terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

TVE DA BAHIA PODERÁ RETRANSMITIR TELESUR


Representantes da TV Educativa da Bahia, da Telesur e da ACJM-Bahia

Em 04 de fevereiro, Pola Ribeiro, direitor do IRDEB (Instituto de Radidifusão do estado da Bahia) reuniu-se com Beto Almeida, diretor da Telesur com vistas a um possível acordo para retransmissão de jornais e filmes da Telesurtv pela TV Educativa da Bahia e fornecimento de audiovisuais baianos para serem exibidos pela Telesur.

O acordo representará um grande passo para a integração latino-americana uma vez que colocará a Bahia, um dos mais importantes estados brasileiros, em permanenente contato e troca de conteúdos audiovisuais com os países que compõem a ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas).

Os baianos terão sua TV pública enriquecida com conteúdos vindos de diversos países da América Latina e os países que recebem o sinal da Telesur conhecerão cada vez a realidade e a cultura baiana.

À reunião estiveram presentes, além dos administradores da TVE Bahia, Izzadora Brito e Antonio Barreto, representando a Associação Cultural José Martí.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Prisão dos 5 cubanos nos EUA é lembrada na homenagem a José Martí

O encarregado de negócios de Cuba, Sergio Martinez Rodrigues, disse que os cinco cubanos presos a mais de 12 anos nos Estados Unidos “pelo delito de defender sua pátria” sofrem em condições subumanas. Ele afirmou que os jovens representam toda a dimensão do patriotismo do povo da Ilha e o pensamento de liberdade de José Martí, para quem foi feita uma homenagem neste sábado (29), na Praça Panteão dos Heróis, em Brasília, pelos 158 anos de nascimento do herói da Independência de Cuba.



A homenagem, que nos anos anteriores contava com a presença de poucos residentes de Cuba em Brasília e algumas entidades do movimento social, reuniu mais de 150 pessoas e teve um caráter institucional devido o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF).



O governador Agnelo Queiroz (PT) compareceu ao evento e anunciou que a Praça, onde estão os bustos de José Martí e Simon Bolívar, será recuperada para que melhor receba os visitantes. Ao lado de Camila e Pablo, duas crianças cubanas residentes em Brasília, ele depositou flores em frente ao busto de Martí.



“Junto com todos vocês, que representam a sociedade brasileira, venho manifestar o prazer de rendermos essa homenagem a esse grande revolucionário, filosofo, poeta, intelectual e uma grande referência para todos os povos do mundo que é José Martí”, discursou Agnelo.



Ele destacou que a melhor forma de prestar a homenagem ao herói da independência cubana é estreitar o relacionamento entre Cuba, Brasil e todos os países da América Latina.



Prisão dos 5 cubanos



Sergio Rodrigues, representante da embaixada em Brasília, disse que o sonho de Martí pela integração da América Latina estava representado na relação entre Cuba e o Brasil. Agradeceu a solidariedade do país contra a prisão ilegal nos EUA dos cubanos René González, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Gerardo Hernández e Fernando González.



“Esses jovens continuam submetidos à condição de castigo e em situação subumanas, sem o respeito aos mais elementares direitos humanos. Esses jovens encontram na sociedade brasileira apoio incondicional. Esperamos que haja Justiça e eles possam regressar a sua pátria”, disse.



O representante afirmou que eles estão presos por defenderem a pátria em razão de denunciar grupos terroristas radicados no EUA que atuavam para derrubar o governo cubano. Eles reuniram em Miami documentos e fitas que comprovavam a ação terrorista contra a Ilha.



Presente ao evento, a presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, disse que a campanha mundial em defesa da libertação dos cinco cubanos se amplia cada vez mais.



Segundo ela, no Brasil a situação não é diferente com o crescente apelo feito no parlamento e por diversas entidades do movimento social. “Nós temos consciência que só assim vamos conquistar a libertação deles”, disse.



Diversas entidades do movimento social, partidos e parlamentares compareceram ao evento. Entre os quais estavam o Núcleo de Estudos Cubanos da UnB, Associação de Cubanos Residentes no Brasil, Cebrapaz, CNBB, PT, PSB, PSOL, PCdoB, UJS, UNE, UBES, Comitê de Defesa da Revolução Cubana, CUT, DCE da UnB e Via Campesina.



