terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Bloqueio a Cuba é política permanente dos Estados Unidos


No contexto das complicadas relações entre Estados Unidos e Cuba, o professor Luis Renê Fernandez-Tabio é um dos acadêmicos que mais se aprofundaram no tema, com 20 anos de experiência profissional vinculados aos estudos da política gerada em Washington, entre outras disciplinas sociológicas e científicas com impacto internacional.

Fernández-Tabio é pesquisador do Centro de Estudos Hemisféricos e sobre os Estados Unidos da Universidade de Havana (CEHSEU), e antes esteve vinculado ao Centro de Pesquisas sobre Ásia, África e América Latina, do Instituto de Ciências Sociais, com sede na capital de Cuba.

Ele é também doutor em Economia da Universidade de Havana e mestre da Universidade de Carleton, Ottawa, no Canadá, e foi entrevistado por Prensa Latina.

Prensa Latina: Professor, chegando ao final do ano de 2011, poderia falar-se neste período de uma “flexibilização” do bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba?
Fernandez-Tabio: Embora há muitos anos a política dos Estados Unidos em relação a Cuba continue centrada nas sanções econômicas, as autoridades norte-americanas na prática a definem como uma estratégia baseada nas chamadas "Duas vias".

No governo de George W. Bush tendeu-se a restringir a implementação da chamada segunda via que é – explicando em grandes traços – o esforço sistemático de Washington por influir na sociedade e realidade cubanas a partir das comunicações, viagens familiares e remessas monetárias.

Durante a administração de Clinton, esta mesma política era definida como a chamada diplomacia povo a povo.

É certo que Barack Obama flexibilizou algumas medidas relacionadas com as viagens e as remessas. Estes grupos de medidas e outras táticas aplicadas por Obama, como um discurso mais moderado e um relativo maior nível de comunicações, são elementos positivos em certo sentido.

Contudo, deve ficar claro que nenhuma dessas medidas elimina o bloqueio, nem as sanções unilaterais, que têm funcionado tal como na época da administração de Bush. Hoje se mantêm o bloqueio e as sanções a Cuba no mesmo nivel.

O organismo encarregado de aplicar o bloqueio, dentro do esquema do Departamento do Tesouro, é conhecido por sua sigla em inglês: Ofac. Esta entidade ditou sanções muito fortes a organizações e bancos que mantiveram alguma relação econômica com Cuba, dificultando em um grau extremo vínculos da Ilha com outras nações.

Esta é uma política de ingerência que não tem cessado. Recentemente, se aplicou um castigo deste tipo contra um banco alemão, o Commerzbank, por meio de uma multa de US$ 175,5 mil. São elementos que evidenciam que a política coercitiva contra Cuba se mantém.

O bloqueio não foi aliviado em nenhum sentido, ao tempo em que essas medidas da mencionada segunda via têm voltado ao nível do período da administração Clinton, e inclusive em alguns aspectos se ampliaram ainda mais.

O atual presidente estadunidense facilitou algumas ações relacionadas com viagens e remessas monetárias. Sem dúvida, um elemento positivo, mas assim como o bloqueio se mantém intacto em todas as suas partes, praticamente similar ao momento em que Obama entrou na Casa Branca.

A complexa engrenagem do cerco econômico e financeiro não permite relações diretas entre entidades empresariais cubanas e entes comerciais norte-americanos, e torna mais difícil as possibilidades de viagens, as compras de alimentos e outras mercadorias, devido ao labirinto dos créditos e a exigência de pagamentos em dinheiro e à vista, entre outros requerimentos pesados.


PL: Como você avalia as últimas ações e reações contra Cuba impulsionadas pela comunidade direitista conservadora cubano-americana, radicada majoritariamente nas cidades de Miami e Nova Jersey?
FT: As pesquisas mais recentes demonstram que, do total dos residentes ou vinculados a essa mesma comunidade cubano-americana, 61% se opõem à introdução de leis que pretendam restringir, por exemplo, as viagens familiares à nação caribenha. E entre aqueles cidadãos registrados como votantes, o critério é que 54% se opõem a este tipo de normas.

Isto é um fato que sem dúvida põe para pensar setores da direita que sempre trataram de manipular as políticas em relação a Cuba. Um setor que não quer que estas mudanças ocorram porque conhece que tais tendências pressagiam o fim do bloqueio.

Um setor de direita que não quer que estas aberturas aconteçam porque sabe ademais que isto beneficiaria o povo cubano quanto à renda através do setor do turismo.

Neste ponto, os próprios princípios que Washington pretende defender em sua filosofia são prejudicados por uma política de pressão e bloqueio a Cuba, ou seja, são prejudicadas as próprias liberdades individuais dos estadunidenses, que hoje não podem viajar livremente a Cuba.

