sábado, 31 de julho de 2010

Geraldo, um dos 5 heróis presos injustamente nos EUA, está doente e em cela de castigo

O presidente do Parlamento de Cuba, Ricardo Alarcón, denunciou hoje que um dos cinco cubanos presos injustmaente nos Estados Unidos por lutar contra o terrorismo contra Cuba está em uma "cela de castigo", apesar de estar doente.

Gerardo Hernández, que está detido há 12 anos, como os outros quatro acusados, "está outra vez nesta cela desde 21 de julho", declarou Alarcón, que qualificou a medida como "muito grave".

"Encontra-se em uma cela muito pequena, de dois metros por um, que compartilha com outro prisioneiro e onde há apenas ventilação, porque respiram por um pequeno orifício no alto de uma parede", explicou.

Em 20 de julho Hernández foi examinado por causa de umas dores físicas e "o diagnosticaram com problemas que requerem tratamento. Aparentemente um problema com uma bactéria que está circulando entre a população carcerária, tendo inclusive casos muito graves", denunciou o parlamentar.

O titular do Congresso cubano disse que "desconhecemos se esta é a condição de Gerardo, já que não fizeram nenhuma análise, apesar de terem conduzido-o à cela menor no dia seguinte após ser atendido". As autoridades cubanas pediram explicações aos norte-americanos sobre seu transporte de cela, disse.

Hernández foi detido em 1998 na Flórida com Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando Gonzalez e Ree Gonzáles. O grupo foi condenado em 2001 à prisão perpétua sob falsas acusações de espionagem , quando apenas reuniam provas entregues ao próprio governo americano, de que cubanos, exilados em Miami eram responsáveis por terrorismo em Cuba a exemplo da colocação de bombas em hotéis de Havana  que  feriram muitos e mataram o turista italiano Fabio di Celmo.

Em Cuba, os cinco são considerados "heróis" da luta conta o "terrorismo". O governo do país pede há anos na Justiça dos Estados Unidos que libertem os homens. No ano passado, a pena de Guerrero foi reduzida para 21 anos e 10 meses, e a de Labañino a 30 anos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cuba Celebra Revolução em Dia Nacional de Rebeldia

Cuba celebra revolução em Dia Nacional de Rebeldia

Os cubanos comemoram, nesta segunda (26), o 57º aniversário do assalto ao Quartel Moncada. A data, maior festa da Revolução, é conhecida como o Dia da Rebeldia Cubana. O presidente Raúl Castro comandou ato na Praça Ernesto Che Guevara, em Santa Clara, onde repousam os restos do guerrilheiro argentino. Fidel, contudo, não esteve presente. Ele participou, no sábado (24), de uma cerimônia em memória dos ex-combatentes da revolução.

26 de julho de 2010: Dia Nacional da Rebeldia Cubana Povo de Cuba celebra a revolução

No ato desta manhã. Raúl foi aclamado pela multidão que, com gritos e palavras de ordem, expressou seu compromisso com e revolução, o socialismo e com o líder histórico Fidel Castro.

A direção do Partido Comunista dedica este 26 de julho ao libertador Simón Bolívar e ao Bicentenário das Independências na América Latina. A tomada do quartel por um grupo de jovens sob a liderança de Fidel Castro, em 1953, iniciou a luta contra ditadura de Fulgêncio Batista, que terminou com o triunfo revolucionário do dia 1º de janeiro de 1959.

Na ocasião, muitos guerrilheiros morreram e Fidel foi preso, julgado e condenado a 15 anos de prisão. Por ser advogado, ele se pronunciou em auto defesa diante do tribunal e, após 22 meses de prisão, foi libertado com a anistia geral de 1955.

Compareceram aos atos comemorativos os combatentes da revolução que participaram do histórico 26 de julho, expedicionários do Granma, habitantes da região, e outros lutadores cubanos. Também estiveram presentes membros do Comitê Político do Partido Comunista, dirigentes do Governo e das organizações de massas, das Forças Amadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, bem como uma ampla delegação da Venezuela.

Conquistas da Revolução

Em festejos prévios, no sábado, Raúl Castro listou as principais conquistas da revolução. "Cinqüenta e cinco anos é um período curto na vida de um povo, mas o suficiente para confirmar que o 26 de julho marcou o início de uma nova era na história de Cuba", disse o presidente.


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Prefeitura de Nova York demite professor que viajou a Cuba com alunos

A Prefeitura de Nova York decidiu expulsar do sistema público de ensino da cidade um professor de um instituto de Manhattan que organizou uma viagem a Cuba em 2007 com seus alunos, em desobediência à vetusta proibição que o país mantém contra seus cidadãos, proibidos de visitarem a Ilha.

A agência municipal que supervisiona as escolas de Nova York decidiu, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (21), que Nathan Turner, um professor de história que lecionava no instituto de ensino médio Beacon, no bairro do Upper West Side, nunca mais poderá trabalhar como professor na cidade.

A prefeitura local afirma alega que Turner teria sido o único responsável por fazer com que alguns alunos desse instituto nova-iorquino quebrassem as leis federais que proíbem todos os cidadãos americanos de viajarem à ilha caribenha a partir do território americano.

As autoridades municipais retiram qualquer responsabilidade da direção da escola e acusam Turner pela viagem, ao mesmo tempo que açodadamente descrevem o professor como um "comunista que tinha de ver Fidel Castro mais uma vez antes que morresse".

Turner, que reuniu 30 estudantes e administrou a viagem mediante uma organização religiosa de Nova York, já tinha conseguido viajar para Cuba anteriormente com alunos de Beacon em 2000, 2001, 2003 e 2005, com o consentimento do centro e do Departamento de Educação do Estado de Nova York.