Extraído do site Vermelho.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cuba registra vacina terapêutica contra o câncer de pulmão

Pesquisadora cubana


Cuba registrou a primeira vacina teraupêutica contra o câncer de pulmão, após testar sua eficácia em mais de mil pacientes sem que tenham ocorrido efeitos colaterais, informou nesta segunda-feira (10) uma autoridade científica.

"Foram mais de 15 anos de pesquisas", disse ao semanário ''Trabajadores'' Gisela González, chefe do projeto desta vacina - denominada Cimavax-EFG -, cujo objetivo é transformar o câncer de pulmão avançado em uma doença crônica controlável.



O registro permite usar a vacina maciçamente no país, bem como nos mil pacientes aos quais foi administrada durante os testes, e "atualmente seu registro avança em outras nações", disse a especialista.



"Uma vez que o paciente termina o tratamento com radioterapia ou quimioterapia e é considerado um paciente terminal sem alternativa terapêutica, neste momento é aplicada a vacina, que ajuda a controlar o crescimento do tumor sem toxicidade associada, e pode ser usada como um tratamento crônico que aumenta a expectativa e a qualidade de vida do paciente", ressaltou.



A vacina "está baseada em uma proteína que todos temos: o fator de crescimento epidérmico", acrescentou González.



"Igualmente se avalia a forma de empregar o princípio desta vacina em outros tumores sólidos (em próstata, útero e mama), que podem ser alvo deste tipo de terapia. Existem resultados importantes, mas é preciso esperar", concluiu.



Fonte: Vermelho

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado




Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente. Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, destroçado pelo terremoto e pela cólera. Enquanto isso, a ajuda prometida pelos EUA e outros países.O artigo é de Nina Lakhani, do The Independent.



Por Nina Lakhani - The Independent


Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses herois são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.



Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.



Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250.000 pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados. De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.



Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente, deixando claro que o Haiti está se esforçando para lidar com a epidemia que já matou centenas de pessoas.



Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latinoamericana de Medicina em Cuba (Elam), um dos programas médicos mais radicais do país. Outros 400 estão sendo treinados na escola, que oferece ensino gratuito - incluindo livros gratuitos e um pouco de dinheiro para gastar - para qualquer pessoa suficientemente qualificada e que não pode pagar para estudar Medicina em seu próprio país.



John Kirk é um professor de Estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: "A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado".



Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto, seguido por uma equipe de 50 a Argélia em 1963. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução.



Os médicos itinerantes têm servido como uma arma extremamente útil da política externa e econômica do governo, gahando amigos e favores em todo o globo. O programa mais conhecido é a "Operação Milagre", que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanos em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.



A Brigada Henry Reeve, rejeitada pelos norteamericanos após o furacão Katrina, foi a primeira equipe a chegar ao Paquistão após o terremoto de 2005, e a última a sair seis meses depois.



A Constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, quando possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o professor Kirk. "Isso permite que os médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, possam ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender mais sobre as doenças e condições que apenas estudaram. É também uma obsessão de Fidel e ele ganha votos na ONU".

Política se discute e muito, em Cuba


Augusto César Petta *

Conforme já escrevi em artigo anterior, estive recentemente em Havana, juntamente com o Secretário-Adjunto de Relações Internacionais da CTB João Batista Lemos para participar de uma reunião de Centrais Sindicais componentes do Encontro Sindical Nossa América–ESNA e de Centros de Formação e Investigação.

Após a reunião que demorou 3 dias, tive a oportunidade de ficar mais dois, mantendo contato com cubanos, percorrendo algumas ruas da cidade de Havana. Chamou muito minha atenção o fato dos cubanos conversarem fluentemente sobre política. Fiquei com a nítida impressão que a mesma intensidade com que nós, brasileiros, conversamos sobre futebol, em Cuba fala-se sobre política. Bastava dizer que era brasileiro, imediatamente, as pessoas se referiam a Dilma e Lula. E demonstravam muita vibração com a vitória de Dilma nas eleição de outubro. Consideram Lula um amigo de Cuba e acham fundamental o avanço das posições progressistas no Brasil, por entenderem que o nosso país pela importância no cenário internacional , desempenha um papel estratégico revolucionário fundamental na construção da América socialista.

