terça-feira, 8 de junho de 2010

Carta de Porto Alegre


Música brasileira e latino-americana na Convenção


Os participantes da XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, realizada na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, entre os dias 04 e 06 de junho de 2010, reiteram, por meio dessa Carta, o compromisso solidário e incondicional com os princípios da vitoriosa Revolução Cubana que, em 1º de janeiro de 1959, iniciou o processo de desenvolvimento social de caráter autônomo e soberano naquele país.
Para nós, a visão revolucionária e socialista de Cuba, com forte influência do pensamento de seu herói nacional, José Martí, aponta para o apoio mútuo entre os povos e a valorização do ser humano e da sua cultura.
Assim, solidários à luta permanente de Cuba pela defesa da sua soberania e, alinhados ao seu povo, nos colocaremos contra qualquer tipo de governo que desrespeite o direito a sua autodeterminação.
Aos ilegais e abusivos bloqueios econômicos, financeiro e comercial impostos a Cuba pelo imperialismo estadunidense e seus colaboradores – com sérias aplicações extraterritoriais –, alia-se o bloqueio midiático. Ele tem a vergonhosa intenção de desvalorizar e descaracterizar a luta de um país que, apesar dos permanentes ataques, responde com ações de ajuda humanitária a diversos países do mundo, e concede ao seu povo, de modo universal e gratuito, os direitos fundamentais que constróem a sua cidadania, como educação, saúde, cultura, lazer e trabalho.
Ao lado dos revolucionários cubanos, nos manteremos firmes no propósito de defender o caminho que escolheram. Como movimento de solidariedade a Cuba, permaneceremos lutando contra os bloqueios, o isolamento e todos os tipos de violações impostos àquele país.
Defenderemos, ainda, a efetiva integração econômica, política e cultural de Cuba em toda a nossa América.
Lutaremos, também, pelo fechamento da base militar de Guantánamo – utilizada como cárcere pelos Estados Unidos –, e pela devolução do seu território a Cuba.,

Da mesma forma, exigimos a liberdade dos cinco heróis cubanos, presos arbitrariamente nos Estados Unidos, para que se restabeleçam os princípios de justiça com respeito aos direitos humanos e aos direitos internacionais.

Por fim, considerando as diretrizes apresentadas nessa Carta, nos comprometemos a desenvolver as ações discutidas e aprovadas nos painéis e grupos de trabalho da XVIII Convenção.
Estados participantes RS, SC, PR, SP, RJ, MG, ES, SE, CE, PE, RN, DF, BA e PB.



Presença baiana na Convenção Nacional


Delegação Baiana à Convenção

A Bahia esteve presente na XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba com uma delegação de 12 pessoas entre membros da Associaçao Cultural José Martí e do CEBRAPAZ-Bahia.

Realizada em Porto Alegre no último fim de semana, a Convenção reuniu mais de 300 pessoas no auditório da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e contou com a presença de parlamentares e membros da sociedade civil organizada de treze estados brasileiros.

A Convenção foi encerrada na manhã do domingo com um show de música latino-americana no Parque da Redenção. Centenas de pessoas bailaram ao ritmo da salsa e MPB e celebraram a amizade entre Cuba e Brasil.

Durante o encontro foi reafirmado o compromisso do movimento de solidariedade brasileiro com a luta pelo fim do bloqueio e pela libertação dos cinco patriotas encarcerados injustamente nos EUA. 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba

Brasileiros manifestam solidariedade a Cuba
Porto Alegre sediou este fim de semana (4,5 e 6 de junho) a XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba.

Mais de 300 delegados de 13 estados brasileiros fizeram-se presente ao evento que anualmente reafirma a solidariedade brasileira ao povo cubano e a sua Revolução.

A mesa de abertura do encontro contou com autoridades cubanas, representantes da sociedade civil organizada, centrais sindicais, partidos políticos, deputados estaduais Raul Pont, Presidente do PT no Rio Grande do Sul, e Raul Carrion, Presidente da Frente Parlamentar Gaúcha de Solidariedade a Cuba, deputada federal Manuela D'Ávila e Socorro Gomes, Presidente do Conselho Mundial da Paz.

Durante dois dias foram travados importantes debates e discutidas candentes questões alusivas à conjuntura mundial, ao bloqueio e às relações entre o Brasil e Cuba.

Um dos pontos altos da Convenção foi a homenagem aos 50 anos do ICAP – Instituto Cubano de Solidariedade aos Povos, entidade que desenvolve intenso trabalho de mútua solidariedade entre Cuba e mais de cem países do mundo.

Durante o evento dois pronunciamentos foram especialmente marcantes: o relatório de Homero Acosta, Secretário do Conselho de Estado Cubano, sobre a realidade cubana atual e a palestra do Dr. Juan Carrizo, Reitor da ELAM – Escola Latino Americana de Medicina, sobre o intenso trabalho solidário desenvolvido pelos médicos cubanos no mundo. Particularmente emocionante foi a palestra de Magaly Llort Ruiz, membro do parlamento cubano e mãe de Fernando, um dos cinco patriotas encarcerados injustamente nos Estados Unidos.