As viagens de estudos entre os Estados Unidos e Cuba são permitidas para alunos em idade universitária, mas o instituto Beacon conseguiu enviar em várias ocasiões seus alunos para Cuba, entre os que em 2005 se encontrava a enteada do agora governador de Nova York, David Paterson, segundo detalha o The New York Times.

Turner foi obrigado a deixar seu trabalho no instituto Beacon em 2008 e se mudou para Nova Orleans, onde dirige um projeto comunitário.

terça-feira, 13 de julho de 2010

ACJM e CEBRAPAZ PRESENTES NO 2 DE JULHO


Embora concorrendo com jogo do Brasil na Copa do Mundo e mesmo diante da chuva torrencial que desabou sobre Salvador na madrugada e manhã do dia 2 de julho, as comemorações do dia da Independência da Bahia, maior festa cívica do Estado, transcorreram com a costumeira presença popular que homenageia os grandes heróis da luta independentista, embora em menor número que nos anos anteriores.

A ACJM - Bahia e o CEBRAPAZ estiveram presentes com duas faixas, uma com dizeres que exigiam o fim do bloqueio a Cuba e outra em que manifestava solidariedade ao povo palestino.



Militantes sindicais, pessoas do meio político e muitos populares demonstraram seu apreço a Cuba e à Palestina e parabenizaram a Associação Cultural José Martí e o CEBRAPAZ pela defesa dos ideais da solidariedade internacional. 

O companheiro Barreto, Presidente da ACJM-Bahia, ressaltou que há anos a solidariedade internacional vem ocupando espaço na Festa do 2 de Julho, festa cívica da qual participa o mundo político da Bahia, as diversas entidades sindicais, escolas e o povo em geral, transformando-se num momento em que muitas pessoas tem tomado conhecimento das graves violações perpetradas pelo imperialismo contra Cuba e contra o povo palestino.   

Dez anos após voltar a Cuba, Elián se diz feliz por viver na ilha

Nesta quarta-feira (30/6), os cubanos comemoraram os dez anos da volta do menino Elián González ao país, depois de uma longa disputa diplomática entre o seu país e os Estados Unidos. Agora um adolescente, ele disse que ficou feliz por ter sido criado na ilha comunista. Elián ainda agradeceu aos povos de Cuba e dos EUA que acompanharam seu pai na luta para devolvê-lo ao seu país.

"Esta é a terra a que pertenço e aqui eu me sinto bem", disse o rapaz aos jornalistas, ao participar da cerimônia religiosa que celebrou o décimo aniversário de sua volta à ilha. "Graças à ajuda de uma grande parte do povo norte-americano e do nosso povo, hoje estou com meu pai, e isso é tudo para mim", acrescentou. 

Nas suas primeiras declarações públicas em vários anos, Elian, 16 anos, disse também que não guarda mágoas dos seus parentes de Miami, que o sequestraram alegando que lá ele teria uma vida melhor. Na época, o fato desencadeou uma batalha legal entre Cuba e Estados Unidos. "Embora eles não tenham nos apoiado em tudo, não tenho nenhuma amargura em relação a eles", disse Elián sobre os familiares radicados nos EUA. 

O presidente do país, Raúl Castro, acompanhou a cerimônia ao lado de Elián, hoje estudante pré-universitário em uma escola militar, que compareceu vestindo calça jeans e camisa listrada de manga curta. O pai dele, Juan Miguel González, disse ter "mais certeza hoje do que naquele momento" sobre o acerto em trazer o menino de volta. "Vê-lo hoje se saindo bem, com boas notas na escola, mostra que o que fizemos não foi sem razão."
Ao contrário do filho, González-pai ainda tem ressentimentos em relação à família de Miami. "Aqui estamos unidos, com minha gente, que se comportou bem melhor que eles." 


Elián era um menino de 5 anos quando foi encontrado boiando dentro de uma câmara pneumática, na costa da Flórida, em novembro de 1999. Sua mãe e outros cubanos que acompanhavam o menino haviam morrido no naufrágio de uma frágil embarcação na qual o grupo tentava viajar clandestinamente de Cuba para os EUA. 


Elián foi resgatado por pescadores e levado à casa de uma prima, que morava em Miami. Mas o pai, Juan Miguel, que residia em Cuba, queria o filho de volta. Fidel Castro, então presidente cubano, apoiou a exigência do pai e, apesar de o governo dos Estados Unidos também considerar a volta da criança para seu país a melhor solução, a justiça da colônia cubana da Flórida não queria ceder. O regime comunista realizou uma campanha internacional para que Elián fosse devolvido a Cuba e criado pelo pai e os avós
Após uma longa disputa judicial, os tribunais norte-americanos determinaram que o menino Elián Gonzáles deveria voltar à ilha comandada então por Fidel. 


Na madrugada de 22 de abril de 2000, agentes do FBI foram obrigados a resgatar o menino, já que a família da mãe se negava a devolvê-lo. Elián foi levado para uma base militar onde se encontrou com Juan Miguel e seguiu, finalmente, em junho de 2000, para Cuba, onde foi recebido com festa por milhares de pessoas e reencontrou o pai.

Por que foram condenados os presos que Cuba vai libertar?

Editorial do Portal Vermelho (09/07/2010)


A igreja católica de Cuba anunciou, dia 7, um acordo com o governo de Raúl Castro e o cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, com a assistência do ministro de Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, para libertar 52 presos remanescentes do desmantelamento da conspiração de 2002/2003 pelo fim do socialismo na ilha. Além dos questões humanitárias, o tema envolve aspectos políticos referentes à resistência antiimperialista na ilha que não podem ser postas de lado.