Uma mulher vendedora de livros numa banca de uma praça, não filiada ao Partido Comunista, me disse que os cubanos estudam muito e fazem questão que os filhos estudem também. E, por isso, conhecem um pouco da cultura dos outros países. Estávamos perto de uma fortaleza e ela logo foi explicando que a fortaleza havia sido construída há muito tempo, para defender Cuba de invasores. “Não pense que a cobiça de outros povos começou recentemente. Desde há muito, Cuba é alvo de interesses. Mas, nós somos fortes e enfrentamos as maiores adversidades. É difícil enfrentar o bloqueio dos Estados Unidos, mas nós venceremos e manteremos o socialismo”.

Fui recebido no Aeroporto de Havana, por um diretor da Central dos Trabalhadores de Cuba – CTC, que me surpreendeu com o nível de conhecimento que tem sobre o Brasil. Primeiro perguntou sobre Dilma e Serra, depois se referiu à vitória de Tarso Genro no Rio Grande do Sul e a derrota de Ana Júlia no Pará. Disse que já havia estado no Brasil algumas vezes e conhecia São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Belém e algumas cidades importantes do Nordeste. Depois, tive conhecimento que vários diretores da CTC estudam a história e a conjuntura atual de diversos países, entre eles o Brasil.

É muito interessante observar como vai se desenvolvendo o nível de politização do povo, no socialismo. Lá não cabe aquela famosa expressão “política não se discute”, expressão que, quando colocada em prática, contribui para fortalecer os interesses das classes dominantes e para alienar as classes dominadas.

As escolas de formação política e sindical proliferam-se em várias cidades do país. Os dirigentes sindicais são estimulados a fazer cursos de formação. Prática, teoria e prática enriquecida constituem-se na base da didática dos cursos ministrados. Os professores estimulam os sindicalistas a falar, nas aulas, sobre a prática que desenvolvem, para simultaneamente dissertar sobre a teoria que ilumina essa prática; dessa forma, os sindicalistas enriquecem sua prática a partir da teoria apreendida.

Aqui, no Brasil, cabe a todos nós, que temos consciência da necessidade da ação transformadora que tem como objetivo estratégico a conquista do socialismo, trabalhar para que os trabalhadores e trabalhadoras tenham cada vez, consciência política desenvolvida e simultaneamente desenvolvam uma prática conseqüente.

Extraído do sítio Vermelho

sábado, 18 de dezembro de 2010

Fidel Castro: As mentiras de Bill Clinton



Realmente me dá pena ter de desmenti-lo. Hoje, não é mais que um homem de aspecto bonachão consagrado ao legado histórico, como se a história do império e — inclusive algo mais importante: o destino da humanidade —, estivesse garantido para além de algumas dezenas de anos, sem que na Coreia, Irã ou qualquer outro ponto de conflito tenha início uma guerra nuclear.

Como é conhecido, a Organização das Nações Unidas o designou seu "enviado especial" no Haiti


Bill Clinton — que foi presidente dos Estados Unidos depois de George H. W. Bush e antes de George W. Bush — por um zelo político ridículo, impediu que o ex-presidente Jimmy Carter participasse nas negociações com Cuba sobre a questão da migração, promoveu a Lei Helms-Burton e foi cúmplice das ações da Fundação Cubano-Americana contra nossa pátria.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Frei Beto: Revolução Cubana se move criticamente sobre si mesma


Frei Beto: um grande amigo de Cuba

Por Frei Betto*


Em 2011 se completarão 30 anos da minha primeira visita a Cuba. Eu trabalhava no Brasil com o método de Paulo Freire. Queria trazer a Cuba essa contribuição, estava convencido da importância política da metodologia da educação popular. Quando cheguei, havia preconceitos não só para com esta metodologia, mas também em relação à figura de Freire. Seu primeiro livro tinha causado certo receio entre os companheiros do Partido Comunista de Cuba.

Um marxista cristão, soava então contraditório: o marxismo era considerado uma fé e não se podia ter duas.

