domingo, 1 de maio de 2011

CONVENÇÃO BAIANA DE SOLIDARIEDADE A CUBA 2011


IIª CONVENÇÃO BAIANA DE SOLIDARIEDADE A CUBA
28/05/2011, das 9hs às 14hs (sábado)
Auditório do Sindicato dos Bancários

PRESENÇAS: Carlos Rafael Zamora Rodriguez - Embaixador de Cuba no Brasil, Socorro Gomes - Presidente do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz - CMP, Muniz Ferreira, Professor de História/UFBA, Maísa Paranhos, Historiadora; Carollini Assis, Jornalista

INICIATIVA: Associação Cultutal José Martí Bahia e Núcleo do Cebrapaz Bahia


ORGANIZAÇÃO: ACJM-BAHIA, CEBRAPAZ, CENTRAIS SINDICAIS, FETAG, MST, UNE, UEB, UBES, ABES, PARTIDOS POLÍTICOS SOLIDÁRIOS COM CUBA, GTNM, MOVIMENTO SEM TETO, FABS, UNEGRO, ASSOCIAÇÃO DOS PAIS E MÉDICOS FORMADOS EM CUBA, PARLAMENTARES SOLIDÁRIOS COM CUBA

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PROGRAMAÇÃO:
Abertura da Convenção pelo Presidente da Acjm-Bahia
Mesa: Antonio Barreto, Deoclides Cardoso, Leni Queirós, Ametista Nunes

Exibição do documentário “Carlos Calica Ferrer – Última viagem de Ernesto Guevara pela América Latina”, do cineasta Carlos Pronzato (09:00 às 09:30)

Apresentação de Canto e Dança de jovens do Grupo BCOAs (09:30 às 09:50)

Mesa 1 - - O terrorismo midiático internacional contra Cuba, formas de luta para o enfrentamento e a situação atual dos 5 Patriotas cubanos presos ilegal e injustamente nos Estados Unidos.
Componentes: Socorro Gomes, Presidente do Cebrapaz; Maísa Paranhos, historiadora; Carollini Assis, jornalista.
Debate e Propostas de luta
Coordenação: Otávio Miranda - Presidente do Comitê dos Cinco Heróis

Mesa 2 - O bloqueio econômico a Cuba pelos Estados Unidos e as reformas econômicas para o desenvolvimento da economia e aprofundamento do socialismo.
Componentes: Carlos Rafael Zamora Rodriguez, Embaixador de Cuba no Brasil; Muniz Ferreira, historiador.
Debate e propostas de luta contra o bloqueio
Coordenação: Antonio Barreto e Railza Lima

Apresentação poética: Ametista, Pronzato, Leni, Rilton

ATO DE ENCERRAMENTO
Mesa: ACJM-Ba, CEBRAPAZ, Carlos Zamora - Embaixador de Cuba no Brasil, Partidos Políticos presentes, CENTRAIS SINDICAIS, UNE, UEB, UBES, ABES, GTNM, OAB, MST, Mov. Sem Teto, FABS, Entidades da luta anti-racista que se solidarizam com Cuba, Comitê Baiano pela Libertação dos Cinco Heróis,

Leitura, aprovação e assinatura da Carta da Bahia da II Convenção de Solidariedade a Cuba
Cessão da Palavra aos representantes das entidades que compõe a mesa
Saudação do Embaixador Carlos Zamora
Encerramento da Convenção pela ACJM- e Cebrapaz – Bahia.

Caro jornalista Eugênio Bucci, os fatos são terrivelmente teimosos

Por Max Altman


O professor de jornalismo Eugênio Bucci vive apregoando pelos quatro cantos a defesa de um jornalismo isento , com base na verdade , objetivo , não manipulado. E o que vemos em seu artigo “O fundamentalismo do Estado cubano ( Estado de S. Paulo, p. A2, 21 de abril ) que aborda o VI Congresso do Partido Comunista de Cuba recém realizado? Não há qualquer isenção , a verdade é agredida, a objetividade , esquecida, se enreda em fantasias tortuosas e a manipulação é grosseira . Convido o leitor a percorrer o Herald Tribune, o El Nuevo Herald, o Diario de las Americas, porta-vozes em Miami das organizações cubano-americanas contrarrevolucionárias, e não encontrará sequer algo parecido em termos de desonestidade . Enfim , não é um texto de mestre da Escola de Jornalismo da USP e sim um panfleto que retrata sua atual inclinação ideológica.

