhavam o menino haviam morrido no naufrágio de uma frágil embarcação na qual o grupo tentava viajar clandestinamente de Cuba para os EUA. 


Elián foi resgatado por pescadores e levado à casa de uma prima, que morava em Miami. Mas o pai, Juan Miguel, que residia em Cuba, queria o filho de volta. Fidel Castro, então presidente cubano, apoiou a exigência do pai e, apesar de o governo dos Estados Unidos também considerar a volta da criança para seu país a melhor solução, a justiça da colônia cubana da Flórida não queria ceder. O regime comunista realizou uma campanha internacional para que Elián fosse devolvido a Cuba e criado pelo pai e os avós
Após uma longa disputa judicial, os tribunais norte-americanos determinaram que o menino Elián Gonzáles deveria voltar à ilha comandada então por Fidel. 


Na madrugada de 22 de abril de 2000, agentes do FBI foram obrigados a resgatar o menino, já que a família da mãe se negava a devolvê-lo. Elián foi levado para uma base militar onde se encontrou com Juan Miguel e seguiu, finalmente, em junho de 2000, para Cuba, onde foi recebido com festa por milhares de pessoas e reencontrou o pai.

Por que foram condenados os presos que Cuba vai libertar?

Editorial do Portal Vermelho (09/07/2010)


A igreja católica de Cuba anunciou, dia 7, um acordo com o governo de Raúl Castro e o cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, com a assistência do ministro de Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, para libertar 52 presos remanescentes do desmantelamento da conspiração de 2002/2003 pelo fim do socialismo na ilha. Além dos questões humanitárias, o tema envolve aspectos políticos referentes à resistência antiimperialista na ilha que não podem ser postas de lado.

O acordo beneficia 52 presos; cinco presos terão libertação imediata (Antonio Villarreal Acosta, Lester González Pentón, Luis Milán Fernández, José Luis García Paneque e Pablo Pacheco Ávila), e os demais 47 sairão num prazo entre três e quatro meses e poderão viajar para a Espanha, "se assim o desejarem", como declarou o chanceler espanhol. Em maio, quando as negociações entre o governo de Havana e a Igreja começaram, já havia sido libertado o preso Ariel Sigler.

Os presos fazem parte de um grupo detido, julgado e condenado em 2003 por fazerem parte de uma ampla conspiração antissocialista articulada em torno do chamado Projeto Varela, que, com apoio ativo do governo dos EUA, reuniu 48 organizações antirrevolucionárias (cinco delas com sede nos EUA) para investir contra o governo socialista e iniciar o que chamavam de "transição" para o capitalismo.

domingo, 4 de julho de 2010

ACJM - BAHIA PERDE DOIS QUERIDOS AMIGOS


Paulo e Catarina eram dois grandes amigos de Cuba e da Revolução Cubana. Ele, dirigente do PCdoB e do Sindicato dos Rodoviários; ela, militante do PCdoB e parte de uma grande  família de militantes comunistas. Os dois estiveram sempre na linha de frente das lutas do povo de Salvador. É uma imensa perda para todos nós.




Comoção marca despedida de militantes assassinados em Salvador

A despedida dos dois militantes do PCdoB, Paulo Colombiano e Catarina Galindo, foi sob aplausos, bandeiras erguidas do Partido Comunista do Brasil na fria e chuvosa tarde de quarta-feira (30/6).

Os corpos chegaram ao Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador,por volta das 13h. Durante toda a tarde, era grande a entrada e saída de familiares, amigos e companheiros de militância do casal que estava junto há 20 anos. O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), fez questão de ir, pessoalmente, prestar suas condolências e ratificou o compromisso em empenhar todos os esforços para uma apuração rápida e precisa dos fatos.

“Colombiano e Catarina eram militantes muito próximos e muito ativos. São perdas enormes para a luta do povo baiano; uma luta que precisa muito de pessoas como eles. A expectativa é de que todas as medidas para resolução do caso sejam tomadas e que os culpados sejam encontrados o mais rápido possível”, ratificou o presidente estadual do PCdoB, Daniel Almeida.