A última rejeição ao bloqueio que se conseguiu dentro dos setores progressistas por meio de diversas atividades dá uma esperança no sentido de que é possível frear medidas como a recém impugnada emenda maquinada pelos congressistas Marco Rubio e Mario Diaz-Balart, um plano que teria revertido o tema das viagens a Cuba.

Estas forças progressistas que já viveram essas sanções durante a administração Bush se uniram e conseguiram impedir esse passo. Isso não significa que devam ser esperadas outras mudanças mais radicais, mas é um tipo de anteparo, porque é a primeira vez que se fecham as portas no Congresso a uma medida de tal natureza.

A maioria dos emigrados cubanos residentes nos Estados Unidos depois dos anos 1980 e 1990 são os que mais têm relações com Cuba e mais vínculos familiares e, portanto, sabem que estas leis os afetariam muito.

Eles representam a existência de uma maioria de cidadãos cubano-americanos, que a partir de dentro dos Estados Unidos se manifesta, em diferentes níveis, contra o bloqueio imposto por Washington há meio século.

Também devemos esclarecer que as pesquisas refletem que não se trata de uma massa homogênea. Os emigrados mais recentes são os mais favoráveis às medidas de alívio, em geral estamos diante de expressões que provavelmente estão entrando em um novo momento histórico.


PL: Que conclusão podemos extrair a respeito da histórica, insistente e sustentada política hostil e agressiva do governo dos Estados Unidos para com Cuba?
FT: Desde o tempo dos chamados pais fundadores, os Estados Unidos têm demonstrado interesse na posse de Cuba, entre outros aspectos, por sua situação geográfica. Historicamente, os Estados Unidos trataram de absorver a Ilha para que este país regressasse à esfera de influência norte-americana, isso tem sido um elemento permanente e que perdurará.

Os Estados Unidos consideram Cuba um espaço estratégico econômico fundamental e sobre essa questão não há discussões possíveis por parte da classe política dominante em Washington. As variações sobre este tema estão somente nos métodos para fazer valer este antigo objetivo da Casa Branca.

Todas as políticas norte-americanas estão montadas nessas alternativas únicas, que baseiam suas metas de mudar Cuba e tentar desenhar um país que incube sua rendição política perante o vizinho poderoso do norte.

Não importa quantas condenações das Nações Unidas o bloqueio receba, os Estados Unidos mantêm um sistema estratégico arbitrário que eles identificam como unilateralismo. Atuem com ou sem a anuência da ONU, as diretrizes do poder estadunidense são sempre agir unilateralmente.

Eles consideram que podem fazê-lo porque se consideram a única superpotência global sobretudo em duas frentes importantes: a militar e o setor midiático, da informação.

Não obstante, ao constatar exemplos como a recente constituição da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, entre outros foros continentais, confirmamos que já estão muito longe os tempos em que os Estados Unidos podiam pressionar a América Latina, como elo de suas manobras para tratar de alcançar suas velhas e sempre frustradas pretensões de isolar Cuba.


*Chefe da Redação de América do Norte da Prensa Latina.
Por Jorge V. Jaime *

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Há 146 milhões de crianças desnutridas; nenhuma é cubana

Em Cuba não há desnutrição infantil

No último balanço do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lê-se que atualmente existem no mundo 146 milhões de crianças menores de 5 anos com graves problemas de desnutrição. De acordo com este documento, 28% são de África, 17% do Médio Oriente, 15% da Ásia, 7% da América Latina e Caribe, 5% da Europa e 27% de outros países em desenvolvimento.O relatório é inequívoco e informa que Cuba já não tem este problema, sendo o único país da América Latina que eliminou definitivamente a desnutrição infantil e que tudo tem feito para melhorar a alimentação, especialmente nos grupos mais vulneráveis. A própria Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) reconhece Cuba como a nação com mais avanços neste capítulo em toda a América Latina.



Isto deve-se fundamentalmente a que o Estado cubano garante uma cesta básica alimentar e promove os benefícios da lactância materna, complementando-a com outros alimentos até os seis meses e fazendo a entrega diária de um litro de leite para todas as crianças dos zero aos sete anos de idade, em conjunto com outros alimentos como compotas, frutas e legumes, os quais são distribuídos de forma equitativa.

Em Cuba a saúde é garantida a todas as crianças, mesmo antes de nascerem com o controle materno-infantil, não existindo crianças desprotegidas e a viverem na rua. Em Cuba todas as crianças constituem uma prioridade e por isso não sofrem as carências de outras espalhadas por várias partes do mundo, onde são abandonadas ou exploradas.

Quer nos círculos infantis (creches) quer nas escolas primárias, as crianças cubanas têm se beneficiado do contínuo melhoramento da sua alimentação quanto a componentes dietéticos, lácteos e proteicos, que são repartidos gratuitamente em todo o país.

