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terça-feira, 10 de maio de 2011

1º de Maio: trabalhadores cubanos ratificam apoio ao socialismo

 

Milhares de trabalhadores no 1º de Maio em Havana

 

No último 1ºde maio, data em que se comemora o dia do trabalhador, cubanos foram às ruas para desfilar e ratificar frente ao mundo a unidade de sua população em torno do projeto social do país.

Celebrado na companhia do presidente da ilha, Raul Castro, cubanos aproveitam festividades para declarar apoio ao socialismo. “Nós, cubanos, desfilamos hoje nas ruas e praças do país para ratificar que o socialismo é nossa opção”, afirmou aqui o secretário geral da Central de Trabalhadores da ilha, Salvador Valdés.

Durante a abertura da marcha na capital, encabeçada pelo primeiro vice-presidente José Ramón Machado Ventura, o dirigente operário agregou que o socialismo da ilha será atualizado e aperfeiçoado com as resoluções aprovadas no 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba.

O movimento sindical manifestou apoio aos acordos do encontro partidário e às diretrizes da política econômica e social da Revolução, cuja discussão foi respaldada por contribuições de trabalhadores cubanos.

O desfile significou ainda uma homenagem aos que fizeram possível a comemoração dos 50º aniversário da proclamação do caráter socialista da Revolução e da derrota da invasão organizada pelos Estados Unidos a Praia Girón.

“Faz 50 anos exatamente celebramos aquele 1º de Maio em defesa do socialismo, e pela primeira vez, cubanas e cubanos, já sabiam ler e escrever, depois do grande esforço que constituiu a Campanha de Alfabetização”, acrescentou Valdés.

Valdés lembrou ainda que graças a isso, os trabalhadores e o movimento sindical não são “simples observadores das mudanças, e sim participantes ativos”. "Sabemos possuímos um papel de protagonistas na atualização do modelo econômico e no aperfeiçoamento de nossa sociedade, para que seja mais eficiente e produtiva e para que possamos satisfazer mais e melhor as necessidades de todo nosso povo”, explicou.

Para isso, enfatizou a necessidade de situar em primeiro plano o trabalho, a poupança, a disciplina, a ordem e a exigência, como única maneira de superar deficiências e erros. “Faremos com unidade que é e seguirá sendo a arma mais estratégica da Revolução, uma unidade que não nega diferença de opiniões”.

Valdés acrescentou que a expressão dessa diversidade é a sindicalização de dezenas de milhares de trabalhadores não estatais, quem compartilham junto com os demais setores trabalhistas o 1º de Maio.

Durante os desfiles, trabalhadores fizeram manifestações em homenagem aos cinco cubanos antiterroristas presos nos Estados Unidos desde 1998. Gerardo Hernández, René González, Ramón Labañino, Antonio Guerreiro e Fernando González cumprem condenações de até dupla pena perpétua mais 15 anos de cárcere por informar sobre planos criminosos de grupos anticubanos assentados em no estado norte-americano da Flórida.

Fonte: Prensa Latina

sábado, 22 de maio de 2010

Direita brasileira é enxotada da manifestação pró-Cuba


A direita brasileira escolheu o dia 20 de Maio, esta quinta-feira, para fazer uma manifestação contrária ao regime de Cuba, mas foram surpreendidos com uma manifestação favorável a ilha. Os cinco manifestantes de direita, liderados pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), foram enxotados pela dezenas de manifestadores que foram prestar solidariedade à Cuba.

Para isso contaram com a ajuda de policiais militares que impediram os atos de agressão ensaiados pelos “ianques”, como foram chamados pelos manifestantes: “Fora ianques”. Eles ainda insistiram nas provocações, passando de carro em frente à Embaixada de Cuba em Brasília, onde se realizava o ato.

Após o encerramento do evento, que durou duas horas de discursos, gritos de palavras de ordem e agitação de bandeiras e exibição de faixas, os manifestantes foram recebidos pelo embaixador cubano, Carlos Zamora, nos jardins da embaixada. Ele quis agradecer pessoalmente ao que considerou “ demonstração de carinho e solidariedade para com a revolução cubana e o que ela significa para todo o mundo.”

A exemplo dos manifestantes, Zamora encerrou sua fala com as palavras de ordem: “A luta de Cuba é a luta do povo”; “Liberdade para os cinco”, “Abaixo o imperialismo”; “Viva José Martí”, “Viva Fidel Castro”. E foi acompanhado ainda nas palavras de “vivas” à “Eterna amizade do povo de Cuba e do povo do Brasil”, encerrando com “Patria ou Muerte”.

Vaias e vivas

Na chegada do grupo de Aleluia, que carregava fotos de presos em Cuba, o vice-presidente do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz), Paulo Guimarães, que estava discursando no carro de som, calou-se para acompanhar a movimentação de chegada e retirada deles, que durou poucos minutos. E depois comemorou: “Foram embora com o rabo entre as pernas, porque não tem inserção social, não tem apoio popular.”

Após a saída do grupo, os manifestantes se revezaram ao microfone para apresentarem palavras de apoio e solidariedade. Guimarães voltou a falar “para prestar solidariedade e apoio a esse povo que tem uma história que honra a humanidade. Esse ato demonstra a representatividade da luta do povo cubano que está centrada no entendimento e solidariedade”, disse.

Campanha midiática

Os manifestantes, a exemplo da coordenadora do Núcleo de Estudos de Cuba (NesCuba) da Universidade de Brasília (UnB), María Auxiliadora César, também se posicionaram contra a campanha midiática das grandes potências que tentam desacreditar a revolução cubana diante do mundo. “Cuba soube resistir porque tem um povo bravo e existem grupos no mundo inteiro que a apoiam, como esse que está aqui agora em Brasília.”

“Na base de mentiras e calúnias, transformam delinqüentes comuns em “presos políticos”, transformam mercenários pagos pelos cofres do Pentágono em “dissidentes”, premiam blogueiros vulgares como se fossem jornalistas e escritores. O centro desta campanha esta na Casa Branca, com o apoio de governos e parlamentares reacionários da União Européia. No Brasil, a campanha é protagonizada pela mídia conservadora e uma minoria de direitistas no Congresso Nacional”, diz o texto distribuído entre os manifestantes.

Graça Sousa, secretária de mulheres da CUT, disse que os movimentos sociais estão alertas para a ofensiva do capitalismo contra a revolução cubana que, a despeito do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, comemora 50 anos. E destacou as principais bandeiras de luta do regime cubano que conta com o apoio e solidariedade dos povos da América Latina: o fim do bloqueio, a devolução do território de Guatanamo e a libertação dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos.

Tilden Santiago, que foi embaixador de Cuba no primeiro Governo Lula, falou sobre a alegria de participar do ato, destacando que a mesma alegria devem sentir Fidel e Raul Castro ao tomar conhecimento de que o povo trabalhador brasileiro defende a revolução.

“A democracia avança na América Latina e avança a resistência dos cubanos que deram suor e sangue contra o imperialismo”, discursou, acrescentando que “se hoje nós temos governos à esquerda em toda a América Latina – Bolívia, Venezuela, Equador e no Brasil -, nós devemos a resistência permanente da revolução cubana, que é a vanguarda do sistema socialista na América Latina.”