domingo, 28 de novembro de 2010

Juventud Rebelde: As linhas do futuro de Cuba


Desde a publicação, há alguns dias, do Projeto de Orientações da Política Econômica e Social a ser discutido no VI Congresso do Partido Comunista de Cuba, muitas esquinas estão fervilhando com o debate sobre esse tema por toda a nação. O simples fato de o projeto ter sido procurado nas prateleiras com bastante avidez mostra a grande expectativa que os temas listados no documento suscitou em toda Cuba.



E não é para menos. O propósito de se planejar em profundidade revisar os caminhos econômicos e sociais que regerão o país nos próximos anos, e não fazê-lo apenas na sessão final do Congresso, mas envolvendo todo o povo, é, para muitos, motivo de estímulo.



Ninguém quer "ficar de fora" em dar sua opinião. E todos os consultados por Juventud Rebelde disseram se sentirem "tocados" por alguma das "orientações", como o projeto ficou conhecido pelas pessoas na rua.

Leia o restante da matéria clicando abaixo.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cebrapaz condena massacre no Saara

Acampamento do povo saharauí


O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) organização membro do Conselho Mundial da Paz, vem a público repudiar a brutal agressão realizada pelo Marrocos aos acampamentos saarauis.

Na madrugada deste dia 09 de novembro, as forcas de repressão da monarquia do Marrocos, reprimiram brutalmente uma manifestação pacífica do povo saaraui.

Tratava-se de um acampamento montado a 20 quilômetros de El Aaiún, capital da Republica Árabe Saaraui Democrática (RASD), ocupada pelo Marrocos. O acampamento composto de mais de 7 mil tendas, foi completamente destruído. Existem notícias de mortes e mais de 65 detidos.

Esta foi a maior manifestação realizada pelo povo saarauri desde o fim da guerra entre a Frente Polisário e o Marrocos em 1991. Desde este momento, espera-se pela realização de uma consulta onde se determinará se os saharauis preferem manter-se sob o domínio do Marrocos ou constituir uma república independente.

A repressão que levou a mortes e a inúmeras detenções ocorreu no mesmo dia em que estava marcada na sede das Nações Unidas a retomada das negociações entre o Marrocos e a Frente Polisário, para a realização do referendo, em uma clara demonstração de que ao Marrocos não interessa a realização de dita consulta.

O Cebrapaz soma-se às demais forças defensoras da paz e da autodeterminação dos povos, no apelo a que os organismos internacionais se mobilizem frente a esta grave situação. O silêncio da União Europeia e da Espanha os torna cúmplices dos atos ocorridos en El Aaiún.

Desde o Brasil exigimos o fim das hostilidades e da agressão ao povo saaraui e nos solidarizamos com sua luta pela autodeterminação.

Viva a luta do povo saaraui!
Pela Autodeterminação dos Povos!


Socorro Gomes, pela diretoria do Cebrapaz — Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cuba aprofunda negócios com Brasil e Venezuela

 

 

Cuba realiza negócios com seus dois principais sócios econômicos na América Latina, Brasil e Venezuela, com o objetivo de ampliar o comércio e o investimento em projetos estratégicos como o petróleo e os portos, informaram nesta quinta-feira autoridades do governo.

Os intercâmbios comerciais são realizados nesta semana na XXVIII Feira Internacional de Havana, na qual participam cerca de 2 mil empresas de 57 países.

Sobre a relação da ilha com o Brasil, o vice-ministro de Comércio Exterior de Cuba, Orlando Hernández, indicou que o fluxo comercial bilateral entre os países alcançou 300 milhões de dólares no fim do terceiro trimestre de 2010.

Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, velho amigo do ex-presidente Fidel Castro, o Brasil se converteu no segundo sócio comercial de Cuba na América Latina e os dois países assinaram projetos de cooperação na produção de fármacos, vacinas e energia renovável.

Também criaram uma empresa mista para a modernização e ampliação do Porto de Mariel, 50 km a oeste de Havana, para o qual Brasil concedeu um empréstimo de 300 milhões de dólares.

O governo de Cuba disse esperar que com a futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff, sucessora de Lula, cresçam ainda mais as "muito boas" relações econômicas e políticas.

Quanto à Venezuela, Rodrigo Malmierca, ministro venezuelano do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, destacou que nos últimos cinco anos foram registrados "17 bilhões de dólares de intercâmbio, que fazem uma média anual de mais de 3 bilhões".

A Venezuela vende à ilha sobretudo petróleo (100 mil barris diários), produtos químicos, pesticidas, fertilizantes, produtos da indústria metalmecânica, enquanto Cuba fornece medicamentos, equipamentos médicos, químicos e principalmente os serviços de cerca de 40 mil profissionais, 30 mil deles médicos.