A Organização das Nações Unidas (ONU) situa Cuba na vanguarda do cumprimento material do desenvolvimento humano, considerando que até 2015 será completamente eliminada a pobreza e garantida a sustentabilidade ambiental, isto apesar das dificuldades ao longo dos mais de 50 anos de bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos sucessivos governos dos Estados Unidos da América.

Embora a verdade confirmada pelas várias instituições internacionais de reconhecida credibilidade e mérito desagrade muita gente, é possível afirmar que, dos 146 milhões de crianças desnutridas em todo o mundo, nenhuma dela é cubana.

 
Fonte: Solidários

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sócrates, o revolucionário do futebol




Na madrugada de domingo, mais precisamente às 4h30, morreu o ex-jogador Sócrates, no hospital Albert Einstein em São Paulo. A causa anunciada foi uma infecção generalizada. Com 57 anos, essa foi a terceira internação nos últimos meses. Desta vez, a infecção intestinal se generalizou, afetando outros órgãos.

Desde as outras internações, o ex-atleta batalhou contra uma cirrose hepática, que causou hemorragia e problemas sérios no esôfago. De acordo com o portal UOL, Sócrates começou a passar mal após um almoço em um hotel em São Paulo na quinta-feira (1º). Ele pode ter sofrido a infecção intestinal em função de uma bactéria.

Na primeira internação em agosto, Sócrates ficou oito dias na UTI, quando veio a público seu problema com o alcoolismo. Aliviado quando deixou o hospital, o ex-jogador afirmou que tinha vencido a luta que ainda o “incomodaria bastante”.


Revolucionário

O paraense Sócrates Brasileiro iniciou sua carreira no Botafogo de Ribeirão Preto. Depois, se tornou um dos maiores ídolos da história do Corinthians e da seleção brasileira. Formado em medicina pela Universidade de São Paulo, o que mais marcou a biografia do Magrão, como era chamado pelos amigos, foi sua inteligência incomum. Da formação acadêmica, herdou outro apelido, Doutor.

Sua capacidade intelectual não foi só usada para ser um destacado jogador pensante dentro das quatro linhas. Ela foi usada para ser um pensador que marcou época fora delas. Assumidamente de esquerda, um dos seus maiores feitos foi liderar a Democracia Corintiana, um movimento que estabelecia poderes aos jogadores nas decisões do clube.

Na sua vida política, o ex-jogador se engajou de cabeça em várias lutas como nas Diretas Já, nos anos 1980. Revolucionário, chegou a estudar a proposta de comandar a seleção de Cuba, “como forma de ajudar a revolução de Fidel”, como declarou na época. O mesmo Fidel que Doutor homenageou dando esse nome ao primeiro filho.

Colunista

Nos últimos anos, o ex-jogador foi colunista da revista Carta Capital. Na edição de semana passada, ele mostrava seu lado nas palavras. Em sua coluna, elogiou revolucionários do mundo inteiro que tinham “um sonho”. Enumerou seus ídolos, no Brasil e fora dele. Falou de Martin Luther King, Daniel Cohn-Bendit, Ellen Sirleaf, Tawakul Karman e Nelson Mandela. Dos brasileiros, citou Luiz Carlos Prestes e Antonio Conselheiro.

O ex-jogador deixa mulher e filhos. Raí, também jogador de futebol e um dos seus irmãos, ficou famoso por ser ídolo no São Paulo na década de 1990.


SOLIDARIEDADE A CUBA

Sócrates foi um eterno defensor da Revolução Cubana tanto que, para homenageá-la, deu ao seu filho mais novo o nome de Fidel. Recentemente, numa entrevista à jornalista Marilia Gabriela, fez uma vibrante defesa do socialismo cubano e do seu direito de Cuba escolher seu próprio caminho sem intervenção de terceiros.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Chávez recebe Dilma para cúpula que tem sentido anti-imperialista




O líder anti-imperialista Hugo Chávez, presidente da República Bolivariana da Venezuela, recebeu nesta quinta-feira (1º) a presidente brasileira Dilma Rousseff.


Dilma desembarcou no fim da tarde em Caracas, onde participará da reunião de cúpula de criação da Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e do Caribe), que reunirá os países das Américas, com exceção dos Estados Unidos, país imperialista cujas políticas de dominação causaram tantos danos à América Latina, e do Canadá.

A presidente brasileira terá reuniões bilaterais com Chávez e Evo Morales, presidente da Bolívia. Numa demonstração do elevado nível de hospitalidade dos revolucionários bolivarianos, a guarda de honra da Presidência venezuelana entoou o hino nacional em português em homenagem à presidente Dilma, que se reuniu com o presidente Chávez e ministros dos dois países.

A agenda dos dois chefes de Estado prevê que eles revisarão acordos na área de habitação e energia. Questionado sobre a difícil negociação entre a estatal petroleira venezuelana PDVSA e a Petrobras para a construção de uma refinaria conjunta em Pernambuco, o mandatário venezuelano disse que o projeto "vai adiante".

