terça-feira, 20 de outubro de 2009

ANCREB rechaça infâmias de Yoani

La ANCREB-JM (Asociación de Cubanos Residentes en Brasil - José Martí) rechaza las infamias y mentiras dichas por la bloguera cubana Yoani Sánchez en recientes entrevistas concedidas a vehículos de comunicación brasileños.

La ANCREB-JM capitulo Brasilia, repudia enérgicamente las declaraciones de la bloguera cubana y hace patente nuestra firme convicción de que en cualquier lugar del mundo que haya un cubano digno, martiano y amante de nuestras conquistas, siempre habrá un bastión inexpugnable de la Revolución.

Bien vale la pena recordarle a Yoani Sánchez que Cuba, su país, vive desde hace 50 años un horrendo y brutal bloqueo económico, impuesto por los Estados Unidos de Norteamérica, el mismo país que le paga por sus super dimensionadas informaciones, y que ha impedido recibir hasta los más elementales medicamentos, alimentos o equipos médicos para ayudar a la población, de la cual ella y su familia forman parte.

Podríamos decirle a Yoanny, ajustándonos a la más estricta verdad, que el índice de desempleo de la Cuba pre-revolucionaria era uno de los mayores en América Latina, que el índice de analfabetismo era de 23%; que la mortalidad infantil era de 62,3 por cada mil nacidos vivos, que el índice de mortalidad materna era altamente significativo y que de los aproximados 6 mil médicos que habían en Cuba al triunfo de la Revolución, la mitad abandonó el país estimulados por los Estados Unidos. Esa es la pura verdad.

Cuanta manipulación de los datos. Yoanny conoce perfectamente los excelentes resultados de Cuba en la salud. Como negar que el índices de mortalidad infantil fue reducido a valores de primer mundo, 5,3 por cada mil nacidos vivos?, que su hijo hoy con 14 años es prueba de ello...; como minimizar el esfuerzo de miles y miles de jóvenes que en 1961 eliminaron el analfabetismo en Cuba?. Como ocultar que las obras de Jose Martí, Gabriel García Marquez, Cintio Vitier, Galeano, Mario Benedetti, entre otros, son conocidas por nuestro pueblo. Como desconocer la importante Feria Internacional del Libro de la Habana, el Premio Casa de las Américas, la Bienal de Artes Plásticas y los Festivales de Cine Latinoamericano, del Ballet Nacional de Cuba y de Teatro, acontecimientos culturales que reúne lo mejor de la literatura, el cine, la danza y las artes escénicas y plásticas mundiales. Será que ella no conoce estos datos y eventos?

Quisiera recordarle a Yoany que en Cuba no hay Escuadrones de la Muerte, que no hay desaparecidos, que no se tortura en la prisiones, y que muchos ex detenidos, dejan las prisiones con títulos hasta universitarios; que Cuba contrarrestó el éxodo de los médicos desarrollando una de las más conceptuadas Escuelas de Medicina del mundo y hoy consta con un ejército de 72, 416 de estos abnegados profesionales de la salud para un índice de 1 médico para cada 155 habitantes.

Ella olvidó, también, decirle a los periodistas que Cuba colabora con los países menos desarrollados del Tercer Mundo llevando sus médicos, científicos y personal de la salud a recónditos lugares donde sólo los médicos cubanos llegan con la misma alegría con que trabajan en los hospitales de las grandes ciudades y todo a cambio del reconocimiento al internacionalismo proletario, que todos esos cubanos por todo el mundo suman aproximadamente 51 mil trabajando en 98 países del mundo.