A convenção aprovou por aclamação a Carta de Porto Alegre, firmada por todas as entidades presentes, documento que rechaça a atual campanha midiática contra Cuba e exige o fim imediato do ilegal bloqueio, a libertação dos 5 patriotas presos nos Estados Unidos e o respeito à soberania do povo cubano.

O evento foi encerrado na manhã de domingo com uma bela apresentação musical no Parque da Redenção em que cantores gaúchos, cubanos e de outros países da América Latina se apresentaram para centenas de pessoas.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Conselho Mundial da Paz condena agressão de Israel

Diante do ataque das Forças Armadas israelenses a uma frota humanitária que pretendia levar suprimentos à população palestina na Faixa de Gaza, o Conselho Mundial da Paz amitiu nota condenando a agressão e se solidarizando com a Palestina. Veja abaixo a íntegra:

Declaração de condenação ao brutal ataque israelense  à missão de solidariedade à Palestina


O Conselho da Paz Mundial denuncia, de maneira enérgica, a brutal agressão pelas Forças Especiais israelenses contra a missão de solidariedade composta por seis navios de ajuda humanitária para o povo da Palestina. A operação assassina do governo de Israel e seu exército aconteceu em águas internacionais, ao largo da Faixa de Gaza Palestina, contra os civis que estavam a bordo de seis barcos que tentavam se aproximar dos portos de Gaza.

O Conselho Mundial da Paz condena o ataque militar, em que mais de 16 pessoas civis, de diferentes nacionalidades, perderam a vida e mais de 60 pessoas ficaram feridas. Este massacre produzido pelo governo israelense demonstra, mais uma vez, a natureza reacionária de décadas de um regime, que não só nega o direito do povo palestino a um Estado independente, mas também a ajuda humanitária ao povo palestino, que sofre sob a ocupação e as agressões, como a que ocorreu em 2008.

O Conselho Mundial da Paz manifesta a sua solidariedade com o povo palestino em uma causa justa, para o estabelecimento de um Estado independente dentro das fronteiras definidas em 1967 e com Jerusalém Oriental como sua capital. Também expressamos nossa solidariedade com as forças defensoras da paz dentro de Israel, que lutam ao lado do povo palestino contra a ocupação das terras da Palestina.

A recente ação de Israel constitui um crime de dimensão internacional, uma vez que a agressão israelense tem o apoio político e a tolerância dos Estados Unidos, União Europeia e de outras estruturas do imperialismo. O Conselho Mundial da Paz manifesta a sua profunda preocupação com a escalada da agressividade imperialista na região e faz um chamado às forças que apóiam a paz nos países da região, para que estejam alertas e vigilantes ante qualquer ataque iminente.

31 de maio 2010
Secretariado do Conselho Mundial da Paz

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Yoani Sánchez (ou como promover uma dissidente cubana)


Por Hideyo Saito*, em Carta Maior

A blogueira Yoani Sánchez é hoje a figura mais cortejada pela coalizão de forças que combate a revolução cubana, liderada por Washington e composta por outros governos, por partidos políticos, por órgãos da mídia e por ONGs do mundo inteiro. Trata-se de uma poderosa tropa de choque que exige ampla liberdade política, respeito aos direitos humanos e democracia, mas apenas em Cuba.

Aparentemente nenhuma outra nação no mundo inspira seus cuidados em relação a esses direitos políticos e humanos. Da mesma forma, denuncia também a escassez de bens de consumo em Cuba, mas jamais menciona o estrangulamento econômico praticado por Washington (que, aliás, é condenado por todos os países-membros da ONU, com as únicas exceções dos próprios Estados Unidos e de Israel).

O objetivo central dessa coalizão passou a ser, desde os anos 90, organizar e financiar uma oposição interna em Cuba. O congresso dos Estados Unidos aprovou leis especiais para respaldar essa política: a Torricelli, de 1992, e a Helms-Burton, de 1996. O intervencionismo teve seu auge no período de George W. Bush, que criou a Comissão de Apoio a uma Cuba Livre, presidida pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, e indicou Caleb McCarry (um dos artífices do golpe contra o presidente Jean-Bertrand Aristide no Haiti), como responsável pela transição à democracia naquele país.

Os recursos oficiais estadunidenses destinados a essa finalidade foram, em 2009, de US$ 45 milhões, sem considerar o orçamento da Rádio e TV Martí e verbas paralelas não declaradas (1). No atual exercício, haviam sido liberados US$ 20 milhões, com a orientação de que fossem distribuídos diretamente aos destinatários em Cuba. O programa, entretanto, foi provisoriamente suspenso em abril último pelo presidente do Comitê Exterior do Senado, John Kerry (ex-candidato presidencial), provavelmente por causa da prisão em flagrante, em Cuba, de Alan P. Gross, quando fazia a distribuição de dinheiro e de equipamentos de comunicação (2).