Então propus em Havana um Encontro Latino-Americano de Educação Popular. Os cubanos prepararam tudo; mas no encontro não havia nem um cubano. Dois anos depois, consegui que a Casa das Américas organizasse um segundo encontro. Vários cubanos compareceram como meros assistentes, diziam que em Cuba tudo era educação popular e não havia necessidade de ter uma equipe para isso. No terceiro encontro, a participação cubana já foi ativa. Assim surgiu a equipe do Centro Martin Luther King.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cúpula Ibero-americana exige que os EUA encerrem bloqueio contra Cuba

Foto oficial da XXª Cúpula Latino-americana



Na 20ª Cúpula Ibero-Americana, em Mar del Plata, na Argentina, os chefes de Estado e do Governo reiteraram neste sábado sua exigência aos Estados Unidos para que coloquem um ponto final no bloqueio a Cuba.

"Pedimos que os Estados Unidos da América coloquem fim ao bloqueio", diz o documento que exige que Washington cumpra com as 19 sucessivas resoluções aprovadas na Assembleia Geral das Nações Unidas ordenando o fim do bloqueio contra a Ilha.

O documento qualifica de inaceitável a aplicação dessas medidas coercitivas unilaterais, as quais afetam o bem-estar dos povos e seu acesso e desfrute pleno dos benefícios da cooperação internacional.

Também refere-se aos obstáculos que isso causa à concretização do que é o lema desta Cúpula, ou seja, a Educação para a inclusão social, além de afetar os processos de integração.

A declaração reitera a enérgica rejeição à aplicação de medidas unilaterais, como a Lei Helms-Burton, e exorta os Estados Unidos a eliminarem e cumprirem as sucessivas resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas, pondo fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba.

O comunicado é uma reafirmação e atualização de textos aprovados nas cúpulas de Salamanca em 2005, Montevidéu em 2006, Santiago do Chile em 2007, San Salvador em 2008 e Estoril em 2009.

A declaração final da cúpula de Mar del Plata, que tem como lema "Educação para a inclusão social", inclui também uma cláusula democrática contra tentativas golpistas na região, entre outros pontos.

Do Vermelho e Portal Terra

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Atilio Borón: Cuba e a hora da mudança






Em Cuba se está efetivando um grande debate sobre o futuro econômico da ilha. Entre os cubanos se fez presente a convicção de que o atual sistema econômico, inspirado no modelo soviético de planejamento ultra-centralizado, encontra-se exaurido. Como advertiram Fidel e Raúl, sua permanência compromete a sobrevivência da Revolução. Se se quer salvá-la será necessário abandonar um sistema de gestão macroeconômica que, de forma clara, já passou a melhor vida.



Por Atilio A. Borón (extraído do Portal Vermelho)

A experiência histórica tem mostrado que a irracionalidade e desperdício dos mercados podem ocorrer em uma economia totalmente controlada pelos planejadores estatais, que não estão a salvo de cometer erros grosseiros, que produzem irracionalidades e desperdícios que afetam o bem-estar da população.



Exemplos: em um país com um déficit habitacional tão grave como Cuba, a agência estatal encarregada das construções tem registrado 8 mil pedreiros e 12 mil pessoas dedicadas à segurança e guarda dos depósitos das empresas de construção do Estado.



Ou que os relatórios oficiais revelem que 50% da área agrícola da ilha não está sendo cultivada, em um país que deve importar entre 70 e 80% dos alimentos que consome. Ou que quase um terço da safra é perdida devido a problemas de coordenação entre os produtores (sejam eles agências governamentais, cooperativas agrícolas ou outras empresas), as empresas de armazenagem e seleção e os serviços de transporte do Estado, que devem levar as colheitas até os grandes centros de consumo.


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domingo, 28 de novembro de 2010

Juventud Rebelde: As linhas do futuro de Cuba


Desde a publicação, há alguns dias, do Projeto de Orientações da Política Econômica e Social a ser discutido no VI Congresso do Partido Comunista de Cuba, muitas esquinas estão fervilhando com o debate sobre esse tema por toda a nação. O simples fato de o projeto ter sido procurado nas prateleiras com bastante avidez mostra a grande expectativa que os temas listados no documento suscitou em toda Cuba.



E não é para menos. O propósito de se planejar em profundidade revisar os caminhos econômicos e sociais que regerão o país nos próximos anos, e não fazê-lo apenas na sessão final do Congresso, mas envolvendo todo o povo, é, para muitos, motivo de estímulo.