Al parecer la Sra. Yoani ha olvidado que Cuba ha compartido sus conquistas con otras naciones del mundo. Se han graduado en Cuba a lo largo de más de cuatro décadas más de 50 000 jóvenes de 130 países, de los cuales más de 32 000 son africanos. Más de 32 mil jóvenes de 118 Estados, principalmente del Tercer Mundo, estudian gratuitamente en nuestros centros educacionales, el 78% la especialidad de Medicina
. Este humanismo de la revolución cubana se refleja, entre otros aspectos, en el programa cubano de alfabetización “Yo si puedo”, que se desarrolla en más de15 países ya suma más de 2 millones 82 mil 425 alfabetizados y recibió un premio de la UNESCO por su efectividad y calidad; así como “La Operación Milagros”, consistente en la realización de cirugías gratuitas a afectados de problemas visuales, fundamentalmente cataratas, que ha beneficiado 88 mil 988 pacientes de 13 países, 305 mil 930 de Venezuela, 96 mil 855 cubanos y 24 mil 24 caribeños de 14 países de la región.

Para finalizar queremos expresarles a las Revistas VEJA y EPOCA y a la bloguera de que Cuba es Revolución, y que gracias a ella tenemos ante todos un bien ganado prestigio que ha sido reconocido hasta por las personas más reaccionarias del planeta, de que continuaremos adelante con el proceso revolucionario y que siempre estaremos al lado de las causas más nobles a lo largo y ancho del mundo.

ASOCIACION DE CUBANOS RESIDENTES

CAPITULO DE BRASILIA

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Lula cobrará na ONU fim do embargo econômico a Cuba

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende cobrar dos Estados Unidos na próxima quarta-feira (23), na Assembleia Geral das Nações Unidas, o fim do embargo econômico imposto pelos americanos à ilha de Cuba.

Na avaliação do presidente, que admitiu esta semana não ter "entendido" a decisão da Casa Branca de renovar as sanções comerciais, o embargo é "anacrônico" e não reflete o desejo dos países latino-americanos. Na segunda-feira (14), o presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, emitiu memorando informando que renovou por mais um ano o embargo a Cuba.

"O assunto do embargo a Cuba é um assunto que preocupa o presidente Lula de maneira muito especial. O presidente, no seu discurso nas Nações Unidas, pretende fazer uma menção explícita à necessidade do fim do bloqueio a Cuba pelos Estados Unidos, um bloqueio que o presidente considera anacrônico e que é condenado pela opinião pública no continente", explicou o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach.

"O presidente já conversou em outras oportunidades com o presidente Obama a respeito disso e nada impede que ele volte a conversar, que ele volte a falar com o presidente Obama. Ele manifestou publicamente a sua intenção de em um próximo encontro ou em um próximo telefonema conversar a respeito disso com o presidente Obama", ressaltou Baumbach.

Fonte:Vermelho

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A hipocrisia da senhora Clinton
José Reinaldo Carvalho *

Usando o velho método de acusar a vítima, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, disse estar “preocupada” com o que considerou uma corrida armamentista na América do Sul (sic) e referiu-se explicitamente às compras de armas pela Venezuela. Extrapolando os limites da diplomacia, a secretária norte-americana insinuou que o país de Bolívar fornece armas para grupos insurgentes.

Semelhante tática diversionista e hipócrita foi utilizada pelo presidente colombiano Álvaro Uribe quando tentou, na última reunião de cúpula da Unasul, baralhar as cartas e apresentar como se fossem a mesma coisa as compras de armas pela Venezuela, o acordo militar do Brasil com a França e a instalação de sete bases militares dos Estados Unidos na Colômbia.