O advogado José Pertierra, que atua em Washington, relacionou de forma exaustiva os diversos itens da ajuda provisoriamente suspensa, com base em informe oficial do Senado dos EUA. Destacamos apenas alguns, a título de exemplo: US$ 750 mil para os defensores de direitos humanos e da democracia; US$ 750 mil para parentes de presos políticos, como as “Damas de Branco”, e para ativistas que lutam para libertar aqueles presos; US$ 3,8 milhões para promover a liberdade de expressão, especialmente entre artistas, músicos, escritores, jornalistas e blogueiros (com ênfase nos afrocubanos); US$ 1,15 milhão para capacitar os ativistas mencionados no uso das novas tecnologias de comunicação.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Os desafios econômicos e sociais de Cuba em 2010

Cuba tem 100% das crianças nas escolas

Por Marc Vandepitte, em Rebelión


"A tarefa que temos pela frente, nós comunistas cubanos e todo o povo, é grande, trata-se de definir com a mais ampla participação popular a sociedade socialista a que aspiramos e podemos construir nas condições atuais e futuras de Cuba, o modelo econômico que irá reger a vida da nação, em benefício de nossos compatriotas, e assegurar a irreversibilidade do sistema sócio-político do país, única garantia de sua verdadeira independência"(1)

Assim soa um fragmento chamativo do discurso de Raúl Castro ante o parlamento de Cuba, em 01 de agosto de 2009. Parece que a revolução cubana está se preparando para reformas importantes. Isso não deve surpreender tanto, porque uma revolução que não é renovada periodicamente, que não corrige seus erros em tempo ou que não se adapta às novas circunstâncias não pode sobreviver. Especialmente em Cuba é assim, porque as condições externas mudaram várias vezes de uma forma muito extrema.

Na verdade, o último meio século foi marcado por várias ondas de mudança substancial. Na década de sessenta, a economia cubana foi obrigada a adaptar-se após a ruptura súbita e completa com os EUA, até então dominantes na ilha. Os dez anos seguintes foram uma grande busca de um caminho até o melhor modelo de desenvolvimento, uma estrada muito sinuosa, por vezes.

Nos anos setenta, este modelo foi consolidado e a economia cubana se integrou à dos países do Came (ou Comecon). Esta integração ofereceu muitos benefícios, mas também vários inconvenientes. Em meados dos anos oitenta, foi declarada uma campanha de retificação para corrigir os erros daquele período. Não foi dado muito tempo aos cubanos para fazerem isso, porque poucos anos depois o Muro de Berlim caiu e cortou a aorta econômica da ilha pela segunda vez em trinta anos. Além disso, o bloqueio se intensificou.

sábado, 22 de maio de 2010

Direita brasileira é enxotada da manifestação pró-Cuba


A direita brasileira escolheu o dia 20 de Maio, esta quinta-feira, para fazer uma manifestação contrária ao regime de Cuba, mas foram surpreendidos com uma manifestação favorável a ilha. Os cinco manifestantes de direita, liderados pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), foram enxotados pela dezenas de manifestadores que foram prestar solidariedade à Cuba.

Para isso contaram com a ajuda de policiais militares que impediram os atos de agressão ensaiados pelos “ianques”, como foram chamados pelos manifestantes: “Fora ianques”. Eles ainda insistiram nas provocações, passando de carro em frente à Embaixada de Cuba em Brasília, onde se realizava o ato.

Após o encerramento do evento, que durou duas horas de discursos, gritos de palavras de ordem e agitação de bandeiras e exibição de faixas, os manifestantes foram recebidos pelo embaixador cubano, Carlos Zamora, nos jardins da embaixada. Ele quis agradecer pessoalmente ao que considerou “ demonstração de carinho e solidariedade para com a revolução cubana e o que ela significa para todo o mundo.”

A exemplo dos manifestantes, Zamora encerrou sua fala com as palavras de ordem: “A luta de Cuba é a luta do povo”; “Liberdade para os cinco”, “Abaixo o imperialismo”; “Viva José Martí”, “Viva Fidel Castro”. E foi acompanhado ainda nas palavras de “vivas” à “Eterna amizade do povo de Cuba e do povo do Brasil”, encerrando com “Patria ou Muerte”.

Vaias e vivas

Na chegada do grupo de Aleluia, que carregava fotos de presos em Cuba, o vice-presidente do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz), Paulo Guimarães, que estava discursando no carro de som, calou-se para acompanhar a movimentação de chegada e retirada deles, que durou poucos minutos. E depois comemorou: “Foram embora com o rabo entre as pernas, porque não tem inserção social, não tem apoio popular.”

Após a saída do grupo, os manifestantes se revezaram ao microfone para apresentarem palavras de apoio e solidariedade. Guimarães voltou a falar “para prestar solidariedade e apoio a esse povo que tem uma história que honra a humanidade. Esse ato demonstra a representatividade da luta do povo cubano que está centrada no entendimento e solidariedade”, disse.

Campanha midiática

Os manifestantes, a exemplo da coordenadora do Núcleo de Estudos de Cuba (NesCuba) da Universidade de Brasília (UnB), María Auxiliadora César, também se posicionaram contra a campanha midiática das grandes potências que tentam desacreditar a revolução cubana diante do mundo. “Cuba soube resistir porque tem um povo bravo e existem grupos no mundo inteiro que a apoiam, como esse que está aqui agora em Brasília.”