Ninguém quer "ficar de fora" em dar sua opinião. E todos os consultados por Juventud Rebelde disseram se sentirem "tocados" por alguma das "orientações", como o projeto ficou conhecido pelas pessoas na rua.

Leia o restante da matéria clicando abaixo.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cebrapaz condena massacre no Saara

Acampamento do povo saharauí


O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) organização membro do Conselho Mundial da Paz, vem a público repudiar a brutal agressão realizada pelo Marrocos aos acampamentos saarauis.

Na madrugada deste dia 09 de novembro, as forcas de repressão da monarquia do Marrocos, reprimiram brutalmente uma manifestação pacífica do povo saaraui.

Tratava-se de um acampamento montado a 20 quilômetros de El Aaiún, capital da Republica Árabe Saaraui Democrática (RASD), ocupada pelo Marrocos. O acampamento composto de mais de 7 mil tendas, foi completamente destruído. Existem notícias de mortes e mais de 65 detidos.

Esta foi a maior manifestação realizada pelo povo saarauri desde o fim da guerra entre a Frente Polisário e o Marrocos em 1991. Desde este momento, espera-se pela realização de uma consulta onde se determinará se os saharauis preferem manter-se sob o domínio do Marrocos ou constituir uma república independente.

A repressão que levou a mortes e a inúmeras detenções ocorreu no mesmo dia em que estava marcada na sede das Nações Unidas a retomada das negociações entre o Marrocos e a Frente Polisário, para a realização do referendo, em uma clara demonstração de que ao Marrocos não interessa a realização de dita consulta.

O Cebrapaz soma-se às demais forças defensoras da paz e da autodeterminação dos povos, no apelo a que os organismos internacionais se mobilizem frente a esta grave situação. O silêncio da União Europeia e da Espanha os torna cúmplices dos atos ocorridos en El Aaiún.

Desde o Brasil exigimos o fim das hostilidades e da agressão ao povo saaraui e nos solidarizamos com sua luta pela autodeterminação.

Viva a luta do povo saaraui!
Pela Autodeterminação dos Povos!


Socorro Gomes, pela diretoria do Cebrapaz — Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cuba aprofunda negócios com Brasil e Venezuela

 

 

Cuba realiza negócios com seus dois principais sócios econômicos na América Latina, Brasil e Venezuela, com o objetivo de ampliar o comércio e o investimento em projetos estratégicos como o petróleo e os portos, informaram nesta quinta-feira autoridades do governo.

Os intercâmbios comerciais são realizados nesta semana na XXVIII Feira Internacional de Havana, na qual participam cerca de 2 mil empresas de 57 países.

Sobre a relação da ilha com o Brasil, o vice-ministro de Comércio Exterior de Cuba, Orlando Hernández, indicou que o fluxo comercial bilateral entre os países alcançou 300 milhões de dólares no fim do terceiro trimestre de 2010.

Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, velho amigo do ex-presidente Fidel Castro, o Brasil se converteu no segundo sócio comercial de Cuba na América Latina e os dois países assinaram projetos de cooperação na produção de fármacos, vacinas e energia renovável.

Também criaram uma empresa mista para a modernização e ampliação do Porto de Mariel, 50 km a oeste de Havana, para o qual Brasil concedeu um empréstimo de 300 milhões de dólares.

O governo de Cuba disse esperar que com a futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff, sucessora de Lula, cresçam ainda mais as "muito boas" relações econômicas e políticas.

Quanto à Venezuela, Rodrigo Malmierca, ministro venezuelano do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, destacou que nos últimos cinco anos foram registrados "17 bilhões de dólares de intercâmbio, que fazem uma média anual de mais de 3 bilhões".

A Venezuela vende à ilha sobretudo petróleo (100 mil barris diários), produtos químicos, pesticidas, fertilizantes, produtos da indústria metalmecânica, enquanto Cuba fornece medicamentos, equipamentos médicos, químicos e principalmente os serviços de cerca de 40 mil profissionais, 30 mil deles médicos.

Os dois países, através de um acordo de cooperação que completa 10 anos, têm mais de uma centena de projetos em setores de alimentação, energia, saúde, transporte, além de terem modernizado e operarem a refinaria de Cienfuegos, no centro da ilha, que refina cerca de 65 mil barris diários e passa por obras de ampliação para chegar a 150 mil barris, disse Malmierca.