O professor Bucci decretou a morte física e política de Cuba : “A renovação anunciada no congresso dos comunistas cubanos é a antessala da morte . Física e política .” Não é o que pensa Catherine Ashton, Alta Representante de Política Exterior da União Europeia e vice-presidente da Comissão Europeia, a mesma que defende ardorosamente a participação dos países europeus na guerra civil da Líbia. A Europa Press informa que ela seguiu com interesse o Congresso e disse que a União Europeia celebra o anúncio de reformas econômicas feito pelo regime de Raúl Castro e considera que o anúncio do PCC “indica que há avanços significativos na frente econômica e apontam progressos remarcáveis também no plano político .”



Aí o professor resolve debochar da história e dos personagens da história : “Na década de 1950, Raul e Machado Ventura davam tiros em Sierra Maestra .” Raul , 27 anos , Ventura , 28. Além desses dois , também ‘davam tiros ’ Fidel, 32, Che, 30, Camilo, 27. Os tiros desses jovens guerrilheiros derrubaram o governo sanguinário , corrupto e repressor de Fulgêncio Batista e seu exército , apoiado por Washington e fizeram triunfar a Revolução Cubana. Esses heroicos combatentes foram os mesmos que há 50 anos na Playa Girón infligiram a primeira derrota do imperialismo na América. E a América Latina toda ficou um pouco mais livre e independente .



Diz mais o professor que “ em Cuba , o Estado geriátrico é o reflexo do envelhecimento do regime ”. Deve ou deveria ter visto por canais interativos , You Tube, Telesur e outros , o desfile militar e a marcha dos habitantes de Havana na manhã de 14 de abril . Somente alguém insensível ou movido pela intolerância e pelo ódio político não se sentiria tocado pelo entusiasmo de imensos contingentes juvenis e estudantis diante de uma multidão de centenas de milhares que tomou a gigantesca Praça da Revolução . Não marchavam para protestar nem para pedir a renúncia do governo e sim para apoiá-lo e alentá-lo e para dizer que seguem em frente na defesa do socialismo . O presidente Raul Castro expôs no Congresso , com a dureza necessária , algumas questões fulcrais: uma deles é modificar a mentalidade , quebrar esta barreira psicológica nos quadros do partido , como pré-condição para a efetivação das grandes mudanças propostas . A outra a incapacidade , que Raul chamou de vergonha , de ir criando quadros para substituir a geração histórica . O novo Comitê Central de 115 membros já registra uma renovação profunda em termos etários e uma proporcionalidade próxima da realidade demográfica no número de mulheres , negros e mestiços .

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

EX PRESIDENTE NORTE-AMERICANO DEFENDE RELAÇÕES NORMAIS COM CUBA

Ex Presidente Carter é recebido por Raul Castro em Havana


Abaixo uma entrevista concedida pelo ex presidente norte-americano à apresentadora Arleen Rodriguez da televisão cubana:


Arleen Rodríguez. — Olá! Uma saudação para todos os que nesta hora estão assistindo a Televisão Cubana. Dou-lhes as boas-vindas junto ao ex-presidente dos Estados Unidos, James Carter, que minutos antes de partir de retorno a seu país acedeu gostosamente a dar-nos uma entrevista, uma declaração exclusiva para nossa televisão.

Bem-vindo, senhor. Obrigada por aceitar nosso convite.

James Carter. — É um imenso prazer voltar a Cuba, a Havana.

Arleen Rodríguez. — É um imenso prazer que esteja conosco também.

Comentava-me que queria dizer algo ao povo cubano antes de nossa entrevista.