“Na base de mentiras e calúnias, transformam delinqüentes comuns em “presos políticos”, transformam mercenários pagos pelos cofres do Pentágono em “dissidentes”, premiam blogueiros vulgares como se fossem jornalistas e escritores. O centro desta campanha esta na Casa Branca, com o apoio de governos e parlamentares reacionários da União Européia. No Brasil, a campanha é protagonizada pela mídia conservadora e uma minoria de direitistas no Congresso Nacional”, diz o texto distribuído entre os manifestantes.

Graça Sousa, secretária de mulheres da CUT, disse que os movimentos sociais estão alertas para a ofensiva do capitalismo contra a revolução cubana que, a despeito do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, comemora 50 anos. E destacou as principais bandeiras de luta do regime cubano que conta com o apoio e solidariedade dos povos da América Latina: o fim do bloqueio, a devolução do território de Guatanamo e a libertação dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos.

Tilden Santiago, que foi embaixador de Cuba no primeiro Governo Lula, falou sobre a alegria de participar do ato, destacando que a mesma alegria devem sentir Fidel e Raul Castro ao tomar conhecimento de que o povo trabalhador brasileiro defende a revolução.

“A democracia avança na América Latina e avança a resistência dos cubanos que deram suor e sangue contra o imperialismo”, discursou, acrescentando que “se hoje nós temos governos à esquerda em toda a América Latina – Bolívia, Venezuela, Equador e no Brasil -, nós devemos a resistência permanente da revolução cubana, que é a vanguarda do sistema socialista na América Latina.”

segunda-feira, 17 de maio de 2010

BAHIA SE SOLIDARIZA COM CUBA


Realizou-se no último sábado (15 de maio) na cidade de Salvador, Bahia, a primeira Convenção Baiana de Solidariedade a Cuba. Iniciativa da Associação Cultural José Martí e do CEBRAPAZ – Centro Brasileiro de Defesa da Paz, a Convenção foi convocada por 20 entidades do movimento social baiano.

Mais de uma centena de delegados representando sindicatos, partidos políticos, entidades culturais, associativas e os mais diversos setores da sociedade baiana fizeram-se presentes ao evento onde foram discutidos inúmeros temas relativos às relações entre os povos brasileiro e cubano assim como a recente ofensiva midiática contra Cuba.

O primeiro pronunciamento da Convenção coube a Antônio Barreto, Presidente da Associação Cultural José Martí – Bahia que discorreu sobre o bloqueio e a realidade cubana atual. Em seguida falou Socorro Gomes, Presidente do Conselho Mundial da Paz e ex deputada federal, que tratou do atual momento político internacional e fez o lançamento da Campanha Internacional pela desativação das bases militares americanas na América Latina.

Max Altman, jornalista, Presidente do Comitê Paulista em Defesa dos 5 Patriotas e membro da Secretaria de Relações Exteriores do Partido dos Trabalhadores pronunciou-se sobre a questão dos cinco patriotas cubanos presos injustamente nos EUA e discorreu sobre a guerra midiática contra Cuba. Deoclides Cardoso, diretor do Sindicato dos Médicos e membro da Associação José Martí – Bahia falou sobre a ELAM e a solidariedade de Cuba a todos os povos do mundo sobretudo da América Latina e África. Finalizando, o professor Muniz Ferreira, Professor da Universidade Federal da Bahia e membro do PCB, fez uma percuciente análise da conjuntura política internacional e destacou o papel de Cuba como contendor do imperialismo americano.

A Convenção encerrou-se com um ato de solidariedade a Cuba em que fizeram uso da palavra o Deputado Álvaro Gomes; o ex vereador Everaldo Augusto, representando o PcdoB, a vereadora Marta Rodrigues, Presidente do PT em Salvador e Alexis Vega, conselheiro da embaixada de Cuba no Brasil que agradeceu, comovido, a solidariedade dos baianos ao seu povo.





A Convenção foi uma festa cultural e colorida

O encontro contou com as belíssimas apresentações dos Grupos de Dança Artererê e Bcoa, formado por crianças e jovens da Escola Pública Navarro de Brito, localizada no bairro da Liberdade, famoso pela defesa e preservação da cultura negra na Bahia. Uma das coreografias foi criada pelos próprios meninos para homenagear Cuba.

Também a poesia esteve presente na Convenção com a envolvente performance dos poetas Ametista Nunes, Leni Queirós e Sérgio Bezerra que declamaram diversos poemas do poeta cubano José Martí.



Carta da Bahia

Ao final da Convenção os delegados aprovaram por aclamação um programa de lutas e a “Carta da Bahia em Solidariedade a Cuba”. O documento, firmado pelos representantes de mais de 25 entidades do movimento social e partidos políticos, será disponibilizado no blog soucuba.blogspot.com e enviado a todos os deputados baianos bem como a jornalistas e formadores de opinião do Estado da Bahia.