Nesta sexta (2) os presidentes Chávez e Dilma e outros 29 mandatários se reunirão para fundar a Celac. A reunião de cúpula se encerra no sábado. Entusiasta da Celac, Chávez disse ontem que o organismo representa o fim da Doutrina Monroe, "a América para os americanos". É um ponto de chegada depois de 200 anos de batalha. "Não estou exagerando", disse o líder anti-imperialista.

Efetivamente, a criação da Celac é um duro golpe nas pretensões neocolonialistas de Washington. Quando soarem os acordes dos hinos dos bravos povos latino-americanos, se ouvirá o dobre de finados do panamericanismo estadunidense. A Celac tem objetivamente sentido anti-imperialista

Encontro com Lula

O presidente Chávez confirmou que pretende viajar ao Brasil para fazer uma visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que combate um câncer de laringe.

Convalescente também de um câncer, Chávez informou que falou com Lula em três ocasiões desde que o brasileiro iniciou o tratamento e que ambos acordaram realizar uma cúpula "dos que venceram o câncer".

Chávez não mencionou datas para o encontro no Brasil, mas na semana passada a assessoria de Lula informou que a visita poderia ocorrer antes de 10 de dezembro, posse da presidente reeleita da argentina, Cristina Kirchner.

"Como Lula vinha me visitar e não pode, agora eu tenho que ir vê-lo. Você sabe que eu e Lula somos irmãos, somos mais que irmãos", disse Chávez a jornalistas, nos jardins do palácio presidencial de Miraflores, momentos antes de receber Dilma.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fidel Castro felicita os esportistas cubanos no Pan

Atletas cubanas comemoram a vitória


O líder da Revolução cubana, Fidel Castro, felicitou os esportistas do país caribenho participantes nos 16º Jogos Pan-Americanos Guadalajara 2011, onde ascenderam à segunda posição na tabela geral de medalhas.



Felicito-os fortemente, já ninguém poderá lhes arrebatar a posição de honra que ganharam , expressa Fidel Castro em suas Reflexões difundidas com o título “O papel genocida da Otan” (quarta parte).

No documento, Fidel diz que apesar de seu trabalho, segue de perto os eventos na cidade mexicana.

Nosso país, afirma, orgulha-se desses jovens que são exemplos para o mundo por seu desinteresse e espírito de solidariedade.

Depois de recordar alguns elementos que escreveu em março passado quando se preparava a agressão a Líbia, Fidel Castro assegura que qualquer pessoa honesta capaz de observar com objetividade os acontecimentos pode apreciar a periculosidade do conjunto de ocorrências cínicas e brutais que marcam a política dos Estados Unidos.

Isso explica a vergonhosa solidão desse país no debate da Organização das Nações Unidas sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba , sublinha.

Prensa Latina

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Assembleia Geral da ONU exige fim de bloqueio contra Cuba



Bruno Rodriguez, chanceler de Cuba, na ONU

A Assembleia Geral da ONU exigiu nesta terça-feira (25), pelo vigésimo ano consecutivo, o fim do bloqueio norte-americano imposto a Cuba há meio século, em uma resolução adotada por uma maioria esmagadora de 186 países.

A resolução foi adotada por 186 votos a favor, apenas dois contra (Estados Unidos e Israel) e três abstenções.

"O dano econômico direto contra o povo cubano supera os 975 bilhões de dólares", disse o chanceler cubano Bruno Rodríguez, ao defender a resolução que condena o bloqueio e exige seu fim diante da Assembleia Geral reunida em Nova York.

Rodríguez lembrou que em 1991 e no ano seguinte foi incluída pela primeira vez a questão de eliminar o bloqueio contra Cuba, em um momento em que os Estados Unidos pretendiam, com "cruel oportunismo", apertar o cerco contra a ilha, após a queda do bloco soviético.

Naquele ano, a sessão ordinária aprovou por 59 votos a favor, três contra e 71 abstenções a primeira resolução condenando o bloqueio e cobrando seu levantamento. Desde então, a cada novo ano, a Assembleia aprova uma resolução intitulada "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".

"É inacreditável o fato de que, 20 anos depois, esta Assembleia continue considerando este assunto", afirmou Rodriguez, reiterando que "os Estados Unidos nunca ocultaram que seu objetivo é derrubar o governo revolucionário" cubano.

"Por que o governo Obama não se ocupa dos problemas dos EUA e deixa nós cubanos resolvermos em paz e sossegados os nossos"?, questionou.

De acordo com o chancelar a condeação ao bloqueio já é um dos temas tradicionais na Assembleia Geral, "que reúne os pronunciamentos mais reiterados, com o apoio mais contundente e esmagador, o que mostra mais claramente o incômodo isolamento do país agressor e a resistência heroica de um povo que se nega a ceder os seus direitos soberanos".