A refinaria é o centro de um pólo petroquímico que Venezuela e Cuba constróem - com um investimento de 5 bilhões de dólares - e que conta com outras fábricas, como as de materiais de construção a partir de derivados do petróleo.

Durante a feira, autoridades cubanas pediram aos sócios comerciais que tenham confiança nas reformas econômicas do governo de Raúl Castro, que inclui a abertura aos investimentos e pequenos negócios privados.

Fonte: AFP

Acidente aéreo em Cuba mata 68 pessoas

Um avião da companhia aérea cubana Aerocaribbean, no qual viajavam 61 passageiros e sete tripulantes, caiu nesta quinta-feira na região central de Cuba, informou a emissora de TV estatal. Segundo o comunicado oficial, havia "40 cubanos e 28 estrangeiros" a bordo.

De acordo com um comunicado do Instituto de Aeronáutica Civil, o avião teria informado a situação de emergência às 17h42 locais (20h42 pelo horário de Brasília) e perdido contato com os controladores antes de cair. As causas da queda do avião ainda são desconhecidas, mas ontem a região já se encontrava sob alerta devido à passagem da tempestade Tomas, que avança pela região em direção ao Haiti. Alguns voos haviam sido inclusive cancelados.

A aeronave, um ATR-72 que fazia o voo 883 e cobria a rota entre Santiago de Cuba e Havana, caiu na região de Guasimal, na província de Sancti Spiritus.

Não há sobreviventes entre as 68 pessoas que viajavam no avião que caiu na região central de Cuba na tarde dessa quinta-feira, segundo informou o site oficial Cubadebate.

Além dos 40 cubanos (dos quais sete eram tripulantes), voavam na aeronave nove argentinos, sete mexicanos, três holandeses, dois alemães, dois austríacos, um espanhol, um francês, um italiano, um japonês e um venezuelano.

As autoridades cubanas criaram uma comissão para investigar o acidente.


Histórico

O último acidente aéreo em Cuba ocorreu em março de 2002, quando um avião de menor porte caiu na província central de Villa Clara, matando as 16 pessoas a bordo, incluindo seis turistas canadenses, quatro britânicos e dois alemães, além dos quatro tripulantes cubanos.





segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Niko Schvarz: As razões de Cuba



O brilhante discurso do chanceler cubano Bruno Rodriguez na Assembleia Geral da ONU em 26 de outubro dotou de um sólido fundamento a resolução adotada pela 19ª vez consecutiva e por maiorias sempre crescentes, ao extremo de que a última teve apenas dois votos contrários (EUA e Israel) frente aos 187 que propugnaram a “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”, como reza o trexto da convocação.

Por Niko Schvarz*

Antes, um dado biográfico: o chanceler que expôs as razões de Cuba foi o responsável político da missão médica cubana enviada ao Paquistão quando um terremoto de grande intensidade destruiu a região nordeste do país. Ali a missão cubana foi a única que cumpriu os deveres auto-impostos de solidariedade internacional em uma região particularmente inóspita e duramente castigada.

O delegado cubano iniciou sua dissertação com um chamamento à luta por preservar a paz mundial, diante dos graves perigos que ameaçam a vida humana, tal como vem alertando sistematicamente Fidel Castro. Nesse quadro, asseverou que “a política dos Estados Unidos contra Cuba não tem sustentação ética ou legal alguma, credibilidade nem apoio”.

Assim o demonstram as votações sucessivas na ONU (o que pouco depois seria reafirmado) e os pronunciamentos dos países e agências especializadas da própria ONU. Em particular, “o rechaço da América Latina e do Caribe é enérgico e unânime. A Cúpula da Unidade, celebrada em Cancún (na Ribeira Maya) em fevereiro de 2010, o expressou resolutamente. Os líderes da região o comunicaram diretamente ao atual presidente norte-americano. O repúdio expresso ao bloqueio e à lei Helms-Burton identifica, como poucos temas, o acervo político da região”.

E do mundo. Assim o confirmam as decisões do Movimento de Países Não Alinhados, das reuniões de Cúpula Iberoamericanas, das Cumbres da América Latina e do Caribe com a União Europeia, da União Africana, do Grupo Ásia-Pacífico e de outros grupos de nações que se pronunciam a favor do direito internacional e do respeito aos princípios da Carta da ONU.