Os dois países, através de um acordo de cooperação que completa 10 anos, têm mais de uma centena de projetos em setores de alimentação, energia, saúde, transporte, além de terem modernizado e operarem a refinaria de Cienfuegos, no centro da ilha, que refina cerca de 65 mil barris diários e passa por obras de ampliação para chegar a 150 mil barris, disse Malmierca.

A refinaria é o centro de um pólo petroquímico que Venezuela e Cuba constróem - com um investimento de 5 bilhões de dólares - e que conta com outras fábricas, como as de materiais de construção a partir de derivados do petróleo.

Durante a feira, autoridades cubanas pediram aos sócios comerciais que tenham confiança nas reformas econômicas do governo de Raúl Castro, que inclui a abertura aos investimentos e pequenos negócios privados.

Fonte: AFP

Acidente aéreo em Cuba mata 68 pessoas

Um avião da companhia aérea cubana Aerocaribbean, no qual viajavam 61 passageiros e sete tripulantes, caiu nesta quinta-feira na região central de Cuba, informou a emissora de TV estatal. Segundo o comunicado oficial, havia "40 cubanos e 28 estrangeiros" a bordo.

De acordo com um comunicado do Instituto de Aeronáutica Civil, o avião teria informado a situação de emergência às 17h42 locais (20h42 pelo horário de Brasília) e perdido contato com os controladores antes de cair. As causas da queda do avião ainda são desconhecidas, mas ontem a região já se encontrava sob alerta devido à passagem da tempestade Tomas, que avança pela região em direção ao Haiti. Alguns voos haviam sido inclusive cancelados.

A aeronave, um ATR-72 que fazia o voo 883 e cobria a rota entre Santiago de Cuba e Havana, caiu na região de Guasimal, na província de Sancti Spiritus.

Não há sobreviventes entre as 68 pessoas que viajavam no avião que caiu na região central de Cuba na tarde dessa quinta-feira, segundo informou o site oficial Cubadebate.

Além dos 40 cubanos (dos quais sete eram tripulantes), voavam na aeronave nove argentinos, sete mexicanos, três holandeses, dois alemães, dois austríacos, um espanhol, um francês, um italiano, um japonês e um venezuelano.

As autoridades cubanas criaram uma comissão para investigar o acidente.


Histórico

O último acidente aéreo em Cuba ocorreu em março de 2002, quando um avião de menor porte caiu na província central de Villa Clara, matando as 16 pessoas a bordo, incluindo seis turistas canadenses, quatro britânicos e dois alemães, além dos quatro tripulantes cubanos.





segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Niko Schvarz: As razões de Cuba



O brilhante discurso do chanceler cubano Bruno Rodriguez na Assembleia Geral da ONU em 26 de outubro dotou de um sólido fundamento a resolução adotada pela 19ª vez consecutiva e por maiorias sempre crescentes, ao extremo de que a última teve apenas dois votos contrários (EUA e Israel) frente aos 187 que propugnaram a “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”, como reza o trexto da convocação.

Por Niko Schvarz*

Antes, um dado biográfico: o chanceler que expôs as razões de Cuba foi o responsável político da missão médica cubana enviada ao Paquistão quando um terremoto de grande intensidade destruiu a região nordeste do país. Ali a missão cubana foi a única que cumpriu os deveres auto-impostos de solidariedade internacional em uma região particularmente inóspita e duramente castigada.

O delegado cubano iniciou sua dissertação com um chamamento à luta por preservar a paz mundial, diante dos graves perigos que ameaçam a vida humana, tal como vem alertando sistematicamente Fidel Castro. Nesse quadro, asseverou que “a política dos Estados Unidos contra Cuba não tem sustentação ética ou legal alguma, credibilidade nem apoio”.

Assim o demonstram as votações sucessivas na ONU (o que pouco depois seria reafirmado) e os pronunciamentos dos países e agências especializadas da própria ONU. Em particular, “o rechaço da América Latina e do Caribe é enérgico e unânime. A Cúpula da Unidade, celebrada em Cancún (na Ribeira Maya) em fevereiro de 2010, o expressou resolutamente. Os líderes da região o comunicaram diretamente ao atual presidente norte-americano. O repúdio expresso ao bloqueio e à lei Helms-Burton identifica, como poucos temas, o acervo político da região”.

E do mundo. Assim o confirmam as decisões do Movimento de Países Não Alinhados, das reuniões de Cúpula Iberoamericanas, das Cumbres da América Latina e do Caribe com a União Europeia, da União Africana, do Grupo Ásia-Pacífico e de outros grupos de nações que se pronunciam a favor do direito internacional e do respeito aos princípios da Carta da ONU.