Segundo Bruno Rodriguez, o que os Estados Unidos querem que Cuba mude, não será transformado. "O governo de Cuba permanecerá o governo do povo, pelo povo e para o povo. Nossas eleições não serão leilões. Não teremos campanhas eleitorais de 4 bilhões de dólares, nem um Parlamento com o apoio de 13% dos eleitores. Não teremos elites políticas corruptas separadas do povo. Continuaremos a ser uma verdadeira democracia e não uma plutocracia. Defenderemos o direito à informação verdadeira e objetiva", discursou.

Rodríguez afirmou ainda que os "vínculos familiares e o limitado intercâmbio cultural, acadêmico e científico entre os EUA e Cuba já demonstram como positiva seria a expansão destas ligações para o benefício dos dois povos, sem as restrições e limitações impostas por Washington".

"A proposta de Cuba para avançar no sentido da normalização das relações e ampliar a cooperação bilateral em diversas áreas continua", afirmou, agredecendo o apoio de todos os países que, nesses 20 anos, têm votado a favor do fim do bloqueio.

Com agências

domingo, 16 de outubro de 2011

MANIFESTAÇÃO DA ACJM-BAHIA E CEBRAPAZ NA I FLICA


Membros da ACJM e CEBRAPAZ com Fernando Morais na I FLICA



A Associação José Martí da Bahia (ACJM-Bahia) e o CEBRAPAZ Núcleo Bahia deram o tom político da Sessão de abertura da I Feira Literária Internacional de Cachoeira - I Flica, realizando uma bela manifestação pelo retorno imediato de René Gonzalez ao seu lar em Cuba após cumprir 13 anos de prisão injusta e ilegal em prisões masmorras nos Estados Unidos, onde ainda continuam os seus 4 compatriotas que se infiltraram secretamente nos círculos terroristas de Miami para evitar que se consumassem os atentados terroristas que lá se organizava conta o povo e o Estado cubano.

O presidente Obama deve ouvir o clamor internacional pelo retorno imediato de René a Cuba e a libertação também dos seus 4 companheiros, todos heróis do povo cubano, que no curto espaço de tempo que conviveram com os assassinos a serviço do império, evitaram sequestros de aviões, barcos e explosões em hotéis e locais de grandes concentrações em Cuba, até planos de assassinato do Comandante Fidel Castro.

O lançamento do livro "Os Últimos Soldados da Guerra Fria" do jornalista Fernando Morais,  mote da manifestação, foi um bom sinal de que a  Feira Literária Internacional de Cachoeira nasceu pra contribuir com a luta do povo por liberdade, justiça e cultura. 

Fernando Morais apreciou a presença da ACJM e do CEBRAPAZ e se juntou à  manifestação pelos 5 patriotas cubanos tão logo chegou à Flica.


Fonte: Antonio Barreto, Presidente da ACJM-Bahia.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Brasil e Cuba se unem para desenvolver pesquisa contra o câncer

Os governos de Cuba e do Brasil começarão a desenvolver pesquisas conjuntas sobre medicações contra o câncer, divulgou nesta quarta-feira (12) o CIM (Centro de Imunologia Molecular) da industria biotecnológica cubana, em Havana.

A gerente de comercialização da CIMAB, empresa encarregada da distribuição dos produtos da CIM, Norkis Arteaga, afirmou que se tratam de "cinco pesquisas" a respeito do uso de um anticorpo específico em casos da enfermidade detectados "no colo do útero, no esôfago, no sistema nervoso, na cabeça e no pescoço".

Arteaga acrescentou, em uma entrevista concedida à agência cubana de notícias Prensa Latina, que uma espécie diferente será testada em "tumores de pulmão".

Ela também disse acreditar que uma série de convênios firmados com o Brasil recentemente consolidarão a cooperação bilateral nas áreas de saúde. "É da vontade do governo brasileiro assimilar a tecnologia cubana para produzir estes compostos", publicou a agência. De acordo com a gerente, o centro estatal está expandido seus mercados na América Latina, na Ásia e na África.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Libertado nos EUA o antiterrorista cubano René González

O antiterrorista cubano René González, preso nos Estados Unidos há 13 anos, foi libertado nesta sexta (7). Ele ainda deverá permanecer nesse país sob liberdade vigiada por três anos.

González saiu da penitenciária às 4h30 desta sexta (7). Ele era aguardado por suas duas filhas, Irma e Ivette, seu irmão, Roberto, e seu pai, Cándido, além de seu advogado, Philip Horowitz, como informou a Telesur.

Os cubanos aguardaram atentos à libertação de González. Os outros quatro antiterroristas, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González, cumprem condenações, cujas penas chegam a prisão perpétua dupla mais 15 anos de prisão por informar sobre planos criminosos de grupos anticubanos na Flórida (EUA).

No dia 12 de setembro, durante o ato central da Jornada de Solidariedade com os antiterroristas, o presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón, sustentou que a impossibilidade de que González regresse imediatamente a Cuba constitui uma injusta sanção adicional para ele e sua família.