Ao mesmo tempo, como dado significativo, se acrescenta o consenso na própria sociedade norte-americana e na emigração cubana nesse país contra o bloqueio e a favor de uma mudança na política em relação a Cuba. 71% dos estadounidenses, segundo as pesquisas recentes, defendem a normalização das relações entre ambos os países, e 64% deles e similar proporção de residentes no sul da Florida se opõem à proibição de viajar a Cuba, que viola seus direitos de didadania, assinala o chanceler.

O dano direto ocasionado ao povo cubano não se mede somente pela astronômica soma de 751 bilhões de dólares, no valor atual dessa moeda, acumulada ao longo deste quase meio século de bloqueio. Há exemplos particularmente sensíveis, como a impossibilidade para Cuba de adquirir os equipamentos para tratar o câncer de retina em crianças, ou certos medicamentos anestésicos, todos eles fabricados por empresas estadunidenses; mas tampouco se podem utilizar aparatos de firmas alemãs, como a Zeiss, porque têm elementos aportados por uma companhia norte-americana, e se lhes proíbe exportá-los à ilha. Temos lido crônicas comovedoras que revelam as angústias geradas por estas carências, e sobre como lutam os médicos e os funcionários para sobrepor-se a elas e manter a excelência de seus serviços, conhecida no mundo porque dá mostras de insuperável fraternidade com dezenas de outros povos.

Mais adiante se expressa que as condições discriminatórias para as compras de alimentos norte-americanos determinaram sua drástica redução este ano, em prejuízo de Cuba e dos agricultores dos EUA. Apesar de que foram autorizados de maneira seletiva alguns intercâmbios culturais e científicos por parte de Obama, estes continuam sujeitos a severas restrições e muitos projetos não puderam concretizar-se pela negativa de licenças e vistos; e se proíbe aos artistas cubanos receber remunerações por suas apresentações nos EUA. Recrudesceu a perseguição contra os bens e ativos cubanos e contra as transferências desde e para Cuba. As multas dos departamentos do Tesouro e Justiça contra entidades de seu país e da Europa por transações realizadas com Cuba superam este ano os 800 milhões de dólares.

A conclusão do chanceler é que os EUA não têm intenção de eliminar o bloqueio, nem sequer “os aspectos mais irracionais do conjunto de medidas coercitivas mais abrangente e prolongado que jamais se aplicou contra nenhum país”. A Assembleia Geral da ONU disse que isto deve mudar radicalmente.

*Jornalista e escritor, membro da direção da Frente Ampla do Uruguai. Publicado em La República, 29 de outubro de 2010

domingo, 24 de outubro de 2010

Assembleia Gaúcha realiza ato contra bloqueio a Cuba

Nesta segunda-feira (25), a Frente Parlamentar Gaúcha em Solidariedade ao Povo Cubano realiza, em conjunto com a Associação Cultural José Martí e o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), ato pelo fim do bloqueio a Cuba. A atividade será na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul a partir das 18h e o vice-chefe da Embaixada de Cuba no Brasil, Alexis Bandrich Vega, participará da atividade.

Por meio da sua Comissão de Relações Internacionais, a Assembleia Nacional de Cuba aprovou uma moção que foi encaminhada a todos os países em favor do fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos ao país. Diante deste chamado das autoridades cubanas, a Frente Parlamentar Gaúcha em Solidariedade ao Povo Cubano , da qual participa o deputado estadual Raul Carrion (PCdoB), decidiu organizar o ato.



No próximo dia 26 de outubro, a ONU discute a continuidade do bloqueio econômico. Até lá, em todo o mundo, o movimento em solidariedade ao povo cubano realiza manifestações pelo fim da injustiça.



Sob embargo norte-americano desde 1962, Cuba se esforça para evitar o agravamento da crise no país ao anunciar a abertura do mercado de trabalho, demissão de cerca de 500 mil funcionários públicos e a aproximação da União Europeia.



Em setembro deste ano, na 65ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, condenou o bloqueio a Cuba em vigor há 38 anos. Ele classificou o embargo como um “ilegítimo bloqueio”.



Do Vermelho com informações de Isabela Soares