Ao mesmo tempo, como dado significativo, se acrescenta o consenso na própria sociedade norte-americana e na emigração cubana nesse país contra o bloqueio e a favor de uma mudança na política em relação a Cuba. 71% dos estadounidenses, segundo as pesquisas recentes, defendem a normalização das relações entre ambos os países, e 64% deles e similar proporção de residentes no sul da Florida se opõem à proibição de viajar a Cuba, que viola seus direitos de didadania, assinala o chanceler.

O dano direto ocasionado ao povo cubano não se mede somente pela astronômica soma de 751 bilhões de dólares, no valor atual dessa moeda, acumulada ao longo deste quase meio século de bloqueio. Há exemplos particularmente sensíveis, como a impossibilidade para Cuba de adquirir os equipamentos para tratar o câncer de retina em crianças, ou certos medicamentos anestésicos, todos eles fabricados por empresas estadunidenses; mas tampouco se podem utilizar aparatos de firmas alemãs, como a Zeiss, porque têm elementos aportados por uma companhia norte-americana, e se lhes proíbe exportá-los à ilha. Temos lido crônicas comovedoras que revelam as angústias geradas por estas carências, e sobre como lutam os médicos e os funcionários para sobrepor-se a elas e manter a excelência de seus serviços, conhecida no mundo porque dá mostras de insuperável fraternidade com dezenas de outros povos.

Mais adiante se expressa que as condições discriminatórias para as compras de alimentos norte-americanos determinaram sua drástica redução este ano, em prejuízo de Cuba e dos agricultores dos EUA. Apesar de que foram autorizados de maneira seletiva alguns intercâmbios culturais e científicos por parte de Obama, estes continuam sujeitos a severas restrições e muitos projetos não puderam concretizar-se pela negativa de licenças e vistos; e se proíbe aos artistas cubanos receber remunerações por suas apresentações nos EUA. Recrudesceu a perseguição contra os bens e ativos cubanos e contra as transferências desde e para Cuba. As multas dos departamentos do Tesouro e Justiça contra entidades de seu país e da Europa por transações realizadas com Cuba superam este ano os 800 milhões de dólares.

A conclusão do chanceler é que os EUA não têm intenção de eliminar o bloqueio, nem sequer “os aspectos mais irracionais do conjunto de medidas coercitivas mais abrangente e prolongado que jamais se aplicou contra nenhum país”. A Assembleia Geral da ONU disse que isto deve mudar radicalmente.

*Jornalista e escritor, membro da direção da Frente Ampla do Uruguai. Publicado em La República, 29 de outubro de 2010

domingo, 24 de outubro de 2010

Assembleia Gaúcha realiza ato contra bloqueio a Cuba

Nesta segunda-feira (25), a Frente Parlamentar Gaúcha em Solidariedade ao Povo Cubano realiza, em conjunto com a Associação Cultural José Martí e o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), ato pelo fim do bloqueio a Cuba. A atividade será na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul a partir das 18h e o vice-chefe da Embaixada de Cuba no Brasil, Alexis Bandrich Vega, participará da atividade.

Por meio da sua Comissão de Relações Internacionais, a Assembleia Nacional de Cuba aprovou uma moção que foi encaminhada a todos os países em favor do fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos ao país. Diante deste chamado das autoridades cubanas, a Frente Parlamentar Gaúcha em Solidariedade ao Povo Cubano , da qual participa o deputado estadual Raul Carrion (PCdoB), decidiu organizar o ato.



No próximo dia 26 de outubro, a ONU discute a continuidade do bloqueio econômico. Até lá, em todo o mundo, o movimento em solidariedade ao povo cubano realiza manifestações pelo fim da injustiça.



Sob embargo norte-americano desde 1962, Cuba se esforça para evitar o agravamento da crise no país ao anunciar a abertura do mercado de trabalho, demissão de cerca de 500 mil funcionários públicos e a aproximação da União Europeia.



Em setembro deste ano, na 65ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, condenou o bloqueio a Cuba em vigor há 38 anos. Ele classificou o embargo como um “ilegítimo bloqueio”.



Do Vermelho com informações de Isabela Soares

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Bloqueio é maior entrave à economia cubana, diz embaixador no Brasil

Lula recebe as credenciais de Zamora


O embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora, apresentou em Brasília um relatório sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto contra Cuba há quase meio século. No auditório do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM), o diplomata cubano disse que o cerco de Washington é o principal obstáculo ao desenvolvimento econômico da ilha.

O embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora, apresentou em Brasília um relatório sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto contra Cuba há quase meio século. No auditório do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM), da Universidade Nacional de Brasília, o diplomata cubano disse que o cerco de Washington é o principal obstáculo para o desenvolvimento econômico da ilha.