Mas, advertiu, significa igualmente um desafio para a administração Obama, que "oxalá saiba enfrentar com sabedoria e sentido comum".

Autoridades e veículos de comunicação da nação antilhana, juntamente com vozes solidárias de todo o mundo, têm alertado sobre os perigos que a decisão da juíza Joan Lenard acarreta sobre a vida do antiterrorista.

Recentemente, a congressista republicana Ileana Ros-Lehtinen, de origem cubana, afirmou que González é um "vilão" com as "mãos manchadas de sangue", e acrescentou que é "muito preocupante" sua libertação.

Para a coordenadora do Comitê Nacional pela Libertação dos Cinco nos Estados Unidos, Glória Riva, essa acusação deve ser considerada como um chamado que incita a violência contra o antiterrorista.



Com informações da Prensa Latina

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ministro de Cuba pede ajuda ao Brasil para libertar cinco cubanos

                                      Chanceler cubano se reúne com parlamentares brasileiros




O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrila, visitou o Congresso Nacional na manhã desta quinta-feira (29). Aos senadores, pediu apoio internacional para a libertação de cinco cubanos que estão detidos nos Estados Unidos. Na quarta-feira (28), com o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, Parrila fez o mesmo apelo para a solução do impasse.

De acordo com o chanceler, o apoio internacional à causa pressionará a libertação dos prisioneiros e proporcionará a correção de uma "injustiça".

“Eu quero agradecer ao Parlamento brasileiro pela postura em defesa dos direitos humanos internacionais. Pode-se afirmar que, para o nosso povo, é motivo de muita emoção ver a atuação deste Grupo Parlamentar em defesa de Cuba”, disse o ministro, referindo-se ao Grupo Parlamentar Brasil-Cuba, que existe há 22 anos e atualmente é presidido pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

A senadora afirmou que “nós soubemos da campanha mundial por essa libertação e conseguimos uma autorização do governo norte-americano para fazer uma visita oficial e formal aos prisioneiros. O documento está em tramitação na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE)”, anunciou.

Também participaram do encontro os senadores José Pimentel (PT-CE) e Lídice da Mata (PSB-BA).

Motivo da visita

O ministro também se encontrou com os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS). Eles lembraram o 25º aniversário do reatamento das relações diplomáticas entre Brasil e Cuba.

O chanceler cubano explicou que a sua visita ao Brasil tem como objetivo reforçar o desejo de intensificar as parcerias existentes e incrementar o comércio bilateral.
De acordo com o Itamaraty, o comércio entre Cuba e o Brasil tem aumentado significativamente nos últimos anos.

Em 2010, as negociações entre os dois países atingiram US$488,2 milhões. Em 2011, o intercâmbio bilateral somou US$413 milhões até o mês de agosto. Os principais produtos exportados pelo Brasil para Cuba são óleo de soja, cereais e carnes.

Um dos acordos mais importantes em vigor é o da construção do Porto de Mariel, que será o maior de Cuba, e deve ser concluída em dezembro de 2013.

Parrilla também destacou as características culturais comuns entre os dois países e elogiou o crescimento da importância do Brasil no cenário mundial.

De Brasília
Com agências

domingo, 25 de setembro de 2011

Ministro da Suprema Corte argentina pede a Obama libertação dos 'Cinco cubanos'

Zaffaroni pede pelo Cinco


"A fortaleza não implica crueldade". Essa foi a frase que resumiu a carta escrita pelo juiz da Corte Suprema da Argentina, Eugenio Raúl Zaffaroni, ao presidente Barack Obama, em defesa da libertação dos cinco cubanos acusados de espionagem e presos há 13 anos nos Estados Unidos.

Zaffaroni, que é professor emérito da Universidade de Buenos Aires, lembrou que o processo no qual foram condenados Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González, René González y Gerardo Hernández “resulta pelo menos discutível ou pouco transparente, o que inclusive é reconhecido nos âmbitos adequados da ONU.”

Segundo o magistrado argentino, “o passar do tempo transformou a questão jurídica em matéria política, o que torna muito difícil chegar ao fundo da questão de forma imparcial”, e por isso Obama deve considerar a comutação das penas para “pôr fim a uma situação duvidosa que a estas alturas não pode ser resolvida por meio de decisões jurisdicionais”.

Símbolo da disputa entre os EUA e a ilha então comandada por Fidel Castro, os cinco cubanos foram presos por agentes do FBI em 1998. Descobertos ao lado de outros agentes —que conseguiram a liberdade após se declararem culpados e revelarem como o grupo operava—, "Os Cinco" se mantiveram em silêncio e foram condenados a penas que variam entre 15 anos e prisão perpétua por espionagem e conspiração.