O acordo beneficia 52 presos; cinco presos terão libertação imediata (Antonio Villarreal Acosta, Lester González Pentón, Luis Milán Fernández, José Luis García Paneque e Pablo Pacheco Ávila), e os demais 47 sairão num prazo entre três e quatro meses e poderão viajar para a Espanha, "se assim o desejarem", como declarou o chanceler espanhol. Em maio, quando as negociações entre o governo de Havana e a Igreja começaram, já havia sido libertado o preso Ariel Sigler.

Os presos fazem parte de um grupo detido, julgado e condenado em 2003 por fazerem parte de uma ampla conspiração antissocialista articulada em torno do chamado Projeto Varela, que, com apoio ativo do governo dos EUA, reuniu 48 organizações antirrevolucionárias (cinco delas com sede nos EUA) para investir contra o governo socialista e iniciar o que chamavam de "transição" para o capitalismo.

domingo, 4 de julho de 2010

ACJM - BAHIA PERDE DOIS QUERIDOS AMIGOS


Paulo e Catarina eram dois grandes amigos de Cuba e da Revolução Cubana. Ele, dirigente do PCdoB e do Sindicato dos Rodoviários; ela, militante do PCdoB e parte de uma grande  família de militantes comunistas. Os dois estiveram sempre na linha de frente das lutas do povo de Salvador. É uma imensa perda para todos nós.




Comoção marca despedida de militantes assassinados em Salvador

A despedida dos dois militantes do PCdoB, Paulo Colombiano e Catarina Galindo, foi sob aplausos, bandeiras erguidas do Partido Comunista do Brasil na fria e chuvosa tarde de quarta-feira (30/6).

Os corpos chegaram ao Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador,por volta das 13h. Durante toda a tarde, era grande a entrada e saída de familiares, amigos e companheiros de militância do casal que estava junto há 20 anos. O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), fez questão de ir, pessoalmente, prestar suas condolências e ratificou o compromisso em empenhar todos os esforços para uma apuração rápida e precisa dos fatos.

“Colombiano e Catarina eram militantes muito próximos e muito ativos. São perdas enormes para a luta do povo baiano; uma luta que precisa muito de pessoas como eles. A expectativa é de que todas as medidas para resolução do caso sejam tomadas e que os culpados sejam encontrados o mais rápido possível”, ratificou o presidente estadual do PCdoB, Daniel Almeida.

Além de Almeida, parlamentares, lideranças de movimentos sociais e dirigentes estaduais e militantes do partido estiveram presentes, a exemplo da deputada federal Alice Portugal; o deputado estadual Javier Alfaya; as vereadoras de Salvador, Aladilce Souza e Olívia Santana; a prefeita de São Sebastião do Passé, Tânia Portugal; o secretário para Assuntos da Copa – Secopa, Ney Campello; e o diretor-presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB/BA, Adilson Araújo; o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza; o diretor da Federação dos Metalúrgicos e dirigente estadual de Política Sindical do PCdoB-BA, Aurino Pedreira; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, Silvio Santos; a presidente do Sindicato dos Jornalistas na Bahia, Kardé Mourão, o presidente do Sindicato dos Médicos, José Cayres, o presidente do Sindicato dos Comerciários, Jaelson Dourado; o presidente da APLB Sindicato, Rui Oliveira, a presidente do Simpojud, Maria José Santos da Silva e Renato Pinto, presidente da Assufba.

Participaram também a deputada federal Lídice da Mata, do PSB, o deputado estadual J. Carlos, do PT, e os vereadores Henrique Carballal e Marta Rodrigues, ambos do PT.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, CTB, Adilson Araujo, homenageou os trabalhadores assassinados destacando a árdua luta dos sindicalistas em defesa dos direitos dos trabalhadores e para mudar o Brasil.

Ao final, o presidente estadual do PCdoB, Daniel Almeida, se pronunciou afirmando que a principal homenagem a Colombiano e Catarina é seguir o exemplo desses militantes de dedicação e firmeza na luta pela causa socialista e em defesa dos trabalhadores

Em nota, o Comitê Estadual do PCdoB reverenciou a memória dos dois militantes e exigiu rigorosa apuração do crime. Confira.


“Viva Paulo Colombiano e Catarina Galindo




O Partido Comunista do Brasil lamenta a morte de Paulo Colombiano e Catarina Galindo, dois dedicados militantes da causa socialista, que foram assassinados por desconhecidos em uma motocicleta quando retornavam à sua residência, na noite do dia 29 de junho.


Paulo Colombiano ingressou no Partido Comunista ainda muito jovem. Fez parte da sua direção estadual e atualmente era integrante da Direção Municipal do PCdoB em Salvador, sempre se destacando como organizador dos trabalhadores. Paulo Colombiano participou do movimento de retomada do sindicalismo baiano a partir da década de setenta. Foi eleito vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, entidade que voltou a representar a partir do ano passado, na função de tesoureiro. Paulo Colombiano foi fundador da CUT e integrou a direção dessa central sindical na Bahia por dois mandatos. Atualmente era dirigente da Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil, CTB.


A trajetória de Paulo Colombiano no PCdoB foi de total dedicação à luta pelo socialismo, de afirmação dos princípios marxistas, da prática e da defesa dos valores comunistas. Firmeza ideológica, coragem de lutar, defesa do partido e espírito solidário são qualidades que marcaram a personalidade de Paulo Colombiano e ficarão para sempre na nossa memória.