O atual governo do imperialismo estadunidense não tem moral para referir-se criticamente à “corrida armamentista” na América Latina nem alhures. Pois a superpotência norte-americana é o maior fautor de guerras de agressão e do militarismo no mundo de hoje. Suas despesas militares ultrapassam os 500 bilhões de dólares, suas bases militares, mais de oitocentas, encontram-se espalhadas em todos os continentes em mais de uma centena de países. Seu braço armado para a Europa e toda a região do Atlântico Norte, a OTAN expande-se para Leste e atua nas campanhas bélicas da Ásia Central. Suas frotas navais singram os mares mundo a fora, exercendo o poder marítimo como concepção estratégica para o domínio do mundo. Seus comandos militares, instalados em regiões estratégicas, continuam cumprindo o papel de pró-consulados e de principais agentes da política externa dos Estados Unidos, que se confunde com as políticas de Segurança e Defesa. Aliás, fosse a senhora Clinton uma autêntica multilateralista, como o Partido Democrata se compraz em apresentar-se, e deveria estar protestando contra este fenômeno que agiganta o militarismo e menoscaba a diplomacia.

Quanto às armas nucleares, os Estados Unidos continuam tentando impor ao mundo o odioso monopólio em mãos de um clube fechado e uma preocupante corrida para uma esmagadora primazia, com os planos de instalação do escudo anti-mísseis no leste da Europa. O Iraque e o Afeganistão continuam em chamas, massacrados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.

A desfaçatez da declaração da encarregada da política externa do governo dos Estados Unidos torna-se mais evidente ainda diante do incremento do militarismo com fins intervencionistas representado pela decisão de instalar sete bases militares no território colombiano e pelo relançamento da Quarta Frota da Marinha de Guerra, feito no apagar das luzes do governo anterior, mas que o governo do presidente Obama não deu nenhum sinal de que irá revogar.

É aí que mora o perigo para a América Latina, que vive um novo quadro político, marcado pelo avanço de processos democráticos, populares e antiimperialistas. Os povos latino-americanos estão realizando novas experiências políticas, avançando na obtenção de conquistas políticas e sociais, consolidando sua integração e criando uma situação difícil de reverter. O mundo mudou e já não há lugar para a política de canhoneiras de Washington nem para a arrogância ou a hipocrisia em termos de política externa.

As declarações de Hillary Clinton devem soar para nós, antiimperialistas e defensores da causa da paz, como sinal de alerta. Não deve haver espaço para ilusões. A instalação das bases militares na Colômbia e a existência da Quarta Frota são ameaças concretas à soberania de todos os países latino-americanos e uma tentativa de intimidar processos revolucionários como o que está em curso na Venezuela.

A Venezuela, assim como o Brasil, têm o direito de reequipar suas Forças Armadas com fins de dissuassão das ameaças e defesa nacional. Os processos de integração devem fazer avançar a cooperação também nesse terreno no âmbito do Conselho de Defesa da América do Sul, o que pressupõe a rejeição ao intervencionismo estadunidense e à tentativa de utilização do regime facínora da Colômbia como cabeça de ponte para perpetrar agressões em nossa região.

PS – Como foi concebido e executado até agora, é positivo para o Brasil o acordo de compra de equipamentos militares à França, com transferência de tecnologia. Mas, atenção, Sarkozy não é um democrata, não é um defensor da paz nem de uma ordem internacional baseada na igualdade e soberania das nações. É um dos maiores expoentes da direita européia, atlantista e imperial.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ACJM E CEBRAPAZ NO GRITO DOS EXCLUÍDOS


A ACJM-BAHIA E O CEBRAPAZ INTEGRARAM A PASSEATA DOS EXCLUÍDOS DURANTE AS COMEMORAÇÕES DO 7 DE SETEMBRO EM SALVADOR E EXIGIRAM O FIM DO GOLPE MILITAR EM HONDURAS.

ACJM e CEBRAPAZ NO 7 DE SETEMBRO


A ACJM-BAHIA E O CEBRAPAZ ESTIVERAM PRESENTES NAS COMEMORAÇÕES DO DIA 7 DE SETEMBRO E DO GRITO DOS EXCLUÍDOS NAS RUAS DE SALVADOR.
NA FOTO AO LADO OS MEMBROS DA ASSOCIAÇÃO SEGURAM FAIXA EM QUE PEDEM A LIBERTAÇÃO DOS CINCO CUBANOS PRISIONEIROS NOS EUA HÁ MAIS DE 10 ANOS.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Há 11 anos os EUA mantêm cinco cubanos presos injustamente

Sem terem cometido nenhum crime, nem causarem prejuízo ao povo estadunidense, há 11 anos que os cubanos Gerardo Hernández, René González, Ramón Labañino, Antonio Guerreiro e Fernando González estão presos nos Estados Unidos.