James Carter. — Gostaria de agradecer ao povo de Cuba a possibilidade de estar novamente neste país, para poder reunir-me com os líderes cubanos, para reunir-me com alguns cidadãos cubanos que estão em desacordo com o governo. Estivemos muito estimulados quanto às possibilidades da reunião que vai ter lugar durante o Congresso, no próximo mês.
Ainda, tivemos a possibilidade de reunirmo-nos com os familiares dos Cinco patriotas cubanos, com suas mães, com suas esposas.

Espero que, no futuro, haja relações diplomáticas normais entre Cuba e os Estados Unidos. Gostaria também de que chegasse o momento em que as restrições das viagens dos Estados Unidos a Cuba e de Cuba aos Estados Unidos possam ser suspensas, e também que possa desfrutar-se de liberdade, de nova associação, de viagens. Acho que é muito importante para todo o mundo e para o povo de Cuba.

Tivemos reuniões com o ministro das Relações Exteriores, com o presidente da Assembleia Nacional, com o presidente Raúl Castro, com o anterior presidente, Fidel Castro, quem é meu amigo pessoal, e faremos quanto for possível para que se produzam mudanças econômicas em Cuba.

Nesta manhã, também me reuni com o senhor Gross, que passou um longo tempo em prisão em Cuba, e pensamos que é inocente de qualquer delito. Espero que, no futuro, possa ser liberado, juntamente com os chamados Cinco cubanos, que levam 12 anos presos nos Estados Unidos.

No futuro, espero que possam desenvolver-se o comércio e as viagens entre os dois países e que se possa suspender totalmente o bloqueio econômico, que é uma opressão para o povo cubano, e que não somente prejudica o governo cubano, mas que é o povo de Cuba o mais prejudicado. Considero que as relações entre os Estados Unidos e Cuba devem mudar.

Quando tomei posse como presidente, suspendi as restrições às viagens entre ambos os países e trabalhei bem de perto com o presidente Castro para estabelecer intercâmbios diplomáticos. Agora, os Estados Unidos e Cuba têm umas 300 pessoas empregadas nas repartições consulares, tanto na dos Estados Unidos quando na de Cuba, e trabalham cubanos na Repartição Consular em Cuba e vice-versa, e acho que isto pode contribuir às relações diplomáticas normais entre os dois países.

Esta foi uma oportunidade que me deu a Televisão Cubana para poder dirigir-me a vocês e dizer-lhes que este é um país maravilhoso.

Para continuar a ler a entrevista, clique abaixo:

quinta-feira, 24 de março de 2011

Progressistas lamentam a morte de Leonard Weinglass

O mundo perdeu em 23/03 Leonard Weinglass


La Habana, marzo 24 - O advogado norte-americano Leonard Weinglass, representante legal de Antonio Guerrero e incansável lutador pela causa dos Cinco patriotas cubanos, morreu em 23 de março em Nova York.

Weinglass, que não conseguiu recuperar-se de uma operação para extirpar un cancer, nasceu em 27 de agosto de 1933. Tinha 77 anos.

Graduou-se como advoga em 1958 naEscola de Direito de Yale, e alguns de seus casos se estudam hoje em todas as faculdades de Direito dos EEUU.

A razão de sua celebridade é que desde os Oito de Chicago (depois se conheceria como os Sete de Chicago ou os Chicago Seven) até Jane Fonda, de Angela Davis aos sequestradores de Patty Hearst, de Daniel Ellsberg a Amy Carter (filha do ex Presidente Jimmy Carter), Weinglass representou aos acusados en muitos dos mais espetaculares processos judiciais dos Estados Unidos.

Leia a matéria inteira (em espanhol) clicando abaixo:

terça-feira, 22 de março de 2011

Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal aprova, por unanimidade, moção em defesa de Cuba


  Deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), Presidente da CDHM



Na manhã da última quinta – feira (17), a presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, Deputada Manuela d’Ávila, entregou, ao dirigente da Associação Cultural José Marti do Rio Grande do Sul, Ricardo Haesbaert, cópia da moção em defesa do povo cubano, aprovada, por unanimidade, no dia anterior, em reunião da Comissão.

O documento pede que, em respeito à Declaração Universal dos Direitos Humanos, sejam libertados os Cinco cubanos Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, René González e Ramón Labañino, condenados e presos, há mais de 12 anos, em cárceres privados dos Estados Unidos.

