domingo, 3 de julho de 2011

GRANDE ÊXITO DA XIX CONVENÇÃO DE SOLIDARIEDADE A CUBA





A XIX Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, realizada em São Paulo nos dias 23 a 26 de junho de 2011, reuniu centenas de pessoas de 16 estados da federação representandos dezenas de entidades de solidariedade ao povo cubano.

O evento que teve lugar no Memorial da América Latina foi marcado pela heterogeneidade dos participantes, membros dos mais diversos setores da sociedade civil e do movimento social, e pela unidade na defesa do povo cubano e de seu processo revolucionário.

Foi uma Convenção muito bem organizada, com debates interessantes, viva participação dos delegados e muitas manifestações culturais e festivas. Estão de parabéns o Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba e todas as organizações e pessoas que contribuiram para o pleno êxito da Convenção onde mais uma vez o Brasil, por meio dos delegados presentes, disse não ao bloqueio, não à injusta prisão dos cinco patriotas encarcerados nos EUA e sim à amizade e solidariedade entre o Brasil e Cuba.

Abaixo a Declaração final da XIX Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba:


Os amigos e amigas de Cuba se encontram na ocasião da 19ª Convenção de Solidariedade a Cuba, no Memorial da América Latina, em São Paulo ao redor do busto de Simón Bolivar, símbolo da unidade latino-americana. Memorial de nossos povos ancestrais, de nossa cultura, de nossas lutas e por isso, nossa Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba toma outros significados. Nesses dias, estivemos reunidos, discutindo, organizando, aprendendo e ensinando, relembrando não só a história do povo de Cuba, mas de todo um continente, que desde a colonização européia resiste contra a dominação e luta por sua soberania e liberdade.

Nossa Convenção reuniu centenas de pessoas, representando 16 estados de nossa federação para discutir e organizar a defesa de um dos processos mais belos e mais avançados da história da humanidade. A revolução cubana, vitoriosa em 1959, nos mostra que é necessário vencer todos os dias, nos mostra que todas as formas de luta são importantes e necessárias para a vitória de um povo, e que o Socialismo é o caminho que tem produzido o exemplo mais firme e vivo de uma nação que encara a difícil tarefa de ser livre, digna, culta, organizada, solidária, internacionalista e corajosa.

Cuba não apenas não se alinhou às forças imperialistas como se tornou uma trincheira na batalha ideológica. Evidencia-se a importância do internacionalismo e a palavra solidariedade toma uma dimensão para além da semântica: é concreta. Destaca-se o trabalho dos médicos e professores cubanos principalmente na América Latina e África, que não repartem migalhas, mas pelo contrário, compartilham todo seu conhecimento e acúmulo, fruto de 50 anos de Revolução Socialista.

Defender o exemplo de Cuba e o Socialismo é defender a necessidade de se fazer a Revolução Socialista no Brasil. Este é o motivo pelo qual Cuba consegue unificar tantas forças políticas no país. E essa unidade deve significar ação organizada por nós brasileiros. Os ataques que Cuba sofre por parte dos EUA não devem passar impunes. Reconhecendo o significado geoestratégico e histórico que o Brasil tem no mundo, nossa ação política deve estar à altura do nosso discurso.

Encerramos essa convenção com a certeza de que avançamos nacionalmente nos últimos anos com relação à solidariedade a Cuba, porém, diante das ameaças do império, os que apoiam a Revolução devem estar cada vez mais organizados para sua defesa e para isso nossas campanhas de informação, ações de rua e parlamentares precisam avançar. Assim como o trabalho nacional de solidariedade, aperfeiçoando os trabalhos locais para incluir e organizar aqueles que desejam ampliar as ações neste campo.


A mídia burguesa mente e frauda informações sobre Cuba. Vemos uma campanha de desinformação sobre a realidade desse país. Por isso, vemos a necessidade de ações que rompam com o bloqueio midiático, para rompermos também com o bloqueio econômico e exigirmos já a Libertação dos Cinco Heróis presos pelo Império há 12 anos.

Os inimigos de Cuba diziam que com o fim da União Soviética, Cuba tinha seus dias contados. Hoje, mais de dez anos depois, Cuba demonstra sua capacidade de organizar e planejar sua revolução, sem se ajoelhar diante do Imperialismo e sem trair nenhum princípio revolucionário.

Ano após ano, vemos a derrota dos EUA nas votações da ONU pelo fim do bloqueio a Cuba. O mundo é unânime ao denunciar a crueldade que o capitalismo é capaz para derrubar uma revolução. O bloqueio a Cuba não é uma abstração, ele se traduz no dia-a-dia da sobrevivência de seu povo. Através dele, tentam aniquilar e isolar o povo cubano, que resiste e mesmo com muitas dificuldades, mantém vivo o internacionalismo e a solidariedade.

A luta contra o bloqueio não pode cessar nenhum minuto.

O campo de ação da solidariedade e defesa de Cuba é amplo. Durante nossas discussões, identificamos a centralidade da luta pela libertação dos Cinco Heróis, que nunca cometeram nenhum crime, mas que estão injustamente presos por tentarem impedir ações terroristas contra seu povo.

Para Cuba, é urgente fortalecer a luta pela libertação de Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramon Labañino e René González. Não podemos fechar os olhos diante dessa grande injustiça que se repete com vários lutadores do mundo, por isso, a coordenação de uma campanha nacional pela libertação dos Cinco Heróis é urgente.

Outro aspecto central para os movimentos de solidariedade no Brasil é seguir e ampliar a luta pela revalidação dos diplomas dos médicos formados na ELAM, bem como envolve-los na nossa luta, reforçando o caráter humano e socialista que adquiriram da formação cubana.