Os Cinco, como são identificados na campanha internacional a favor de sua libertação, foram detidos na madrugada de 12 de setembro de 1998 e depois condenados somente pelo fato de impedir planos criminosos de grupos terroristas que operam livremente do território estadunidense contra Cuba.

Para os cubanos, a causa de seus cinco compatriotas antiterroristas sustenta-se no direito que lhes assiste de se defender dos múltiplos ataques organizados desde o país nortenho contra seu povo.

Por meio século Washington ampara no estado da Flórida uma ampla rede terrorista para derrubar a Revolução iniciada em 1959. O governo dos Estados Unidos recruta-os, arma, treina, financia, alenta e protege.

Com vistas a organizar sua defesa, os cubanos tiveram necessidade de conhecer os planos de seus inimigos para antecipar atos terroristas e agressões que causaram a morte até hoje de aproximadamente 3500 pessoas e mais de dois mil feridos.

Entre bloqueio econômico, isolamento diplomático, sabotagens, incêndios, assassinatos, guerra química e bacteriológica e outras formas de terror, em março de 1960 agentes da CIA explodiram o navio francês "A Coubre" no porto de Havana, sabotagem que matou 101 pessoas incluindo seis marinheiros franceses.

Em 6 de outubro de 1976 os conhecidos terroristas internacionais Luis Posada Carriles, Orlando Bosch e dois mercenários venezuelanos explodiram um avião civil em pleno vôo com 57 cubanos, 11 guianeses e cinco coreanos a bordo. Em 1997 uma onda criminosa contra hotéis e outras instalações habaneras matou ao turista italiano Fabio Di Celmo.

Contra seres humanos, plantas e animais da Ilha praticou-se o terrorismo bacteriológico, que afeta a mais de 344 mil pessoas, com saldo de 158 mortos, entre eles 101 crianças. Mais de 600 tentativas de assassinato foram preparadas contra o líder da Revolução, Fidel Castro.

Não obstante serem reconhecidos heróis por terem prevenido possíveis atentados ou sabotagens, os Cinco foram condenados a duras penas em um processo ilegítimo, carente de objetividade e garantias, celebrado em Miami, onde é impossível obter um júri imparcial para qualquer caso vinculado a Cuba.

Enquanto os grandes meios de informação norte-americanos omitem este caso, os Cinco antiterroristas cubanos cumprem longas sentenças em cárceres estadunidenses.

Hernández recebeu mais duas penas perpétuas mais 15 anos; Guerrero e Labañino penas perpétuas mais 10 e 18 anos respectivamente; enquanto Fernando González foi condenado a prisão por 19 anos e René González sentenciado a 15 anos.

Separados e colocados em cárceres de alta segurança, sofrem desumanas condições carcerárias, inclusive celas de castigo. A dois deles foi negado o visto a suas esposas, em violações de leis norte-americanas e normas internacionais.

Sobre os Cinco foi vertido todo o ódio irracional da contrar-revolucionário de Miami e do governo dos Estados Unidos contra Cuba.

Permanecem presos apesar de que em 9 de agosto de 2005 a Corte de Apelações do Décimo Primeiro Circuito de Atlanta ter revogado por unanimidade as condenações e declarado ilegal e arbitrário o processo.

Os juízes explicaram que o preconceito existente em Miami, lugar onde são planejadas inumeráveis ações terroristas contra Cuba por grupos contra-revolucionários, impediu a realização de um julgamento justo.