A moção pede, também, o fim do bloqueio e das ações terroristas contra Cuba, e que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil discuta as investidas do governo dos EUA sobre a Ilha, junto à União de Nações Sul – Americanas – UNASUL.

Em reunião com o Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, a representante da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Mayra Cottac, entregou o documento ao Ministro que considerou a medida um importante reforço para as campanhas de solidariedade.


Niemeyer em abaixo-assinado a Obama: contra o imperialismo

O arquiteto Oscar Niemeyer, presidente de Honra da Rede das Redes em Defesa da Humanidade – Capítulo Brasileiro, lidera o abaixo-assinado dirigido ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que visita o Brasil neste final de semana.

No documento, os signatários pedem o cumprimento das promessas de campanha de Obama, como a desativação da Prisão de Guantánamo, e fazem um apelo para que ele acabe com o bloqueio a Cuba e liberte os Cinco Herois Cubanos, em nome da real integração entre os povos.

No documento, Niemeyer e os demais críticos do imperialismo ressaltam os ataques do governo estadunidense contra Honduras, Venezuela, Bolívia e África, e as ações das agências de inteligência daquele país contra as nações sul – americanas, nas décadas de 60 e 70.

Fonte: ACJM - Rio Grande do Sul



ACJM-BAHIA PARTICIPA DE ATO CONTRA O IMPERIALISMO AMERICANO


Baianos protestam contra o imperialismo dos EUA


A Bahia se manifestou neste sábado, 19 de março, contra a presença de Barak Obama, chefe do imperialismo estudunidense, no Brasil.

O Ato convocado pelo Núcleo do Cebrapaz Bahia, ACJM-Ba, CTB e UJS teve representação de várias entidades sindicais como Sindimed, Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Rodoviários, APLB Sindicato, Sindicato dos Bancários e ASSUFBA entre outras.

Os pronunciamenos das lideranças giraram em torno da denúncia da política de agressão aos povos pelos Estados Unidos  e seus aliados da OTAN e contraditoriamente o apoio do imperialismo estadunidense às ditaduras do Médio Oriente como Arábia Saudita, Bahrein, Iemen e até recentemente ao ditador expulso do poder no Egito, Rosni Mubarak.

O ato serviu também para lembrar à opinião pública o duplo discurso do governo americano que diz combater o terrorismo, mas dá tratamento privilegiado ao terrorista  Luis Posada Carriles, o homem que em 1976 colocou uma bomba num avião civil cubano matando seus 73 ocupantes, enquanto mantêm presos há 12 anos os 5 patriotas cubanos por lutarem contra atos terroristas planejados no Estado da Flórida contra o povo cubano. Não foram esquecidos no ato o bloqueio que os EUA mantêm sobre Cuba há 50 anos, o apoio ao recente golpe militar em Hondura e o cerco midiático e apoio político, diplomático e financeiro aos grupos desestabilizadores dos governos de Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua.

Os oradores foram enfárticos ao afirmar que a presença do presidente Barack Obama no Brasil significa a busca por espaço para se apoderar das nossas riquezas e buscar a simpatia do povo brasileiro neste momento em que avança sobre o território da Líbia para derrubar o governo e se apoderar das ricas jazidas de Petróleo, escondendo os reais interesses sob o manto de uma suposta preocupação humanitária, preocupação esta que nunca tiveram quando seus aliados, os regimes militares americanos e as ditaduras da região árabe, matam e torturam seus cidadãos, a exemplo do que, neste memso tempo, está ocorrendo no Bahrein.

Foi denunciada com veemência a tentativa de utilizar o território nacional brasileiro para fazer proselitissmo na praça da Cinelândia no Rio de Janeiro, cujo recuo foi devido à organzação do movimento Social que se preparou para ocupar o espaço e rechaçar o fantoche do capital financeiro e da indústia armamentista estadunidense.