ENTIDADES E PERSONALIDADES DO MEIO POLÍTICO E CULTURAL PRESENTES NA CONVENÇÃO


Associação José Martí Bahia – ACJM-Ba
Centro Brasileiro de Apoio aos Povos e Luta pela Paz - Cebrapaz
Conselho Mundial da Paz - CMP
Partido do Trabalhadores - PT
Partido Comunista do Brasil - PCdoB
Partido Comunista Brasileiro - PCB
Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
Grupo Tortura Nunca Mais
Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe
Federação Trabalhadores Metalúrgicos da Bahia
Conam - Coselho Nacional de Moradia
Confederação Nacional das Associações de Bairros
Federação Baiana de Associações de Bairros
Sindicato dos Bancários da Bahia
Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia - Ba
Sindicato dos Médicos da Bahia - Sindimed - Bahia
Sindicato dos Rodoviários da Bahia
Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia - Sinposba
S indicato dos Portuários de Salvador
Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Salvador - Sintracon
União de Negros pela Igualdade - UNEGRO
União Brasileira de Mulheres
União da Juventude Socialista
Deputado Alvaro Gomes -PcdoB
Vereadora Marta Rodrigues - PT
Representação da Deputada Federal Alice Portugal - PCdoB
Representação do deputado estadual Javier Alfaia - PCdoB
Grupo Cultural BCOA da Escola Técnica Estadual Luis Navarro de Brito
Grupo Cultural Artererê da Escola Técnica Estadual Luis Navarro de Brito
Poetisas Ametista Nunes e Leni Queirós e o poeta Sérgio Bezerra

sábado, 8 de maio de 2010

Movimento social brasileiro repudia campanha anticubana


Duas centenas de lideranças e ativistas de movimentos políticos e sociais brasileiros reuniram-se, na Câmara Municipal de São Paulo, na última quinta-feira (06), para condenar a campanha de difamação contra Cuba e expressar solidariedade ao povo cubano e à sua liderança. O ato foi promovido pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz – Cebrapaz – e pelos vereadores Jamil Murad e Netinho de Paula, do PCdoB.

O diplomata cubano Lázaro Mendez, que assume na próxima semana o cargo de cônsul geral de Cuba em São Paulo, ficou surpreso com a presença maciça de movimentos de trabalhadores e entidades organizadas durante o ato.

“Eu me sinto bem e sei que posso trabalhar porque terei a quem chamar e em quem me apoiar”, afirmou Mendez, referindo-se aos representantes de entidades estudantis, sindicatos, movimentos de mulheres e trabalhadores do campo e da cidade presentes no evento. Mendez substitui Carlos Trejo que comandou o consulado da capital paulista por seis anos.

Carlos Trejo, por sua vez, agradeceu a iniciativa dos vereadores do PCdoB, Jamil Murad e Netinho de Paula, e do Cebrapaz, enfatizando a importância do apoio brasileiro não apenas para a causa cubana, mas para toda a América Latina.

“Para nós, cubanos, a luta pela vida tem valor incalculável”, declarou Trejo. Ele disse que “em Cuba um operário não morre de fome porque os operários estão no governo como estão os estudantes, os intelectuais e as mulheres”. Ele lembrou ainda que existe um debate em curso naquele país para se caminhar para um socialismo eficiente.

Solidariedade

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Cônsul cubano visita Jamil e confirma presença em ato amanhã

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) irá promover no próximo dia 6 de maio (quinta-feira), na cidade de São Paulo, um ato em apoio a Cuba. O ato é organizado em conjunto com os vereadores do PCdoB, Jamil Murad e Netinho de Paula. Nesta semana o cônsul de Cuba em São Paulo, Carlos Trejo, visitou o vereador Jamil Murad e confirmou presença no ato desta quinta-feira (6/5)

Na semana em que a Câmara Municipal de São Paulo recebe um evento em solidariedade à Cuba, o atual cônsul daquele país em São Paulo, Carlos Trejo, acompanhado de Lázaro Mendez, que assumirá o consulado na próxima semana, realizou uma visita de cortesia aos vereadores Jamil Murad e Netinho de Paula, ambos do PCdoB, e realizadores da manifestação na casa.

Os dois representantes cubanos confirmaram presença no ato que acontece no dia 6 de maio, na Câmara, em desagravo aos ataques que Cuba vem recebendo da Casa Branca, do parlamento europeu, do Senado brasileiro e de conglomerados de mídia. Aberta ao público, a atividade é realizada em parceria com o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz).

Solidariedade

No mês de abril o vereador Jamil Murad (PCdoB) participou de um ato em frente ao consulado cubano contendo militantes da União Geral de Trabalhadores (UGT) que ameaçavam invadir o consulado. Na ocasião, Jamil afirmou que resistir e defender o consulado de Cuba é reafirmar a soberania dos países. “Estamos cumprimos nosso papel. Defender o consulado e também defender o povo brasileiro”, comentou Jamil.