Catarina Galindo, trabalhadora, mãe, militante, era uma síntese da mulher atual que constrói o caminho para superar as dificuldades, lutando por seu espaço, para se reconhecer na história, na luta por um Brasil justo e democrático e por rumo socialista para os brasileiros e as brasileiras. De uma família de comunistas, ela era uma dedicada militante do PCdoB. Na função de secretária, seu trabalho profissional, e na militância política, a sensibilidade e a solidariedade eram suas marcas. Ver Catarina, conversar com Catarina, era ter contato com a tranqüilidade e principalmente ver fluir seu jeito carinhoso, bem humorado, mas resoluto. Era o seu jeito de ser mulher, irmã, mãe, trabalhadora e militante. Era o seu jeito de ser feliz.


O Comitê Estadual do Partido Comunista do Brasil, por intermédio de seu Secretariado, ao mesmo tempo em que reverencia a memória dos seus militantes assassinados, exige rigorosa e rápida apuração do crime.


Viva Catarina e Colombiano


Salvador, 30 de junho de 2010


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Presidenta do PT de Salvador elogia Convenção e manifesta solidariedade a Cuba



REGISTRO Nº.

Manifestamos nossa solidariedade e admiração à Associação Cultural José Martí e o Centro Brasileiro de Defesa da Paz (CEBRAPAZ) pela luta em defesa dos ideais da Revolução Cubana ainda vivos na pequena ilha caribenha, sob constante ataque da mídia neoliberal, da fome voraz do capital internacional e das perseguições políticas, econômicas e ideológicas dos Estados Unidos. No dia 15 de maio de 2010, aliadas a diversas organizações e militantes independentes de movimentos sociais e partidos de esquerda, essas referências de luta participaram da primeira Convenção Baiana de Solidariedade a Cuba, em Salvador, organizado pela Associação Cultural José Martí e o Centro Brasileiro de Defesa da Paz (CEBRAPAZ).

Foi um espaço importante de congregação e articulação da defesa de Cuba e da revolução viva. A programação da atividade foi intensa, agregando diversos segmentos que têm horizonte na revolução socialista. Ao final do evento, os presentes fizeram um ato em solidariedade a Cuba que denunciou a campanha promovida pela mídia internacional contra a nação soberana e aprovaram a “Carta da Bahia em Solidariedade a Cuba”, assinado por representantes de mais de 25 entidades do movimento social e partidos políticos.

O texto do documento defende a revolução e suas conquistas, como a qualidade de vida em Cuba beneficiada pelos avanços democratizados na saúde, educação, segurança social e expectativa de vida, que o país sempre está disposto a oferecer à comunidade internacional em constante crise. O documento também reafirma a luta de Cuba contra o racismo e na defesa da independência dos países africanos, o asilo oferecido a perseguidos políticos de diversas nações, o respeito aos direitos humanos de fato praticado na ilha, e o apoio de centenas de países contra o bloqueio ilegal dos EUA em recente Assembléia da ONU, além de apresentar uma pauta política que inclui o fim do bloqueio econômico, o respeito à autodeterminação do povo cubano, a desativação da base militar de Guantânamo e a devolução da área a Cuba, e a libertação dos cinco cidadãos cubanos presos injustamente nos Estados Unidos.


Após a tramitação, dê-se ciência a Associação Cultural José Martí, ao Centro Brasileiro de Defesa da Paz (CEBRAPAZ), a Embaixada e Consulado Cubano, ao Conselho Mundial da Paz, ao Partido Comunista do Brasil - PCdoB, ao Partido Comunista Brasileiro - PCB, ao Partido dos Trabalhadores - PT, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB, a CUT, ao grupo Tortura Nunca Mais, a Federação dos Bancários do Estado da Bahia e do Estado de Sergipe, a Federação de Trabalhadores Metalúrgicos da Bahia, ao Conselho Nacional de Moradia – CONAM, a Confederação Nacional das Associações de Bairros, a Federação Baiana de Associação de Bairros – FABS e ao Deputado Estadual Álvaro Gomes.

Sala das Sessões, 18 de maio de 2010.

Marta Rodrigues - Vereadora PT



Câmara Municipal de Salvador
Rua Ruy Barbosa, anexo Emerson José, 5º andar, Gab. 27
Centro – Salvador – Bahia - Cep: 40.020-070
Tel.: 71 3320-0120 – www.cms.ba.gov.br

Comissão Tripartite Cuba-Brasil-Haiti, em sessão

Alguns meses depois do terremoto, quando muitos já voltaram, os médicos cubanos seguem em no Haiti


HAVANA, Cuba, 10 jun (ACN) A significativa contribuição de Cuba para a formação de mais de 600 médicos haitianos foi elogiada durante o primeiro dia de uma reunião de uma semana em Porto-Príncipe da Comissão Tripartite Cuba-Brasil-Haiti.

Os membros da Comissão reconheceram o trabalho que Cuba vem fazendo no Haiti por mais de dez anos. Lorenzo Somarriba vice-ministro cubano da Saúde Pública ratificou a disposição de seu país “para continuar trabalhando incansavelmente para que o Haiti possa reforçar seu Sistema Único de Saúde”.
 
Na segunda-feira, os participantes discutiram a questão da formação de recursos humanos, que é um dos maiores problemas que o sistema de saúde haitiano está enfrentando, como admitiu Jean Hughes, presidente do Haiti, durante Comissão.
 
Ele acrescentou que, segundo a Organização Mundial da Saúde, são necessários uns 25 especialistas para atender uma população de dez mil pessoas. “No Haiti, temos apenas 2,7 profissionais por cada dez mil habitantes”, observou.
 