Ele observou que, de 1961 a 2009, os prejuízos causados pelo bloqueio ascenderam a 751 bilhões de dólares, ao que se somam uma série de medidas que impedem a ilha de adquirir remédios, alimentos, equipamentos ou utilizar o dólar nas transações comerciais internacionais.



Zamora disse que, ao invés de reduzir ou atenuar as medidas restritivas contra Cuba, o governo do presidente dos EUA, Barack Obama, não só mantém as leis Toricelli e Helms Burton em seu alcance extraterritorial, mas também sob a sua administração têm aumentado as sanções contrasubsidiárias ou empresas que negociam com Cuba



Ou seja, segundo ele, não houve nenhuma mudança com Obama, e, pelo contrário, aumentou a perseguição por parte do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, por sua sigla em Inglês) das atividades de empresariais e as transações financeiras com a ilha caribenha.



Por isso, disse o embaixador, no próximo dia 26, será apresentado pelo 19º ano consecutivo (desde 1992), na Assembléia Geral das Nações Unidas a resolução "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba.



Nos últimos 18 anos a ilha tem recebido cada vez mais apoio da comunidade internacional contra o bloqueio, o que, disse Zamora, mostra o isolamento desta política genocida e violatória do direito internacional que os EUA aplicam contra Cuba, há quase meio século.



Na terça-feira, ele disse, uma vez mais, Washington receberá a mensagem contundente do concerto das nações do mundo que desejam e lhe pedem que ponha fim a este criminoso bloqueio econômico contra o povo cubano.



O embaixador disse que, com essa política, os EUA tratam de destruir a Revolução Cubana, erro que já dura mais de 50 anos e permanecerá até que eles estejam convencidos de que a única saída é encerrá-lo, pois só tem exposto a firmeza e decisão do povo de Cuba de enfrentá-lo durante o tempo que for necessário.



Da apresentação participaram cerca de 50 pessoas brasileiros e cubanos residentes e em missão oficial, incluindo membros de organizações e movimentos de solidariedade com Cuba, assim como jovens brasileiros graduados em medicina na Escola Latino-Americana de Medicina, em Havana.



Prejuízo ao setor bancário



Cuba também denuncia que o setor bancário e financeiro de Cuba continua submetido a uma política de hostilidade e isolamento por parte do governo dos EUA. De abril de 2009 a março de 2010, isso se manifestou no impedimento à obtenção de financiamento externo, na introdução de barreiras à realização de qualquer operação financeira e na paralisação e cancelamento de negociações.



A cada ano, o bloqueio contra a ilha reduz a possibilidade de utilizar bancos correspondentes, tornando mais complexas, além das limitações no uso do dólar como meio de pagamento.



Esta situação obrigou o sistema bancário e financeiro a explorar novas vias para continuar realizando as operações com bancos estrangeiros, assinala recente relatório de Cuba à Assembléia Geral da ONU sobre a necessidade de acabar com essa política.



Entre os impactos de caráter geral para os bancos e instituições financeiras cubanas, estiveram os gastos adicionais por ter que fazer pagamentos em outras moedas que não as contratadas (dólares norte-americanos).



Além disso, há a impossibilidade de abrir contas em francos suíços em alguns bancos de primeira classe na Suíça e a necessidade de manutenção de saldos mínimos nas contas cubanas no exterior, ante o risco de um embargo.



Outro dos prejuízos reside na impossibilidade de fazer os pagamentos aos beneficiários de cartas de crédito em seus locais de residência, sendo necessário efetuá-los através de bancos de outra região, o que aumenta os custos.



Os bancos cubanos não têm acesso a sites de informação financeira especializada, como a Reuters, considerada uma das mais abrangentes fontes, indica o texto.



Embora outras alternativas sejam usadas, isso tem um impacto negativo sobre os serviços de informação e análise de mercado que oferece um dos bancos do sistema da ilha e que é empregado haboitualmente por numerosos clientes.



Fonte: Prensa Latina

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Raúl cobra de Obama firmeza no combate a terrorismo contra Cuba

Durante discurso em cerimônia pelo Dia das Vítimas do Terrorismo de Estado, o presidente de Cuba, Raúl Castro, insistiu que o presidente norte-americano, Barack Obama, precisa ser consequente com seu compromisso em relação à luta antiterrorista. A solenidade marcava o 34º aniversário da explosão de um avião da Cubana Aviação.

Raúl também convocou Obama a "agir com firmeza" e "sem dois pesos e duas medidas" contra aqueles que, a partir do território norte-americano, "cometeram e persistem em realizar atos terroristas" contra Cuba. Ele recordou que, em várias ocasiões, as autoridades cubanas mostraram ao governo dos Estados Unidos sua disposição de intercambiar informações sobre planos de atentados e ações terroristas dirigidas contra objetivos de qualquer dos dois países.