Na ordem, Lázaro Mendez (esq), Jamil Murad, Netinho de Paula e Carlos Trejo
O ato de quinta-feira integra uma série de atividades que estão sendo realizadas pelo Brasil pró-Cuba. O Cebrapaz divulgou nota em que repudia as agressões conservadoras contra Cuba e denuncia “o caráter imperialista, a ingerência e a hipocrisia que cercam os discursos exaltados”, diz o texto.

Para o secretário de comunicação do Cebrapaz, José Reinaldo de Carvalho, o evento na Câmara demonstra o caráter democrático do legislativo paulista e da bancada que apoiou a iniciativa. “Cuba é símbolo da revolução na América Latina é dever de todo militante social demonstrar solidariedade com esse e outros povos agredidos pelo socialismo”, declarou José Reinaldo.

sábado, 1 de maio de 2010

Um vigoroso não à campanha reacionária contra Cuba


Cubanos de diferentes gerações deixaram hoje suas casas mais cedo que o habitual, com o objetivo de celebrar o Dia Internacional dos Trabalhadores na praça da Revolução desta capital.

No contexto de uma campanha midiática internacional impulsionada pelos centros de poder dos Estados Unidos e da Europa para desacreditar ao país, os havanenses reafirmam uma vez mais o apoio à Revolução.


Cuba está unida

Vermelho, azul e branco, as cores da bandeira da maior das Antilhas, distinguem a vestimenta dos participantes no local emblemático, palco de enormes demonstrações de apoio ao processo iniciado no dia 1o de janeiro de 1959.

Vários dos agitados transeuntes levam cartazes com frases alegóricas à comemoração, gritam palavras de ordem patrióticas e mostram imagens de destacados lutadores nacionais e estrangeiros.

"Voltaremos a dizer a nossos inimigos que Cuba está unida junto a seus dirigentes, decide sobre sua vida própria, não aceita chantagens e quer a paz para todos a nível mundial", comentaram à Prensa Latina dois jovens da Universidade de Havana.

Solidariedade internacional

O Dia Internacional dos Trabalhadores representa também outro motivo para que os amigos de Cuba demostrem seu apoio a esta nação e compartilhem a alegria com seus habitantes. Segundo cifras oficiais, mais de 1.300 dirigentes e membros de grupos e movimentos de solidariedade à Ilha estão junto aos trabalhadores e povo cubanos.

Esses convidados, indicam os dados, provém de 56 países e 159 organizações sindicais, brigadas e forças de amizade com destaque ao número de representantes das delegações do Uruguai, França, Espanha e Estados Unidos.

A manifestação reuniu centenas de milhares de pessoas num pronunciamento vigoroso contra a campanha insidiosa, liderada pelos EUA, que vem sendo movida contra a revolução cubana, que completou 51 anos em janeiro deste ano.

Extraído do Vermelho.

São Paulo promove ato de solidariedade a Cuba



O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) irá promover no próximo dia 6 de maio (quinta-feira), na cidade de São Paulo, um ato em apoio a Cuba. No panfleto que convoca a atividade, mensagem assinada pela presidente do Cebrapaz, Socorro Gomes, denuncia a campanha deflagrada "pelos setores mais conservadores da comunidade internacional" contra Cuba.

A atividade de solidariedade ao povo cubano será realizada na Câmara Municipal de São Paulo, convocada pelos vereadores Jamil Murad e Netinho de Paula, ambos do PCdoB.

A manifestação, aberta ao público em geral, defenderá a autodeterminação e a soberania dos povos, além de reafirmar a luta histórica do povo cubano por justiça social e contra as desigualdades.

O texto do material foi extraído de nota do Cebrapaz, publicada em 18 de março deste ano, em repúdio "à escalada conservadora contra Cuba". Confira a íntegra da nota assinada por Socorro Gomes, que é também presidente do Consleho Mundial da Paz (CMP):

"CEBRAPAZ REPUDIA A ESCALADA CONSERVADORA CONTRA CUBA

No ano do 51º aniversário da Revolução Cubana — marco da luta latino-americana pela autodeterminação dos povos —, os setores mais conservadores da comunidade internacional deflagraram nova campanha contra Cuba. A escalada teve como estopim a morte, em 23 de fevereiro, de Orlando Zapata Tamayo — um cubano de 42 anos, detido nos marcos da legalidade por “delinquência comum” (e não um “preso político” nem “dissidente”), que estava em greve de fome havia 85 dias.

As agressões partem desde a Casa Branca, o Parlamento Europeu e da base conservadora do Senado brasileiro até os conglomerados midiáticos, passando pelas famigeradas ONGs tão subservientes aos interesses imperialistas. Com muitas insinuações — mas sem apresentarem um único indício de tortura, sequestro e desaparecimento em Cuba —, levantam a grita para clamar por sanções econômicas e, no limite, intervenções no regime cubano. A Guillermo Fariñas Hernández, outro cidadão cubano em greve de fome — mas já solto, livre! —, o governo propôs até uma licença de emigração para a Espanha, recusada por ele e, claro, pelas forças subversivas que lhe dão apoio.