Por conta da coerência da Revolução Cubana, as ações em sua defesa ocorrem no mundo todo e, nos últimos anos, temos dado pouca atenção aos encontros e reuniões de articulação Continental da Solidariedade a Cuba. Por isso, a participação no VI Encontro Continental de Solidariedade com Cuba, que ocorrerá de 6 a 9 de outubro no México, está na pauta das organizações solidárias. É também nossa tarefa acompanhar e cobrar o posicionamento do Brasil na Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos, que será fundada em 5 de julho deste ano, em Caracas, quando se comemora o bicentenário da Independência de muitos países latino-americanos.

Temos a tarefa de fortalecer nosso trabalho, principalmente neste cenário em que a mídia burguesa deturpa os realinhamentos na política econômica, discutidos amplamente com o povo cubano e referendados no VI Congresso do Partido Comunista Cubano.

Para defender uma revolução, é necessário conhecê-la. As atividades de formação sobre a realidade Cubana, seminários, cursos e difusão em meios de comunicação devem avançar.

As mais de quinhentas pessoas, dos estados Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo reunidas durante esses três dias consecutivos de debate e reflexão reafirmam: Cuba não está só!!!

São Paulo, 25 de junho de 2011.

sábado, 18 de junho de 2011

XIX CONVENÇÃO NACIONAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA - 2011


Folder da XIX Convenção de Solidariedade a Cuba


Documentário sobre Calica Ferrer terá estréia na XIX Convenção de Solidariedade a Cuba

Capa do DVD


O documentário "Carlos 'Calica' Ferrer,  A última viagem de Che Guevara pela América Latina" será exibido no dia 23/06/2011, às 19h , na Biblioteca Latino-Americana Victor Civita do Memorial da América Latina, durante a XIX Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba.

Trata-se do mais novo filme do cineasta portenho-soteropolitano Carlos Pronzato, cronista dos movimentos sociais e das lutas populares latino-americanas. O documentário conta episódicos vividos antes e durante uma segunda viagem que Che Guevara realizou pela América  Latina, desta vez com seu amigo de adolescência Carlos Ferrer, e que muda definitivamente o destino do jovem médico argentino.

À exibição estarão presentes o diretor, também membro da Associação Cultural José Martí - Bahia, e o protagonista Carlos 'Calica' Ferrer.

sábado, 11 de junho de 2011

"Tribunal da Consciência” absolve os Cinco cubanos presos nos EUA

“Após a abertura oficial da 6ª Convenção por autoridades das esferas estadual e municipal do Rio Grande do Sul, uma juíza, três advogados de defesa, dois promotores, um relator e 12 jurados, além de estudantes de quatro universidades gaúchas e um dirigente da Associação Cultural José Marti participaram, na noite de sexta-feira (3), da simulação do julgamento dos cinco cubanos aprisionados há 13 anos nos Estados Unidos, sob a acusação de prática de espionagem e conspiração para assassinato.

Michael Susin
Juíza Mara Loguércio apresenta a sentença Juíza Mara Loguércio apresenta a sentença

A experiência, primeira das atividades da 6ª Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba, realizada no plenarinho da Assembleia Legislativa, propôs uma oportunidade hipotética de revisão de uma das mais duras e condenadas decisões do Judiciário norte-americano. A atividade foi criada em parceria com a Frente Parlamentar de Solidariedade ao Povo Cubano da Assembleia gaúcha e a Associação Cultural José Marti do RS.

Após quatro horas de debates, o júri decidiu anular o julgamento a que foram submetidos Gerardo Hernández, René González, Antonio Guerrero, Ramón Labañino e Fernando González, que também foram absolvidos de todas as acusações. Ainda foi sugerido o pedido de desculpas e indenização por parte do governo norte-americano. O Poder Judiciário daquele país foi condenado pela excessiva interferência política permitida no caso dos “Cinco” antiterroristas cubanos.

Por decisão unânime dos jurados, ficou estabelecido que a sentença do “Tribunal da Consciência” será encaminhada à Secretaria Nacional de Direitos Humanos e ao Ministério das Relações Exteriores, com o pedido de uma manifestação oficial do governo brasileiro com relação às flagrantes violações dos direitos políticos e individuais verificadas no julgamento. A denúncia também será encaminhada à ONU, acompanhada da solicitação para que, a exemplo do que ocorreu com o Irã, envie observadores internacionais aos Estados Unidos para constatar as violações cometidas contra os Cinco e que também atingem seus familiares.

A juíza Antônia Mara Loguércio – ex-presa política no período da ditadura no Brasil – enumerou ainda, em sua sentença, a condenação da justiça norte-americana, por ignorar artigos da Constituição que dispõem sobre a garantia de um julgamento imparcial, rápido, público e no distrito garantido em lei.

Jeferson Braga, o advogado e organizador do livro “Cinco Herois Prisioneiros do Império”, veio especialmente da Bahia para participar do Tribunal da Consciência.

O embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora Rodriguez, acompanhou o julgamento e sugeriu que o “Tribunal de Consciência” seja reproduzido em outros estados brasileiros como forma de ampliar e reforçar o clamor internacional pela libertação dos antiterroristas cubanos.

O Coordenador da Frente Parlamentar de Solidariedade ao Povo Cubano da Assembleia gaúcha, deputado Raul Carrion (PC do B), reforçou a ideia de que a gravação do Júri seja sistematizada e apresentada durante a 19ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, e encaminhada como apoio para as entidades de solidariedade.