"Como única resposta, o FBI de Miami, com estreitos vínculos com a extrema direita cubano-americana, concentrou todas as suas forças a perseguir e condenar os nossos cinco compatriotas a quem nunca deveria ter aprisionado", disse.

"Até quando o presidente Obama continuará sem escutar a reivindicação internacional e permitirá que prevaleça a injustiça que está em suas mãos eliminar? Até quando mossos cinco heróis continuarão encarcerados?", questionou, em referência a Gerardo Hernández, René González, Antonio Guerrero, Fernando González e Ramón Labañino, presos desde setiembro de 1998 nos Estados Unidos

O presidente também recordou que, em decorrência do atentado ao avião em 1976, morreram 57 cubanos, 11 guianenses e cinco coreanos. Entre os cubanos, viajavam 24 membros da equipe juvenil de esgrima, campeões do 4º Campeonato Centro-americano e do Caribe.

"Não se deve esquecer, nem por um instante, que nosso povo, como consequência do terrorismo de Estado, acumulou um número de mortos e desaparecidos superior ao dos atentados às Torres Gêmeas e Oklahoma juntos", assinalou.

Ao resgatar o histórico de ataques, Castro evocou o programa de ações encobertas aprovavado pelo presidente norte-americano, Dwight Eisenhower, em março de 1960. Depois foram produzidos incêndios, bombardeios, sequestros de aeronaves, barcos e cidadãos cubanos, assassinatos de diplomatas e múltiplas tentativas de acabar com a vida dos líderes da Revolução, especialmente o comandante em chefe Fidel Castro.

Raúl ainda destacou a morte de 101 pessoas e centenas de feridos na sobotagem contra o barco "La Coubre" e a invasão da Baía dos Porcos, para tentar colocar em Cuba um governo títere, resguardado pela CIA. Citou da mesma forma a Operação Mangosta, com planos para assassinar os líderes da Revolução e açõescontra objetivos socio-econômicos, mediante a introdução de armas e agentes com fins subversivos de espionagem.

"Desde a aprovação deste programa até janeiro de 1963, foram registrados 5.780 ações terroristas contra Cuba, das quais 716 resultaram em sabotagens de grande envergadura contra instalações industriais", contabilizou, acrescentando que, entre 1959 e 1965, a CIA organizou, financiou e abasteceu 229 bandos armados, com 3.995 mercenários, que causaram a morte de 549 combatentes, campesinos e professores, além de deixar centenas de iincapacitados.

"Hoje estamos aqui para render tributo aos 3.478 cubanos que morreram e aos 2.099 que ficaram incapacitados por atos terroristas executados durante meio século, contra a nossa Pátria, os quais somam 5.577 vítimas", afirmou.

O presidente da ilha disse ainda que as administrações norte-americanas também implementaram guerras biológicas contra Cuba, introduzindo no território nacional enfermidades que afetaram de maneira significativa a saúde do povo. "Em 1981, agentes a serviço do governo dos EUA propagaram a epidemia de dengue hemorrágica que tirou a vida de 158 pessoas, 101 delas crianças", discursou.

Raúl Castro disse que uma atuação firme de Obama "seria uma digna resposta" à carta dirigida ao presidente dos EUA pelo Comitê de Familiares das vítimas da explosão de um avião comercial cubano em Barbados em 6 de outubro de 1976 que causou a morte de 73 pessoas, entre elas 53 cubanos.

Nessa carta, publicada hoje, por ocasião do 34º aniversário daquele atentado, o Comitê denuncia a "impunidade" de "terroristas confessos" nos EUA e exige que as autoridades norte-americanas reconheçam as provas contra Luis Posada Carriles, sabidamente um dos autores intelectuais do atentado, e o "julguem e condenem".

Em seu discurso, Raúl Castro criticou a decisão dos EUA de ratificar a "arbitrária inclusão" de Cuba na lista anual de "Estados patrocinadores do terrorismo", o que qualificou de "infame". O líder ressaltou que o território cubano "nunca foi nem jamais será utilizado para organizar, financiar ou executar atos terroristas contra nenhum país, incluindo os Estados Unidos".

terça-feira, 28 de setembro de 2010

"Vida tem sentido quando há ideal a defender", discursa Fidel

 

 

O líder da revolução cubana, Fidel Castro, pronunciou, nesta terça-feira (28), um discurso durante o ato público em comemoração pelo 50º aniversário dos Comitês de Defesa da Revolução. Diante de uma multidão estimada em 20 mil pessoas, o ex-presidente da ilha afirmou que a vida dos povos tem um sentido quando há um ideal pelo qual lutar.