Segundo as autoridades cubanas, eles eram agentes do país que atuavam em território norte-americano para impedir atos terroristas contra Cuba—especialmente de grupos exilados após a revolução de 1959 na região de Miami. Havana assegura que eles não representavam ameaça para a segurança dos Estados Unidos. O grupo permanece recluso em penitenciárias de segurança máxima.

Críticos da condenação, como a ONG Anistia Internacional, afirmam que os ex-agentes não tiveram um processo justo, e que a decisão da Justiça norte-americana foi política, por conta da falta de evidências durante o julgamento.

Na carta a Obama Eugenio Zaffaroni diz ainda que, na hipótese de os acusados serem culpados, suas penas não devem ser “cruéis” ou “desproporcionais”. Para ele, os cubanos não representam à segurança do país um risco “de tal magnitude, que mereça uma pena maior que a que já cumpriram os mencionados cidadãos”.

Zaffaroni ressalta que durante a atividade dos cubanos no país “não se produziu a morte de nenhuma pessoa nem se pôs em perigo concreto a vida de ninguém”, e que a magnitude das condenações “excedem em quase todos os casos a vida útil dessas pessoas”, equivalendo a penas de morte.

O juiz afirma saber que as razões de política interna poderiam ser um obstáculo à concessão do mesmo. O magistrado argumenta, no entanto, que a liberação dos cubanos reforçaria a imagem de “boa vontade e generosidade” dos EUA e do governo norte-americano para a comunidade internacional, assumindo “um valor simbólico de máximo significado”.

“Contribuiria para paliar velhas desavenças que a cada dia vão perdendo mais sentido no atual momento do mundo, urgida por outras demandas e riscos. Insistir em velhos rancores provoca nas novas gerações a sensação de assistir os ódios dignos de museu e desvaloriza a imagem de seriedade e realismo que a vida política deve transmitir, para não ser desprezada por aqueles que nos sucederão”, escreve.

Perfil

Reconhecido internacionalmente por sua reputação como criminalista, Zaffaroni foi apoiado por juízes argentinos e de vários países da América Latina ao ver-se envolvido em uma série de acusações sobre o uso de propriedades para serviços de prostituição, há cerca de dois meses. O magistrado alegou desconhecer a utilização dada aos seus apartamentos, administrados por um terceiro.

As acusações levaram políticos opositores a pedirem a renúncia do magistrado, nomeado como ministro da Corte Suprema pelo ex-presidente Néstor Kirchner. O ex-chefe de Estado renovou a instituição judicial, antes comandada por muitos juízes remanescentes do período presidencial de Carlos Menem (1989-1999).

A trajetória de Zaffaroni reforça, na Argentina, a campanha pela libertação dos cinco cidadãos cubanos presos nos Estados Unidos sob acusação de espionagem, que conta com o apoio do ex-jogador e ex-técnico da seleção argentina Diego Armando Maradona, de Estela de Carlotto e Hebe de Bonafini, presidentes das associações das Avós e Mães da Praça de Maio e do Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel.

Fonte: Opera Mundi

América Latina clama fim do bloqueio à Cuba na Assembleia da ONU


Pelo vigésimo ano consecutivo, o reclamo mundial para que cesse o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba ganhou força no plenário da Assembléia Geral das Nações Unidas, cumpridas quatro jornadas de discursos.

Esse assunto aparece no programa de debates do máximo foro mundial sob o titulo Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba", para ser discutido em outubro.

Ao expor essa demanda ante o foro dos 193 Estados membros da ONU, o presidente do Peru, Ollanta Humala, disse que "o caminho da paz e da reconciliação passa por pôr fim do bloqueio a Cuba."

Pouco dantes o mandatário de Suriname, Desiré Delano Bouterse, sustentou que o cerco norte-americano contra a maior das Antilhas dificulta a situação do povo cubano e tem um efeito negativo sobre o futuro.

O chefe de Estado perguntou à Assembléia Geral quantas resoluções mais há que adotar (na ONU) antes de que se faça justiça ao povo de Cuba e pediu uma nova condenação desse órgão ao bloqueio que dura já meio século.

Por sua vez, o presidente de Paraguai, Fernando Lugo, dedicou um destacado espaço de sua intervenção à questão desse assédio e recordou a histórica posição de seu país e da América Latina e do Caribe a favor do fim imediato dessa medida.

Disse que esse impasse afeta o livre intercâmbio e a prática transparente do comércio internacional e ratificou que o Paraguai não reconhece a aplicação extraterritorial de leis internacionais que atentam contra a soberania de outros Estados.

A seu turno, o chefe de Estado boliviano, Evo Morales, ressaltou que a cada ano quase 100 por cento dos membros das Nações Unidas, com exceção dos Estados Unidos e Israel, exigem o cesse e o levantamento do bloqueio a Cuba.

Do mesmo modo, o mandatário guatemalteco, Álvaro Colom, reafirmou sua rejeição à prática de aplicar sanções e medidas coercitivas adotadas unilateralmente e exortou "o Governo dos Estados Unidos que deponha o embargo econômico à República de Cuba".