Fizeram uso da palavra, durante o ato, os representantes das seguintes entidades:
Antonio Barreto - representando o Cebrapaz - Núcleo Bahia
Deoclides Cardoso - ACJM - Bahia
Leandro Silva (Leo)  e Flavio Carvalho- UJS
Marilene Betras - APLB
Adilson Araújo - CTB

Texto de Antonio Barreto
Coordenador do Núcleo Bahia do Cebrapaz e presidente da ACJM-Bahia


Algumas fotos do evento:



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

TVE DA BAHIA PODERÁ RETRANSMITIR TELESUR


Representantes da TV Educativa da Bahia, da Telesur e da ACJM-Bahia

Em 04 de fevereiro, Pola Ribeiro, direitor do IRDEB (Instituto de Radidifusão do estado da Bahia) reuniu-se com Beto Almeida, diretor da Telesur com vistas a um possível acordo para retransmissão de jornais e filmes da Telesurtv pela TV Educativa da Bahia e fornecimento de audiovisuais baianos para serem exibidos pela Telesur.

O acordo representará um grande passo para a integração latino-americana uma vez que colocará a Bahia, um dos mais importantes estados brasileiros, em permanenente contato e troca de conteúdos audiovisuais com os países que compõem a ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas).

Os baianos terão sua TV pública enriquecida com conteúdos vindos de diversos países da América Latina e os países que recebem o sinal da Telesur conhecerão cada vez a realidade e a cultura baiana.

À reunião estiveram presentes, além dos administradores da TVE Bahia, Izzadora Brito e Antonio Barreto, representando a Associação Cultural José Martí.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Prisão dos 5 cubanos nos EUA é lembrada na homenagem a José Martí

O encarregado de negócios de Cuba, Sergio Martinez Rodrigues, disse que os cinco cubanos presos a mais de 12 anos nos Estados Unidos “pelo delito de defender sua pátria” sofrem em condições subumanas. Ele afirmou que os jovens representam toda a dimensão do patriotismo do povo da Ilha e o pensamento de liberdade de José Martí, para quem foi feita uma homenagem neste sábado (29), na Praça Panteão dos Heróis, em Brasília, pelos 158 anos de nascimento do herói da Independência de Cuba.



A homenagem, que nos anos anteriores contava com a presença de poucos residentes de Cuba em Brasília e algumas entidades do movimento social, reuniu mais de 150 pessoas e teve um caráter institucional devido o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF).



O governador Agnelo Queiroz (PT) compareceu ao evento e anunciou que a Praça, onde estão os bustos de José Martí e Simon Bolívar, será recuperada para que melhor receba os visitantes. Ao lado de Camila e Pablo, duas crianças cubanas residentes em Brasília, ele depositou flores em frente ao busto de Martí.



“Junto com todos vocês, que representam a sociedade brasileira, venho manifestar o prazer de rendermos essa homenagem a esse grande revolucionário, filosofo, poeta, intelectual e uma grande referência para todos os povos do mundo que é José Martí”, discursou Agnelo.



Ele destacou que a melhor forma de prestar a homenagem ao herói da independência cubana é estreitar o relacionamento entre Cuba, Brasil e todos os países da América Latina.



Prisão dos 5 cubanos



Sergio Rodrigues, representante da embaixada em Brasília, disse que o sonho de Martí pela integração da América Latina estava representado na relação entre Cuba e o Brasil. Agradeceu a solidariedade do país contra a prisão ilegal nos EUA dos cubanos René González, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Gerardo Hernández e Fernando González.



“Esses jovens continuam submetidos à condição de castigo e em situação subumanas, sem o respeito aos mais elementares direitos humanos. Esses jovens encontram na sociedade brasileira apoio incondicional. Esperamos que haja Justiça e eles possam regressar a sua pátria”, disse.



O representante afirmou que eles estão presos por defenderem a pátria em razão de denunciar grupos terroristas radicados no EUA que atuavam para derrubar o governo cubano. Eles reuniram em Miami documentos e fitas que comprovavam a ação terrorista contra a Ilha.



Presente ao evento, a presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, disse que a campanha mundial em defesa da libertação dos cinco cubanos se amplia cada vez mais.



Segundo ela, no Brasil a situação não é diferente com o crescente apelo feito no parlamento e por diversas entidades do movimento social. “Nós temos consciência que só assim vamos conquistar a libertação deles”, disse.