Ricardo Haesbaert, presidente da Associação Cultural José Marti/RS, destacou a importância do envio da gravação às instituições jurídicas e educacionais, para que sejam reproduzidas em novos eventos. Segundo Haesbaert “para denunciar e esclarecer as arbitrariedades cometidas contra Cuba e os seis Cinco herois, foi extremamente importante reunir no Júri autoridades e representantes jurídicos, políticos e educacionais do Estado do Rio Grande do Sul”.

O caso dos "Cinco"

Em setembro de 1998 – após a entrega de um relatório elaborado pelo governo cubano endereçado ao FBI e ao governo Bill Clinton, denunciando ações terroristas contra a Ilha – agentes do FBI prenderam os cinco cubanos radicados em território norte-americano, sob a acusação de serem espiões do governo de Cuba. Durante 17 meses, sem que fossem levados a julgamento e sem condenação, foram mantidos em celas solitárias e isolados entre si e dos demais presos.

No mês de dezembro de 2001, um Tribunal de Miami condenou Gerardo Hernández a duas penas de prisão perpétua e mais 15 anos de prisão, Ramón Labañino uma prisão perpétua e mais 18 anos de prisão, Fernando Gonzáles a 19 anos de prisão, René González a 15 anos de prisão e Antonio Guerrero à prisão perpétua e mais 10 anos de prisão.

Os advogados de defesa apresentaram, no prazo, as apelações pertinentes. Seis meses depois, o processo ainda estava em Miami, não tendo sido enviado ao tribunal do Circuito de Atlanta, que deveria revisá-lo. Desde então, os cubanos se encontram separados e isolados em cinco pontos bem distantes uns dos outros. A dois dos três condenados à prisão perpétua estão proibidas as visitas de suas famílias - uma brutal violação de seus direitos humanos. Em abril deste ano, o governo dos Estados Unidos solicitou a rejeição do pedido de Habeas Corpus e de uma nova audiência para a exposição de argumentos e provas a favor de Gerardo Hernández e Antonio Guerrero.

Governantes estadunidenses já receberam pedidos de reconsideração do caso e alertas da Anistia Internacional, parlamentos africanos, latino-americanos, catalão, ucraniano, europeu e russo, entre outros. Dez prêmios Nobel também já denunciaram o caso e manifestaram solidariedade aos cubanos. Atualmente o movimento europeu de solidariedade a Cuba faz circular uma petição que prevê um milhão de assinaturas para que o presidente Barack Obama conceda indulto e liberte os Cinco.

Integrantes do Tribunal da Consciência:

O Tribunal da Consciência reuniu expoentes do Judiciário gaúcho, de universidades e partidos políticos. Confira:

Carlos Henrique Kaipper – Procurador -geral do Estado.
Antônia Mara Vieira Loguércio - Juíza aposentada e presidenta nacional do Opinio Iuris
Carlos Frederico Guazzelli - Defensor–geral
João Ricardo dos Santos Costa - Presidente da Associação dos Juízes do RS - Ajuris
Desembargador Rui Portanova
Edson Mello da Rosa - Advogado e coordenador da Assessoria Jurídica da Secretaria da Educação do Governo do RS
Romer Guex- Advogado e vereador do PSOL de Viamão
Marilinda Marques – Advogada sindicalista
Miriam Balestro - Promotora do Ministério Público Estadual
José Feltrin - Engenheiro e dirigente da ACJM
Jair Krischke - Presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do RS
Jeferson Braga - Advogado e organizador do livro “Os cinco herois prisioneiros do Império”
Silvio Jardim- Advogado e dirigente da ACJM
Ronald Dutra – Advogado, assessor parlamentar e dirigente da ACJM
Jorge Quillfeldt - Professor do Programa de Pós-Graduação em Neurociências da UFRGS
Ruth Ignácio - Socióloga e professora da PUCRS
Mari Perusso – Sub -secretária da Casa Civil do Governo do Estado
Bruno Rockembacher – Advogado e assessor parlamentar
João Augusto Moogen – Advogado e assessor parlamentar
Representaram os “Cinco” os dirigentes da ACJM Guilherme Oliveira e Gilberto Godinho e os estudantes de Direito de universidades do Estado, Gabriel Pontes Fonseca Pinto, Pedro Prazeres Fraga Pereira e Jader Paz.

Por Denise Ritter

CTB ratifica apoio à Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba


João Batista Lemos, dirigente da CTB

A CTB ratificou na quarta-feira (8), em reunião realizada na sua sede, em São Paulo, o apoio à 19ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba. O evento ocorrerá na capital paulista no final de junho e contará com a participação de diversos movimentos sociais brasileiros e autoridades cubanas.

João Batista Lemos, secretário adjunto de Relações Internacionais da CTB, tratou do assunto com Vivian Mendes, do Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba, e também com Fabio Simeon, do Instituto Cubano de Amizade aos Povos (Icap). Segundo eles, a 19ª Convenção será a maior dos últimos tempos, em virtude do atual cenário político e econômico vivido pelos cubanos.

“Será uma grande oportunidade para ampliar a visibilidade do movimento de solidariedade a Cuba, e também de debatermos suas recentes alterações econômicas”, comentou Vivian Mendes. Simeon lembrou que a Convenção Nacional será o resultado dos trabalhos já realizados nos últimos meses em 20 estados brasileiros. “Certamente iremos fazer um balanço e formular um plano de ação nacional, além de consolidar o apoio ao povo cubano”, afirmou.

Segundo o ativista, o evento ocorrerá no mesmo ano em que se comemoram os 50 anos da vitória em Playa Girón e da afirmação do caráter socialista da Revolução Cubana. A ideia dos organizadores é realizar uma Convenção que seja o mais plural possível, com a preocupação de que o Brasil conheça com mais detalhes a realidade dos cubanos, sem as distorções midiáticas que costumam prejudicar o debate.