Hughes explicou que a maioria dos médicos haitianos está na capital e que mais de 50% são médicos generalistas. Ele também apontou que os graduados de especialidades como ortopedia, anestesiologia e otorrinolaringologia são quase inexistentes.
 
No que diz respeito à formação dos profissionais, a Dra. Clarisse Ferraz, explicou a posição da delegação brasileira e disse que o Haiti tem médicos treinados “para um sistema de saúde curativa, não houve tempo para treinar equipes qualificadas na promoção da saúde, para a saúde pública e comunitária. E nós temos que mudar essa situação, a fim de reduzir doenças como a tuberculose, a malária ou os altos índices de mortalidade infantil. Agora, o Haiti também terá profissionais brasileiros em suas universidades”.

De ACN

Cuba é eleita vice-presidente do Conselho dos Direitos Humanos da ONU

Sede da ONU em Nova Iorque

Cuba foi eleita, em 21 de junho, vice-presidente do Conselho dos Direitos Humanos (CDH), o órgão principal das Nações Unidas especializado na promoção e na proteção deste tema.

Durante uma sessão organizativa anual desta instância, seus membros decidiram por aclamação a eleição do embaixador cubano em Genebra, Rodolfo Reyes Rodríguez, para o cargo, o que foi considerado um reconhecimento ao trabalho da Ilha no setor.

“A eleição de Cuba para este importante cargo é um reconhecimento à exemplar execução e à obra da Revolução cubana a favor dos direitos humanos de seu povo e de todo o mundo”, precisa uma declaração da Embaixada cubana em Genebra.

“É, também, uma clara confirmação do respeito ao desempenho comprometido e ativo de nosso país — membro fundador do CDH — em defesa da verdade e da justiça e a sua liderança na reivindicação das causas mais nobres”, acrescenta.

Precisa a nota que “esta eleição constitui uma rotunda resposta da comunidade internacional à brutal campanha política anticubana na mídia, reforçada nos últimos meses pela reação internacional”.

Reyes, que ocupará a vice-presidência correspondente ao Grupo da América Latina e o Caribe (Grulac), cumprirá seu mandato como membro da Mesa Diretiva do Conselho, até junho de 2011.

O embaixador da Tailândia, Sihasak Phuangketkeow, foi eleito para presidir o órgão no mesmo período. Segundo a prática, cabe aos membros da Mesa conduzir o processo de revisão do CDH, que terá lugar nos próximos 12 meses de trabalho.

“Cuba contribuirá substancialmente para este trabalho, a partir de sua ampla experiência como membro do órgão e da desaparecida Comissão dos Direitos Humanos”, aponta a nota.

sábado, 19 de junho de 2010

Venezuela: Sobre o que a imprensa conservadora silencia

Para se ter uma idéia de como funciona o mecanismo do pensamento único, no próximo dia 1º de março, em São Paulo, o Instituto Millenium estará promovendo um seminário sobre “Liberdade de Expressão” que contará com a participação, entre outros, do presidente da RCTV venezuelana, Marcel Garnier, do colunista das Organizações Globo Arnaldo Jabor, do sociólogo Demetrio Magnoli, do jornalista Reinaldo Azevedo, da Veja, e de Carlos Alberto Di Franco, membro da seita Opus Dei. O artigo é de Mário Augusto Jakobskind.


Mário Augusto Jakobskind - Observatório da Imprensa



A República Bolivariana da Venezuela segue na ordem do dia da mídia. Quem acompanha o noticiário diário das TVs brasileiras e alguns dos jornalões tem a impressão que o país está à beira do caos e por lá vigora a mais ferrenha obstrução aos órgãos de imprensa privados. Mas há quem não tenha essa leitura sobre o país vizinho, que no próximo mês de setembro elegerá os integrantes da Assembléia Nacional.

José Gregorio Nieves, secretário da organização não-governamental Jornalistas pela Verdade, informou recentemente a representantes da União Européia que circularam em Caracas que nos últimos 11 anos, correspondente exatamente à ascensão do presidente Hugo Chávez, houve um avanço na democratização da comunicação na Venezuela. Ele baseia as suas informações em números. Segundo Nieves, há atualmente um total de 282 meios alternativos de rádios e televisões onde a população que não tinha voz agora tem.

Houve, inclusive, um aumento da democratização do acesso aos meios de comunicação. Até 1998, ou seja, no período em que a Venezuela era governada em revezamento, ora pela Ação Democrática (linha social-democrata), ora pela Copei (linha social cristã), não havia permissão para o funcionamento de veículos comunitários. No país existiam apenas 33 radiodifusores privados e 11 públicos, todos eles avaliados pela Comissão Nacional de Telecomunicações(Conatel).

Que seja ouvido o outro lado

Hoje, ainda segundo informação prestada por Nieves a representantes da UE, as concessões privadas em FM chegam a 471 emissoras, sendo 245 comunitárias e 82 de caráter público. Na área da televisão, o total de canais abertos privados até 1998 era de 31 particulares e oito públicos. Atualmente, a Conatel concedeu concessões a 65 canais privados, 37 comunitários e 12 públicos.

A lógica desses números contradiz, na prática, a campanha midiática de denúncia de falta de liberdade de imprensa. Seria pouco lógico que num período em que aumentaram as concessão de rádio e TV para a área privada o governo restringisse os passos das referidas empresas.

O secretário de organização dos Jornalistas pela Verdade informou ainda que a Lei de Responsabilidade Social no Rádio e Televisão permitiu o fortalecimento dos produtores nacionais independentes. Nieves fez questão de assinalar que a ONG que ele representa rejeita a manipulação contra o governo bolivariano que ocorre em âmbito da UE e em outros fóruns.