Diversas entidades do movimento social, partidos e parlamentares compareceram ao evento. Entre os quais estavam o Núcleo de Estudos Cubanos da UnB, Associação de Cubanos Residentes no Brasil, Cebrapaz, CNBB, PT, PSB, PSOL, PCdoB, UJS, UNE, UBES, Comitê de Defesa da Revolução Cubana, CUT, DCE da UnB e Via Campesina.



Extraído do site Vermelho.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cuba registra vacina terapêutica contra o câncer de pulmão

Pesquisadora cubana


Cuba registrou a primeira vacina teraupêutica contra o câncer de pulmão, após testar sua eficácia em mais de mil pacientes sem que tenham ocorrido efeitos colaterais, informou nesta segunda-feira (10) uma autoridade científica.

"Foram mais de 15 anos de pesquisas", disse ao semanário ''Trabajadores'' Gisela González, chefe do projeto desta vacina - denominada Cimavax-EFG -, cujo objetivo é transformar o câncer de pulmão avançado em uma doença crônica controlável.



O registro permite usar a vacina maciçamente no país, bem como nos mil pacientes aos quais foi administrada durante os testes, e "atualmente seu registro avança em outras nações", disse a especialista.



"Uma vez que o paciente termina o tratamento com radioterapia ou quimioterapia e é considerado um paciente terminal sem alternativa terapêutica, neste momento é aplicada a vacina, que ajuda a controlar o crescimento do tumor sem toxicidade associada, e pode ser usada como um tratamento crônico que aumenta a expectativa e a qualidade de vida do paciente", ressaltou.



A vacina "está baseada em uma proteína que todos temos: o fator de crescimento epidérmico", acrescentou González.



"Igualmente se avalia a forma de empregar o princípio desta vacina em outros tumores sólidos (em próstata, útero e mama), que podem ser alvo deste tipo de terapia. Existem resultados importantes, mas é preciso esperar", concluiu.



Fonte: Vermelho

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado




Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente. Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, destroçado pelo terremoto e pela cólera. Enquanto isso, a ajuda prometida pelos EUA e outros países.O artigo é de Nina Lakhani, do The Independent.



Por Nina Lakhani - The Independent


Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses herois são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.



Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.



Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250.000 pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados. De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.



Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente, deixando claro que o Haiti está se esforçando para lidar com a epidemia que já matou centenas de pessoas.



Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latinoamericana de Medicina em Cuba (Elam), um dos programas médicos mais radicais do país. Outros 400 estão sendo treinados na escola, que oferece ensino gratuito - incluindo livros gratuitos e um pouco de dinheiro para gastar - para qualquer pessoa suficientemente qualificada e que não pode pagar para estudar Medicina em seu próprio país.



John Kirk é um professor de Estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: "A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado".



Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto, seguido por uma equipe de 50 a Argélia em 1963. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução.



Os médicos itinerantes têm servido como uma arma extremamente útil da política externa e econômica do governo, gahando amigos e favores em todo o globo. O programa mais conhecido é a "Operação Milagre", que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanos em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.



A Brigada Henry Reeve, rejeitada pelos norteamericanos após o furacão Katrina, foi a primeira equipe a chegar ao Paquistão após o terremoto de 2005, e a última a sair seis meses depois.



A Constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, quando possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o professor Kirk. "Isso permite que os médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, possam ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender mais sobre as doenças e condições que apenas estudaram. É também uma obsessão de Fidel e ele ganha votos na ONU".

Política se discute e muito, em Cuba


Augusto César Petta *

Conforme já escrevi em artigo anterior, estive recentemente em Havana, juntamente com o Secretário-Adjunto de Relações Internacionais da CTB João Batista Lemos para participar de uma reunião de Centrais Sindicais componentes do Encontro Sindical Nossa América–ESNA e de Centros de Formação e Investigação.