Batista, que recentemente esteve em Cuba, representando a Federação Sindical Mundial (FSM) nos festejos do 1º de Maio, confirmou que a CTB estará presente na 19ª Convenção. “Pude ver de perto, no 1º de Maio, o orgulho e as expressões de alegria de milhões de cubanos em defender suas conquistas, sua admiração por Fidel e Raúl, além de figuras históricas como Che Guevara. É importante que mais brasileiros conheçam essa realidade,”

Da Redação, com informações do Portal CTB

sábado, 4 de junho de 2011

Carta de Salvador

Estudantes da Escola Parque homenagaram Cuba com belas apresentações culturais


Ao final da 2ª Convenção Baiana de Solidariedade a Cuba (28 de maio), foi aprovada pelas entidades presentes a Carta de Salvador, em que foi mais uma vez denunciado o bloqueio a Cuba e a injusta prisão dos cinco patriotas assim como reafirmada a solidairedade da Bahia ao povo cubano. Leia o documento:


CARTA DA 2ª CONVENÇÃO BAIANA DE SOLIDARIEDADE A CUBA


Em 1959 o povo cubano tomou o destino de sua pátria em suas mãos e mudou radicalmente a história do pequeno país caribenho. Derrubada a ditadura apoiada pelos Estados Unidos, os cubanos resolveram construir o primeiro estado socialista das Américas.

O que antes era um estado extremamente carente e socialmente injusto, submetido por inteiro ao imperialismo norte-americano, em poucos anos transformou-se num país livre e soberano, com índices sociais, como os de alfabetização, expectativa de vida e mortalidade infantil, comparáveis às nações mais desenvolvidas.

A opção pelo socialismo, contudo, não foi assimilada pelo gigante do Norte. Desde o primeiro momento de sua Revolução, os cubanos enfrentaram todos os tipos de ameaças e agressões: sabotagem econômica através de guerra bacteriológica que dizimou o rebanho suíno nos anos sessenta, atos de terrorismo como as bombas em hotéis de Havana nos anos 90 e a que causou a queda de um grande avião da Cubana Aviación matando 73 pessoas em 1976. Cuba tem sido ainda vítima de um cruel bloqueio econômico que já dura mais de 50 anos e que causou mais de 100 bilhões de dólares em prejuízos. Tudo tem sido usado na guerra suja contra Cuba, cujo pecado foi dizer ao mundo que as coisas poderão ser diferentes do que são e que se o socialismo é possível a apenas 90 milhas da costa dos Estados Unidos, poderá sê-lo também em qualquer outra parte da Terra.

O traço mais marcante da Revolução Cubana não reside, contudo, em suas conquistas materiais, mas na clara superioridade moral dos ideais que defende e difunde, os quais inspiram e servem de exemplo para milhões de seres humanos em todo mundo.

Não obstante as evidentes dificuldades econômicas, Cuba jamais negou sua mão solidária a quem quer que lhe pedisse ajuda. Apoiou vigorosamente os movimentos de libertação anti-coloniais africanos, chegando a mandar 50.000 soldados, a pedido de Angola, quando esse país estava na iminência de ser dominado pelo exército racista da África do Sul. Apoiou os movimentos de resistência às ditaduras, instauradas com o beneplácito dos EUA na maior parte da América Latina, durante os anos 60 e 70. Deu asilo aos panteras negras, afrodescendentes perseguidos nos Estados Unidos devido à militância política. Criou a Escola Latino-Americana de Medicina em que estudam gratuitamente milhares de jovens de todo o mundo, inclusive 700 jovens carentes do Brasil. Um único dado revela mais que qualquer outro a vocação humanista e solidária da pequena ilha caribenha: Cuba tem mais médicos prestando serviços à saúde pública de países pobres que a Organização Mundial de Saúde.     

Por tudo o que Cuba significa em termos de solidariedade internacional e defesa dos mais importantes ideais humanistas, estaremos sempre em débito com seu generoso povo. Por tudo isso não podemos nos calar diante da continuada guerra suja mantida pelos EUA contra a pequena ilha caribenha.

Por meio desta Carta, as entidades da sociedade civil baiana, reunidas nesta 2ª Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba, comemoram com Cuba os 50 anos da vitória de Playa Giron e expressam de modo firme e vigoroso sua eterna gratidão ao povo cubano e a seu grande líder, Fidel Castro. Ao mesmo tempo exigem o imediato término do criminoso bloqueio econômico, tantas vezes condenado pela ONU; a imediata libertação dos 5 patriotas presos em cárceres americanos; o tratamento humano a esses cinco valorosos homens, permitindo-lhes que sejam visitados por seus familiares e esposas, e o imediato fechamento do centro de torturas e presídio de Guantánamo com a devolução do território ao Estado de Cuba, seu legítimo dono.


VIVA CUBA!
VIVA O BRASIL!
VIVA O SOCIALISMO!


SALVADOR (BA), MAIO DE 2011


domingo, 29 de maio de 2011

Realizada a 2ª Convenção Baiana de Solidairedade a Cuba

Intervenção de Socorro Gomes, Presidente do CMP, no debate sobre "Guerra Midiática contra Cuba"


 Bahia agradece a solidariedade cubana na 2ª Convenção

Dezenas de pessoas representando as mais diversas entidades da sociedade civil baiana estiveram reunidas, no último sábado (28 de maio), na 2ª Convenção Baiana de Solidariedade a Cuba.