Estabeleceram que um dos problemas dessa sede é a existência de agrupamentos terroristas, e os mencionaram por seu nome: Alfa 66, Comandos F-4, Fundação Nacional Cubano Americana e Irmãos ao Resgate, entre outros.

Uma declaração do Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da Comissão de Direitos Humanos da ONU, que constatou as violações durante a detenção e encarceramento dos Cinco, exigiu a libertação imediata em maio de 2005.

A equipe da ONU sentenciou que o julgamento não teve a objetividade e imparcialidade que normatizam as próprias leis norte-americanas e as convenções internacionais.

Os Cinco foram confinados em uma solitária durante 17 meses, privados de comunicação com seus advogados e reduzidas as possibilidades de sua defesa.

No entanto, em uma decisão considerada por especialistas em jurisprudência como infame e insólita, a Corte de Atlanta reconsiderou a sentença emitida em 2005, justo há um ano de sua decisão unânime de anular o julgamento e revogar as condenações.

E apesar do reclame de mais de 300 comitês de solidariedade em todo mundo pela liberdade dos Cinco antiterroristas cubanos presos injustamente nos Estados Unidos, o caso continua como um assunto de corte político para as sucessivas administrações desse país, incluindo a atual.

Fonte: Prensa Latina

Obama prorroga criminoso bloqueio a Cuba


O presidente norte-americano, Barack Obama, assinou uma ordem, nesta segunda-feira (14), que estende a lei usada para impor o embargo comercial dos EUA a Cuba. A medida prorroga o bloqueio à ilha por mais um ano, apesar dos inúmeros pedidos para que houvesse o abrandamento das sanções com o objetivo de colocar fim ao embargo.

"O presidente determinou que é de interesse nacional dos EUA em continuar por mais um ano o exercício de certos poderes sob o Ato de Comércio com o Inimigo em relação a Cuba", informou a Casa Branca. A legislação proíbe qualquer intercâmbio com países considerados "uma ameaça". Na prática, atualmente, ela só afeta o comércio americano com Cuba. 


O documento que prorroga a lei foi enviado aos secretários de Estado, Hillary Clinton, e de Tesouro, Timothy Geithner.

A lei, de 1917, deu origem, em 1963, ao bloqueio contra a ilha comunista, conhecido oficialmente como "Regulação de Controle dos Bens Cubanos".
Em 1977, a lei foi reformada para ser aplicada somente em situações de guerra e de emergência nacional. Como o embargo contra Cuba foi decidido em 1963, ou seja, antes da reforma, a ilha comunista continuou na lista, mas o presidente tem que confirmar a decisão a cada ano.

A legislação afetava a Coreia do Norte até junho de 2008, quando o então presidente George W. Bush retirou o país da lista, depois que o regime de Pyongyang se comprometeu a tomar medidas para desmantelar seu programa nuclear.
O embargo a Cuba vem sendo prorrogado anualmente desde que entrou em vigor. Neste caso, no entanto, adquire caráter simbólico, já que representa a primeira renovação durante o mandato de Obama, que em seus primeiros meses no poder eliminou as restrições de viagens e envio de remessas dos americanos a seus familiares na ilha.Com esta determinação, Obama mantém a política de seus antecessores sobre o embargo à ilha. A aplicação das medidas contra Cuba previstas na lei – intitulada Lei contra o Comércio com o Inimigo - teria expirado hoje se não tivesse sido prorrogada.
Em 3 de setembro deste ano, começaram a valer várias medidas aprovadas por Obama em abril que atenuam as sanções a Cuba no que diz respeito a viagens e remessas de dinheiro feitas por cubano-americanos para parentes que moram na ilha. Apesar dessa flexibilização, à época, o governo já dava a entender, contraditoriamente, que o embargo seria mantido. Modificar a relação entre os dois países foi uma das promessas de campanha de Obama.
Segundo informações de Havana, o bloqueio estadunidense à Ilha resultou em perdas de US$ 147 bilhões em mais de 47 anos de vigência e tem sido um importante obstáculo para o desenvolvimento nacional. O grupo de direitos Anistia Internacional pediu a Obama que não assinasse a extensão, alegando que o embargo interfere nos direitos humanos de cubanos. Vários presidentes da América Latina também já se colocaram contrários ao bloqueio.
Extraído do site www.vermelho.com.br.
CINCO HOMENS E AS RELAÇÕES CUBA-EUA

Frei Beto

Durante a travessia do Granma, barco que, em 1956, conduziu, do México ao litoral de Cuba, 82 guerrilheiros que iniciariam os combates culminados na vitória da Revolução (1959), um deles, à noite, caiu no mar. Houve discussão a bordo. Uns opinavam que o desembarque não poderia sofrer atraso, sob pena de serem apanhados pela repressão. Em nome da causa se impunha o sacrifício do companheiro...

Fidel se opôs. Argumentou que a Revolução se faria para salvar vidas. Seria um contrassenso, grave erro ético, abandonar o náufrago ao infortúnio. O companheiro foi resgatado.
Obama fez vários acenos de melhorar as relações entre EUA e Cuba, como revisar as leis migratórias (o que já ocorre) e fechar, a médio prazo, a prisão de Guantánamo, cárcere clandestino de supostos terroristas.
Cuba, entretanto, não está disposta a negociar sem que, antes, sejam libertados de cárceres usamericanos os cubanos Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e René González.

Os cinco heróis cubanos, presos desde setembro de 1998, são acusados de terrorismo. Na verdade, tratavam de evitar, na Flórida, iniciativas terroristas de grupos anticastristas. E foram usados como bucha de canhão pelo FBI e por grupos de direita para impedir, na época, a reaproximação entre EUA e Cuba.

A 16 de junho, a Corte Suprema rechaçou o recurso apresentado a favor deles, apesar de respaldado por 10 prêmios Nobel e outras personalidades. Até a Comissão de Direitos Humanos da ONU considera o processo injustificado.

Hernández recebeu condenação de dupla prisão perpétua e mais 15 anos de reclusão... Precisaria de três vidas para cumprir tão absurda sentença. René foi condenado a 15 anos. Aos outros três a Suprema Corte admitiu revisão das sentenças pelo Tribunal Federal de Miami. Labañino está condenado à prisão perpétua mais 18 anos; Guerrero, à prisão perpétua mais 10 anos; e Fernando a 19 anos.

O tribunal de Atlanta admitiu, por unanimidade, que as sentenças aplicadas a três dos cinco cubanos (Hernández, Labañino e Guerrero) carecem de fundamento jurídico: não houve transmissão de informação militar secreta, nem pôs em risco a segurança dos EUA.

As leis estadunidenses permitem que o Presidente retire as acusações a um réu antes, durante ou depois do processo, como já ocorreu.

É inútil Washington supor que haverá melhoria de relações com a América Latina, e uma nova era pós-Bush, fazendo vista grossa para o golpe em Honduras e sem, primeiro, melhorar suas relações com Havana.

Obama venceu a eleição também na Flórida e, inclusive, em Miami, sem depender de maracutaias na Suprema Corte ou de apoio de grupos de direita, como sucedeu com Bush. Resta-lhe provar que a sua política externa está acima da manipulação de terroristas anticastristas, autores de 681 atentados comprovados, que assassinaram 3.478 pessoas e causaram, a 2.099, danos irreparáveis.

Frei Betto é escritor, autor de “Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco), entre outros livros.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Festa do 2 de Julho: Bahia contra Golpe em Honduras

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Na maior festa cívica da Bahia a Associação Cultural José Martí esteve presente e manifestou-se contra o golpe em Honduras e pela libertação dos cinco patriotas cubanos presos nos Estados Unidos.

A população baiana saudou a inicitiva e aplaudiu a passagem das faixas.