Ante a onda de aplausos de boas-vindas, Fidel, em frente ao antigo Palácio Presidencial - mesmo local em que proclamara a criação dos CDR - assegurou que "é um enorme privilégio para mim voltar a me reunir com vocês, 50 anos depois do primeiro anúncio da criação do Comitê de Desefa da Revolução".

O cubano destacou que Cuba foi capaz, há meio século, de abraçar os princípios de Martí e rendeu homenagem a todos os que caíram em defesa da Revolução e de suas justas ideias. Resgatou que, no dia 28 de setembro de 1960, foram criados os Comitês, como um sistema de vigilância popular em resposta às agressões violentas que já se manifestavam contra cuba, com a realização de atos terroristas, alguns deles executados enquanto se desenvolvia o ato.

Recordou que, desde aquela ocasião, era evidente a característica feroz do império, que não descansaria em seu objetivo de destruir a revolução e impedir o desenvolvimento de Cuba. "Odeiam-nos com o ódio dos amos contra os escravos que se rebelam porque veem seus interesses em risco em todo o mundo", disse, resgatando uma de suas frases fundamentais do discurso de 1960.

Afirmando que reiteraria as palavras que pronunciou naquela ocasião, ele falou das impressões que teve após sua breve visita a Nova York. "Ter passado 10 dias na entranha do monstro imperialista foi suficiente para saber que o monopólio e publicidade é ali uma só coisa", disse, assegurando que "os órgãos da publicidade nos combatem".

Fidel destacou que, naquele momento, disse aos cubanos que os imperialistas queriam destruir a revolução para evitar que os demais povos fizessem algo parecido. Referiu-se ao fustigamento e às ameaças recebidas durante sua estada em Nova Iorque e até aos planos de atentado contra sua vida, que falharam "porque não se atreveram a disparar".

"Os cubanos foram informados que pertencíamos a um minuto grande da história humana, a uma hora decisiva do gênero humano, por constituir uma ideia, uma esperança e um exemplo", completou. O líder cubano comparou as administrações norte-americanas, que investiram na guerra, com o governo cubano, que investiu "na vida e no progresso da ilha".

Afirmou que a maioria dos presentes nem sequer tinha nascido naquela data histórica, quando propôs aos cubanos o estebelecimento de um sistema de vigilância coletiva e revolucionária, que hoje conta com mais de 8 milhões de membros. E leu frases de seu discurso de então, quando destacou que ninguém devia pensar os anos posteriores seriam de tranquilidade.

"Dissemos então que o 1 de janeiro de 1959 não finalizava a Revolução, mas, sim, que começava o futuro e a vitória de amanhã seria o fruto do esforço de todo o povo e se obteria com inteligência e valores (...) Não vacilo em proclamar que temos cumprido e vocês seguirão cumprindo a promessa daquela eterna noite", resumiu.

Do Vermelho

domingo, 26 de setembro de 2010

A Mídia Comercial em luta contra Lula e Dilma




Por Leonardo Boff



Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o Brasil Nunca Mais, onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.



Esta história de vida me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Intelectuais reclamam liberdade para antiterroristas cubanos

Benício del Toro pede a Obama pelos Cinco

Destacadas personalidades internacionais subscreveram o pedido de seus colegas norte-americanos ao presidente Barack Obama para que revreveja o caso dos cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos e lhes conceda a imediata liberdade.

536 personalidades, da América Latina, Europa e África, assinaram a correspondência ao presidente estadunidense, que foi subscrita por 22 celebridades da cultura desse país, entre elas Martin Sheen, Susan Sarandon, Bonnie Rait, Elliot Gould, Danny Glover e outras de similar prestígio.

O texto expressa a indignação dos intelectuais com o encarceramento, durante 12 anos, de Gerardo Hernández, Ramón Labañino, René González, Antonio Guerrero e Fernando González, "internacionalmente conhecidos como os Cinco Cubanos".

“No 12º aniversário de sua prisão”, sublinha o documento, “apelamos ao seu senso de justiça e respeitosamente lhe pedimos que, a su sentido de justicia y respetuosamente le pedimos que, depois de revisar os fatos e considerar o tempo que esses homens passaram na prisão, lhes outorgue uma Clemência Executiva para que possam regressar a seu país, a seus lares e suas famílias”.

Antes que isto ocorra, os intelectuais pedem que o presidente conceda vistos a Adriana Pérez y Olga Salanueva para que possam visitar de imediato seus esposos presos, Gerardo Hernández y René González.

A carta ao presidente gerou uma corrente ininterrupta de adesões. Uma cifra que cresce dia a dia com a incorporação de novas vozes como a da ex-congressista estadunidense Cynthia MacKinney e a escritora Alice Walker, o arquiteto Oscar Niemeyer, o cantor colombiano Juanes, os espahóis Miguel Bosé y Willy Toledo y os portorriquenhos Benicio del Toro, Olga Tañón, Tony Mapeyé e Calle 13.