Na terceira jornada de discursos, o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, vinculou sua crítica ao bloqueio com a importância de uma América Latina forte e unida.

Considerou que o assédio estadounidense contra a ilha antilhana "não é só um anacronismo e um episódio passado de história que queremos superar definitivamente", senão também "um passo para a desunião, um estorvo no curso da história".

Em tanto, o premiê de Granada, Tillman Thomas, sublinhou que o bloqueio a Cuba constitui uma inquietude caribenha e que "todos menos uns quantos membros da ONU" têm votado sistematicamente por sua eliminação.

No mesmo sentido e também do Caribe falaram os premiês de San Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, Antiga e Barbuda, Winston Baldwin Spencer, e Barbados, Freundel Stuart, bem como o chanceler de Saint Kitts e Nevis, Sam T. Condor.

Em termos similares, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, reiterou seu apelo pelo cesse do cerco econômico, comercial e financeiro contra o povo de Cuba, enquanto seu colega tanzano, Jakaya Mrsiho Kikwete, denunciou que se trata do bloqueio mais longo da história.

Também o fizeram os premiês do Timor Leste, Kay Rala Xanana Gusmão, Lesotho, Pakalitha Betuel Mosisili, e Guiné Bissau, Carlos Gomes, e o chefe de Estado namíbio, Hifikepunye Pohamba.

A denúncia contra o bloqueio também se escutou desde o Pacífico longínquo por intermédio dos chefes de governo de Vanuatu, Meltek Sato Livtunvanu, e de Ilhas Salomão, Danyy Philip.

Este será o vigésimo ano consecutivo em que a Assembléia trata essa questão e se espera que assim como nas 19 ocasiões anteriores, o plenário aprove uma resolução de condenação ao assédio de Washington contra a ilha caribenha.

No ano passado, o repudio a esse bloqueio foi respaldado por 187 países em frente aos únicos votos dos Estados Unidos e Israel e as abstenções das Ilhas Marshall, Micronesia e Palau.

Fonte: Prensa Latina

domingo, 18 de setembro de 2011

ACJM-BAHIA PARTICIPA DE CAMPANHA MUNDIAL PELOS CINCO

Pessoas de várias cidades do mundo (Salvador está na 5ª foto da fileira de baixo) pedem a libertação dos Cinco


Uma idéia que ganhou força através do blog do cantor cubnao Silvio Rodriguez tornou-se realidade com centenas de pessoas que, em diversas partes do mundo, manifestaram sua solidariedade com os cinco cubanos injustmaente presos nos Estados Unidos.

Cida Meira, participante da ACJM-Bahia e ativa parceira do blog de Silvio Rodriguez, foi uma das organizadoras da bela manifestação solidariedade.

É preciso tornar o caso dos Cinco conhecido em todo mundo pois somente assim os EUA revisarão a terrível injustiça cometida contra esses homens cujo "crime" foi lutar contra o terrorismo praticado contra Cuba a partir de grupos criminosos sedidos na cidade de Miami. Iniciativas como esta cumprem importante função de divulgação acerca do injusto encarceramento dos Cinco.

Parabéns a todos que participaram! 




sábado, 3 de setembro de 2011

40 mil médicos cubanos prestam serviços pelo mundo



Médico cubano consulta criança africana


O trabalho dos médicos cubanos no mundo pode ser qualificado de grandioso. Hoje, mais de 40 mil especialistas do setor prestam serviço gratuito em 68 países, principalmente em localidades afastadas ou comunidades carentes.

Um exemplo disso é a brigada médica cubana “Ernesto Che Guevara”, que chegou à Nicarágua em 2007. Lá, atende a população em zonas pobres, entre elas Puerto Cabeza, Bluefields e Siuna.

O grupo já deu mais de quatro milhões de consultas. Também colabora nas campanhas de prevenção, indicando às famílias como melhorar a higiene doméstica e evitar a propagação de doenças como a dengue, frequente nessa área geográfica.

Dos 172 colaboradores presentes na Nicarágua, 43 estão engajados na chamada Missão Milagre. Seu propósito é facilitar atendimento oftalmológico gratuito a pessoas de baixa renda. O programa, instaurado em várias nações do hemisfério, permitiu recuperar a visão de milhares de nicaraguenses.

Os indicadores de saúde no país centro-americano melhoraram notavelmente após Daniel Ortega ter assumido a presidência. A partir daí, o governo nicaraguense deu prioridade ao setor da saúde pública. No ano passado, quase 9% do Produto Interno Bruto foi investido nessa área.

Centenas de jovens nicaraguenses estudam na Escola Latino-Americana de Medicina de Havana. Muitos deles estão completando seus estudos na Nicarágua sob a direção de especialistas e professores cubanos.



Fonte: Rádio Havana