É importante que os leitores e telespectadores brasileiros tenham acesso a outros canais de informação e não aos de sempre, apresentados diariamente pelos grandes meios de comunicação vinculados à Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Em outros termos: que seja ouvido o outro lado, para que não prevaleça, como tem acontecido, o esquema do pensamento único.

RCTV é confirmada como produtora nacional

Para se ter uma idéia de como funciona o mecanismo do pensamento único, no próximo dia 1º de março, em São Paulo, o Instituto Millenium estará promovendo um seminário sobre “Liberdade de Expressão” que contará com a participação, entre outros, do presidente da RCTV venezuelana, Marcel Garnier, do colunista das Organizações Globo Arnaldo Jabor, do sociólogo Demetrio Magnoli, do jornalista Reinaldo Azevedo, da Veja, e de Carlos Alberto Di Franco, membro da seita Opus Dei.

O Instituto Millenium é dirigido, segundo informa o jornal Brasil de Fato, por Patrícia Carlos de Andrade, ex-mulher do ex-diretor do Banco Central no período FHC, Armínio Fraga e filha do falecido jornalista Evandro Carlos de Andrade, que a partir de 1995 coordenou a Central Globo de Jornalismo. Os mediadores do seminário serão três profissionais de imprensa das Organizações Globo: o diretor Luís Erlanger, o repórter Tonico Pereira e o âncora William Waack.

Já se pode imaginar o tipo de crítica ao governo venezuelano que vem por aí. Vão lamentar a suspensão de seis emissoras de TV a cabo, mas provavelmente deixarão de mencionar, como tem feito a mídia conservadora, que cinco desses canais já retornaram ao ar porque deram as informações necessárias solicitadas pela Conatel. Quanto à RCTV, que se julga internacional, a Conatel confirmou a classificação do canal de TV a cabo como produtora nacional, o que conseqüentemente a obriga a acatar as leis do país. Se fizer isso, poderá voltar ao ar. Se não o fizer, Marcel Garnier continuará circulando por países da América Latina para denunciar a “falta de liberdade de imprensa no país de Chávez”.

Sem contraponto

Ah, sim: nestes dias, o governo do Uruguai, cujo presidente, Tabaré Vázquez, encerra o mandato na mesma data do seminário promovido pelo Instituto Millenium, anunciou que vai punir dezenas de emissoras de rádio que se recusaram a entrar na cadeia nacional obrigatória em que o chefe do Executivo uruguaio informava a população sobre questões relacionadas aos direitos humanos. Os jornalões e as TVs brasileiros não deram uma linha sobre o fato, ao contrário do que aconteceu quando a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) da Venezuela decidiu suspender emissoras de rádio que estavam em situação irregular.

Por estas e muitas outras é que os leitores e telespectadores brasileiros e da América Latina de um modo geral recebem informações sobre a Venezuela apenas com base do que dizem os inimigos da Revolução Bolivariana. Não há contraponto.


sábado, 12 de junho de 2010

Aniversário de Gerardo. Um herói dos dias atuais.



Comitê Internacional pela Libertação dos 5 Cubanos

GERARDO: CRER na ESPERANÇA


.... vou te esperar debaixo do olmo verde, /debaixo do olmo sem folhas. / Vou te esperar até que o último tenha regressado/ e ainda depois.// Bertolt Brecht

Por Marlene Caboverde Caballero

Condenaram-no ao desterro do silêncio, ao castigo da solidão mais sórdida; dependuraram em seu pescoço, como um pedaço de ferro, duas cadeias perpétuas e o jogaram no vazio de uma cela, ao império do mal em uma prisão. Apesar de tudo, mantinha um sorriso estampado no rosto.

Eles, aqueles que o julgaram e condenaram, não poderiam sequer suspeitar que ele se adaptaria para edificar atrás das grades esse país onde um homem e uma mulher jamais correriam o risgo de se desgastar, nem sequer por tantos beijos.

Quiseram corroer-lhe a vontade e transformou então ‘O Néscio’ de Silvio Rodrigues, num hino anti-ratos. Pretenderam usurpar-lhe a bondade, porém chegou um passarinho, um cardeal, pequenino, recém nascido, desplumado e morto de frio, como a renovação na alma do valor de um amigo.

Alguém pensou que a fim de esmaecer seu júbilo o ideal seria encerrar seu expediente, apagar o caso, ignorar sua existência na velha prisão de Victorville de muros e paredes gris. Porém, amanheceu a solidariedade em milhares de mãos, rostos e vozes que iluminam seus dias com esses ‘te amamos’, ‘não te rendas’, ‘estamos contigo’, ‘esperamos por ti’, ‘te libertaremos’.

E assim crescia em sua cara aquele sorriso odiado e maldito pelos inquisidores da liberdade. Decidiram que acabaria aniquilado pela saudade do tempo e das distâncias, se persistissem em negar-lhe os abraços, os lábios e o peito cálido de sua mulher.

Todavia, para ele bastava aquela boca de primaveras saltando de uma fotografia, e se via em seus olhos, e ela lhe falava e lhe devolvia os encontros, as promessas, os nomes dos filhos visíveis, possíveis, que flutuavam em algum ponto dos universos.

Falhava a agonia das duas cadeias perpétuas e aqueles que acreditavam no infalível do martírio, foram esmagados entre o desconcerto e a derrota pelo gozo que pervivia no rosto daquele homem, devolvendo-lhes.

E para cúmulo o chamam de Cuba, se retorcem os fígados os que se empenham em hostilizá-lo com os punhais da tristeza. E além do mais distribui desenhos com gaivotas, coelhos e pepinos com os demais prisioneiros que querem consolar as crianças que os esperam em casa. E também faz com que a sala de visitas e o pátio transbordem de gargalhadas, de uma insólita alegria.