Além de Almeida, parlamentares, lideranças de movimentos sociais e dirigentes estaduais e militantes do partido estiveram presentes, a exemplo da deputada federal Alice Portugal; o deputado estadual Javier Alfaya; as vereadoras de Salvador, Aladilce Souza e Olívia Santana; a prefeita de São Sebastião do Passé, Tânia Portugal; o secretário para Assuntos da Copa – Secopa, Ney Campello; e o diretor-presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB/BA, Adilson Araújo; o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza; o diretor da Federação dos Metalúrgicos e dirigente estadual de Política Sindical do PCdoB-BA, Aurino Pedreira; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, Silvio Santos; a presidente do Sindicato dos Jornalistas na Bahia, Kardé Mourão, o presidente do Sindicato dos Médicos, José Cayres, o presidente do Sindicato dos Comerciários, Jaelson Dourado; o presidente da APLB Sindicato, Rui Oliveira, a presidente do Simpojud, Maria José Santos da Silva e Renato Pinto, presidente da Assufba.

Participaram também a deputada federal Lídice da Mata, do PSB, o deputado estadual J. Carlos, do PT, e os vereadores Henrique Carballal e Marta Rodrigues, ambos do PT.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, CTB, Adilson Araujo, homenageou os trabalhadores assassinados destacando a árdua luta dos sindicalistas em defesa dos direitos dos trabalhadores e para mudar o Brasil.

Ao final, o presidente estadual do PCdoB, Daniel Almeida, se pronunciou afirmando que a principal homenagem a Colombiano e Catarina é seguir o exemplo desses militantes de dedicação e firmeza na luta pela causa socialista e em defesa dos trabalhadores

Em nota, o Comitê Estadual do PCdoB reverenciou a memória dos dois militantes e exigiu rigorosa apuração do crime. Confira.


“Viva Paulo Colombiano e Catarina Galindo




O Partido Comunista do Brasil lamenta a morte de Paulo Colombiano e Catarina Galindo, dois dedicados militantes da causa socialista, que foram assassinados por desconhecidos em uma motocicleta quando retornavam à sua residência, na noite do dia 29 de junho.


Paulo Colombiano ingressou no Partido Comunista ainda muito jovem. Fez parte da sua direção estadual e atualmente era integrante da Direção Municipal do PCdoB em Salvador, sempre se destacando como organizador dos trabalhadores. Paulo Colombiano participou do movimento de retomada do sindicalismo baiano a partir da década de setenta. Foi eleito vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, entidade que voltou a representar a partir do ano passado, na função de tesoureiro. Paulo Colombiano foi fundador da CUT e integrou a direção dessa central sindical na Bahia por dois mandatos. Atualmente era dirigente da Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil, CTB.


A trajetória de Paulo Colombiano no PCdoB foi de total dedicação à luta pelo socialismo, de afirmação dos princípios marxistas, da prática e da defesa dos valores comunistas. Firmeza ideológica, coragem de lutar, defesa do partido e espírito solidário são qualidades que marcaram a personalidade de Paulo Colombiano e ficarão para sempre na nossa memória.


Catarina Galindo, trabalhadora, mãe, militante, era uma síntese da mulher atual que constrói o caminho para superar as dificuldades, lutando por seu espaço, para se reconhecer na história, na luta por um Brasil justo e democrático e por rumo socialista para os brasileiros e as brasileiras. De uma família de comunistas, ela era uma dedicada militante do PCdoB. Na função de secretária, seu trabalho profissional, e na militância política, a sensibilidade e a solidariedade eram suas marcas. Ver Catarina, conversar com Catarina, era ter contato com a tranqüilidade e principalmente ver fluir seu jeito carinhoso, bem humorado, mas resoluto. Era o seu jeito de ser mulher, irmã, mãe, trabalhadora e militante. Era o seu jeito de ser feliz.


O Comitê Estadual do Partido Comunista do Brasil, por intermédio de seu Secretariado, ao mesmo tempo em que reverencia a memória dos seus militantes assassinados, exige rigorosa e rápida apuração do crime.


Viva Catarina e Colombiano


Salvador, 30 de junho de 2010