Após a reunião que demorou 3 dias, tive a oportunidade de ficar mais dois, mantendo contato com cubanos, percorrendo algumas ruas da cidade de Havana. Chamou muito minha atenção o fato dos cubanos conversarem fluentemente sobre política. Fiquei com a nítida impressão que a mesma intensidade com que nós, brasileiros, conversamos sobre futebol, em Cuba fala-se sobre política. Bastava dizer que era brasileiro, imediatamente, as pessoas se referiam a Dilma e Lula. E demonstravam muita vibração com a vitória de Dilma nas eleição de outubro. Consideram Lula um amigo de Cuba e acham fundamental o avanço das posições progressistas no Brasil, por entenderem que o nosso país pela importância no cenário internacional , desempenha um papel estratégico revolucionário fundamental na construção da América socialista.

Uma mulher vendedora de livros numa banca de uma praça, não filiada ao Partido Comunista, me disse que os cubanos estudam muito e fazem questão que os filhos estudem também. E, por isso, conhecem um pouco da cultura dos outros países. Estávamos perto de uma fortaleza e ela logo foi explicando que a fortaleza havia sido construída há muito tempo, para defender Cuba de invasores. “Não pense que a cobiça de outros povos começou recentemente. Desde há muito, Cuba é alvo de interesses. Mas, nós somos fortes e enfrentamos as maiores adversidades. É difícil enfrentar o bloqueio dos Estados Unidos, mas nós venceremos e manteremos o socialismo”.

Fui recebido no Aeroporto de Havana, por um diretor da Central dos Trabalhadores de Cuba – CTC, que me surpreendeu com o nível de conhecimento que tem sobre o Brasil. Primeiro perguntou sobre Dilma e Serra, depois se referiu à vitória de Tarso Genro no Rio Grande do Sul e a derrota de Ana Júlia no Pará. Disse que já havia estado no Brasil algumas vezes e conhecia São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Belém e algumas cidades importantes do Nordeste. Depois, tive conhecimento que vários diretores da CTC estudam a história e a conjuntura atual de diversos países, entre eles o Brasil.

É muito interessante observar como vai se desenvolvendo o nível de politização do povo, no socialismo. Lá não cabe aquela famosa expressão “política não se discute”, expressão que, quando colocada em prática, contribui para fortalecer os interesses das classes dominantes e para alienar as classes dominadas.

As escolas de formação política e sindical proliferam-se em várias cidades do país. Os dirigentes sindicais são estimulados a fazer cursos de formação. Prática, teoria e prática enriquecida constituem-se na base da didática dos cursos ministrados. Os professores estimulam os sindicalistas a falar, nas aulas, sobre a prática que desenvolvem, para simultaneamente dissertar sobre a teoria que ilumina essa prática; dessa forma, os sindicalistas enriquecem sua prática a partir da teoria apreendida.

Aqui, no Brasil, cabe a todos nós, que temos consciência da necessidade da ação transformadora que tem como objetivo estratégico a conquista do socialismo, trabalhar para que os trabalhadores e trabalhadoras tenham cada vez, consciência política desenvolvida e simultaneamente desenvolvam uma prática conseqüente.

Extraído do sítio Vermelho

sábado, 18 de dezembro de 2010

Fidel Castro: As mentiras de Bill Clinton



Realmente me dá pena ter de desmenti-lo. Hoje, não é mais que um homem de aspecto bonachão consagrado ao legado histórico, como se a história do império e — inclusive algo mais importante: o destino da humanidade —, estivesse garantido para além de algumas dezenas de anos, sem que na Coreia, Irã ou qualquer outro ponto de conflito tenha início uma guerra nuclear.

Como é conhecido, a Organização das Nações Unidas o designou seu "enviado especial" no Haiti


Bill Clinton — que foi presidente dos Estados Unidos depois de George H. W. Bush e antes de George W. Bush — por um zelo político ridículo, impediu que o ex-presidente Jimmy Carter participasse nas negociações com Cuba sobre a questão da migração, promoveu a Lei Helms-Burton e foi cúmplice das ações da Fundação Cubano-Americana contra nossa pátria.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Frei Beto: Revolução Cubana se move criticamente sobre si mesma


Frei Beto: um grande amigo de Cuba

Por Frei Betto*


Em 2011 se completarão 30 anos da minha primeira visita a Cuba. Eu trabalhava no Brasil com o método de Paulo Freire. Queria trazer a Cuba essa contribuição, estava convencido da importância política da metodologia da educação popular. Quando cheguei, havia preconceitos não só para com esta metodologia, mas também em relação à figura de Freire. Seu primeiro livro tinha causado certo receio entre os companheiros do Partido Comunista de Cuba.