Não durará duas cadeias perpétuas, decidem definitivamente e até aliviados, aqueles que o condenaram ao desterro do silêncio e ao castigo da solidão. Que tolos! pensa ele, pois acaba de cumprir apenas 46.

É 4 de junho e ele conversa então com o espelho, ri de sua calvície, volta a lembrar-se do cardeal e se alegra como um crianção.

Depois de quase doze anos, aqueles de espírito seco e vista curta que ficam para detrás dessa fórmula tão simples de Gerardo Hernández Nordelo, que consiste tão somente em acreditar na esperança.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cuba X Globo, EUA & CIA




Abaixo transcrevemos artigo que recebemos de Maria de Fátima Almeida e outros companheiros, leitores de nosso Blog. Trata-se de uma carta crítica endereçada ao jornal “O Globo”, em razão do editorial do dia 9 de maio de 2010, intitulado “Cerco à liberdade de expressão”, na seção “Opinião”.

Para consolidar-se como uma empresa poderosa, e conseguir divulgar certas opiniões em largos espaços, as “Organizações Globo” apoiaram entusiasticamente a ditadura militar brasileira nos anos de chumbo, demonstrando total descompromisso com as liberdades formais elementares.

Hoje em dia se proclamam democratas, embora não tolerem nenhuma situação onde o povo consiga exercer algum poder, daí a grande inquietude em relação a Cuba. O ponto chave é que apesar de todas as agressões norte-americanas, o povo cubano conquistou a liberdade substantiva para a realização de parte de suas aspirações, como por exemplo, freqüentar a escola com efetivo aprendizado, ter atendimento médico, alcançar uma vida mais longa, e sobretudo, escolher os próprios rumos da nação.

Antes da revolução de 1959, havia 40% de analfabetos, hoje a taxa de analfabetismo não chega a 1% e metade da população possui curso superior. Muito sangue revolucionário foi derramado para a superação da ignorância, pois diversos alfabetizadores da campanha de 1961 foram alvo dos contra-revolucionários, apoiados pelos EUA com dinheiro e armas. Mas a disposição de luta deste povo foi (e ainda é !) invejável. Talvez inspirados nas palavras de Martí: “ser culto é a única forma de ser livre”, heróis anônimos surgiram, continuando a obra dos anteriores.

Não foram poucos os que padeceram em atentados, como aquele que derrubou um avião cubano, com 73 pessoas a bordo, incluindo toda a equipe cubana de esgrima, no ano de 1976. Os principais mentores do ato terrorista, Orlando Bosch e Luiz Posada Carriles, exilaram-se nos Estados Unidos. Por outro lado, há mais de 10 anos, cinco cubanos: Gerardo, Ramón, René, Fernando e Antonio, estão detidos nos cárceres do império, por tentarem descobrir antecipadamente e evitar ataques terroristas contra o povo cubano, que ao longo dos últimos 50 anos tem sido planejados ou acobertados pela CIA e pelo governo americano.

É importante ressaltar a voracidade da tática de financiar o terrorismo para destruir governos que ousam fazer algo diferente do delineado pela super-potência. A revolução sandinista de 1979 não resistiu aos ataques sistemáticos à população civil, envolvendo clínicas de saúde, cooperativas agrícolas e assim por diante. Em 1990, a população votou no candidato indicado pelos EUA e o terrorismo cessou, e hoje a Nicarágua é o segundo país mais miserável da América Latina, perdendo apenas para o Haiti. Os Estados Unidos teriam sido condenados pelo conselho de segurança da ONU por terrorismo internacional, mas naturalmente vetaram a resolução que tratava do assunto.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Vozes do silêncio: A ajuda de Cuba ao Haiti e o silêncio da mídia




Por LETICIA MARTÍNEZ HERNÁNDEZ


PORTO PRÍNCIPE, Haiti.— O Dr. William há quatro meses dorme sob uma lona no hospital de Croix des Bouquet. Como ele, muitos cubanos conciliam o sono de cada noite debaixo de uma tenda ali onde a temperatura chega perto dos cuarenta graus e onde em certos dias são atendidos mais de 600 pacientes. E enquanto o relógio caminha, mais depressa do que muitos gostariam, não há tempo nem de sonhar. O cansaço não deixa espaço para tais luxos. Quase amanhece. A fila cresce ao redor do parque. Começa outra jornada em um dos hospitais de campanha montados por Cuba em Porto Príncipe, um dos poucos que permanecem em pé depois da enxurrada de ajudas do mês de janeiro e que agora, passados alguns meses, ficaram escassas. Mas disso não falam os grandes meios de comunicação, imensos em sua capacidade de desinformar ou alterar a realidade conforme suas vontades.

É o que confirma o Project Censored, da Sonoma State University da California: uma das 400 notícias mais ocultadas pela grande imprensa européia e estadunidense foi a ajuda de Cuba ao Haití, pré-selecionada, tristemente, para competir entre as 25 mais omitidas do ano. Ninguém falou do reforço de 60 médicos cubanos que puseram o pé aqui quando sequer havia passado 24 horas do terremoto, quando os lamentos eram infernais, quando a nuvem de pó não terminava de esfumaçar-se, quando as réplicas não davam trégua e sossego, quando os mortos se acumulavam, quando os feridos acreditavam que também morreriam, quando não havia mão estendida que não fosse a de Cuba. Ninguém falou dos mil médicos cubanos que pouco a pouco foram chegando. Ninguém falou dos onze anos que já levavam atendendo e curando nos lugares mais incríveis do país, incríveis por miseráveis, não por faustosos. Ninguém falou, nem falará, dos esforços para reconstruir o sistema de saúde pública haitiano, uma das ajudas mais importantes postas em marcha por Cuba naquele país.