Os intelectuais compartilham a convicção de que os Cinco Cubanos não cometeram qualquer crime contra os Estados Unidos, tampouco significaram uma ameaça à segurança nacional do país, simplesmente estavam protegendo Cuba de futuros ataques terroristas.

Eles monitoraram as atividades de grupos violentos de exilados cubanos em Miami. "Simplesmente estavam protegendo seu país contra futuros atos de terrorismo", argumentam no documento, que também critica o refúgio concedido pelos EUA a terroristas como Luis Posada Carriles y Orlando Bosch, que comandaram a explosão de um avião cubano num atentado que deixou por saldo a morte de 73 inocentes e hoje gozam de impunidade.



Fonte: La Prensa

sábado, 18 de setembro de 2010

Líder religioso cubano participou do funeral do reverendo Lucius Walker

                                                                Rev. Lucius Walker

Ontem, 17 de setembro, foi realizada a cerimônia fúnebre em homenagem ao pastor batista Lucius Walker na sede da Igreja Batista de Manhattan, Nova York, organizada pela família e com a participação de líderes religiosos e médicos estadunidenses formados na Escola Latino-Americana de Medicina de Havana.

O povo de Cuba, que tanto admirava e respeitava o Pastor Lucius, foi representado no funeral pelo Rev. Ortega Suárez Miriam, pastor presbiteriano, presidente do Conselho Mundial de Igrejas para a América Latina e Caribe e membro da Assembléia Nacional do Poder Popular de Cuba (o Parlamento Cubano).

Não puderam comparecer à cerimônia outros líderes religiosos de Cuba que tinham uma estreita relação de trabalho e amizade com o reverendo Walker e com as caravanas por ele lideradas, como Raúl Suárez Ramos, pastor batista e diretor do Centro Martin Luther King Jr. Memorial de Havana, Pablo Oden Marichal Rodriguez Episcopal pastor, secretário-executivo do Conselho de Igrejas de Cuba, ambos membros do Parlamento cubano, e do reverendo Estela Hernandez Marquez, pastora batista, diretora da Comissão de Distribuição de Pastores pela Paz Caravan.

Foram impedidos pelo demorado processo de aprovação e concessão de vistos pelo governo dos Estados Unidos. Dois foram dados tarde demais e o outro não foi concedido.

O companheiro Fidel Castro e Raul Castro Ruz dedicaram oferendas florais ao amigo fiel e corajoso dos cubanos.

Lúcio, que morreu em 07 setembro, foi diretor executivo da FundaçãoInterconfesional para la Organización de la Comunidad, Pastores por la Paz, uma organização liderada desde a sua criação em 1967.

Ele também fundou e desenvolveu a Caravana Amizade Cuba-EUA., conhecido por nosso povo como a Caravana dos Pastores pela Paz, solidariedade e compromisso de luta-carregado pela justiça desde 1992, desafiou as leis de seu governo que tentou impedilos de visitar o nosso país, eliminando assim o bloqueio injusto imposto ao nosso povo. "Em nossa opinião, o bloqueio é totalmente contrária aos ensinamentos das Sagradas Escrituras (...) Ousamos sugerir que o que mais precisa Cuba é de solidariedade e ação profética para pôr fim ao bloqueio", disse Lúcio.

Extraído do Granma

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Chanceler brasileiro inicia visita a Cuba



O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, desembarca hoje (17) em Havana (Cuba), onde fica até domingo (19). Em seguida, vai para Nova York (Estados Unidos) participar da 65ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Amorim tem reuniões marcadas com o presidente cubano, Raúl Castro. O objetivo é intensificar as relações bilaterais.

A visita de Amorim ocorre no momento em que o governo cubano anunciou o corte de mais de 500 mil empregos no setor público como alternativa para driblar as dificuldades econômicas no país. Pela primeira vez, as autoridades autorizaram a ampliação de concessão para atividades privadas, como comércio e serviços de táxi.

O chanceler brasileiro chega a Cuba dois dias depois de o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, acusar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de reforçar o bloqueio econômico imposto ao país desde 1962. Segundo o chanceler, há 48 anos sob severas restrições, Cuba acumulou no período prejuízo de US$ 751,3 bilhões.

Parrilla criticou o fato de o bloqueio impede Cuba de “exportar e importar” bens e serviços livremente. De acordo com ele, o país tem limitações para negociar utilizando o dólar como moeda, assim como não pode usar bancos estrangeiros nem acesso ao crédito de instituições norte-americanas.

O chanceler cubano disse ainda que é ilusão imaginar mudanças a curto prazo nas relações entre os Estados Unidos e Cuba. Para Parilla, os atos determinados por Obama “violam os padrões internacionais básicos”. Ele se referiu à manutenção do bloqueio mesmo com a recomendação das Nações Unidas para a suspensão das restrições.

