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sábado, 29 de janeiro de 2011

Prisão dos 5 cubanos nos EUA é lembrada na homenagem a José Martí

O encarregado de negócios de Cuba, Sergio Martinez Rodrigues, disse que os cinco cubanos presos a mais de 12 anos nos Estados Unidos “pelo delito de defender sua pátria” sofrem em condições subumanas. Ele afirmou que os jovens representam toda a dimensão do patriotismo do povo da Ilha e o pensamento de liberdade de José Martí, para quem foi feita uma homenagem neste sábado (29), na Praça Panteão dos Heróis, em Brasília, pelos 158 anos de nascimento do herói da Independência de Cuba.



A homenagem, que nos anos anteriores contava com a presença de poucos residentes de Cuba em Brasília e algumas entidades do movimento social, reuniu mais de 150 pessoas e teve um caráter institucional devido o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF).



O governador Agnelo Queiroz (PT) compareceu ao evento e anunciou que a Praça, onde estão os bustos de José Martí e Simon Bolívar, será recuperada para que melhor receba os visitantes. Ao lado de Camila e Pablo, duas crianças cubanas residentes em Brasília, ele depositou flores em frente ao busto de Martí.



“Junto com todos vocês, que representam a sociedade brasileira, venho manifestar o prazer de rendermos essa homenagem a esse grande revolucionário, filosofo, poeta, intelectual e uma grande referência para todos os povos do mundo que é José Martí”, discursou Agnelo.



Ele destacou que a melhor forma de prestar a homenagem ao herói da independência cubana é estreitar o relacionamento entre Cuba, Brasil e todos os países da América Latina.



Prisão dos 5 cubanos



Sergio Rodrigues, representante da embaixada em Brasília, disse que o sonho de Martí pela integração da América Latina estava representado na relação entre Cuba e o Brasil. Agradeceu a solidariedade do país contra a prisão ilegal nos EUA dos cubanos René González, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Gerardo Hernández e Fernando González.



“Esses jovens continuam submetidos à condição de castigo e em situação subumanas, sem o respeito aos mais elementares direitos humanos. Esses jovens encontram na sociedade brasileira apoio incondicional. Esperamos que haja Justiça e eles possam regressar a sua pátria”, disse.



O representante afirmou que eles estão presos por defenderem a pátria em razão de denunciar grupos terroristas radicados no EUA que atuavam para derrubar o governo cubano. Eles reuniram em Miami documentos e fitas que comprovavam a ação terrorista contra a Ilha.



Presente ao evento, a presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, disse que a campanha mundial em defesa da libertação dos cinco cubanos se amplia cada vez mais.



Segundo ela, no Brasil a situação não é diferente com o crescente apelo feito no parlamento e por diversas entidades do movimento social. “Nós temos consciência que só assim vamos conquistar a libertação deles”, disse.



Diversas entidades do movimento social, partidos e parlamentares compareceram ao evento. Entre os quais estavam o Núcleo de Estudos Cubanos da UnB, Associação de Cubanos Residentes no Brasil, Cebrapaz, CNBB, PT, PSB, PSOL, PCdoB, UJS, UNE, UBES, Comitê de Defesa da Revolução Cubana, CUT, DCE da UnB e Via Campesina.



Extraído do site Vermelho.

sábado, 22 de maio de 2010

Direita brasileira é enxotada da manifestação pró-Cuba


A direita brasileira escolheu o dia 20 de Maio, esta quinta-feira, para fazer uma manifestação contrária ao regime de Cuba, mas foram surpreendidos com uma manifestação favorável a ilha. Os cinco manifestantes de direita, liderados pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), foram enxotados pela dezenas de manifestadores que foram prestar solidariedade à Cuba.

Para isso contaram com a ajuda de policiais militares que impediram os atos de agressão ensaiados pelos “ianques”, como foram chamados pelos manifestantes: “Fora ianques”. Eles ainda insistiram nas provocações, passando de carro em frente à Embaixada de Cuba em Brasília, onde se realizava o ato.

Após o encerramento do evento, que durou duas horas de discursos, gritos de palavras de ordem e agitação de bandeiras e exibição de faixas, os manifestantes foram recebidos pelo embaixador cubano, Carlos Zamora, nos jardins da embaixada. Ele quis agradecer pessoalmente ao que considerou “ demonstração de carinho e solidariedade para com a revolução cubana e o que ela significa para todo o mundo.”

A exemplo dos manifestantes, Zamora encerrou sua fala com as palavras de ordem: “A luta de Cuba é a luta do povo”; “Liberdade para os cinco”, “Abaixo o imperialismo”; “Viva José Martí”, “Viva Fidel Castro”. E foi acompanhado ainda nas palavras de “vivas” à “Eterna amizade do povo de Cuba e do povo do Brasil”, encerrando com “Patria ou Muerte”.

Vaias e vivas

Na chegada do grupo de Aleluia, que carregava fotos de presos em Cuba, o vice-presidente do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz), Paulo Guimarães, que estava discursando no carro de som, calou-se para acompanhar a movimentação de chegada e retirada deles, que durou poucos minutos. E depois comemorou: “Foram embora com o rabo entre as pernas, porque não tem inserção social, não tem apoio popular.”

Após a saída do grupo, os manifestantes se revezaram ao microfone para apresentarem palavras de apoio e solidariedade. Guimarães voltou a falar “para prestar solidariedade e apoio a esse povo que tem uma história que honra a humanidade. Esse ato demonstra a representatividade da luta do povo cubano que está centrada no entendimento e solidariedade”, disse.

Campanha midiática

Os manifestantes, a exemplo da coordenadora do Núcleo de Estudos de Cuba (NesCuba) da Universidade de Brasília (UnB), María Auxiliadora César, também se posicionaram contra a campanha midiática das grandes potências que tentam desacreditar a revolução cubana diante do mundo. “Cuba soube resistir porque tem um povo bravo e existem grupos no mundo inteiro que a apoiam, como esse que está aqui agora em Brasília.”

“Na base de mentiras e calúnias, transformam delinqüentes comuns em “presos políticos”, transformam mercenários pagos pelos cofres do Pentágono em “dissidentes”, premiam blogueiros vulgares como se fossem jornalistas e escritores. O centro desta campanha esta na Casa Branca, com o apoio de governos e parlamentares reacionários da União Européia. No Brasil, a campanha é protagonizada pela mídia conservadora e uma minoria de direitistas no Congresso Nacional”, diz o texto distribuído entre os manifestantes.

Graça Sousa, secretária de mulheres da CUT, disse que os movimentos sociais estão alertas para a ofensiva do capitalismo contra a revolução cubana que, a despeito do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, comemora 50 anos. E destacou as principais bandeiras de luta do regime cubano que conta com o apoio e solidariedade dos povos da América Latina: o fim do bloqueio, a devolução do território de Guatanamo e a libertação dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos.

Tilden Santiago, que foi embaixador de Cuba no primeiro Governo Lula, falou sobre a alegria de participar do ato, destacando que a mesma alegria devem sentir Fidel e Raul Castro ao tomar conhecimento de que o povo trabalhador brasileiro defende a revolução.

“A democracia avança na América Latina e avança a resistência dos cubanos que deram suor e sangue contra o imperialismo”, discursou, acrescentando que “se hoje nós temos governos à esquerda em toda a América Latina – Bolívia, Venezuela, Equador e no Brasil -, nós devemos a resistência permanente da revolução cubana, que é a vanguarda do sistema socialista na América Latina.”