Mas o anúncio do Project Censored, que há 30 anos revela as grandes omissões da mídia hegemônica, já era esperado desde que, após o terremoto, só dois veículos de comunicação dos Estados Unidos "informaram" da resposta cubana à tragédia do Haiti. Um deles, a Fox News, afirmou que os cubanos estiveram ausentes da lista de países do Caribe que acudiram a prestar ajuda. O outro, o Christian Science Monitor, disse que Cuba havia enviado só 30 médicos. E entre essas omissões, erros, também mentiras, ninguém esquecerá quando a CNN fez passar por espanhol ao Dr. Carlos Guillén, diretor pela parte cubana do Hospital de La Paz, o infernal Delmas, 33. Mas o deliberado engano não funcionou. O médico trajava na tela da televisão um pulover do Che, falava com o ar bonachão dos de minha terra e seu rosto era por demais conhecido naquele hospital.

Mas a capacidade de assombro não tem limites quando nos grandes meios o assunto é Cuba e Haiti. Essa realidade foi bem demonstrada por uma recente pesquisa publicada pelo site Rebelión sobre a proposta cubana na Conferência de Doadores para o Haiti e a cobertura midiática. Conclui o estudo que a apresentação do projeto de reconstrução do sistema de saúde haitiano, apesar de ter sido considerado das idéias mais sérias e materializáveis colocadas na reunião, foi omitida por completo por se tratar de uma proposta cubana. De novo o The New York Times, o Boston Globe, o Washintong Post e a CNN riscaram olímpicamente a palavra Cuba de suas páginas.

Todavia, enquanto a grande mídia intenta apagá-los do mapa, passados quatro meses do terremoto os cubanos seguem fazendo seu trabalho no Haiti. Alguns números, que não são manchetes embora pudesem sê-lo, comprovam isso: em mais de 70 unidades hospitalares foram atendidos 155.479 pacientes, foram realizadas 6.177 intervenções cirúrgicas, 42.542 exames de laboratório, 2.486 estudos radiológicos, 527.710 tratamentos de reabilitação... Enquanto isso, com a ajuda da ALBA, foram montados 39 centros de saúde em distritos, foram habilitados 30 hospitais comunitários de referência, foram abertas 30 salas de reabiliatação física e psicológica, planeja-se construir um laboratório de próteses e três oficinas de eletromedicina, além de estar em desenvolvimento uma rede de vigilância epidemiológica: cuidados terrestres com os quais jamais sonhou este pobre país.

Assim volta a amanhecer aqui. Regressa o Dr. William com os seus colegas às tendas armadas ali onde nunca houve um hospital, mas sim muitos a quem cuidar. Certamente o The New York Times não falará deles, a CNN os fará passar por extraterrestres se for preciso, mas o pequeno Joseph lhes dirá "merci", e até os abraçará, quando a febre e sua dor de estômago desaparecerem. E isso bastará...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Carta de Porto Alegre


Música brasileira e latino-americana na Convenção


Os participantes da XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, realizada na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, entre os dias 04 e 06 de junho de 2010, reiteram, por meio dessa Carta, o compromisso solidário e incondicional com os princípios da vitoriosa Revolução Cubana que, em 1º de janeiro de 1959, iniciou o processo de desenvolvimento social de caráter autônomo e soberano naquele país.
Para nós, a visão revolucionária e socialista de Cuba, com forte influência do pensamento de seu herói nacional, José Martí, aponta para o apoio mútuo entre os povos e a valorização do ser humano e da sua cultura.
Assim, solidários à luta permanente de Cuba pela defesa da sua soberania e, alinhados ao seu povo, nos colocaremos contra qualquer tipo de governo que desrespeite o direito a sua autodeterminação.
Aos ilegais e abusivos bloqueios econômicos, financeiro e comercial impostos a Cuba pelo imperialismo estadunidense e seus colaboradores – com sérias aplicações extraterritoriais –, alia-se o bloqueio midiático. Ele tem a vergonhosa intenção de desvalorizar e descaracterizar a luta de um país que, apesar dos permanentes ataques, responde com ações de ajuda humanitária a diversos países do mundo, e concede ao seu povo, de modo universal e gratuito, os direitos fundamentais que constróem a sua cidadania, como educação, saúde, cultura, lazer e trabalho.
Ao lado dos revolucionários cubanos, nos manteremos firmes no propósito de defender o caminho que escolheram. Como movimento de solidariedade a Cuba, permaneceremos lutando contra os bloqueios, o isolamento e todos os tipos de violações impostos àquele país.
Defenderemos, ainda, a efetiva integração econômica, política e cultural de Cuba em toda a nossa América.
Lutaremos, também, pelo fechamento da base militar de Guantánamo – utilizada como cárcere pelos Estados Unidos –, e pela devolução do seu território a Cuba.,

Da mesma forma, exigimos a liberdade dos cinco heróis cubanos, presos arbitrariamente nos Estados Unidos, para que se restabeleçam os princípios de justiça com respeito aos direitos humanos e aos direitos internacionais.

Por fim, considerando as diretrizes apresentadas nessa Carta, nos comprometemos a desenvolver as ações discutidas e aprovadas nos painéis e grupos de trabalho da XVIII Convenção.
Estados participantes RS, SC, PR, SP, RJ, MG, ES, SE, CE, PE, RN, DF, BA e PB.