Um marxista cristão, soava então contraditório: o marxismo era considerado uma fé e não se podia ter duas.

Então propus em Havana um Encontro Latino-Americano de Educação Popular. Os cubanos prepararam tudo; mas no encontro não havia nem um cubano. Dois anos depois, consegui que a Casa das Américas organizasse um segundo encontro. Vários cubanos compareceram como meros assistentes, diziam que em Cuba tudo era educação popular e não havia necessidade de ter uma equipe para isso. No terceiro encontro, a participação cubana já foi ativa. Assim surgiu a equipe do Centro Martin Luther King.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cúpula Ibero-americana exige que os EUA encerrem bloqueio contra Cuba

Foto oficial da XXª Cúpula Latino-americana



Na 20ª Cúpula Ibero-Americana, em Mar del Plata, na Argentina, os chefes de Estado e do Governo reiteraram neste sábado sua exigência aos Estados Unidos para que coloquem um ponto final no bloqueio a Cuba.

"Pedimos que os Estados Unidos da América coloquem fim ao bloqueio", diz o documento que exige que Washington cumpra com as 19 sucessivas resoluções aprovadas na Assembleia Geral das Nações Unidas ordenando o fim do bloqueio contra a Ilha.

O documento qualifica de inaceitável a aplicação dessas medidas coercitivas unilaterais, as quais afetam o bem-estar dos povos e seu acesso e desfrute pleno dos benefícios da cooperação internacional.

Também refere-se aos obstáculos que isso causa à concretização do que é o lema desta Cúpula, ou seja, a Educação para a inclusão social, além de afetar os processos de integração.

A declaração reitera a enérgica rejeição à aplicação de medidas unilaterais, como a Lei Helms-Burton, e exorta os Estados Unidos a eliminarem e cumprirem as sucessivas resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas, pondo fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba.

O comunicado é uma reafirmação e atualização de textos aprovados nas cúpulas de Salamanca em 2005, Montevidéu em 2006, Santiago do Chile em 2007, San Salvador em 2008 e Estoril em 2009.

A declaração final da cúpula de Mar del Plata, que tem como lema "Educação para a inclusão social", inclui também uma cláusula democrática contra tentativas golpistas na região, entre outros pontos.

Do Vermelho e Portal Terra

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Atilio Borón: Cuba e a hora da mudança






Em Cuba se está efetivando um grande debate sobre o futuro econômico da ilha. Entre os cubanos se fez presente a convicção de que o atual sistema econômico, inspirado no modelo soviético de planejamento ultra-centralizado, encontra-se exaurido. Como advertiram Fidel e Raúl, sua permanência compromete a sobrevivência da Revolução. Se se quer salvá-la será necessário abandonar um sistema de gestão macroeconômica que, de forma clara, já passou a melhor vida.



Por Atilio A. Borón (extraído do Portal Vermelho)

A experiência histórica tem mostrado que a irracionalidade e desperdício dos mercados podem ocorrer em uma economia totalmente controlada pelos planejadores estatais, que não estão a salvo de cometer erros grosseiros, que produzem irracionalidades e desperdícios que afetam o bem-estar da população.



Exemplos: em um país com um déficit habitacional tão grave como Cuba, a agência estatal encarregada das construções tem registrado 8 mil pedreiros e 12 mil pessoas dedicadas à segurança e guarda dos depósitos das empresas de construção do Estado.



Ou que os relatórios oficiais revelem que 50% da área agrícola da ilha não está sendo cultivada, em um país que deve importar entre 70 e 80% dos alimentos que consome. Ou que quase um terço da safra é perdida devido a problemas de coordenação entre os produtores (sejam eles agências governamentais, cooperativas agrícolas ou outras empresas), as empresas de armazenagem e seleção e os serviços de transporte do Estado, que devem levar as colheitas até os grandes centros de consumo.


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