O evento aconteceu no auditório do Sindicato dos Bancários da Bahia e contou com dois debates. O primeiro, sob o tema “Guerra Midiática contra Cuba”, reuniu a jornalista Carollini Assis; a Presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes e a historiadora Maísa Paranhos. O segundo, que tratou do bloqueio e das reformas econômicas recentemente aprovadas pelo governo Cubano, teve como debatedores o historiador Muniz Ferreira, Professor da UFBA, e o diplomata Alexis Vega, Conselheiro da Embaixada de Cuba no Brasil.

Ao final da Convenção foi aprovada, unanimemente, a 2ª Carta de Salvador em que todos os presentes e as entidades representadas exigiram o fim do bloqueio a Cuba, a libertação dos 5 patriotas cubanos presos nos EUA e o fechamento do centro de torturas de Guantánamo com a devolução do território, onde está localizada a base militar norte-americana, ao Estado Cubano.
Marcou mais uma vez sua presença a Vereadora Marta Rodrigues (PT - Salvador) que fez uso da palavra e colocou seu mandato à disposição do movimento de solidariedade a Cuba.

Durante o encontro os debatedores e muitos dos presentes destacaram a solidariedade desinteressada do povo cubano para com os países pobres do Mundo. Foi lembrado que atualmente há mais médicos cubanos trabalhando na África e América Latina que a totalidade dos médicos a serviço da Organização Mundial de Saúde, órgão da ONU. Com relação ao Brasil, mais de 700 jovens pobres brasileiros estudam medicina gratuitamente no país caribenho.


Arte e Cultura marcam a 2ª Convenção



A Convenção foi precedida da exibição, em pré-lançamento, do mais novo filme do cineasta argentino/baiano Carlos Pronzato. Trata-se do documentário “Carlos Calica Ferrer – Última viagem de Ernesto Guevara pela América Latina”. Muito elogiado pelos presentes, o filme destaca a amizade e a comunhão de ideais de dois revolucionários latino-americanos: Che Guevara e Calica Ferrer.

O encontro contou também com as belas apresentações de música e dança do Grupo BCOAS, formado por crianças e jovens das Escolas Classes I, II, III e IV, vinculadas à Escola Parque, do bairro da Liberdade e circunvizinhanças, lugares famosos pela defesa e preservação da cultura negra na Bahia.

Também a poesia esteve presente na Convenção com as performances dos poetas Ametista Nunes, Leni Queirós, Rilton Primo e do cineasta-poeta Carlos Pronzato.

A arte fotográfica não ficou de fora da festa da solidariedade. Uma bela exposição fotográfica coletiva denominada “Havana de Nossos Olhos”, organizada pela jornalista Carollini Assis, foi montada no Sindicato dos Bancários da Bahia e permanecerá aberta à visitação até 10 de junho.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Movimentos pela paz exigem fechamento da Base de Guantânamo


Obama não cumpriu a promessa de fechar Guantânamo, pedaço do território cubano que os EUA ocupam ilegalmente e onde instalaram uma base que se transformou em centro de tortura e prisão de pessoas que nunca foram julgadas



O Conselho Mundial da Paz (CMP), o Movimento Cubano pela Paz (Movpaz), o Instituto Cubano para Amizade com os Povos (Icap) e mais de 30 outras organizações de luta pela paz no mundo divulgaram neste fim de semana (7 e 8 de maio) documento em que exigem a imediata retirada de tropas estrangeiras de territórios ocupados ao redor do mundo e a suspensão de programas nucleares com fins militares.

O documento é resultado do 2º Seminário Internacional contra as Bases Militares, realizado Guantânamo, em Cuba, com a participação de 36 países, e presidido pela dirigente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes.

Em seu discurso de abertura do evento, Socorro lembrou que a reunião estava se realizando ao lado da base que os Estados Unidos mantêm em território cubano. “Não há no mundo inteiro lugar mais emblemático para se falar de bases militares estrangeiras, de enclaves político-militares do imperialismo do que aqui nesta cidade”, afirmou ela.

Usando dados do próprio governo estadunidense, Socorro demonstrou que no final de 2010 aquele país mantinha um contingente de 2,4 milhões de pessoas engajadas em suas forças armadas. “Desse total”, afirmou, “ um milhão e meio de pessoas estão em serviço regular, mas outros 900 mil são classificados como adicionais, ou seja, são pistoleiros privados empregados em ações pelo mundo afora”.

Para a presidente do CMP, as bases militares e frotas navais do imperialismo estadunidense e seus aliados da Otan “servem a uma política hegemonista”. Acrescentou que “são instrumentos para ameaçar as forças progressistas e garantir a existência de governos submissos”. Entre os objetivos do imperialismo destaca-se “o saque e o controle das riquezas dos povos”.

O presidente do MovPaz, entidade cubana do CMP, José Ramón Rodrigues, disse que seu país já buscou todas as instâncias possíveis,o que inclui a Organização das Nações Unidas, mas não consegue êxito em suas tentativas de retirar de lá a base americana. Ele lembrou que o próprio acordo que estabeleceu a base, ainda em 1899, já expirou e nem assim os EUA cedem às pressões internacionais.

Muitos outros representantes de entidades de vários continentes denunciaram ações invasoras e os governos de seus países por permitirem a presença de bases dos EUA ou de seus aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O documento final do encontro foi aprovado em ato público em uma praça junto à Baia de Guantánamo, com a participação dos delegados ao encontro e perto de 600 pessoas da comunidade. Ao fundo se podia ver as torres e outras edificações da base dos EUA.