O excesso de cinismo desses grupos não mereceu respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que com razão comparou o status jurídico desses supostos “dissidentes” ao de rebelados em unidades prisionais de São Paulo. Declarou ainda que o governo brasileiro se relaciona diretamente com outros governos, e não com seus presos.

Da mesma forma, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) repudia a ofensiva anticubana. Denuncia o caráter imperialista, a ingerência e a hipocrisia que cercam os discursos exaltados. Tudo se dá sob uma denúncia de pretensa violação dos direitos humanos, da qual até o Itamaraty e o governo brasileiro seriam cúmplices — apenas por respeitarem o princípio de soberania nacional.

A quem interessa a manobra para pressionar Lula e o Brasil a rasgarem suas biografias e, de uma hora para outra, se posicionarem como sabujos dos interesses do imperialismo estadunidense, da intromissão, da política de terrorismo de Estado? Por que a grande mídia brasileira e a oposição a Lula, liderada pelo PSDB, esbravejam com ardor para desestabilizar uma pequena e pobre nação caribenha, mas ignoram a prolongada e repugnante ocupação do Iraque e do Afeganistão? Sem contar a complacência com Israel e sua criminosa política de Estado contra os palestinos.

As mesmas forças contrárias a Cuba apoiam, em contrapartida, a instalação de bases navais americanas e a retomada da 4ª Frota no continente, fazem vista grossa à manutenção da prisão de Guantánamo, afrouxam o tom contra as guerras no Iraque e no Afeganistão, continuam a chancelar o golpe de Estado em Honduras, entre outros descalabros. Sequer mencionam os cinco cubanos patriotas e contraterroristas que estão ilegalmente presos nos Estados Unidos, sem direito à defesa, sob critérios abusivos.

É preciso apoiar a luta histórica do povo cubano pelo novo mundo e pela justiça social, contra as desigualdades, a fome e a opressão. Há cinco décadas, Cuba convive com um criminoso bloqueio econômico, que exaure — este, sim — a dignidade humana e põe 11 milhões de pessoas sob ameaça de asfixia.

Abaixo a escalada de agressões a Cuba, a intromissão e o bloqueio econômico!
Viva a heroica resistência do povo cubano em luta por autodeterminação e soberania.

Socorro Gomes,
Presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz"

Serviço:
Ato em Solidariedade ao Povo Cubano
Data: 6 de maio
Horário: 19h
Local: Câmara Municipal de São Paulo – Auditório Prestes Maia
(Viaduto Jacareí, nº 100 – Centro – São Paulo – SP)

De São Paulo, Luana Bonone

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Guerra contra Cuba: novos orçamentos e a mesma premissa

Os presidentes em Washington vão e vêm, mas o princípio das relações exteriores dos Estados Unidos é o mesmo: descarrilar os governos que se atrevem a defender a soberania nacional e destruir qualquer revolução que se aventure em um mundo diferente do programado por eles. As armas usadas pelos EUA na ofensiva contra Cuba evoluíram ao longo dos últimos 50 anos, mas a guerra é a mesma.

 Por José Pertierra*, em Cuba Debate


Como artefato de subversão na ilha, os cubanólogos de Washington e Miami querem construir um suposto movimento social e político plantado, irrigado e colhido nos EUA. Mas um genuíno movimento nacional político não se fabrica em capital inimiga. Os partidos e os movimentos não se exportam como mercadorias, porque um partido político não se compra e se vende como se fosse uma lata de salsichas.

Desde que George W. Bush assumiu a presidência dos EUA, em 2001, o orçamento para a criação de uma oposição social em Cuba, aliada aos interesses de Miami e da Casa Branca, aumentou astronomicamente: de 3,5 milhões de dólares em 2000 para 45 milhões em 2008. Em 2003, Bush criou uma comissão para prestar " assistência a uma Cuba democrática".

Esta comissão apresentou um documento de mais de 400 páginas no qual propõe "identificar meios adequados para pôr fim rapidamente ao regime cubano e organizar a transição". A política do presidente Barack Obama segue o padrão da comissão e do orçamento criado por sua recomendação: "Tomar medidas dirigidas ao treinamento, desenvolvimento e fortalecimento da oposição e da sociedade civil cubana".

Como a guerra contra Cuba é uma indústria em Miami, os mais beneficiados por esse projeto foram os que administravam a verba a partir da Flórida. Uma auditoria do tribunal de contas dos EUA em 2006 concluiu que a fortuna havia sido dissipada pelos grupos em Miami. Por exemplo, usaram o dinheiro para comprar chocolates Godiva, latas de carne de caranguejo e Nintendo Game Boys. Em 2008, o diretor de um dos grupos admitiu ter roubado quase 600 mil dólares, antes de renunciar para assumir um cargo político na Casa Branca do presidente Bush.

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terça-feira, 27 de abril de 2010

Eleições cubanas tiveram ampla participação popular


Os meios de comunicação cubanos informaram nas suas edições desta segunda-feira (26), sobre o processo de eleições municipais transcorrido na Ilha neste domingo, 25, destacando a participação de 8 milhões dos 8,5 milhões de eleitores inscritos e o ambiente de tranqüilidade. Foi a 14ª eleição deste tipo desde que se estabeleceu o Poder Popular em 1976.