Em 2009, representantes de 187 países, durante sessão da ONU, apoiaram Cuba e rechaçaram a manutenção do ebloqueio ao país. Autoridades que participarão da próxima Assembleia Geral das Nações Unidas informaram que o tema novamente entrará na pauta das sessões, que começam no próximo dia 23.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Fidel e a discriminação a homossexuais na revolução cubana

Em entrevista a um periódico mexicano, o líder cubano fez autocrítica pela discriminação a homossexuais no início da revolução.

A declaração, recebida com surpresa no exterior expressa uma mudança mais profunda na sociedade cubana. Desde 2004, pelo menos, afirma-se no país um forte movimento político e social que se manifesta contra qualquer tipo de discriminação, como parte de um projeto de ampliação da democracia socialista. A mais conhecida líder desse movimento é a filha do atual presidente, Mariela Castro. O artigo é de Hideyo Saito do sítio Carta Maior.

Por Hideyo Saito


Mariela Castro, sobrinha de Fidel, apóia a luta GLTB em Cuba
                                  


O reaparecimento do ex-presidente cubano Fidel Castro no cenário público tem tido grande repercussão na mídia internacional. Ele voltou a participar de eventos internos e de encontros com lideranças e personalidades estrangeiras, sempre demonstrando excelente disposição. Alguns jornalistas especulam que tais aparições ora teriam o objetivo de reduzir as repercussões da recente libertação dos presos remanescentes de 2003, como se elas fossem negativas para o governo cubano, ora de apoiar as reformas econômicas iniciadas pelo atual presidente, Raúl Castro (1). Um dos mais recentes episódios desse retorno à ativa do líder cubano foi a entrevista à jornalista Carmen Lira Saade, publicada nos dias 30 e 31 de agosto último pelo periódico mexicano "La Jornada", em que o líder cubano revelou que esteve à beira da morte, aos 80 anos, e só conseguiu se recuperar após uma sucessão de procedimentos médicos de alto risco (2).



Na segunda parte dessa entrevista, Fidel reconheceu que o governo cubano discriminou homossexuais no início da revolução, atribuindo-se a condição de responsável maior por esse erro (3). "Tínhamos então tantos problemas de vida ou morte que não prestamos a devida atenção ao assunto. Cometemos grandes injustiças! O maior responsável fui eu", disse, embora ressaltando que pessoalmente não nutre preconceito homofóbico (muitos de seus mais antigos amigos são homossexuais, lembrou a entrevistadora). A mídia dominante reproduziu as declarações, mas – para não perder o costume –acrescentou-lhes comentários que procuravam desacreditar a autocrítica de Fidel. Mas nenhuma dessas fontes contextualizou as palavras do líder cubano, para que ganhassem seu pleno significado.

Fidel Castro desqualificou interpretações de jornalista dos EUA


Fidel e seu grande amigo Mandela

E reiterou que o capitalismo que domina o mundo só acabará com a espécie humana
O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, desqualificou nesta sexta-feira algumas interpretações publicadas a partir de uma entrevista concedida ao jornalista estadunidense Jeffrey Goldberg, da revista The Atlantic.

Durante a apresentação de seu último livro, A contraofensiva estratégica, em uma Aula Magna da Universidade de Havana, o dirigente revolucionário comentou que o comunicador lhe perguntou se acreditava que o modelo cubano era algo que ainda valia a pena exportar.

“É evidente que essa pergunta levava implicitamente à teoria de que Cuba exportava a revolução. Respondi-lhe: 'O modelo cubano já não funciona nem sequer para nós'. O expressei sem amargura nem preocupação”, sustentou Fidel Castro, que, a tempo, explicou que sua resposta significava exatamente o contrário do que Goldberg e a analista Julia Sweig, quem o acompanhava, interpretaram.

“Minha ideia, como todo mundo sabe, é que o sistema capitalis já não serve nem para os Estados Unidos e nem para o mundo, que conduz de crise em crise, que são cada vez mais graves, globais e repetidas, das quais não pode escapar. Como poderia servir semelhante sistema para um país socialista como Cuba?”, disse.

Reiterou que o sistema que domina o mundo hoje só acabará com a espécie humana, e neste sentido, questionou como poderia servir semelhante esquema para um país como Cuba.

Também esclareceu outras afirmações feitas pela revista The Atlantic e que tiveram grande impacto informativo, como sua suposta investida contra o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e suas recordações sobre a chamada crise dos mísseis, em 1962.

Há dois dias a revista estadunidense The Atlantic publicou declarações do líder revolucionário, onde dizia, no contexto de uma extensa entrevista, que “o modelo cubano já não funciona nem para nós”.