O documento, que está sendo divulgado pelas entidades do CMP demonstra os malefícios das bases estrangeiras, das frotas navais e das usinas nucleares para uso militar. Por esta razão, uma das intervenções mais contundentes foi a do representante do Japão, que relatou o drama até hoje vivido pelas populações de Hiroshima e Nagasaki atingidas pelas bombas americanas há mais de seis décadas, no final da Segunda Grande Guerra.

O sentido geral das discussões reforça a compreensão de que é necessário tomar uma série de medidas para conter o avanço das bases militares estrangeiras e a corrida armamentista. O seminário resultou em compromissos das entidades participantes de ampliar e aprofundar a luta contra a militarização e as agressões imperialistas. Foi mais um passo no fortalecimento da luta pela paz e do papel do CMP.


Fonte: Blog do Centro Brasileiro de Defesa da Paz

Governo cubano rebate denúncias sobre morte de prisioneiro

Em nota lida no principal noticiário televisivo do país na noite de segubnda-feira (9), o governo cubano rebateu a denúncia, amplamente divulgada pelos meios de comunicação controlados pelo imperialismo, de que um prisioneiro foi morto após espancamento.

Nas últimas horas, uma nova campanha de difamação foi orquestrada contra a Revolução. Nesta ocasião, diante da morte do cidadão cubano Juan Soto Wilfredo García, ocorrida em 8 de maio por uma pancreatite aguda no hospital provincial Arnaldo Castro Milian em Santa Clara,
elementos contrarrevolucionários, sem escrúpulos, fabricaram a mentira de que esta morte foi o resultado de uma suposta surra que ele havia sofrido por agentes da ordem, versão que foi rapidamente amplificada pelos meios de desinformação imperial, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, onde até mesmo, alguns porta-vozes de governos têm manifestado preocupações sobre o alegado fato.

Em 06 de maio, o referido cidadão foi internado naquele hospital com fortes dores abdominais, causadas por pancreatite aguda. Posteriormente foram também diagnosticadas outras enfermidades como miocardiopatia, diabetes e hepatite crónica.

Sua norte deveu-se a causas naturais, descritas como “falência múltipla de órgãos, motivada por uma pancreatite." Nenhum sinal de violência interna ou externa foi constatado.

O cidadão Wilfredo Soto Juan Garcia, ded 46 anos, tinha varios antecedentes criminais, como conduta desordeira, roubo e agressões graves, por isso cumpriu pena de prisão durante dois anos.
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terça-feira, 10 de maio de 2011

1º de Maio: trabalhadores cubanos ratificam apoio ao socialismo

 

Milhares de trabalhadores no 1º de Maio em Havana

 

No último 1ºde maio, data em que se comemora o dia do trabalhador, cubanos foram às ruas para desfilar e ratificar frente ao mundo a unidade de sua população em torno do projeto social do país.

Celebrado na companhia do presidente da ilha, Raul Castro, cubanos aproveitam festividades para declarar apoio ao socialismo. “Nós, cubanos, desfilamos hoje nas ruas e praças do país para ratificar que o socialismo é nossa opção”, afirmou aqui o secretário geral da Central de Trabalhadores da ilha, Salvador Valdés.

Durante a abertura da marcha na capital, encabeçada pelo primeiro vice-presidente José Ramón Machado Ventura, o dirigente operário agregou que o socialismo da ilha será atualizado e aperfeiçoado com as resoluções aprovadas no 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba.

O movimento sindical manifestou apoio aos acordos do encontro partidário e às diretrizes da política econômica e social da Revolução, cuja discussão foi respaldada por contribuições de trabalhadores cubanos.

O desfile significou ainda uma homenagem aos que fizeram possível a comemoração dos 50º aniversário da proclamação do caráter socialista da Revolução e da derrota da invasão organizada pelos Estados Unidos a Praia Girón.

“Faz 50 anos exatamente celebramos aquele 1º de Maio em defesa do socialismo, e pela primeira vez, cubanas e cubanos, já sabiam ler e escrever, depois do grande esforço que constituiu a Campanha de Alfabetização”, acrescentou Valdés.

Valdés lembrou ainda que graças a isso, os trabalhadores e o movimento sindical não são “simples observadores das mudanças, e sim participantes ativos”. "Sabemos possuímos um papel de protagonistas na atualização do modelo econômico e no aperfeiçoamento de nossa sociedade, para que seja mais eficiente e produtiva e para que possamos satisfazer mais e melhor as necessidades de todo nosso povo”, explicou.

Para isso, enfatizou a necessidade de situar em primeiro plano o trabalho, a poupança, a disciplina, a ordem e a exigência, como única maneira de superar deficiências e erros. “Faremos com unidade que é e seguirá sendo a arma mais estratégica da Revolução, uma unidade que não nega diferença de opiniões”.

Valdés acrescentou que a expressão dessa diversidade é a sindicalização de dezenas de milhares de trabalhadores não estatais, quem compartilham junto com os demais setores trabalhistas o 1º de Maio.

Durante os desfiles, trabalhadores fizeram manifestações em homenagem aos cinco cubanos antiterroristas presos nos Estados Unidos desde 1998. Gerardo Hernández, René González, Ramón Labañino, Antonio Guerreiro e Fernando González cumprem condenações de até dupla pena perpétua mais 15 anos de cárcere por informar sobre planos criminosos de grupos anticubanos assentados em no estado norte-americano da Flórida.

Fonte: Prensa Latina

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cuba realiza concorrido evento contra a homofobia

Artistas e transformistas cubanos protagonizaram este sábado (07) uma festa contra a homofobia no teatro Karl Marx de Havana, o mais importante da ilha, perante um efusivo público de cinco mil pessoas que foi para apoiar a causa da diversidade sexual.

O espetáculo reuniu populares cantores em Cuba, como Hayla e Maria Antonieta, reconhecidos artistas do transformismo, como Imperio, Margot e Chantal, junto a músicos, dançarinos e modelos.

O público, em sua maioria membros da comunidade gay, desfrutou de três horas de música com clássicos da canção cubana, famosas peças de musicais como "Cabaré" e "Cats", e sucessos internacionais de artistas como Whitney Houston, Beyoncé e Rihanna.

A festa foi organizada pelo Cenesex (Centro Nacional de Educação Sexual) e é uma das atividades em Cuba pelo Dia Mundial contra a Homofobia. A diretora do Cenesex, Mariela Castro, filha do presidente cubano, Raúl Castro, assistiu ao evento e recebeu homenagem dos artistas e do público, em um aparte da festa que também honrou a memória de sua mãe, a revolucionária Vilma Espín (1930-2007).

domingo, 1 de maio de 2011

CONVENÇÃO BAIANA DE SOLIDARIEDADE A CUBA 2011


IIª CONVENÇÃO BAIANA DE SOLIDARIEDADE A CUBA
28/05/2011, das 9hs às 14hs (sábado)
Auditório do Sindicato dos Bancários

PRESENÇAS: Carlos Rafael Zamora Rodriguez - Embaixador de Cuba no Brasil, Socorro Gomes - Presidente do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz - CMP, Muniz Ferreira, Professor de História/UFBA, Maísa Paranhos, Historiadora; Carollini Assis, Jornalista

INICIATIVA: Associação Cultutal José Martí Bahia e Núcleo do Cebrapaz Bahia


ORGANIZAÇÃO: ACJM-BAHIA, CEBRAPAZ, CENTRAIS SINDICAIS, FETAG, MST, UNE, UEB, UBES, ABES, PARTIDOS POLÍTICOS SOLIDÁRIOS COM CUBA, GTNM, MOVIMENTO SEM TETO, FABS, UNEGRO, ASSOCIAÇÃO DOS PAIS E MÉDICOS FORMADOS EM CUBA, PARLAMENTARES SOLIDÁRIOS COM CUBA

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PROGRAMAÇÃO:
Abertura da Convenção pelo Presidente da Acjm-Bahia
Mesa: Antonio Barreto, Deoclides Cardoso, Leni Queirós, Ametista Nunes

Exibição do documentário “Carlos Calica Ferrer – Última viagem de Ernesto Guevara pela América Latina”, do cineasta Carlos Pronzato (09:00 às 09:30)

Apresentação de Canto e Dança de jovens do Grupo BCOAs (09:30 às 09:50)

Mesa 1 - - O terrorismo midiático internacional contra Cuba, formas de luta para o enfrentamento e a situação atual dos 5 Patriotas cubanos presos ilegal e injustamente nos Estados Unidos.
Componentes: Socorro Gomes, Presidente do Cebrapaz; Maísa Paranhos, historiadora; Carollini Assis, jornalista.
Debate e Propostas de luta
Coordenação: Otávio Miranda - Presidente do Comitê dos Cinco Heróis

Mesa 2 - O bloqueio econômico a Cuba pelos Estados Unidos e as reformas econômicas para o desenvolvimento da economia e aprofundamento do socialismo.
Componentes: Carlos Rafael Zamora Rodriguez, Embaixador de Cuba no Brasil; Muniz Ferreira, historiador.
Debate e propostas de luta contra o bloqueio
Coordenação: Antonio Barreto e Railza Lima

Apresentação poética: Ametista, Pronzato, Leni, Rilton

ATO DE ENCERRAMENTO
Mesa: ACJM-Ba, CEBRAPAZ, Carlos Zamora - Embaixador de Cuba no Brasil, Partidos Políticos presentes, CENTRAIS SINDICAIS, UNE, UEB, UBES, ABES, GTNM, OAB, MST, Mov. Sem Teto, FABS, Entidades da luta anti-racista que se solidarizam com Cuba, Comitê Baiano pela Libertação dos Cinco Heróis,

Leitura, aprovação e assinatura da Carta da Bahia da II Convenção de Solidariedade a Cuba
Cessão da Palavra aos representantes das entidades que compõe a mesa
Saudação do Embaixador Carlos Zamora
Encerramento da Convenção pela ACJM- e Cebrapaz – Bahia.

Caro jornalista Eugênio Bucci, os fatos são terrivelmente teimosos

Por Max Altman


O professor de jornalismo Eugênio Bucci vive apregoando pelos quatro cantos a defesa de um jornalismo isento , com base na verdade , objetivo , não manipulado. E o que vemos em seu artigo “O fundamentalismo do Estado cubano ( Estado de S. Paulo, p. A2, 21 de abril ) que aborda o VI Congresso do Partido Comunista de Cuba recém realizado? Não há qualquer isenção , a verdade é agredida, a objetividade , esquecida, se enreda em fantasias tortuosas e a manipulação é grosseira . Convido o leitor a percorrer o Herald Tribune, o El Nuevo Herald, o Diario de las Americas, porta-vozes em Miami das organizações cubano-americanas contrarrevolucionárias, e não encontrará sequer algo parecido em termos de desonestidade . Enfim , não é um texto de mestre da Escola de Jornalismo da USP e sim um panfleto que retrata sua atual inclinação ideológica.

O professor Bucci decretou a morte física e política de Cuba : “A renovação anunciada no congresso dos comunistas cubanos é a antessala da morte . Física e política .” Não é o que pensa Catherine Ashton, Alta Representante de Política Exterior da União Europeia e vice-presidente da Comissão Europeia, a mesma que defende ardorosamente a participação dos países europeus na guerra civil da Líbia. A Europa Press informa que ela seguiu com interesse o Congresso e disse que a União Europeia celebra o anúncio de reformas econômicas feito pelo regime de Raúl Castro e considera que o anúncio do PCC “indica que há avanços significativos na frente econômica e apontam progressos remarcáveis também no plano político .”



Aí o professor resolve debochar da história e dos personagens da história : “Na década de 1950, Raul e Machado Ventura davam tiros em Sierra Maestra .” Raul , 27 anos , Ventura , 28. Além desses dois , também ‘davam tiros ’ Fidel, 32, Che, 30, Camilo, 27. Os tiros desses jovens guerrilheiros derrubaram o governo sanguinário , corrupto e repressor de Fulgêncio Batista e seu exército , apoiado por Washington e fizeram triunfar a Revolução Cubana. Esses heroicos combatentes foram os mesmos que há 50 anos na Playa Girón infligiram a primeira derrota do imperialismo na América. E a América Latina toda ficou um pouco mais livre e independente .



Diz mais o professor que “ em Cuba , o Estado geriátrico é o reflexo do envelhecimento do regime ”. Deve ou deveria ter visto por canais interativos , You Tube, Telesur e outros , o desfile militar e a marcha dos habitantes de Havana na manhã de 14 de abril . Somente alguém insensível ou movido pela intolerância e pelo ódio político não se sentiria tocado pelo entusiasmo de imensos contingentes juvenis e estudantis diante de uma multidão de centenas de milhares que tomou a gigantesca Praça da Revolução . Não marchavam para protestar nem para pedir a renúncia do governo e sim para apoiá-lo e alentá-lo e para dizer que seguem em frente na defesa do socialismo . O presidente Raul Castro expôs no Congresso , com a dureza necessária , algumas questões fulcrais: uma deles é modificar a mentalidade , quebrar esta barreira psicológica nos quadros do partido , como pré-condição para a efetivação das grandes mudanças propostas . A outra a incapacidade , que Raul chamou de vergonha , de ir criando quadros para substituir a geração histórica . O novo Comitê Central de 115 membros já registra uma renovação profunda em termos etários e uma proporcionalidade próxima da realidade demográfica no número de mulheres , negros e mestiços .

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

EX PRESIDENTE NORTE-AMERICANO DEFENDE RELAÇÕES NORMAIS COM CUBA

Ex Presidente Carter é recebido por Raul Castro em Havana


Abaixo uma entrevista concedida pelo ex presidente norte-americano à apresentadora Arleen Rodriguez da televisão cubana:


Arleen Rodríguez. — Olá! Uma saudação para todos os que nesta hora estão assistindo a Televisão Cubana. Dou-lhes as boas-vindas junto ao ex-presidente dos Estados Unidos, James Carter, que minutos antes de partir de retorno a seu país acedeu gostosamente a dar-nos uma entrevista, uma declaração exclusiva para nossa televisão.

Bem-vindo, senhor. Obrigada por aceitar nosso convite.

James Carter. — É um imenso prazer voltar a Cuba, a Havana.

Arleen Rodríguez. — É um imenso prazer que esteja conosco também.

Comentava-me que queria dizer algo ao povo cubano antes de nossa entrevista.

James Carter. — Gostaria de agradecer ao povo de Cuba a possibilidade de estar novamente neste país, para poder reunir-me com os líderes cubanos, para reunir-me com alguns cidadãos cubanos que estão em desacordo com o governo. Estivemos muito estimulados quanto às possibilidades da reunião que vai ter lugar durante o Congresso, no próximo mês.
Ainda, tivemos a possibilidade de reunirmo-nos com os familiares dos Cinco patriotas cubanos, com suas mães, com suas esposas.

Espero que, no futuro, haja relações diplomáticas normais entre Cuba e os Estados Unidos. Gostaria também de que chegasse o momento em que as restrições das viagens dos Estados Unidos a Cuba e de Cuba aos Estados Unidos possam ser suspensas, e também que possa desfrutar-se de liberdade, de nova associação, de viagens. Acho que é muito importante para todo o mundo e para o povo de Cuba.

Tivemos reuniões com o ministro das Relações Exteriores, com o presidente da Assembleia Nacional, com o presidente Raúl Castro, com o anterior presidente, Fidel Castro, quem é meu amigo pessoal, e faremos quanto for possível para que se produzam mudanças econômicas em Cuba.

Nesta manhã, também me reuni com o senhor Gross, que passou um longo tempo em prisão em Cuba, e pensamos que é inocente de qualquer delito. Espero que, no futuro, possa ser liberado, juntamente com os chamados Cinco cubanos, que levam 12 anos presos nos Estados Unidos.

No futuro, espero que possam desenvolver-se o comércio e as viagens entre os dois países e que se possa suspender totalmente o bloqueio econômico, que é uma opressão para o povo cubano, e que não somente prejudica o governo cubano, mas que é o povo de Cuba o mais prejudicado. Considero que as relações entre os Estados Unidos e Cuba devem mudar.

Quando tomei posse como presidente, suspendi as restrições às viagens entre ambos os países e trabalhei bem de perto com o presidente Castro para estabelecer intercâmbios diplomáticos. Agora, os Estados Unidos e Cuba têm umas 300 pessoas empregadas nas repartições consulares, tanto na dos Estados Unidos quando na de Cuba, e trabalham cubanos na Repartição Consular em Cuba e vice-versa, e acho que isto pode contribuir às relações diplomáticas normais entre os dois países.

Esta foi uma oportunidade que me deu a Televisão Cubana para poder dirigir-me a vocês e dizer-lhes que este é um país maravilhoso.

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