 
Um total de 8.084.419 pessoas exerceram o direito de voto para eleger os delegados às Assembléias Municipais do Poder Popular (governos locais), de acordo com os dados preliminares da Comissão Eleitoral Nacional.

A capa do jornal Granma, órgão do Partido Comunista Cubano, que dedica quatro das suas oito páginas ao tema eleitoral, destaca a foto de uma integrante da mesa quando depositou o voto do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro e outra do presidente Raúl Castro, no momento em que votava.

Entre os 37.766 candidatos nos 169 municípios, 35,76% são mulheres, 60,9% são atualmente delegados às Assembléias Municipais e três quartos nasceram com a Revolução de 1959. As listas de candidatos contam ainda com 41,3% de negros e mestiços e 87,3% tem o ensino médio completo ou formação universitária.

Das eleições deste domingo e do próximo, quando se realiza o segundo turno, sairão eleitos 15.093 delegados às Assembléias Municipais. O segundo turno ocorrerá nas circunscrições eleitorais em que nenhum candidato tenha alcançado metade mais um dos votos válidos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Jornalista francês desmascara blogueira cubana em entrevista

Matéria extr5aída dos sítios Vermelho e Rebelion


Ferrenha opositora do governo cubano, a blogueira Yoani Sánchez concedeu uma entrevista ao jornalista francês Salim Lamranium, na qual cai em contradição diversas vezes. Especialista em assuntos relacionados à ilha, ele conseguiu colocá-la contra a parede e expor a fragilidade dos argumentos da cubana. Veja abaixo.

Yoani Sánchez é a nova personalidade da oposição cubana. Desde a criação de seu blog, Generación Y, em 2007, obteve inúmeros prêmios internacionais: o prêmio de Jornalismo Ortega y Gasset (2008), o prêmio Bitacoras.com (2008), o prêmio The Bob's (2008), o prêmio Maria Moors Cabot (2008) da prestigiada universidade norte-americana de Colúmbia. Do mesmo modo, a blogueira foi escolhida como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo pela revista Time(2008), em companhia de George W. Bush, Hu Jintao e Dalai Lama.

Seu blog foi incluído na lista dos 25 melhores do mundo do canal CNN e da Time(2008). Em 30 de novembro de 2008, o diário espanhol El País a incluiu na lista das 100 personalidades hispano-americanas mais influentes do ano (lista na qual não apareciam nem Fidel Castro, nem Raúl Castro). A revista Foreign Policy, por sua vez, a considerou um dos 10 intelectuais mais importantes do ano, enquanto a revista mexicana Gato Pardofez o mesmo para 2008.

Esta impressionante avalanche de distinções simultâneas suscitou numerosas interrogações, ainda mais considerando que Yoani Sánchez, segundo suas próprias confissões, é uma total desconhecida em seu próprio país. Como uma pessoa desconhecida por seus vizinhos - segundo a própria blogueira - pode integrar a lista das 100 personalidades mais influentes do ano?

Um diplomata ocidental próximo desta atípica opositora do governo de Havana havia lido uma série de artigos que escrevi sobre Yoani Sánchez e que eram relativamente críticos. Ele os mostrou à blogueira cubana, que quis reunir-se comigo para esclarecer alguns pontos abordados.

O encontro com a jovem dissidente de fama controvertida não ocorreu em algum apartamento escuro, com as janelas fechadas, ou em um lugar isolado e recluso para escapar aos ouvidos indiscretos da "polícia política". Ao contrário, aconteceu no saguão do Hotel Plaza, no centro de Havana Velha, em uma tarde inundada de sol. O local estava bem movimentado, com numerosos turistas estrangeiros que perambulavam pelo imenso salão do edifício majestoso que abriu suas portas no início do século XX.

Yoani Sánchez vive perto das embaixadas ocidentais. De fato, uma simples chamada de meu contato ao meio-dia permitiu que combinássemos o encontro para três horas depois. Às 15h, a blogueira apareceu sorridente, vestida com uma saia longa e uma camiseta azul. Também usava uma jaqueta esportiva, para amenizar o relativo frescor do inverno havanês.

Foram cerca de duas horas de conversa ao redor de uma mesa do bar do hotel, com a presença de seu marido, Reinaldo Escobar, que a acompanhou durante uns vinte minutos antes de sair para outro encontro. Yoani Sánchez mostrou-se extremamente cordial e afável e exibiu grande tranquilidade. Seu tom de voz era seguro e em nenhum momento ela pareceu incomodada. Acostumada aos meios ocidentais, domina relativamente bem a arte da comunicação.

Esta blogueira, personagem de aparência frágil, inteligente e sagaz, tem consciência de que, embora lhe seja difícil admitir, sua midiatização no Ocidente não é uma causalidade, mas se deve ao fato de ela preconizar a instauração de um "capitalismo sui generis" em Cuba.

Para a entrevista completa clique abaixo: